14 julho 2018

Falando Sobre...

... parcerias.



Lá vou eu novamente para mais um desabafo. Dessa vez o assunto é parcerias, principalmente com autores nacionais. Antes de mais nada vamos definir o que é parceria. Achei várias definições, mas a que mais aparece é essa: Uma parceria é um arranjo em que duas ou mais partes estabelecem um acordo de cooperação para atingir interesses comuns.

Bom deu para perceber que é um acordo, no caso entre o blog e o autor/editora em busca do mesmo interesse, no caso divulgar uma obra. Para quem acha que parceria é sinônimo de livro de graça está muito enganado. Acho que a maior parte dos leitores de blogs literários é formado por blogueiros, que entendem bem sobre o assunto, mas ainda temos uma grande parcela de leitores que não entendem esse conceito. 

Graça quer dizer um favor imerecido, e nós os blogueiros fazemos e muito por merecer receber um livro para resenha. Então não é nada de graça não. Primeiro, você só vai ter uma chance de ter uma parceria se seu blog tiver um bom layout, o que custa muito caro para quem não sabe fazer o seu próprio. Segundo, como dizem, tempo é dinheiro e manter um blog custa muito tempo. Tempo para ler os livros, tempo para escrever as resenhas, tempo para deixar a postagem apresentável com fotos e imagens atrativas, tempo para revisar a postagem, e ainda assim sempre acaba passando um erro ou outro, tempo para divulgar a postagem e tempo para ir nas postagens dos amigos blogueiros, retribuir o comentário e ler o que eles escreveram e escrever um comentário condizente com a postagem.

Então já deu para ver que esse conceito de graça não é bem assim. E no caso do autor/editora, eles estão tendo uma divulgação que se fosse paga seria bem mais cara do que ceder um livro ou um e-book para o blogueiro. E ainda mais que é uma divulgação para um público específico, porque quem lê blogs literários é porque gosta de ler e compra livros. 

Então antes de entrar no que realmente é o objetivo dessa postagem, quero deixar um recadinho para alguns blogueiros. Valorize seu trabalho. Não se sujeite a qualquer coisa por uma parceria que vai te dar um livro por mês, coisa que você pode muito bem obter sem ter que ficar divulgando horrores os parceiros e ainda mais em alguns casos sem poder expressar sua real opinião por medo de perder a parceria. Inclusive fiquei sabendo essa semana de uma editora que mandou um contrato para os parceiros assinarem dizendo que não podiam falar nada negativo dos livros deles nas resenhas. Absurdo! E aqui entra o que eu quero realmente falar com essa postagem.

Desde que criamos o blog lá em 2012, um de nosso objetivos sempre foi incentivar a literatura nacional. Mas isso está ficando cada vez mais dificil porque eu particularmente já estou cansada de algumas atitudes de alguns "parceiros" que só se lembram da parceria na hora de cobrar alguma divulgação e resenha e que querem sempre ter seus livros avaliados com nota máxima e quando isso não acontece tenho que ficar dando inúmeras explicações do porque não gostei desse ou daquele ponto do seu livro.

Sinceramente já estou cheia disso. Você que é autor lembra que antes de ser um autor você é um leitor e que não gostou de todos os livros que você leu na vida? Pois é, eu também não. Vocês que acompanham o blog a mais tempo sabe que nunca fui desrespeitosa com nenhum autor por aqui. Sempre que escrevi alguma resenha negativa eu expliquei porque e sempre salientei que cada um tem um gosto e que eu posso não ter gostado, mas outra pessoa pode amar.

Por isso tomei uma decisão um tanto drástica. Vou manter apenas algumas parcerias que são autores que me respeitam como eu os respeito. E para futuras parcerias vou pensar muito antes de aceitar. Tem autores nacionais que tenho prazer em dizer que são parceiros do blog. Eles enviam material de divulgação antecipadamente, não envia hoje e quer que eu publique amanha, leem a resenha, comentam e ajudam na divulgação. Tem autor que fica enchendo o saco para eu fazer a resenha e quando publico nem vem no blog comentar. Acho um absurdo isso.

