21 março 2019

Resenha | Deixada Para Trás - Charlie Donlea


Livro: Deixada Para Trás
Série: Não
Gênero: Suspense
Autor: Charlie Donlea
Editora: Faro Editorial
Páginas: 368
Ano: 2017

Resenha:
Nicole Cutty e Megan McDonald terminaram o ensino médio e estão aproveitando as férias de verão enquanto não começam as aulas na faculdade. Apesar de estudarem juntas na mesma escola da pequena cidade de Emerson Bay, as duas não são amigas, já que na verdade elas são o oposto uma da outra e a única coisa que elas tem em comum é Matt Wellington, ex de Nicole e atual de Megan. Mas então elas desaparecem na mesma noite em uma festa na praia. As buscas são incessantes, mas nenhuma pista é encontrada até que duas semanas depois Megan consegue escapar do bunker no fundo da floresta onde estava presa. Um ano depois Megan lança um livro contando como foi que tudo aconteceu. E em menos de um mês o livro já é um best-seller. Mas existe um detalhe que todo mundo parece ignorar desde que Megan voltou: Nicole nunca foi encontrada.

A unica pessoa que ainda se preocupa com o desaparecimento de Nicole é Livia, sua irmã mais velha que não consegue se livrar da culpa por não ter atendido a ligação da irmã na noite em que ela desapareceu. Livia se formou em patologia forense e o curso de especialização ela escolheu fazer em Raleigh por sua proximidade com Emerson Bay. Livia tem a esperança de que um dia o corpo de Nicole seja encontrado e ela quer estar por perto para encontrar o máximo de pistas que puder analisando o corpo da irmã e assim descobrir o que aconteceu com ela. Esse dia chega, mas não é com o corpo de Nicole, e sim de um suposto suicida. Ao realizar a autópsia Livia descobre que o homem foi assassinado e que ele está morto a mais ou menos um ano e para sua surpresa ela descobre que o corpo pertence a Casey Delevan e que Nicole estava namorando com ele antes de desaparecer.


Livia começa a investigar a vida de Casey e descobre que ele era o organizador do Clube da Captura, um clube onde as pessoas se reuniam para discutir casos de pessoas sequestradas e que para fazer parte do clube os membros eram sequestrados para sentir na pele o que as vítimas sentiam. E que sua irmã era a primeira dama no clube. Sem querer acreditar no que estava descobrindo sobre sua irmã, Livia encontra outra pista, uma que liga outro caso ao de Megan e decide que chegou a hora delas se encontrarem. E Livia descobre que ao contrário do que todos pensam, Megan não lembra de quase nada do que aconteceu nas duas semanas em que esteve desaparecida, inclusive seu livro não foi escrito por ela e sim pelo seu psiquiatra, com quem faz sessões de hipnoterapia onde vem tendo flashes de memória. E ela quer respostas tanto quanto Livia.

"— Sei que você acha que todos se esqueceram de Nicole. Mas eu nunca esqueci."

Esse é o segundo livro que leio do autor, primeiro eu li A Garota do Lago que gostei muito, mas que não fui surpreendida porque logo no começo desconfiei do assassino, e é visível a evolução do autor de um livro para o outro. Houve um grande amadurecimento em tudo, na escrita, na pesquisa, nos termos técnicos e com certeza quem gosta de um bom livro de suspense, vai amar Deixada Para Trás. Não sei se alguém aqui é fã de séries estilo CSI, eu sou, e me vi assistindo esse livro. Sei que essa coisa de patologia forense é um pouco mórbido, mas é um assunto que desperta o interesse em quem é fã de um bom livro de suspense e o autor foi minucioso ao discorrer sobre o assunto, e conseguiu transportar o leitor para dentro da sala de autópsia.


