21 fevereiro 2020

Resenha | Os Últimos Jovens Da Terra - A Marcha dos Zumbis


Livro: Os Últimos Jovens Da Terra - A Marcha dos Zumbis
Série: 4 contra o Apocalipse # 2
#1 - Os Últimos Jovens da Terra
Gênero: InfantoJuvenil
Autor: Max Brallier
Ilustrador: Douglas Holgate
Editora: Milk+Shakespeare
Páginas: 304
Ano: 2020

Resenha:
Jack Sullivan era um garoto normal. Tão normal quanto se pode ser quando se tem treze anos, apenas um amigo, um crush na garota mais descolada da escola, e quando não se tem pais, e sua família adotiva o abandona no primeiro sinal de que o Apocalipse dos Monstros começou em Wakefield. Mas o que poderia ser uma coisa ruim acabou sendo boa para Jack, já que desde que o Apocalipse começou ele deixou de ser o garoto que ninguém enxergava para se tornar um herói. No começo ele estava sozinho e para sobreviver Jack começou a viver a vida como se fosse um jogo de videogame, inventando desafios a serem cumpridos que ele chama de Feitos.

Mas depois se juntou a ele seu amigo Quint Baker, o ex-valentão da escola Dirk Savage e sua crush June Del Toro. Desde então eles tem sido uma família. Já faz um mês desde que juntos eles derrotaram o horrível monstro Blarg e eles vem sobrevivendo da maneira que podem. Quint decide que eles precisam fazer O Bestiário, uma espécie de catálogo dos monstros e enquanto eles correm atras de fotos, Dirk que já está cansado de só comer besteira, começa a cultivar uma horta. Mas enquanto eles caçam os monstros, acabam percebendo que tem alguma coisa errada acontecendo com os zumbis: eles estão desaparecendo. 

E em uma dessas caçadas onde são perseguidos pelo shopping pelo vermonstro, eles acabam sendo salvos por um homem-monstro, e é quando eles descobrem que não estão sozinhos nesse mundo. O homem-monstro que se chama Thrull diz que veio de uma outra dimensão e que o monstro que eles mataram, o Blarg, era servo do Ŗeżżőcħ, o Antigo, o Destruidor de Mundos. Em um momento ele e seus amigos monstros estavam em casa, no outro estavam sendo sugados para a Terra junto com os mortos-vivos que trouxeram a praga zumbi. Mas eles também não sabem o que está causando a marcha dos zumbis que parecem estar sendo atraídos por uma espécie de grito, tipo o O Flautista de Hamelin.


E embarquei em mais uma aventura com essa galerinha que me ganhou no livro anterior. Os 4 contra o Apocalipse é uma série de aventura infantojuvenil que está sendo publicada pelo selo Milk+Shakespeare da editora Faro Editorial. Para quem não leu a resenha do primeiro livro eu fiz um resumo básico da história no começo da resenha. E quem quiser saber mais tem a série na Netflix. A história lembra bastante os livros da série Diário de um banana pois tem toda aquela leveza e também as palavras são intercaladas por várias ilustrações que não apenas desenham o conteúdo, mas que fazem parte e dão continuidade a história. E tudo isso com um toque de The walking dead.

O livro é narrado por Jack, mas todos eles dividem o protagonismo da história. São quatro adolescentes que se fossem em tempos normais nunca estariam juntos, mas devido as circunstancias formaram um ótimo time já que cada um é bom em uma coisa. E no que um falha o outro está ali para ajudar. No primeiro livro somos apresentados aos personagens, mas nesse temos uma aprofundamento melhor em cada um deles. Quem diria que o valentão Dirk por exemplo iria cultivar uma horta? E que apesar de toda a coragem demonstrada até então, Jack tem tanto medo de perder os amigos que agora são sua família?


E também nesse segundo livro da série, que serão cinco livros, somos apresentados a novos personagens e vamos começar a entender um pouco mais sobre o que realmente aconteceu naquele dia em que a Terra virou o caos. Mais ainda faltam muitas respostas para completar esse cenário. Mas finalmente temos o nosso grande vilão da história dando as caras no livro. Mas como assim grande vilão se já tem os zumbis e os monstros? Pois é. Nesse segundo livro descobrimos que grande parte dos monstros não são tão monstruosos assim e que eles estão tão perdidos nessa história quanto os humanos.

