11 dezembro 2018

Parceria | Karina Pinheiro

Faz tempo que não faço parceria com autores nacionais por causa de alguns problemas que tive com alguns deles. Mas como a Karina é uma pessoa que acompanho tem alguns anos já, e gosto muito dos seus textos, não poderia deixar de firmar parceria com ela agora que ela lançou seu primeiro romance o livro Natureza Revelada em parceria com o autor Jorge Gomes.

SINOPSE



O livro conta a história de um casal urbano, moderno e estressado, que realiza uma viagem mágica para uma outra realidade: uma aldeia na Grécia Antiga. O casal se envolve com guerreiras amazonas, centauros, inimigos selvagens e uma Sacerdotisa, que vai tentar mostrar a Marcos e Jéssica como os valores pessoais e o relacionamento entre eles e a natureza podem ser diferentes. Os personagens mudam ao longo da história e se dividem entre as facilidades e confortos da vida moderna e os valores e a intensidade da vida em um ambiente de mitologia. Na viagem a uma realidade alternativa, vão conhecer um mundo totalmente diferente de São Paulo do século XXI, entender a sabedoria da natureza e descobrir coisas sobre si mesmos e sua relação.



SOBRE OS AUTORES

Jorge é morador de Niterói - RJ, funcionário público da área da saúde. Há alguns anos entre as inúmeras viagens as cataratas de Foz do Iguaçu se inspirou a criar um livro sobre a natureza. Alguns anos depois, convidou sua prima, Karina, para escrever com ele.

Karina é professora, atriz e blogueira. Tem 3 crônicas publicadas, esse é o seu primeiro romance.

COMO COMEÇOU A HISTÓRIA DO LIVRO

Jorge sempre quis escrever um livro de cunho filosófico ao falar de sofrimento, dor e sobre ensinamentos da natureza e ecologia. Mas, ficou com medo de ficar muito teórico, sabendo do lado "artístico" da Karina, a convidou para criar uma fantasia romanceada para o livro poder ficar mais interessante. A história de Natureza Revelada não é um romance de água com açúcar e muitos podem ficar decepcionados e não entenderem a mensagem do livro, já que o casal é apenas um pano de fundo para a mensagem filosófica do livro. Jéssica e Marcos são um casal com muitos problemas internos e com muitos defeitos em excesso e essa viagem será um divisor de água no relacionamento deles. O livro é uma trilogia e o segundo volume será lançado no meio do ano de 2019, portanto há um final "inacabado" e inesperado entre eles. Essa história foi inspirada nas obras de Richard Bach e suas complexas metáforas filosóficas.

ONDE COMPRAR


AMAZON










09 dezembro 2018

Resenha | A Ilha Dos Mortos - Rodrigo de Oliveira


Livro: A Ilha dos Mortos
Série: As Crônicas dos Mortos # 4
#1 - O Vale dos Mortos
#2 - A Batalha dos Mortos
#2.5 - Elevador 16
#3 - A Senhora dos Mortos
Gênero: Terror, Zumbis
Autor: Rodrigo de Oliveira
Editora: Faro Editorial
Páginas: 480
Ano: 2015

Contêm spoilers dos livros anteriores nos 3 primeiros parágrafos. 

Resenha:
O mundo como o conhecemos não existe mais. Ele teve seu fim no dia 14 de julho de 2018. Um novo planeta foi descoberto e denominado de Absinto e à principio todos acharam que ele bateria na Terra e destruiria tudo por causa do seu tamanho, vinte vezes maior que a Terra. Mas quando se provou que ele só passaria muito perto da Terra, sem bater, a festa foi geral. Mas o que era para ser um dia de alegria, se tornou o começo do fim. A temperatura subiu tanto que de cada três pessoas, duas caíram desmaiada. Mas não era um desmaio comum. Quando elas acordaram do desmaio, elas não estavam mais vivas. Seus olhos estavam brancos e vazios e elas começaram a perseguir e comer os que ainda estavam vivos.