O livro é narrado em terceira pessoa e o autor usa aquele recurso que eu particularmente adoro, a história alterna entre o presente, acompanhando as investigações da Livia e, no passado contando os dias que antecederam o sequestro seguindo os passos de Nicole. Essa forma de contar a história prende o leitor até o fim do livro, porque não dá para parar de ler antes de ter todas as respostas. E uma das minhas "reclamações" no livro A Garota do Lago, foi que descobri o assassino logo no começo. Nesse não. Por mais teorias que criei e inúmeros suspeitos que levantei, passei longe da verdade. Só consegui descobrir nas páginas finais, quando ficou claro mesmo quem era. Eu que já li muitos livros do gênero, fui surpreendida.


A grande protagonista da história é Livia. Ela é uma garota que vive consumida pela culpa por não ter atendido a ligação de Nicole no dia do seu sequestro e pretende remediar isso descobrindo o que aconteceu com a irmã. Ela não trabalha para a policia, mas poderia, porque ela conseguiu descobrir o que os próprios não conseguiram. E não ter um "detetive" propriamente dito não fez diferença na história, porque Livia além de ser muito persistente e inteligente, ela ganha a simpatia do leitor e passamos a torcer para que ela consiga descobrir o que aconteceu com a irmã. E fiquei com pena dela no final, já que as coisas poderiam ser diferentes. Mas achei o final mais realista da forma como aconteceu.

Já Megan e Nicole, apesar de serem o centro da trama são co-protagonistas na história. Megan é a sobrevivente que nunca mais foi a mesma depois do que aconteceu. Antes de tudo ela era uma garota meiga, querida por todos e que ajudava quem podia, depois, ela continua ajudando as pessoas, seu livro é uma prova disso, já que ela só aceitou a publicação para "acalmar" sua mãe, mas ela perdeu todo o brilho e alegria que ela tinha no olhar. Já Nicole é apresentada como a "vadia" da escola, que se ressente de toda a atenção que Megan tem e para chamar a atenção para si ela usa a unica arma que ela acha que tem: seu corpo. Eu fiquei o livro todo mudando minha opinião sobre ela. Ora gostava de seu jeito, ora odiava suas atitudes.


E não posso deixar de falar dessa edição maravilhosa da Faro. Gente que livro lindo. acho que é uma das edições mais bem feitas que tenho na estante de livros de suspense. Além da capa incrível, com o título em relevo e as garotas no fundo, toda a edição é muito bem trabalhada com o presente e o passado bem marcado por páginas em cores diferentes. Os capítulos no passado são em um tom de cinza que não atrapalha em nada a leitura para quem tem problemas de vista, eu no caso hehe. E dá todo um charme ao miolo do livro. Por isso, para terminar eu tenho que recomendar esse livro. Tanto pela beleza, como pela história que te prende do começo ao fim do livro.

Nota:








19 março 2019

#20 | Eu Quero!

Essa coluna não apareceu por aqui nos últimos meses, mas hoje reuni aqui alguns dos desejados desde o começo do ano. Tem outros livros que me interessaram e que não estão na lista, mas esses são os que eu mais desejei.

Não se deixe enganar pelas aparências.
Depois de uma manhã agitada no curso de psicologia forense, Morgan não vê a hora de voltar para casa, no Brooklyn, e trabalhar em sua dissertação. Tudo o que ela queria era ficar sozinha, mas seu noivo, Bennett, está a sua espera. Ao chegar, ela encontra a porta entreaberta. Morgan teme que algum dos seus três cães tenha fugido. Ela abre a porta com o ombro, esperando ser recebida pelos animais. Porém, nenhum deles aparece de imediato. Há marcas no chão, pegadas de cachorros.
Nuvem, o cão-da-montanha-dos-pirineus, é a primeira a vir ao seu encontro, mas sem o ânimo habitual. Seus pelos estão vermelhos de um lado, como se ela tivesse se sujado em uma parede com tinta fresca. Sangue. Morgan procura sinais de ferimentos, mas não encontra nada. Nem nos dois pit-bulls, George e Chester.
Ela avança pelo corredor, e as manchas de sangue que encontra parecem cada vez maiores. Por fim, vê Bennett caído no chão do quarto, a perna em cima da cama. Logo percebe que ele está olhando para cima. Ou estaria, se ainda tivesse globos oculares. A pele das mãos foi arrancada. E a perna em cima da cama não está ligada ao resto do corpo, ela foi arrancada.
Bennett foi atacado, destroçado e morto pelos cães. Mas como isso pode ter acontecido, se Nuvem, Chester e George são extremamente dóceis? Algo não faz sentido nessa história, e tudo fica ainda mais estranho quando Morgan, ao tentar localizar a família de Bennett, descobre que esse não era seu nome verdadeiro. Mas mal sabia ela que encontrar o noivo morto foi só o início de seu maior pesadelo.