Por isso de hoje em diante vou manter parceria apenas com quem eu realmente tenho prazer de ser parceira. É claro que existem exceções e vou citar aqui de autores que mesmo eu não tendo gostado do livro e tendo entrado em contato para dizer que a resenha seria negativa e se eles preferissem eu não publicaria a mesma, eles disseram que não, que eu podia publicar o que eu realmente tinha achado do livro, como é o caso do autor Elias Flamel. Minha admiração pela atitude. 

Entre os autores que quero manter a parceria estão a Alana Gabriela, Bianca Gulim, Denise Flaibam, Layla Casanova e a Mari Scotti. Citei essas porque são as que estão sempre lançando livros, mas tem alguns outros que também sempre que precisar estou a disposição. 

Enfim, esse é meu desabafo. Cansei de passar raiva com autores que não aceitam que não é todo mundo que vai gostar do que eles escreveram. Antes de tudo sou leitora e como leitora tenho o direito de não gostar de todos os livros que vou ler. E como blogueira tenho o direito de não gostar de algum livro mesmo que ele tenha sido "de graça" como visto por alguns.

E você o que pensa sobre o assunto? Deixe sua opinião nos comentários.




12 julho 2018

Resenha | O Rei das Cinzas - Raymond E. Feist


Livro: O Rei das Cinzas
Série: A Saga dos Jubardentes #1
Gênero: Fantasia
Autora: Raymond E. Feist
Editora: HarperCollins Brasil
Páginas: 512
Ano: 2018

Resenha:

No mundo de Garn, nos continentes gêmeos de Têmbria, temos cinco grandes reinos, Sandura, Metros, Zindaros, Ilcomen e Itrácia, que até então conviviam em paz. Mas Lodavico, o rei de Sandura resolveu que ia derrubar Itrácia e armou um plano onde Steveren, o ultimo rei de Itrácia foi traído pelos outros reinos e por seus aliados e teve seu povo e sua família assassinados sem nem ter a chance de se defender. Ali terminava a linhagem dos Jubardentes, conhecidos por seus cabelos ruivos. O barão Daylon Dumarch, comandante de Marquensas, o maior dos estados independentes, tinha Steveren como um irmão, mas quando soube da traição, já não pode fazer mais nada, a não ser defender os seus.

Mas ele ainda tem uma chance de fazer o certo quando depois da batalha um bebê é deixado em seu quarto e ao olhar para os cabelos da criança ele tem certeza de que é um Jubardente legítimo. Daylon entrega o bebê para os Quelli Nacosti, uma sociedade secreta cujos membros são treinados para se infiltrar e espionar os ricos e poderosos de Garn. Daylon não acredita na suposta lenda da maldição que se os Jubardentes fossem extintos, a destruição viria para Garn, mas com ou sem maldição ele sabe que a paz acabou e é uma questão de tempo até a guerra ser uma contante em Garn. E Daylon estava certo, porque anos depois vemos um Lodavico implacável, que além de tudo se aliou à fanática Igreja do Deus Único, que destrói a todos que não aceitam sua verdade. É nesse cenário que vamos conhecer dois jovens órfãos.

Um deles é Hatu, que junto aos seus dois únicos amigos estão na ilha de Coaltachin, treinando para serem futuros agentes da Nação Invisível. Donte, é neto de um dos sete mestres do Conselho e Hava é uma filha de fazendeiros, que mesmo sendo uma garota pode derrubar qualquer um dos meninos. Eles estão prestes a ser tornarem sicaris e assim poder se tornar um membro da Quelli Nacosti. E por isso Hatu pinta seus cabelos vermelhos ardentes de castanho, afinal ele tem que passar despercebido. O outro órfão é Declan, que acaba de virar mestre ferreiro. Declan vive na pequena vila de Oncon, que fica em Covenant, uma região neutra entre dois reinos. Mas essa paz na região está prestes a acabar porque traficantes de escravos chegam a vila para capturar jovens para serem soldados em Sandura. Declan é enviado para Marquensas por seu mestre, pois, Daylon parece ser o único a ter forças para se opor a Lodavico.