O tempo foi passando e poucas pessoas conseguiram sobreviver a esse pesadelo. Um grande grupo delas sobreviveu graças a Ivan e sua esposa Estela que conseguiram criar um centro de refugiados em São José dos Campos para quem não foi infectado. Mas o lugar foi atacado por um grupo de zumbis liderados por Jezebel, uma zumbi que tinha um dom antes de morrer e que ao se tornar um zumbi teve esse dom aumentado. Além de ainda ter uma consciência, ela consegue controlar os outros zumbis. E sua ultima lembrança de quando estava viva é de Ivan negando ajuda e deixando ela para morrer. Quando Jezebel atacou, o local foi destruído, assim como Jezebel e sua horda de zumbis. E então eles se mudaram para uma Ilha onde aparentemente eles vivem em paz há trinta anos. 

Os primeiros anos em Ilhabela não foram fáceis. Além de ter que limpar a ilha dos zumbis remanescentes, eles tiveram que reaprender a viver em sociedade. Ivan fez questão de deixar a vida o mais próximo possível de como era antes, com as pessoas trabalhando, estudando e votando em seus governantes. O tempo passou e as pessoas envelheceram e hoje quem está no comando são as crianças que chegaram e as que nasceram na ilha. Mas o tempo não passou apenas para os humanos. Os zumbis também se transformaram. Alguns deles conseguiram evoluir e ganharam força e velocidade. E dentre os habitantes da Ilha tem algumas pessoas que querem obter o poder a qualquer custo. E para ajudar, uma ameaça que eles achavam estar superada, está prestes a acabar com todo o progresso que eles conseguiram nesses anos.

"Do meio daquela massa destruída surgiu uma aberração imensa, um ser com mais de dois metros de altura e braços que eram tão grossos que pareciam pertencer a um gorila. "

Faz mais de ano que li o terceiro livro dessa série e só agora voltei a ler os livros. Também só esse ano que o autor finalizou a série num total de seis livros e um conto. Diferente dos outros livros da série, nesse aqui temos uma passagem de tempo de trinta anos e por isso os personagens que acompanhamos nos três primeiros livros não são mais os protagonistas e sim seus filhos. Mas ainda tem alguns que apesar da idade avançada ainda fazem a diferença na história. Quando li sobre essa passagem no tempo, achei que fosse ficar um pouco perdida, mas o autor alternou os capítulos entre o presente e o passado, por isso dá para saber o que de mais importante aconteceu quando eles chegaram na ilha e nos anos seguintes.


Eu já sabia que o Rodrigo matava sem dó nem piedade, mas nesse livro em especial ele acabou com meu coração. Primeira morte foi de um personagem que era um dos meus favoritos até então. E principalmente pela forma como foi. Dai em diante foi só dor no coração, então fica aqui meu conselho, não se apegue a ninguém nesse livro. Mas como já disse nas outras resenhas, é um cenário pós-apocalíptico e com zumbis, então a chance de sobrevivência não é muito grande. Falando no cenário, sem sombra de dúvidas essa é a melhor série de zumbis que li até o momento. Os livros do The Walking Dead são para crianças se comparado As Crônicas dos Mortos. Aqui tem um motivo para o que aconteceu e os mistérios são solucionados ao longo dos livros. Nada fica sem resposta.


O tempo passou e aparentemente as coisas quase que voltaram ao normal e a vida segue. Mas sabe quando fica aquela sensação de que algo muito ruim está por vir? Eu li o livro assim, esperando o baque que já sabia que ia vir. E quando veio, nossa. Eu fiquei tipo e agora? Se as coisas já eram difíceis antes, depois do que aconteceu eu pensei, acabou a série. Não vai sobrar ninguém vivo para contar história. Mas é ai que entra a genialidade do autor e nos dá aquele fiozinho de esperança. E depois desse final tenho que tirar meu chapéu para o autor porque eu particularmente no alto dos meus mais de dois mil livros lidos, nunca tinha visto nada parecido com o que ele aprontou nesse final.

A história tem aquela pegada de ação que a gente não consegue largar o livro até ter terminado. Cada página que você vira é um novo acontecimento e aquela apreensão pelos personagens. E nem dá para falar muito sobre eles para não soltar spoilers de quem continua vivo hehe. E só para finalizar, indicando a série é claro, tenho que elogiar a edição da Faro Editorial. O livro está incrível, não só a capa, mas a diagramação, a folha de rosto, a contra guarda, as entradas dos capítulos, tudo está muito bem feito e combina perfeitamente com o clima da história. Agora só me resta ler os próximos volumes e ver como o autor pretende finalizar essa história que já me ganhou desde o primeiro livro.