Esse ano eu virei a louca dos suspenses e depois de uma sinopse dessa, como não desejar esse livro? Por isso já até comprei e li o livro e logo tem resenha dele por aqui.


Enquanto você dormia…
Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha nas colônias, Cecilia Harcourt tem duas opções igualmente terríveis: se mudar para a casa de uma tia solteira ou se casar com um primo vigarista. Então ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar de seu irmão pelo tempo que for necessário. Só que, após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela acaba encontrando seu melhor amigo, o lindo oficial Edward Rokesby. Ele está inconsciente, precisando desesperadamente de cuidados, e Cecilia promete salvar a vida desse soldado, mesmo que para permanecer ao lado dele precise contar uma pequena mentira...
Eu disse a todos que era sua esposa
Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia Harcourt é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade.
Quem dera fosse verdade…
Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar completamente ao homem que ama. Mas quando a verdade vem à tona, Edward talvez também tenha algumas surpresas para a nova Sra. Rokesby.

Eu ainda não li Uma dama Fora dos Padrões, mas quando vi esse livro entre os lançamentos, é claro que já quis ele. E ele já chegou aqui em casa e já está todo lindo lá na estante.


Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam, então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas? Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da DarkSide Books e sua divisão Crime Scene. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais, perto de Isabel Báthory e Mary Ann Cotton, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz. Inspirado na coluna homônima da escritora Tori Telfer no site Jezebel, Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes. Com um texto informativo e espirituoso, a autora recapitula a vida de catorze mulheres com apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada uma delas. As histórias são narradas através de um necessário viés feminista. Telfer dispensa explicações preguiçosas e sexistas e disseca a complexidade da violência feminina e suas camadas. A autora também contesta os arquétipos — dama sensual, feiticeira traiçoeira, mãe carinhosa, vovó gentil, entre outros — e busca entender por que as mulheres foram reduzidas a definições tão superficiais. Além disso, questiona a “amnésia coletiva” a respeito dos assassinatos cometidos por mulheres. Por que falamos de Ed Kemper e não de Nannie Doss, a Vovó Sorriso, que dominou as páginas dos jornais norte-americanos em 1950 por seu carisma e piadas mórbidas (ela matou quatro maridos) ? Por que continuamos lembrando apenas de H.H. Holmes quando Kate Bender recebia viajantes em sua hospedaria (e assassinava todos que ousavam flertar com ela) ? A linha que divide o bem e o mal atravessa o coração de todo ser humano. Através das páginas de Lady Killers: Assassinas em Série os leitores vão perceber que estas damas assassinas eram coniventes, egoístas, imprudentes e inteligentes, e estavam dispostas a fazer o que fosse necessário para ingressar no que elas viam como uma vida melhor. Foram implacáveis e inflexíveis. Eram psicopatas e estavam prontas para dizimar suas próprias famílias. Mas elas não eram lobos. Não eram vampiros. Não eram homens. Mais uma vez, a ficha mostra: elas eram horrivelmente, essencialmente, inescapavelmente humanas.

Esse está na lista por ser da DarkSide, que por si só já é um grande motivo. Mas o livro me pareceu ser muito interessante.