Esse é aquele tipo de livro que não dá para ficar falando muita coisa sobre a história porque apesar do tamanho, é uma história curta que dá para ser lida em uma sentada, que foi o que eu fiz. Só sei dizer que estou amando acompanhar a série, que já virei fã tanto do autor como do ilustrador (da Faro eu já era faz tempo hehe). E que indico o livro não somente para o publico alvo, mas para todas as idades. Tenho certeza de que mesmo os mais velhinhos como eu, já estou pertinho dos quarenta, vai saber apreciar a história e se envolver com essa turminha que mesmo vivendo em meio ao apocalipse, ainda assim lutam pelo que temos de mais importante, a vida.

Nota:








19 fevereiro 2020

Mystery Box de Dezembro e Janeiro

Eu disse que não ia mais comprar as caixinhas do Clube do Livros & Citações. Mas dai em dezembro tinha as réplicas dos funkos da Feyre e do Rhys e precisei comprar. E a de dezembro até que veio bem legal. Mas a de janeiro achei que deixou um pouco a desejar.

Dezembro

Em dezembro escolhi o tema Fadas e comprei a caixa Bapho para poder trocar o livro por mais um brinde baphonico. Amei os brindes que veio, principalmente as réplicas.


Esse foi o único brinde que não gostei. É um pôster de Corte de Espinhos e Rosas. É enorme e veio todo dobrado e as marcas não sai. E também nem tenho onde colocar isso porque já passei dessa fase de encher as paredes de pôsteres. 


O card de indicações do mês é de O Príncipe Cruel. E os marcadores também achei bem legais.


Veio essa arvore de pedrinhas que não sei bem o nome, uma vela de O Príncipe Cruel que achei o cheiro horrível e esse potinho de desejos é a nova ideia de brinde da caixa. Alguns deles vem premiado com livros e até kindle. E a pulseira de Relíquias da Morte é o brinde dos 100 primeiros compradores.


E finalmente meus queridinhos Feyre e Rhys. Amei as réplicas. Veio tudo certinho dessa vez, inteiro e achei muito bem feito.


Janeiro

Em janeiro eu comprei a caixa porque tinha a réplica do Rowan e também porque o tema da caixa era Agatha Christie. Mas infelizmente vendeu muito pouco o tema e foi cancelado e acabei optando pelo tema papelaria. Dessa vez comprei a caixa brinde.


Veio esse calendário maravilhoso, mas infelizmente chegou com um mês de atraso. Era melhor terem colocado ele na caixa de dezembro porque agora janeiro já foi. 


O card de indicações é do tema The Witcher. Veio essa caneta muito fofa, e um marca texto no formato de sorvete. Os marcadores achei meio sem graça.


Veio o potinho dos desejos novamente, não ganhei nada de novo, veio esse cofrinho de cerâmica que achei bem criativo e a réplica do Rowan. Achei linda, mas infelizmente é menor que a Aelin que veio na caixa de Trono de Vidro do ano passado. E eu ainda perguntei se seria do mesmo tamanho e responderam que sim.


E ai, o que acharam das caixinhas? A de fevereiro já comprei também por causa da réplica de funko da Anne que está maravilhosa. 











17 fevereiro 2020

Resenha | Filhos de Sangue e Osso - Tomi Adeyemi


Livro: Filhos de Sangue e Osso
Série: O Legado de Orïsha # 1
Gênero: Fantasia, Jovem Adulto
Autora: Tomi Adeyemi
Editora: Fantástica Rocco
Páginas: 550
Ano: 2018

Resenha:
Muito tempo atrás os deuses sorriram para Orïsha, e alguns escolhidos foram agraciados com magia. O sinal de quem tinha o dom eram os cabelos brancos, e até os 13 anos quando então a magia era despertada, eles eram conhecido como divinais e depois eram chamadas de maji. Eles foram divididos em Clãs e cada um deles possuíam um tipo de dom, alguns podiam controlar os elementos, outros tinham magia de cura ou o poder de ler mentes. Seus dons eram usados para proteger o povo e assim por um tempo reinou a paz em Orïsha. Mas um dia os que estavam no poder começaram a abusar de sua magia e, como punição os deuses retiraram seus dons. Os maji passaram então a serem odiados, e a lutar por sua sobrevivência. Até o dia em que a magia se extinguiu.