Nota:










07 dezembro 2018

Literary Box Vitrine 42 Setembro e Outubro

Infelizmente essa vai ser a ultima postagem com as caixinhas da Vitrine 42. Por todo transtorno que aconteceu, que expliquei na ultima postagem, decidi não comprar mais as caixinhas desse clube. É uma pena porque amo os itens que eles enviam, mas a dor de cabeça não vale a pena.

Setembro

Em setembro eu comprei a caixa meiga (a mais barata) e escolhi o tema Lançamento de Fantasia Surpresa. Mas pelas dicas já desconfiava que viria esse livro da Holly que eu estou doida para ler. E amei todos os itens que vieram.


Veio dois marcadores de tecidos do tema, um literário e dois da box. Veio também esse de fitinha e um botom do tema e o Frases Épicas foi com a famosa frase do Darth Vader.


Veio um planner de dezembro que infelizmente para mim não será muito útil.


Veio a caneta do tema e essa almofada super fofa como brinde dos primeiros assinantes.


Veio esse quadro em MDF que achei muito lindo e o livro que era o que eu tinha desconfiado mesmo.


Outubro

Em outubro eu comprei a caixa meiga também e escolhi novamente o tema Lançamento Fantasia Surpresa. E foi uma das caixas que mais gostei até agora. Só perdeu para a de Orgulho e Preconceito.


Veio dois marcadores de tecido do tema e dois da box. 1 botom, 2 imãs, 1 bloco de notas artesanal pela comemoração do aniversário da box. e o Frases Épicas, que tirei foto da parte de trás em vez da frase, é do Dobby.


Assim como no mês anterior veio um planner, dessa vez de janeiro.


Pela primeira vez veio um cartão detalhando os itens da box. Veio esse copo lindo do tema e essa meia lindíssima do Harry como brinde dos primeiros assinantes.


E por fim o livro Princesa das Cinzas, que eu já desconfiava que era esse que ia vir e uma capa de livro linda do tema.


E vocês já compraram alguma caixinha literária? O que acharam dos itens?






05 dezembro 2018

Resenha | Máquinas Mortais - Philip Reeve


Livro: Máquinas Mortais
Série: Crônicas das Cidades Famintas # 1
Gênero: Ficção Científica, Steampunk
Autor: Philip Reeve
Editora: HarperCollins Brasil
Páginas: 320
Ano: 2018

Resenha:
Estamos no futuro, e depois da "Guerra dos Sessenta Minutos" onde a humanidade quase foi extinta por causa das bombas atômicas e dos vírus projetados, e a tecnologia se tornou coisa do passado, os sobreviventes passaram a viver em Cidades de Tração, que são praticamente imensos veículos movidas por grandes caldeiras a vapor. As cidades estão sempre em movimento, seja para se afastar da radioatividade e doenças, como para se alimentar das cidades menores e não tão rápidas. É assim que o mundo funciona há mil anos, segundo o Darwinismo Municipal: metrópoles consomem as cidades menores, que consomem vilarejos e assim por diante..., desde que o grande engenheiro Nikolas Quirke transformou Londres na primeira Cidade de Tração.

Em Londres as pessoas são divididas em castas sociais, chamadas de Guildas, cada uma especializada em uma área e emprestando seus conhecimentos e estudos visando a sobrevivência de todos. E é na Guilda dos Historiadores que vamos conhecer Tom Natsworthy, um aprendiz de terceira classe, órfão e sem recursos que trabalha no Museu. E é lá que ele estava quando depois de dez anos sem comer nenhuma cidade, Londres começa a perseguir Salthook, uma cidade mineradora. Desobedecendo seu superior, Tom sai do Museu e corre até uma das plataformas de observação assistir a perseguição. E claro que ele se mete em uma confusão e enquanto todos comemoraram a vitória de Londres, ele é mandado para as Entranhas, local onde é desmantelado as cidades que são comidas.