A autora de best-sellers do The New York Times, Lisa Kleypas, lança o conto de uma jovem de beleza não convencional que encontra em um espião uma irresistível paixão.
Uma mulher que desafia seu tempo.
Dr. Garret Gibson, a única médica mulher na Inglaterra, é tão ousada e independente quanto qualquer homem – por que não lidar com os próprios desejos como se fosse um? No entanto, ela nunca ficou tentada a se envolver com alguém, até agora. Ethan Ransom, um ex-detetive da Scotland Yard, é tão galante quanto secreto, e sua lealdade é um verdadeiro mistério. Em uma noite emocionante, eles cedem a uma poderosa atração mútua antes de se tornarem estranhos novamente.
Um homem que quebra todas as regras.
Ethan tem pouco interesse pela alta sociedade, mas é cativado pela preciosa e bela Garrett. Apesar da promessa de resistir um ao outro depois daquela noite sublime, ela logo será atraída para sua tarefa mais perigosa. Quando a missão dá errado, Garret usa toda a sua habilidade e coragem para se salvar. À medida que enfrentam a ameaça de uma traição do governo, Ethan fica disposto a assumir qualquer risco pelo amor da mulher mais extraordinária que já conheceu.

Eu já viciei nessa série, por isso é claro que esse entrou na lista. Inclusive comprei na pré-venda, já chegou aqui e logo tem resenha dele também.


Andrea sabe tudo sobre sua mãe, Laura. Ela sabe que Laura sempre viveu na pequena cidade costeira de Belle Isle; sabe que a mãe nunca desejou nada além de uma vida serena como integrante da comunidade; e sabe que ela jamais guardou um segredo na vida. Afinal, todos conhecemos nossas mães, certo?
Mas tudo muda quando uma ida ao shopping se transforma em um cenário de violência e caos, e Andrea conhece um lado completamente novo de Laura. Parece que sua mãe, antes de ser Laura, era outra pessoa. Durante quase trinta anos ela escondeu sua identidade, vivendo sossegadamente na esperança de que ninguém descobrisse quem era de verdade. Agora, exposta, nunca mais poderá viver como antes.
A polícia quer respostas e a inocência de Laura está em jogo, mas ela se recusa a falar com quem quer que seja, inclusive com a própria filha.


E esse aqui eu li um livro da autora no ano passado e amei a escrita dela. Por isso ele já entrou para a lista também.

Polly O’Keefe acabou de se mudar para a casa dos avós, os famosos cientistas Alex e Kate Murry, quando ela acidentalmente se encontra em uma época 3 mil anos no passado. Talvez não seja um mero acidente, ou, ao menos, é o que dizem dois druidas: quando um portal entre círculos do tempo se abre, isso acontece por um motivo. Quando o portal se fecha atrás de Polly e de seu amigo gravemente doente, Zachary, o motivo se torna claro. Em meio ao desespero, conseguirá Polly manter a si mesma e a Zachary vivos até que o portal reabra e eles possam voltar para casa?


E até que enfim temos o ultimo livro dessa série que me conquistou. Não vejo a hora de ter o meu exemplar em mãos, porque essas edições estão de arrasar.


O detetive Nap Dumas nunca mais foi o mesmo após o último ano do colégio, quando seu irmão Leo e a namorada, Diana, foram encontrados mortos nos trilhos da ferrovia. Além disso, Maura, o amor da vida de Nap, terminou com ele e desapareceu sem justificativa.
Por quinze anos, o detetive procurou pela ex-namorada e buscou a verdadeira razão por trás da morte do irmão. Agora, parece que finalmente há uma pista.
As digitais de Maura surgem no carro de um suposto assassino e Nap embarca em uma jornada por explicações, que apenas levam a mais perguntas: sobre a mulher que amava, os amigos de infância que pensava conhecer, a base militar próxima a sua antiga casa.
Em meio às investigações, Nap percebe que as mortes de Leo e Diana são ainda mais sombrias e sinistras do que ele ousava imaginar.

Eu amo os livros do autor, por isso é claro que já quero esse. Gostei de terem mudado o padrão das capas, mas deveriam ter mudado o tamanho do nome também porque não tem necessidade de pegar metade da capa já que ele é bem conhecido.