Então o rei Saran aproveitando da situação, no dia em que ficou conhecido como a Ofensiva, dizimou os maji e, os divinais que restaram são obrigadas a pagar impostos altíssimos para continuarem vivos. Mas todos são considerados como vermes. E os que não conseguem pagar são levados para as colônias para serem escravos. Zélie Adebola é uma divinal e se a magia ainda existisse ela seria uma maji como sua mãe. Já faz onze anos desde a Ofensiva, mas Zélie ainda lembra a expressão no rosto da sua mãe ao ser enforcada e a dor que ela sentiu aos seis anos, nunca saiu de seu peito. E por enquanto ela vem sobrevivendo, mas os impostos estão cada vez mais altos. E a família de Zélie não está conseguindo pagar. No momento a única alternativa deles é vender o peixe-vela em Lagos.

Então ela parte com seu irmão Tzain para tentar garantir pelo menos mais alguns meses de impostos. É quando a vida de Zélie cruza com a da princesa Amari, que está fugindo do palácio ao ver o pai matar sua criada divinal a sangue frio depois de descobrir que existem alguns artefatos que ainda possuem magia. Amari foge com um desses artefatos, um pergaminho e então passa a ser caçada pelo próprio irmão, o príncipe herdeiro Inan. A contragosto Zélie ajuda Amari e acaba descobrindo que o pergaminho contêm magia, mas apenas uma parte dela e agora eles precisam viajar até Candomblé, o lendário templo, para obter mais informações sobre os artefatos. E eles descobrem que para salvar a magia é preciso realizar um ritual e que Zélie é a escolhida pelos deuses para realizá-lo.

"Quando diminui, vejo a verdade à plena vista, ainda que oculta o tempo todo.
Somos todos filhos de sangue e osso,
Todos instrumentos de vingança e virtude.
Essa verdade me abraça, me embala como uma criança nos braços da mãe."

Eu li esse livro para o #Desafiomulheresdaliteratura promovido pelas meninas do blog Queria Estar Lendo. O livro de fevereiro é um livro de fantasia escrito por uma autora negra. Confesso que não encontrei muitas opções de leitura, até por isso acredito que o desafio é muito pertinente. Porque quem ai pode me indicar um livro de fantasia escrito por uma mulher negra? Emfim, como encontrei o e-book do livro na Amazon por um preço bem camarada, acabei optando por ele ao invés do livro físico. Por isso não posso dar detalhes sobre a edição, mas pelo ebook deu para perceber que ela está muito bem feita. Temos um guia de pronúncia do iorubá e uma nota da autora, que já falo sobre ela. E a capa eu gosto muito.

Eu achei que pelo livro conter mitologia africana que eu não estou acostumada, e por ser de fantasia, a leitura seria mais dificil no começo. Mas não foi assim. Logo no primeiro capitulo já somos inteirados da história e pegos pela autora de uma forma que parece que somos nós vivendo o que está acontecendo no livro. E fazia tempo que não lia um livro com tanta aventura como essa. Fiquei aqui imaginando as cenas como num filme. Teve algumas horas que ao finalizar o capitulo eu estava até cansada hehe. As cenas de ação são maravilhosas e descritas com uma presteza que dá para visualizar perfeitamente tudo o que está acontecendo. E do começo ao fim elas estão presentes, já que além do livro ser uma aventura do começo ao fim, Zélie é meio esquentadinha e sempre está arrumando alguma confusão.

E por esse temperamento Zélie as vezes acaba metendo os pés pela mãos e por várias vezes fiquei com o coração na mão ao ver ela estragando tudo. Mas isso é características de livros protagonizados por pessoas mais jovens. Eles são praticamente adolescentes ainda. Mas para controlar o temperamento da irmã temos Tzain, que passa a metade do tempo tentando consertar as burradas da irmã e consolando ela porque depois que ela se acalma percebe as burradas que fez. E acho que por isso, mesmo o livro sendo narrado por três personagens Zélie é a verdadeira protagonista da história, eu acabei gostando mais de Amari do que de Zélie.

Amari é a princesa que nunca saiu de dentro do castelo e não tem ideia da situação do lado de fora. Mas quando ela enxerga a verdadeira face do seu pai, Amari começa a lutar pelo o que acredita ser o certo e o crescimento dela é visível. Melhor personagem da história e espero grandes feitas dela. Em contrapartida como odiei seu irmão Inan. Eu não me sentia assim com um personagem desde o Cal de A Rainha Vermelha. Inconstante o tempo todo. Não sabia em que acreditava e de que lado ficava e mudava de ideia o tempo inteiro. Por isso não gostei do romance entre ele e Zélie que não merecia alguém como ele. Já Amari e Tzain super shipei.