Mas para sua sorte ele encontra Thaddeus Valentine, um ex-catador que se tornou o arqueólogo mais famoso de Londres e é também seu Historiador-Chefe, junto com sua filha Katherine. Valentine é seu ídolo e por isso Tom não hesita quando uma garota se aproxima e tenta matar Valentine. Tom impede a garota e sai correndo atrás dela para tentar capturá-la. E quando ele consegue alcançá-la, na calha de lixo, a garota que tem o rosto desfigurado diz que se chama Hester Shaw e pula dentro da calha. E quando Tom diz isso para Valentine, ele empurra Tom no mesmo buraco que a garota caiu. Tom fica pasmo quando acorda e percebe que Valentine tentou matá-lo e só resta se unir a Hester para tentar sobreviver no Campo de Caça, sem uma cidade para protegê-los. E enquanto isso em Londres, Katherine começa ligar os pontos e descobre que o Lorde Prefeito está de posse de uma arma que pode acabar com o pouco que resta do planeta.

"— Mas você o enganou! — Tom lembrou. — Escapamos!
 —Ele não vai ser ludibriado por muito tempo. Logo vai nos rastrear de novo. Stalker significa perseguidor."

Eu tomei conhecimento dessa história pelo trailer do filme que terá sua estreia aqui no Brasil em janeiro. Quando vi o trailer fiquei muito interessada em assistir ao filme, mas confesso que nem imaginava que era baseado em um livro. E quando vi que a HarperCollins estava lançando o primeiro livro da série aqui no Brasil, sim porque é uma série, e que eles estavam disponibilizando o livro para os parceiros, não hesitei em solicitar. Mas depois que o fiz fiquei morrendo de medo porque Ficção Científica, mais precisamente Steampunk, não é um gênero que eu estou acostumada a ler. Na verdade sempre fico na dúvida sobre a definição de Steampunk. Mas me surpreendi quando peguei o livro na mão e comecei a ler.

Quem está acostumada a ler romances de época, fantasia e livros de suspense como eu, tem o hábito de imaginar que ficção cientifica é algo dificil de ser compreendido, que teremos palavras e conceitos mirabolantes e que a leitura será lenta e arrastada. Bom não sei dizer sobre outros livros do gênero, mas pelo menos nesse livro não vi nada de lento, nem de difícil compreensão. As páginas pareciam virar sozinhas e quando percebi eu já tinha terminado o livro e estava ávida por mais dessa história e claro pelo filme também, que já sei que vai ter bastante coisas diferentes só pelo que vi no trailer, mas acho que será uma grande produção e que merece a pena ser visto.


É claro que num primeiro momento, até entendermos o que está acontecendo na história o leitor fica um pouco perdido, mas isso em um ou dois capítulos porque depois a gente mergulha dentro dela e até parece que estamos dentro da história vivendo as mesmas aventuras que os personagens. A narrativa em terceira pessoa, ora acompanha Tom e Hester fora de Londres, ora acompanha as descobertas de Katherine dentro da Cidade. E não sei dizer qual delas gostei mais. Amei viver todos os acontecimentos cheios de ação ao lado de Tom e Hester e também adorei ir encontrando as pistas e descobrindo as coisas ao lado de Katherine. Enquanto numa parte temos mais ação, lutas e novos personagens sendo inseridos, na outra temos mais cautela e descobertas de tirar o folego.

Tom é um personagem cativante. Logo de cara ele ganhou minha simpatia. Ele é um garoto bom, leal e que quer fazer as coisas certas, mesmo que o que ele aprendeu ser certo não seja bem o certo. Hester já é a garota que quer vingança pelo o que aconteceu com seus pais e com ela mesmo, e que vai passar por cima de tudo e de todos para conseguir isso. Mas será que vai mesmo? Já Katherine é a garota rica que acha que o pai é um herói e que depois que descobre que as coisas não são bem assim, vai fazer de tudo para que a justiça seja feita. E tem também a aviadora Anna Fang que será uma importante peça nessa história. E o "vilão" Valentine que a princípio parece ser uma ótima pessoa, mas que vamos variando a opinião sobre ele ao longo da história.