Esse é o primeiro livro que leio do autor, mas já tinha visto falar muito bem sobre ele e suas obras. E posso dizer sem sombra de dúvida que ele se tornou um dos meus autores favoritos e já quero ler todos os outros livros dele publicados no Brasil. Para quem ama livros do gênero e sente falta de bons livros de fantasia como O Senhor dos Anéis, mas tem dificuldades para ler as obras do Tolkien, aqui está um livro para se aventurar. O Rei das Cinzas é o primeiro de uma série, que eu não sei quantos livros terá, e ele tem mais de quinhentas páginas, mas a escrita é tão boa que eu leria mais quinhentas sem pensar duas vezes de tanto que a história me prendeu.

Logo no primeiro capitulo somos inseridos a um novo mundo, mas é como se o leitor sempre tivesse vivido nele, porque o autor descreve as coisas de uma forma que não tem como não se ambientar e entrar dentro da história que está sendo contada. Geralmente livros do gênero são bem descritivos, mas até nisso o autor me surpreendeu porque as cenas eram assim, mas como disse, ele tem o dom de descrever sem parecer algo chato ou monótono e sem fazer o leitor querer pular o paragrafo e seguir adiante na leitura para algo mais "interessante". O livro é narrado em terceira pessoa e vamos acompanhar vários personagens ao longo da história como Daylon, Declan, Hatu, Hava, alguns membros da Quelli Nacosti e ainda outros personagens que apenas apareceram na história, mas que ainda não foram totalmente revelados qual é seu papel nela.

Confesso que a sinopse me enganou um pouco porque achei que teríamos mais batalhas e muita ação, principalmente envolvendo Lodavico e a igreja do Único. Mas esse primeiro livro foi mais ambientação e posicionamento. O que não deixou a história parada, pelo contrário, temos bastante lutas entre os personagens principais e amei a forma como o autor foi soltando os detalhes e como a história foi tomando forma e crescendo, deixando de ser apenas a história do único sobrevivente de um reino que virou cinzas, para se tornar algo que nem eu ainda consegui ver totalmente, apesar de já ter um vislumbre de como ela será.

Nesse primeiro livro não temos um grande vilão, mas temos várias pessoas que agem com vilania e escondem segredos e que nos próximos volumes podem se tornar alguém do bem ou do mal. Meus personagens favoritos foram Hatu, Declan e Hava. Hatu e Hava foram criados para serem assassinos, mas a natureza deles luta contra o que aprenderam. E Hatu ainda tem o precedente de ser o ultimo descendente dos Jubardentes e tem toda uma magia que cresce dentro dele e que ele não tem ideia do que seja ou de como controlar. E apesar de não ser um livro para romances, não tem como não torcer para que os dois fiquem juntos. Já Declan é um homem bom e justo, e que aos poucos tem seu papel sendo revelado nessa história e tenho certeza de que ele ainda será fundamental para o desfecho dessa saga.

Tem muitas outras coisas que eu queria falar aqui, mas não posso porque o interessante é o leitor ir descobrindo as coisas conforme vai lendo a história. Os capítulos se alternam entre acompanhar Hatu e Declan e isso foi um ponto forte da história porque me fazia virar as páginas para saber o que estava acontecendo e quando enfim o caminho deles iria se cruzar. A unica coisa negativa que tenho para falar é que os capítulos são bem longos, e prefiro eles menores porque dá a impressão de que a leitura vai mais rápida. Quanto a edição está maravilhosa. Amei a capa e principalmente amei ver um mapa assim que abri o livro, o que é essencial em livros do gênero. Enfim, eu mais do que recomendo a leitura. Se você é fã de livros do gênero, vai se sentir em casa e se você ainda não é, esse é um ótimo livro para você se aventurar no gênero.

Nota:






11 julho 2018

Lançamento de Julho da Harlequin

O lançamento da Harlequin desse mês é um romance nacional. Logo tem resenha dele por aqui.


Livro: Bruto e Apaixonado
Série: Irmãos Lancaster # 1
Autora: Janice Diniz
 Mário Lancaster e Natália Esteves parecem não ter nada a ver um com o outro: ele é um ex-peão de rodeio e ela, uma empresária sofisticada de uma metrópole. Ela deve demitir funcionários da maior fábrica local, e ele é o responsável por convencê-la a mudar de ideia.
Eles estão em lados opostos, mas a química entre os dois é impossível de ignorar. Bruto e Apaixonado é o primeiro volume da série Irmãos Lancaster e uma história irresistível de amor, superação, sedução e, claro, caubóis atraentes e possessivos.