Agora o mais interessante do livro é a mitologia presente. Eu particularmente não lembro de ter lido nada de mitologia africana em nenhum livro. E a autora soube como utilizar de algo que frequentemente ouvimos como é errado, é do mal, em uma história de tirar o fôlego. Não sei vocês mas eu sou muito fã de filmes no estilo Indiana Jones e o ritmo e as cenas presentes me lembrou bastante as aventuras dele. E não posso deixar de citar a nota da autora no final da história, que serve mais como um desabafo de um povo que passa pelas situações presentes na história todo dia. O livro é uma fantasia, mas também é um grito de socorro de pessoas que são consideradas vermes por suas peles serem escuras. Enfim indico o livro com certeza para quem gosta e para quem quer se aventurar pelo gênero. Mas só se você não tiver medo de ser contaminado pela baixa literatura YA, que é o gênero desse livro.

Nota: 









14 fevereiro 2020

Resenha | Pistas Submersas - Maria Adolfsson


Livro: Pistas Submersas
Série: Doggerland #1
Gênero: Suspense
Autora: Maria Adolfsson
Editora: Faro Editorial
Páginas: 368
Ano: 2020

Resenha:
A inspetora-detetive Karen Eiken Hornby acordou com uma tremenda ressaca no dia seguinte ao Festival da Ostra, o maior evento das ilhas de Doggerland. Mas o pior nem é a ressaca, e sim acordar ao lado de Jounas Smeed, seu chefe no Departamento de Investigação Criminais. E ela nem gosta dele. Os dois ficam medindo forças praticamente o dia todo e Karen não tem ideia de como foi parar em um hotel com ele. Karen não lembra de quase nada do dia anterior, apenas alguns flashs dela conversando com Jounas em um pub e outros dos dois em cima de uma cama. Por isso ela sai de fininho do hotel certa de que a convivência dos dois não vai ser nada fácil depois disso.

Mas já dizia o ditado, nada é tão ruim que não possa piorar. Karen consegue chegar em casa apesar da terrível dor de cabeça e assim que entra desaba na cama para acordar horas depois com seu celular tocando. Quem está ligando é o chefe de polícia Viggo Haugen para que Karen entre em serviço imediatamente. Uma mulher foi encontrada morta na própria casa, espancada até a morte. Karen estranha ter sido chamada para atender a o ocorrência porque está de folga e geralmente quem pegaria o caso seria seu chefe Jounas. É então que vem a bomba. A mulher morta é ninguém menos do que Susanne Smeed. A ex-mulher de Jounas. O mesmo Jounas com quem Karen estava fazendo sexo horas antes.

Karen começa as investigações evitando Jounas. Mas ela tem que falar com ele porque como ex-marido da vitima ele é um suspeito. O problema é que Karen é parte do álibi de Jounas. E além do constrangimento de ter dormido com ele, ainda tem o fato de que as posições se inverteram e agora ela está no comando. Mas apesar de suas desavenças com Jounas, ela tem certeza de que ele não é um  assassino e vai trabalhar para provar sua inocência sem precisar contar a ninguém o que aconteceu entre eles. E enquanto tenta descobrir o verdadeiro culpado, Karen acaba deparando com algo que aconteceu quarenta anos antes em uma comunidade hippie. Mas como isso se encaixa com o evento atual?


Doggerland é o primeiro livro de uma série protagonizada pela inspetora-detetive Karen Eiken Hornby. Eu confesso que não sabia nada sobre Doggerland antes de começar a ler o livro. Doggerland é uma espécie de "Atlântida" pré-histórica no Mar do Norte que ligava a Grã-Bretanha à Europa continental. E apesar de ser um cenário "fictício", adorei a riqueza de detalhes com que autora descreveu o lugar. Fiquei encantada com a escrita da autora na verdade. Eu geralmente me incomodo quando existe esse excesso de descrição, salvo nos livros de fantasia, mas nesse caso a autora foi de uma maestria que além de não me incomodar, ainda me fez desejar conhecer o lugar.

O livro tem quase 400 páginas, mas quando a gente começa a ler não consegue mais largar. Os capítulos curtos ajudam bastante na velocidade da leitura e claro, o suspense presente na história. Porque eu quase roí as unhas de nervoso para saber o que tinha acontecido de verdade e precisei me segurar para não dar aquela espiadinha básica no final do livro, de tanta ansiedade que eu estava para saber a verdade. Até poderia apontar como ponto negativo no livro ele ser extremamente longo e em alguns momentos cansativos para quem não está acostumado com o gênero. Mas no meu caso isso não é um ponto negativo.