Em O Destino das Terras Altas, primeiro livro da série Os Murrays, Hannah Howell nos apresenta o esplendor da Escócia medieval com uma saga de guerra entre clãs, lealdades divididas e amor proibido.
Quando o destino coloca Maldie Kirkcaldy na mesma estrada que sir Balfour Murray e seu irmão ferido, ela lhes oferece seus serviços como curandeira. Ao saber que tem em comum com sir Balfour um juramento de vingança, decide seguir com ele para cumprir a sua missão.
Mas ela não pode lhe revelar sua verdadeira identidade, sob o risco de ser acusada como espiã. Enquanto luta para negar o desejo que a dominou assim que viu o belo cavaleiro de olhos negros pela primeira vez, Maldie tenta a todo custo conservar o aliado.
Balfour, por sua vez, sabe que não pode confiar nela, mas também não consegue ignorar a atração que nasceu entre os dois. E, ao mesmo tempo que persegue seu objetivo de destruir Beaton de Dubhlinn, promete descobrir os segredos mais profundos dela e conquistar o seu amor. Para isso, não deixará que nada se interponha em seu caminho.

Eu já li uma série da autora e gostei bastante da escrita dela, por isso quero muito ler esse livro.

E vocês, desejam algum desses? Quais entraram para sua lista nesse começo de ano?






17 março 2019

Resenha | A Máscara de Prata - Cassandra Clare e Holly Black


Livro: A Máscara de Prata
Série: Magisterium #4
#1 - O Desafio De Ferro
#2 - A Luva De Cobre
#3 - A Chave de Bronze
Gênero: Fantasia
Autoras: Holly Black, Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 240
Ano: 2017

Contêm spoilers dos livros anteriores nos 3 primeiros parágrafos. 

Resenha:


"Um de vocês falhará. Outro irá morrer. E um já está morto." 

Desde o primeiro volume essa profecia assombra os três amigos Call, Tamara e Aaron. Ao longo dos livros descobrimos que quem já estava morto era Call que tecnicamente morreu e em seu corpo vive o Inimigo da Morte. Mas ainda pairava a dúvida sobre quem iria falhar e quem iria morrer. E finalmente no final do terceiro livro descobrimos que quem iria morrer era Aaron, só fica a dúvida se a falha de Tamara foi por ter escolhido o amigo errado para salvar, já que ela só tinha uma chance e salvou Call, enquanto Aaron foi atingido por Alex. Mas quem vai preso pela morte de Aaron é Call, que também teve seu segredo descoberto e todos agora sabem que na verdade em seu corpo está Contantine, o Suserano do Mal.

O Panóptico, a cadeia dos magos, não é nada parecido com o que Call esperava. Nos últimos seis meses ele ficou praticamente sozinho dentro de uma cela e essa solidão só era quebrada pelas sessões diárias de interrogatório, quando três membros da Assembleia fazia várias perguntas sobre Constantine, que Call não sabia responder. Call as vezes tinha vontade de inventar alguma coisa só para variar as respostas. E Call tem tempo de sobra para se lamentar por não ter contado a verdade para alguém antes das coisas terem chegado a esse ponto, antes de Aaron morrer. E ele chega a conclusão de que todos, inclusive seu pai o odeia, já que até agora ninguém veio visitá-lo. Mas isso muda e no mesmo dia ele recebe a visita de Mestre Rufus e do seu pai que explica que fez de tudo para ver Call, mas só agora as visitas foram liberadas. Mas com essas visitas Call tem certeza de que vão matá-lo.