Se tem alguma coisa de "negativa" para falar sobre o livro é que achei que focaram mais nos personagens, todos, não só esses que citei, foram bem construídos, mas faltou um aprofundamento na parte das Cidades de Tração. Mesmo tendo informações sobre a forma que eles vivem, a divisão em castas, o que é importante e o que não é, o que fazem para sobreviver, ainda assim achei que faltou explorar mais sobre toda essa engrenagem em si. Mas pode ser que isso aconteça nos próximos livros da série. E como romântica que sou, achei que podia ter mais romance na história hehe. Mas fora isso o livro é ótimo, tão intenso que até eu que não sou muito de ler o gênero li ele em uma sentada. A edição está muito bem feita e indico o livro para quem gosta do gênero e para quem quer se aventurar e sair da sua zona de conforto. E claro vou conferir o filme porque quero ver nas telonas essas maquinas em ação.

Nota:









04 dezembro 2018

Resumo Literário e Cinéfilo de Novembro/2018


Olívia

{Filmes e Séries}



Silvana


  {Filmes e Séries}

#imagens retiradas do site Filmow. As nossas notas são as estrelas. Sob a foto está a média geral do site.


{Livros}


Livros físicos lidos: 16
E-books lidos: 4
Desencalhei da estante no mês: 10
Desencalhados no ano: 102





02 dezembro 2018

Resenha | Pôr do Sol no Central Park - Sarah Morgan


Livro: Pôr do Sol no Central Park
Série: Para Nova York, Com Amor # 2
#1 - Amor em Manhattan
Gênero: Chick-Lit
Autora: Sarah Morgan
Editora: Harlequin Books
Páginas: 368
Ano: 2018

Resenha:
Se tem uma coisa que Franscesa Cole odeia nesse mundo, são as festas de casamento e os eventos matrimoniais. Porque ela sabe que fatalmente todos os relacionamentos terminam e nunca de forma amigável. Felizes para sempre não existe e coitado de quem acredita nesse disparate. Mas ela é obrigada a trabalhar nesses eventos. Faz poucos meses que Frankie e suas melhores amigas Paige e Eva inauguraram uma empresa de eventos, a Gênio Urbano e elas tem que aceitar todos os trabalhos que aparecem até a empresa se estabilizar. Frankie é a responsável pelas flores dos eventos, porque desde sempre ela ama cultivar as flores e aprendeu tudo o que podia sobre elas.

Frankie assim como Eva e Paige, cresceu na Ilha Puffin e veio para Nova Iorque para além de tentar uma vida melhor, deixar para trás um passado, e uma mãe, que ela quer esquecer. As três amigas se completam. Enquanto Frankie é contra acreditar em amor, Eva vive procurando seu príncipe encantado. Dois extremos. E no meio das duas para balancear a amizade está Paige. Frankie não sabe o que faria sem as duas, mas ainda assim ela gosta de ter seu próprio espaço e até por isso mora sozinha, enquanto as duas amigas dividem um apê no prédio cujo proprietário é Matt, irmão de Paige. Matt é arquiteto paisagista e ele mesmo reformou o prédio que estava sendo negligenciado até então. 

Matt aliás que é um dos poucos caras que Frankie sente uma forte atração, mas que ela não vai tomar nenhuma atitude em relação a isso, já que prefere mil vezes ter uma amizade de longa duração com Matt, do que um curto encontro sexual. Eles se conhecem desde sempre e Matt sempre foi um pouco apaixonado por Frankie, mas assim como ela, Matt valoriza a amizade entre eles e por isso nunca tentou avançar o sinal. Mas então eles começam a trabalhar juntos em um projeto e Matt descobre que não conhece Frankie tão bem assim, que na verdade ele conhece a armadura que Frankie usa para não se deixar envolver por ninguém. Mas quanto mais tempo ela passa perto de Matt, mais difícil está manter as coisas como sempre foram e ela teme perder o controle a qualquer momento.    

"Estar perto de Matt parecia ligar um uma parte de si que Frankie nunca havia acessado. Ela precisava ficar lembrando de respirar, algo que até aquele ponto da vida havia feito de modo inconsciente."