Eu particularmente gosto dessa "lentidão" nas investigações, onde o autor vai soltando uma pista aqui e outra ali para ajudar tanto o detetive da história como o autor montar o quebra-cabeça. E confesso, descobri algumas coisas durante o desenrolar da história. Mas também fui surpreendida em outras. Teve uma em especial que me senti a tonta quando foi revelado. Fiquei pensando como foi que não percebi isso antes. E é por isso que dei nota máxima para o livro, porque adoro ser enganada durante a leitura de um livro policial. Nada mais prazeroso do que a gente pegar um livro do gênero para ler e ser enganado pelo autor. Não sei se fiz muito sentido aqui nas minhas colocações hehe.


Quanto aos personagens, temos vários ao longo do livro. Como se trata de uma equipe de investigação tem vários personagens secundários e de apoio que pode ser que venham a ter mais destaque ou não em outros livros da série. E como o livro não gira somente em torno do caso policial, temos também a vida da protagonista, e é onde temos também seus amigos e familiares que também aparecem uma hora ou outra. Uma que gostei bastante e que acredito vá ter sim mais destaque futuramente é Sigrid, filha de Jounas. Quanto a Karen gostei bastante dela como protagonista. Achei ela inteligente e como em todas protagonistas detetives que conheço, ela tem seus traumas do passado.

E eu como mulher e feminista não posso deixar de falar sobre um dos assuntos abordados pela autora: o sexismo no trabalho. Aqui no Brasil estamos cansados de ver isso acontecer. Graças a Deus onde eu trabalho não é assim. Mas acredito que na Suécia isso deva ser bem evidente porque esse é o segundo livro de uma autora sueca que leio que aborda sobre esse assunto. Os colegas de trabalho homens não acreditam na competência da Karen simplesmente por ela ser mulher. Gente estamos no século 21 e ainda tem gente que acredita nisso. Me poupe né? E antes de finalizar a resenha indicando o livro é claro para os amantes do gênero, tenho que elogiar mais uma vez o capricho da Faro Editorial com suas edições. Não encontrei erros e, tanto a capa como o livro como um todo, está impecável.

Nota:









12 fevereiro 2020

Minha Opinião | Janeiro/2020

Aqui estão os lidos em janeiro que não vai ter resenha deles no blog. Trago uma breve opinião sobre cada um deles.


A Vovó Chamou o Diabo para a Ceia
Sinopse: Skoob
Nota: 3/5
Eu peguei esse ebook de graça na Amazon no Halloween e até agora não tinha lido ele. Eu até comecei a ler, mas acabei dormindo e depois deixei de lado. Mas depois que li uma resenha dele no blog da Nana, fiquei interessada nele novamente. Eu já conheço a escrita da autora e confesso, não sou tão fã dela. Mas gostei do conto. Não foi tudo o que imaginei e achei que faltou um algo a mais para me surpreender, principalmente com o final da história. Mas de maneira geral é um bom conto para passar o tempo e recomendo para quem gosta do gênero.


Irremediável Tentação
Sinopse: Skoob
Nota: 3/5
Esse peguei a dica no blog da Miriã. Eu amei essa capa, mas pena que a história em si não me conquistou tanto assim. Achei o livro bom, mas em meio a tantos romances do gênero que leio, achei ele aquém do esperado. Até a metade do livro achei a narrativa muito cansativa e nada aconteceu. Mas depois as coisas engrenaram e o final até que gostei. Mas infelizmente os protagonistas não me cativaram, principalmente o protagonista masculino que ficou fazendo drama até a metade da história para depois mudar de ideia em cinco minutos. Mas valeu a leitura principalmente pela cena onde o irmão da protagonista tenta explicar para ela o que acontece na noite de nupcias entre o marido e a esposa. E depois a cena em si também foi bastante engraçada. Pode ser que quem não lê tantos romances de época como eu, venha apreciar mais ele do que eu.



Escrito nas Estrelas?
Sinopse: Skoob
Nota: 5/5
Eu acompanho o blog Minha Vida Literária da Aione desde que ela começou. E quando fiquei sabendo desse livro eu já fiquei bastante interessada. Ainda mais que vi bastante gente escolhendo ele como melhor leitura do ano passado. E fiquei bem feliz com o que encontrei. No começo confesso que estava achando que era mais uma daquelas histórias de romance que envolve astrologia, o que não curto muito porque não acredito. Mas então a autora inseriu uma coisa na história que me ganhou de vez. Vou falar o que é porque acredito não ser spoiler. A autora usou da personagem principal para abordar um assunto que acho muito pertinente porque já vi muito isso na vida real: pessoas que acreditam que só serão felizes se estiver em um relacionamento. Adorei porque é a primeira vez que vejo esse assunto sendo abordado em um livro. Ainda a mais em um que sei terá muitas adolescentes lendo. Por isso dei nota máxima para ele.