09 julho 2018

Resenha | Cilada Para Um Marquês - Sarah MacLean


Livro: Cilada Para Um Marquês
Série: Escândalos e Canalhas # 1
Gênero: Romance de Época
Autora: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Páginas: 320
Ano: 2016

Resenha:
Inglaterra, 1.833.
Sophie Talbot é a mais nova das cinco irmãs Talbot, também conhecidas como "Cinderelas Borralheiras" por conta delas até recentemente não pertencerem a aristocracia, e também por "Irmãs Perigosas" já que as irmãs não escondem de ninguém que querem fisgar um marido nobre a qualquer custo, nem que para isso precisem usar de todo o charme feminino, roupas decotadas que valorizem seus corpos e até fazerem os homens caírem em algum tipo de armadilha sendo obrigados a se casar, como foi o caso da irmã Talbot mais velha, Seraphina, que conseguiu se casar com o Duque de Haven. A sociedade tolera a família Talbot, afinal eles são podres de ricos e foi assim que o pai de Sophie conseguiu seu título de conde, mas eles não aceitam as irmãs, que vivem protagonizando um escândalo atrás do outro.

Mas até o momento Sophie, que detesta esse mundo de falsidade e fofocas em que vive a sociedade londrina e prefere ficar quietinha em seu canto, não havia sido o alvo de nenhum escândalo. Mas então quando o escândalo acontece, é em grande estilo. Em um baile Sophie acaba encontrando seu cunhado com uma amante e quando vê que ele ainda acha que tem razão e ofende sua irmã que está grávida, Sophie resolve defender a honra da irmã e joga o duque dentro de um lago e chama ele de canalha. Mas quem passa por destemperada é Sophie já que todos na festa veem o que aconteceu e não querem saber o motivo, só que ela empurrou um duque no lago e claro, a errada é ela. Sophie fica muito irritada e resolve ir embora sem avisar ninguém e é assim que seu caminho acaba cruzando com o de Reider, Marquês de Eversley e futuro Duque de Lyne.

O marquês também está fugindo da festa, mas por outro motivo. Ele é conhecido pelo apelido de Canalha Real e faz jus ao apelido. E quando Sophie pede sua ajuda para ir embora Rei nega, já que conhece a reputação das irmãs e tem certeza de que Sophie quer pegá-lo em uma armadilha casamenteira. Mas Sophie dá um jeitinho, se veste de criado e acaba na carruagem de Rei. O problema é que Rei está indo para Cumbria visitar seu pai que está morrendo e quando Sophie percebe, está muito longe de casa. É então que Sophie muda de ideia e decide voltar para a casa onde sua família vivia antes de seu pai virar um conde, para o lugar onde ela era feliz, que por coincidência é no mesmo caminho do marquês. Mas Rei ainda acha que Sophie está atrás de um casamento e Sophie jura que não se casaria com um grosseirão como ele nem que Rei fosse o último homem da Terra.

“Felicidade! É esse o cheiro dos livros! Felicidade. Por isso que eu sempre quis ter uma livraria. Existe vida melhor do que vender felicidade?”

Definitivamente a Sarah é minha autora favorita de romances de época. Suas histórias são ótimas, seus personagens marcantes e principalmente, ela escreve livros com histórias únicas, mas que todas elas estão entrelaçadas e mesmo sendo de séries diferentes, elas se passam no mesmo cenário e seus personagens passeiam entre uma história e outra. Sophie mesmo já tinha aparecido no quarto livro da série O Clube dos Canalhas. Então por isso se você é como eu e gosta de ler séries na ordem, leia primeiro a série Os Números do Amor, depois O Clube dos Canalhas  que se passa dez anos depois da série anterior e só então leia Escândalos e Canalhas que se passa um ano depois. E como disse na resenha de Nunca julgue uma dama por sua aparência, se você não ler na ordem vai pegar um tremendo de um spoiler do maior mistério da série O Clube dos Canalhas.