Só que Call estava enganado e no dia seguinte ele recebe a visita de Jasper e enquanto Jasper está com Call, o panóptico começa a pegar fogo. Eles conseguem sair da prisão a salvo e do lado de fora encontram Anastacia Tarquin, que há algum tempo confessou para Call ser mãe de Constantine. O incêndio no panóptico não passou de um plano para tirar Call da prisão. E Call se surpreende ao ver que Tamara está ajudando Anastacia. Mas Tamara não sabia a verdade sobre Anastacia, que acaba entregando eles para Mestre Joseph e Alex, que agora tem seu próprio exército de Caóticos e todos vão parar na fortaleza de Constantine. Call se vê novamente em uma prisão, só que dessa vez acompanhado por um louco que não vai hesitar em tirar o poder de Call e matá-lo se, segundo Mestre Joseph, Call não se lembrar quem ele realmente é. Mas Mestre Joseph lhe dá uma alternativa: ele deixa Call e seus amigos irem embora desde que Call traga Aaron de volta do mundo dos mortos.

"Talvez não fosse a coisa certa, mas, se tudo pudesse voltar a ser como antes, se Aaron estivesse vivo e todos pudesse ser felizes, ele não se importaria com certo ou errado."

Quando você pensa que nada mais pode te surpreender lá vem as autoras e tira seu chão. Depois de um final de cortar o coração no terceiro livro, achei que nada de pior ia acontecer nesse quarto. Mas ai vem as autoras te dá uma esperança somente para arrancar seu coração do peito e fazer picadinho dele. Eu nunca esperava que elas fossem matar um dos três protagonistas, mesmo com aquela profecia. Mas elas deram uma de George R. R. Martim e fizeram isso. Dai veio essa história de reviver os mortos e já fica aquela esperança. Mas não, elas são más e deram mais uma facada no meu coração. Mas ainda não perdi a esperança porque depois daquele final, sim elas surpreenderam novamente, ainda espero que tudo se ajeite no próximo e último livro da série.

Esse é o primeiro livro da série que se passa totalmente fora do Magisterium, o que deu uma saudadezinha da escola de magia. Mas deu para conhecer mais sobre os vilões da série e principalmente o grande vilão, o Suserano do mal, que só então eu entendi o porque desse apelido carinhoso. Desde o primeiro livro ele vem sendo conhecido como o grande vilão, mas apesar de tudo de ruim que ele aprontou, como foi no passado e só vemos falar sobre o que aconteceu, o leitor não consegue ver ele como o grande mal. Pelo menos comigo foi assim. Mas então nesse livro deu para ver bem a maldade que ele tinha no coração através do diário de seu irmão, porque fazer o que ele fez, é de uma crueldade sem tamanho. E isso foi um alívio para call que sabe que mesmo tendo a alma do capiroto, nunca que ia fazer algo parecido.

E enfim nesse quarto livro temos um desenrolar de um romance. Mas com tudo o que estava acontecendo foi mais como um escape e como uma reafirmação de confiança do que um romance propriamente dito. Desde o primeiro livro que eu shipava a Tamara e o Call, mas se ela tivesse ficado com o Aaron eu teria ficado feliz também hehe. Quanto ao enredo apesar de o livro ser bem curto também, o que eu não me conformo nessa série, ele tem muitas aventuras e tem várias explicações que até então era mistério para o leitor. Agora só me resta esperar ansiosa pelo ultimo livro, que a Record já anunciou será lançado no segundo semestre, e torcer para que as autoras não façam alguma bobagem e a série termine com chave de ouro. Na Holly eu confio, já na Cassandra... Quanto a capa está igualmente linda como as outras da série. Se você é fã de Harry Potter, você precisa ler essa série.

Nota:








15 março 2019

Lançamentos de Março da Faro Editorial

Já conferiu os lançamentos de março da Faro Editorial? Se ainda não, essa é a hora. Temos lançamentos incríveis esse mês. 