Em Busca do Paraíso 
Sinopse: Skoob
Nota: 4/5
Esse é o terceiro livro da série Lendas do Amor. Eu gostei bastante do primeiro livro e achei o segundo e o spin-off na média. Mas quando comecei a ler esse terceiro até pensei em desistir porque o começo é muito chato. Até mais ou menos 1/4 do livro eu estava só me irritando com a história. Mas então a história muda e passei a amar o livro. Tem drama e romance na medida certa. Mas não dei nota máxima por causa do começo e por um detalhe que me irritou profundamente. Quando o protagonista masculino conhece a protagonista feminina ela se apresenta como apenas Lilly e ele fica o livro todo se referindo a ela como Apenas Lilly. Se fosse uma vez ou outra ou de forma carinhosa tudo bem, mas o tempo inteiro irrita. E preciso falar dessas capas que acho lindas.


Coração de Diamante
Sinopse: Skoob
Nota: 3/5
Eu confesso, me interessei por esse livro e pela série por causa das capas. E quando vi que estava grátis na Amazon, é claro que garanti os meus. Nem sabia do que se tratavam as histórias porque nem li as sinopse e só descobri que era um romance de época que se passa no Brasil quando comecei a ler. E gostei da história, mas achei alguns pontos negativos que me fizeram não dar uma nota maior do que na média. Meu maior problema com a leitura desse primeiro livro foi com o casal protagonista que começa seu relacionamento de uma maneira bem tóxica. Eu particularmente não acredito em amor que nasce da raiva, e por isso já li o livro com o desconfiômetro ligado. Mas achei alguns pontos bacanas como a lenda do relógio que só funcionava quando tinha algum casal apaixonado por perto.


Amor em Pauta
Sinopse: Skoob
Nota: 4/5
Esse é o segundo livro da série citada acima. O tempo passou e a Fazenda Preciosa da história do primeiro livro se tornou um Ecoresort que hoje pertence aos descendentes do casal protagonista do primeiro livro. E gostei bem mais desse do que do primeiro. O curioso nessa série é que os livros são escritos cada um por uma autora diferente. E os gêneros são diferentes também. Enquanto o primeiro é um romance de época, esse segundo está mais para um romance erótico porque tem bastante cenas de sexo entre os protagonistas. Achei até meio excessivo já que o livro é classificado apenas como romance. Mas a história é gostosa de ler, a gente lê em uma sentada. Os protagonistas são bons personagens e achei o livro daqueles ideais para serem lidos depois de um livro mais forte.



Desastres Sexuais
Sinopse: Skoob
Nota: 2/3
Esse livro é uma coletânea de contos eróticos. O ponto em comum entre eles são como título já diz, os desastres sexuais. Aqui as autoras se propuseram a criar histórias onde na parte sexual dá alguma coisa errada. Achei interessante isso porque sempre as cenas de sexo são perfeitas com todo mundo chegando ao orgasmo trocentas vezes, as virgens são ninfomaníacas que sabem fazer tudo na hora e os caras são verdadeiras maquinas sexuais. Logo no primeiro conto já tem um desastre monumental onde a garota vomita no cara enquanto estava fazendo sexo oral nele. Mas não sei se fiquei chata para algumas coisas, o certo é que não achei as situações engraçadas. Fiquei foi vendo como escreveram tantas cenas absurdas. E as palavras e expressões então. Gente eu ri muito com o cara sovando os seios da garota. E porque escrever grelo em vez de clitóris? Mas enfim acabei gostando somente de um dos contos entre os sete, que por coincidência foi o único com um protagonista masculino. Um deles é erótico mas não tem nada de desastre e tem uns 3 que são muito sem noção.


De Cor e Salteado
Sinopse: Skoob
Nota: 3/5
Esse é o terceiro livro da série Ecoresort e pelo o que entendi se passa um pouco antes da história do segundo livro. Acho que colocaram esse como o terceiro porque a protagonista do segundo pertence a família original, mas no caso a história desse é antes da outra. Eu gostei da história, e como tem dança, o protagonista é coreógrafo e professor de dança, achei até bem parecida com a história de alguns filmes que assisti na sessão da tarde. Mas é apenas isso, um romance dos bem levinhos, mais para curtir mesmo. Até antagonista faltou na história. Mas vou continuar com a série porque sou dessas que não para no meio do caminho hehe.