Desde que conheci a escrita da Sarah lá no livro Nove regras a ignoras antes de se apaixonar, eu me apaixonei pela autora. Geralmente os romance de época são muito parecidos e os clichês são sempre o mesmo. O que diferencia um livro do outro, é a forma como a autora conta a história e a Sarah tem se destacado entre tantas autoras por suas histórias serem leves, divertidas, daquelas que a gente tem um sorriso o tempo todo no rosto, e pelas suas protagonistas que são irreverentes e que geralmente não aceitam as regras da sociedade e sempre dão um jeito de seguir seu próprio caminho, independente de serem aceitas ou não. E também com os protagonistas masculinos que num primeiro momento são apresentados como canalhas, mas que quando conhecemos suas histórias não são nada daquilo que eles mostram para a sociedade.

Sophie odeia tudo o que a sociedade representa, ela não se conforma de ter virado uma Lady depois que seu pai "comprou" o título de conde. E também não aceita a forma como as pessoas fazem chacota de sua família. Por isso seu desejo é fugir de tudo aquilo e quando ela própria se torna um escândalo, ela tem certeza de que chegou a hora de deixar tudo para trás. Já Rei recebe uma carta falando que seu pai está morrendo e por desentendimentos do passado, ele odeia o pai com todas as suas forças e jurou que a linhagem morreria com ele, por isso ele não vai se apaixonar e nem ter filhos nunca. Mas as coisas não acontecem como o esperado para nenhum dos dois. E os dois juntos protagonizam um jogo de gato e rato, onde os diálogos inteligentes são o ponto do alto do livro e mesmo a gente torcendo para eles se acertarem, ao mesmo tempo a gente quer que eles continuem discutindo hehe.

E não são só os protagonistas que tem seu destaque. Os personagens secundários roubam a cena em vários momentos. As irmãs Talbot são muito divertidas e já vi que no terceiro livro da série uma delas será a protagonista, por isso fiquei bem feliz pois teremos mais dessa família que me conquistou. Também quem chamou bastante atenção foi o Duque de Warnick, que já vi é o protagonista do próximo livro. E não posso deixar de citar o John, uma criança que Sophie conhece no meio da viagem. Quanto a edição, a capa está maravilhosa e só um detalhe que não sou fã, são as aspas no lugar dos travessões, mas que pela história ser ótima, nem notei até o meio do livro. Enfim, depois de tudo que falei é claro que recomendo a leitura. Se você é fã de romances de época, você vai amar e se você nunca leu e quer se aventurar, a Sarah é uma ótima autora para se apaixonar pelo gênero.

Nota:







08 julho 2018

Mystery Box de Maio

Hoje vou mostrar a caixinha literária do Clube do Livros e Citações do mês de maio. As opções eram A Rainha Vermelha, Trono de Vidro e Sem tema. Eu escolhi Trono de Vidro, mas como não lembrava o que tinha escolhido foi uma surpresa na hora que abri a caixa hehe. Só sabia um dos livros porque tinha escolhido receber o ultimo livro de A Rainha Vermelha.

Comprei a caixa mais cara, com dois livros e esses foram os itens que vieram na caixa.


O pin veio junto com o livro Tempestade de Guerra e esse marcador de Trono de Vidro está um arraso.


Eu nem li ainda a série, por isso acho que os itens tem a ver hehe


A caneca foi o brinde bapho do mês e veio essa vela também que confesso não sou muito fã.


E os livros Tempestade de Guerra eu já sabia que viria e Sorte Grande eu já li um livro da autora e gostei bastante.


O que acharam da caixinha? Eu amei os itens e os livros.





05 julho 2018

Resenha | Efeito Dominó - Alana Gabriela


Livro: Efeito Dominó
Série: Efeito Dominó # 1
Gênero: Distopia, Policial, Suspense
Autora: Alana Gabriela
Editora: Amazon
Páginas: 376
Ano: 2018

Sinopse:

"Afinal todos somos peças sobre um tabuleiro inclemente, esperando para serem tombadas pelas mãos impávidas que regem o sistema."
Depois de perder a mãe em um crime sem explicações, orquestrado pela D77 - uma organização terrorista que o governo persegue para destruir - imersa em um luto profundo, Cora é levada a conhecer o tentador jogo da verdade, chamado de Efeito Dominó. Com a promessa de encontrar o criminoso que assassinou sua mãe, ela embarca numa busca perigosa pela verdade. Mas suas ações desencadeiam uma sucessão de eventos premeditados que ela não estava pronta para lidar.
Em meio a mentiras e assassinatos, Cora precisa descobrir quais segredos são dignos do silêncio e se sobreviverá ao efeito dominó.