Esse livro é o segundo da série “Para Nova York, com amor”, que vai contar a história de três amigas que saíram da Ilha Puffin para tentar a sorte na cidade de Nova Iorque. No primeiro, Amor em Manhattan, vamos saber mais sobre Paige, uma garota que por ter um problema de saúde na infância sempre foi protegida de tudo por todos e por isso sair da Ilha foi como uma espécie de libertação para ela. Já nesse segundo livro vamos conhecer a história de Frankie, que também se sentiu livre ao sair da Ilha, mas por motivos completamente diferentes. Seu motivo foi vergonha alheia. Por causa de um divórcio traumático de seus pais, Frankie tem fobia de relacionamentos e não acredita no amor.

Apesar do título da série e dos livros, dessas capas mais do que românticas, tem uma coisa que chama mais a atenção na história das garotas do que os relacionamentos românticos: a amizade entre elas. Eu já tinha notado isso no livro anterior e nesse a autora trabalhou o assunto ainda melhor. Não que não tenha a parte romântica, pelo contrário, os românticos de plantão vão amar os romances,  principalmente o desse livro, mas ela soube falar das duas coisas na mesma medida e é lindo de se ver a amizade entre elas, ainda mais em tempos como hoje que até parece que as mulheres não sabem mais ter amigas e sim oponentes, onde tudo é uma disputa. Aqui não, vemos uma amizade sincera onde uma quer o melhor para a outra e até enfrenta seus medos para ajudar a amiga.


Eu já sabia que ia gostar da Frankie desde que conheci ela no livro anterior, mas não sabia que ia me identificar tanto. A autora não usou a palavra, mas está explícito que Frankie além de outras coisas sofre de ansiedade e quando lia as cenas me via ali porque eu sou igualzinha. Tudo é milimetricamente repensado mil vezes antes de acontecer e os resultados são sempre os piores possíveis. E  acho que a autora soube trabalhar bem a doença usando de leveza e seriedade na medida certa. E mostrou o quanto as pessoas ao redor podem ajudar se agirem da maneira correta, o que aqui no caso as duas amigas foram de grande ajuda.

Quanto a parte amorosa, eu já quero um Matt para mim. Onde será que tem para vender? Amei a forma como a autora inverteu os papéis, porque o que sempre vemos é o contrário, com o homem com os problemas e a mulher correndo atrás. Aqui não. Frankie não acredita em amor e em relacionamentos por coisas que aconteceram no passado. É o cara que tem que conquistar. É ele que pisa em ovos e não pode demonstrar o que sente. É ele que vai ganhando a confiança dela e ajudando na superação de seus medos. E Matt fez tudo isso de uma forma que eu me derretia junto com a Frankie. Ah se todos os homens fossem como ele.

"Não quero mudar você, Frankie. Estou interessado em você, não em uma versão fajuta de quem você é."

Tem uma coisa que não gosto muito quando vejo em alguns livros que é a pessoa se "curar" no amor do outro e olhando para essa história superficialmente é algo que parece que vai estar presente. Mas até nisso a autora foi impecável porque temos uma mulher ferida e machucada sim, por motivos que fugiram do seu controle, mas que não precisa necessariamente "estar com um homem" para se libertar da armadura que ela criou em torno dela. Ela vai se libertando com o amor e a confiança que tanto Matt como as amigas depositam nela. Tem uma cena que é tão linda que me arrepiei. É de quando ela faz algo que nunca faria só para confortar a Eva. E em nenhum momento a autora passa a ideia de que ela só está solteira porque ainda não achou o cara certo, que quando isso acontecer ela vai "esquecer" seu medos.

Outra coisa que gostei foi de ver como a autora resolveu o conflito entre mãe e filha. Por causa de uma coisa que aconteceu no passado de seus pais, é que Frankie tem esse medo todo de amar e achei muito real a forma como tudo se resolveu. Nada de finais fantasiosos que a gente sabe que não acontece na vida real. Enfim, eu achei o segundo livro bem superior ao primeiro e espero que a história da Eva siga o mesmo padrão. A edição do livro está linda, com uma capa simples e incrível ao mesmo tempo. Se você é fã de um chick-lit que tem romance, drama, cenas engraçadas e personagens cativantes, esse livro é para você.

Nota:






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