Como Um Mar de Rosas
Sinopse: Skoob
Nota: 3/5
Já esse livro foi bastante indicado pelas parceiras da editora. E gostei bastante da história também, mas achei ela fraca em várias partes. Me lembrou bastante aqueles livros de banca que eu lia quando era mais nova. O casal de protagonistas são cativantes e a gente torce para que eles fiquem juntos, mesmo com os empecilhos. Mas teve uma coisa aqui que me enerva nas histórias de romance, o casal não se comunica. Custa falar o que está sentindo? Não. Tem que ter aquela confusão enorme para depois os dois verem que era só ter falado as três palavrinhas mágicas, eu te amo, que o sofrimento não teria acontecido. E também não gostei muito de uma intervenção de amigos e familiares que fizeram no final. Se fosse eu fazia o contrário só por causa da intromissão hehe. Mas ainda assim eu indico o livro.



De Volta Para Ela
Sinopse: Skoob
Nota: 4/5
Esse é o primeiro romance com uma protagonista trans que eu leio. E gostei bastante do que encontrei. O livro é narrado pelos dois protagonistas em primeira pessoa, por isso temos a visão de Shannon, que até quatro anos atrás era Brad. E como foi doloroso ler as partes dela. A gente não tem ideia do que uma pessoa passa nessa situação. E não falo só do preconceito declarado não que é horrível sim e infelizmente as pessoas se acham no direito de julgar e condenar só porque na visão delas isso é errado, mas também das mudanças ao passar pela transição. Gostei da forma leve com que a autora contou a história. Mas ao mesmo tempo me irritei com algumas atitudes do casal, típicos da adolescência e que me dá nos nervos em livros do gênero. Por isso minha nota não foi a máxima. Porém se o objetivo da autora era esse, escrever um romance leve e apresentar um personagem trans da forma natural que deveria ser na vida real e infelizmente não é, ela tinha que escrever algo assim mesmo, afinal é o que acontece com dois adolescentes vivendo o primeiro amor.










10 fevereiro 2020

Resenha | O Beijo do Vencedor - Marie Rutkoski


Livro: O Beijo do Vencedor
Série: Trilogia do Vencedor #3
#1- A Maldição do Vencedor
#2 - O Crime do Vencedor
Gênero: Fantasia
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma21
Páginas: 448
Ano: 2017

Contêm spoilers dos livros anteriores nos três primeiros parágrafos.

Resenha:
Arin viajou para o Oriente e conseguiu aliados em Dacra contra Valória. E enquanto estava por lá ele deduziu que todas as atitudes de Kestrel foram por amor a ele e partiu o mais rápido possível para confirmar suas deduções. Mas em sua afobação ele acaba chegando em um momento ruim, onde Kestrel está sendo vigiada por seu pai e para tentar reverter a situação ela nega e distorce tudo o que Arin fala. Arin parte arrasado e Kestrel não suportando mais mentir para ele escreve uma carta onde confessa tudo o que fez. Mas a carta chega aos mãos do seu pai e ele sem pensar duas vezes entrega a própria filha para o imperador. Então Kestrel, no dia em que completa dezoito anos, é mandada para o campo de trabalho forçado em Tundra.

Arin consegue escapar de Valória e chega em Herran junto com os navios de Dacra. E já prepara um plano, porque ele tem certeza de que o imperador vai atacar. É o que acontece, mas Valória não sabia sobre os novos aliados de Herran, nem que "a mariposa " havia alertado sobre a água envenenada dos herranis e os valorianos perdem a primeira batalha. Primeira, porque agora definitivamente foi declarada a guerra. Enquanto arma as estratégias, Arin não consegue deixar de pensar no que Kestrel faria e consequentemente no que o pai dela, o General faria e assim vai tendo uma vitória por vez. E por mais que tente dizer a si mesmo que não se importa com Kestrel, dói mais um pouco quando fica sabendo que Kestrel se casou com o príncipe em segredo e fugiu para a lua de mel. 