Resenha:

Há um ano atrás mais ou menos resenhei aqui no blog o livro Efeito Dominó. Mas a Alana ainda não tinha terminado de escrever a parte dois, então ela resolveu reescrever a primeira parte e assim terminar de vez essa história. Quando ela me procurou para reler e resenhar o livro novamente, eu aceitei é claro porque a Alana é uma autora que eu adoro tudo o que ela escreve. Achei que o livro teria poucas mudanças, porque na minha opinião já estava ótimo, inclusive eu dei nota máxima ao livro hehe, mas a Alana mudou muita coisa, por isso recomendo que mesmo que você já tenha lido, releia porque eu que já tinha amado a primeira versão, gostei ainda mais dessa.

A história já começa bem diferente da outra, aqui estamos ainda no Rio, mas no futuro, em 2099. E enquanto no primeiro livro se passou seis meses que a mãe de Cora morreu, aqui foram apenas dois. Mas de igual forma Cora ainda não conseguiu superar a morte da mãe que supostamente foi morta por terroristas, e está tendo um comportamento bem diferente do usual, até brigando na escola por qualquer motivo, por isso seu pai decide que ela vai ter a ajuda de uma psicóloga. Como estamos no futuro, as coisas são bem diferentes do que vivenciamos hoje, e uma coisa que me doeu o coração foi que o Cristo Redentor não existe mais.

Nem o Bondinho do Pão de Açúcar, mas esse pelo menos está sendo restaurado e em fase de testes. É por isso que Lucas e Cora estão na praia, Lucas que estuda robótica, é fissurado por tudo que envolve o assunto. E de repente eles são atacados e Cora é sequestrada. E quando um dos sequestradores tira a máscara ela descobre que ele é Aziz, um aluno novato que estuda com ela. Mas o que chama a atenção de Cora é que Aziz diz que sabe quem matou sua mãe e que se Cora quiser saber a verdade vai ter que participar de um jogo chamado Efeito Dominó, onde vai receber novas pistas conforme for avançando em suas descobertas. E ainda ameaça fazer mal a Lucas se Cora não aceitar participar do jogo. Mas será que Cora está preparada para as consequências de participar desse jogo?

A premissa da história é basicamente a mesma, mas a Alana pegou a ideia e colocou em outro cenário e com isso a história cresceu muito. Temos novos personagens e uma outra linha de investigação. E sem falar que é uma distopia, por isso temos um novo governo e uma coisa que gostei muito que a Alana foi explicando como chegou aquela situação ao longo do livro. Porque geralmente somos jogados em algum novo cenário distópico e a maioria das vezes não temos respostas de como tudo aquilo aconteceu. 

E fora essa diferença na história, uma coisa que notei logo de cara foi que nessa nova versão temos uma escrita muito mais poética, que deu um ar totalmente diferente para a história. Eu particularmente tenho uma certa dificuldade para escritas poéticas porque acho que demoro mais na leitura. Mas não posso negar que a história ficou bem melhor assim. É a mesma história, só que maior e com mil novas possibilidades. Agora tenho menos ideia ainda do que virá pela frente na parte 2.

Mas o engraçado é que alguns dos personagens eu mudei minha opinião. A Cora mesmo, eu tinha ficado na dúvida se gostava ou não na primeira versão e aqui eu acabei gostando bem mais dela. A Alana fez mudanças sutis, mas que deu outro ar para a protagonista. Outro personagem que mudei a forma de ver foi o Azis que antes tinha sido meu personagem favorito, mas nesse eu fiquei com um pé atrás com ele. Os outros continuaram igual. E teve novos personagens inserido na história que não vou falar muito para não estragar a surpresa, mas vou dizer que foram ótimos acréscimos.

O clima de suspense e mistério continua o mesmo, a cada nova revelação eu mudava minhas teorias. Uma hora achava que sabia tudo, no capitulo seguinte via que não sabia nada. E confesso que estou muito curiosa para saber quem realmente está falando a verdade nessa história. Enfim, recomendo que leiam o livro. Eu que já tinha amado a versão anterior e não achava que dava para melhorar, acabei me rendendo e tiro meu chapéu para a Alana por mais essa história super bem escrita.

Nota:








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