E enquanto Arin está em guerra, Kestrel está sendo drogada em Tundra. Eles só precisam dos corpos saudáveis para trabalhar, já a mente, os presos mais parecem zumbis e não lembram nem os próprios nomes. Kestrel luta o quanto pode, e até chega a fugir com uma pequena ajuda de Verex, mas é pega e tem seu corpo marcado para que pare de lutar. E ela para. Mas então chega até a Arin a notícia de que Kestrel morreu na viagem de lua de mel e ele não consegue aceitar. E novamente sua mente começa a juntar as peças, e ele tem certeza de que mais uma vez foi enganado por Kestrel, e com base em informações que chegaram até ele, deduz que ela foi levada para Tundra e vai resgatá-la pessoalmente. Mas quando enfim Arin encontra Kestrel, ela não o reconhece. Ela não sabe nem quem é ela mesma. Mas ela vai se lembrar, e Kestrel que nunca quis se alistar no Exército vai fazer questão de estar nessa guerra.


Antes de mais nada quero dizer que me arrependo do que disse lá na resenha do primeiro livro. Para quem não leu, eu disse que esse livro não se comparava a histórias como A Rebelde do Deserto e outros que li ultimamente do gênero, mas estava muito enganada. Acho que o problema foi eu ter lido ele na hora errada, quando estava mais propensa a outros gêneros, como o suspense. Porque a trilogia é magnifica. Fiquei de cara com a história, amei os personagens, a autora soube desenvolver a ideia, o cenário de guerra e politicagem foi de arrasar, o romance de deixar o coração quentinho, as cenas de ação muito bem escritas que até parecia que eu estava assistindo e não lendo, e um final de deixar qualquer um satisfeito.

O segundo livro terminou de um jeito de doer o coração e eu sabia que o começo desse terceiro ia ser dificil para os dois protagonistas, mas não imaginei que ia ser tanto. Kestrel sobreviveu porque é uma guerreira, eu no lugar dela tinha desistido bem antes. Eu já tinha visto barbaridades em guerras, mas o que eles fazem em Tundra é cruel até para os padrões dos piores vilões que eu já tinha visto. Fiquei chocada. E quando Arin finalmente consegue tirar ela de lá, ela não lembra de nada. E no fim isso acabou sendo um ponto positivo para a história porque foi lindo ver Kestrel se encantar novamente pelo homem que ela já amava e não lembrava. E ver Arin respeitando o tempo de Kestrel? Em nenhum momento ele forçou alguma coisa ou tentou fazer com que ela se lembrasse na marra, ele simplesmente conquistou ela novamente. Homens aprendam com ele.

O relacionamento entre eles é um dos mais lindos que já li em livros do gênero. Eles se entendem com o um olhar, fazem o que precisam para salvar seu povo, mas sempre pensando na segurança e felicidade do outro. Aqui não tem um que ama mais, o amor dos dois é igual. É um amor tecnicamente impossível, mas que é tão grande que até as pessoas em volta começam a querer ajudar e torcer por eles. O leitor tem companhia em sua torcida hehe. E uma pessoa que se destacou nisso foi Roshar, que amava Arin como um irmão, ou até algo mais, e que fez tudo ao seu alcance pela felicidade dele. Roshar aliás que foi um dos personagens considerado secundário, que roubou a cena em muitos momentos e queria que ele tivesse tido um final melhorzinho do que a autora reservou para ele.

A guerra foi um grande destaque nesse terceiro volume. Eu confesso, não sou tão fã de livros onde a guerra é descrita em seus mínimos detalhes, mas aqui eu fiquei encantada, principalmente por ver a aluna, Kestrel, usando o que aprendeu contra seu professor, seu pai. As estratégias, cada movimento do jogo, eu ficava com o coração na mão esperando para ver que lado ia sair vencedor. E amei a cena final entre a Kestel e o imperador. As ultimas páginas me deu nervoso porque ficava intercalando entre o que acontecia com Kestrel e Arin e eu queria que tudo terminasse logo para ver os dois juntos novamente, mas ao mesmo tempo não queria porque não sabia como ia terminar. Foi um final épico,  um dos melhores finais de trilogia que já li.

Kestrel é uma protagonista que vai ficar marcada. A evolução do personagem foi enorme. De garota protegida de tudo, ela se tornou o nome da guerra. E não precisou de super poderes para isso. Arin, nem sei o que dizer. De escravo a líder de um povo sem esperança, um coração de ouro, o apoio que Kestrel precisava e que sem ele nada teria sido feito. Eu amo esses dois juntos. E só posso dizer leiam essa trilogia. Se você é fã de livros do gênero, você vai se surpreender. Quanto a edição, já comentei que os meus livros vieram sem orelha, tipo edição econômica, mas as capas são lindas e compensa hehe.

Nota:









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