Talvez estar apaixonado seja uma das melhores sensações da vida. Saber que existe alguém que faz seu coração bater tão forte alegra o nosso dia, mas abrir o coração e deixar tudo para trás quando o amor acaba pode ser difícil. Mostrar vulnerabilidade, raiva, tristeza, perdão e reconhecer erros é o melhor caminho para crescer de verdade.
“Ninguém avisa a gente que amar faz a pele arder e o peito dilatar, seja com as coisas dando certo ou não. Contos de fadas não duram muitos dias na vida real, o amor é o que faz tudo valer a pena. Torço para que você seja feliz, e que possamos caminhar juntos. Hoje eu quero o para sempre, mesmo sabendo que não posso controlar tudo. Há coisas minhas que são tão suas, a ponto de eu não ter coragem de colocar uma roupa nova sobre elas, porque eu não quero te esquecer.”
“Foi muito bom te reencontrar nesse processo. Nas viagens de carro que fizemos, nas noites em restaurantes baratos e nos domingos de carnaval fechados em nosso próprio mundo, nós construímos algo especial.”
“Suportamos isso. Ignoramos inclusive as partes chatas da existência. Esses momentos difíceis retornam, de vez em quando. Contudo podemos nos perdoar e ter novas chances.”
Juramos que duraria para sempre mesmo sabendo que o amor não vive de promessas, mas não vamos desistir!

"Um dos livros mais francos e radicais sobre a vida feminina, de todas as origens, em todas as partes do mundo.”
Esta ficção é baseada no relato verdadeiro de uma mulher que espera sua execução em uma prisão no Egito. Sua história chega até a autora, que resolve conhecer Firdaus para entender o que levou aquela prisioneira a um ponto tão crítico de sua existência. “Deixe-me falar. Não me interrompa. Não tenho tempo para ouvir você”, começa Firdaus. E ela prossegue contando sobre como foi crescer na miséria, sua mutilação genital, ser violada por membros da família, casar ainda adolescente com um homem muito mais velho, ser espancada frequentemente, e ter de se prostituir... até que, num ato de rebeldia, reuniu coragem para matar um de seus agressores, levando-a à prisão.
Esse relato é um implacável desafio a nossa sociedade. Fala de uma vida desprovida de escolhas, mas que em meio ao desespero encontra caminhos. E, por mais sombrio que isso possa parecer, sua narrativa nos convida a experimentar um pouco dessa liberdade encorajadora através das transformações internas de Firdaus. O que acontece com ela é o despertar feminista de uma mulher.

Esclarecedora e polêmica, esta obra foi lançada há mais de 40 anos e desde então tornou-se um guia para entender a América Latina.
Neste livro, o escritor e liberal venezuelano Carlos Rangel expõe as mazelas de um sistema falido, que é reproduzido não apenas nos países sul-americanos, mas em diversas regiões do mundo. O resultado desse sistema são gerações fracassadas devido às mesmas ideologias, incapacidades e ilusões. Rangel acusou as universidades, em sua maioria, de não fazer bem seu trabalho de educar profissionais de maneira eficiente e argumentou que a América Latina tem todas as condições para o êxito, mas que seu pecado está em não enfrentar as falhas.
O autor ainda oferece a resolução para o problema: precisamos nos livrar das sombras mentais que nos desviam de um futuro potencial e dissipar os mitos que perpetuam uma fatídica auto-opressão marcada pela perversão do estado de direito e pela racionalização que atribui aos países capitalistas a culpa pelo atraso dos países de “terceiro-mundo”.
Rangel foi um profeta que ninguém ouviu e hoje o florescimento limitado do liberalismo no Brasil tem uma grande dívida com o pensamento dele. A luta contínua para fortalecer a democracia é nutrida por suas ideias. Para o autor, a cura para todos os males é a verdadeira democracia: desordenada, pluralista, independente de manipulações e com liberdade de imprensa.





13 março 2019

Resenha | A Garota Desaparecida - Lisa Gardner


Livro: A Garota Desaparecida
Série: Detetive D. D. Warren # 8
Gênero: Suspense
Autora: Lisa Gardner
Editora: Gutenberg
Páginas: 354
Ano: 2019

Resenha:
Um ano atrás a detetive sargento D. D. Warren chefiava uma equipe na unidade de homicídios da BPD e sua alegria era viver para as investigações de assassinatos. Mas então durante uma ocorrência ela caiu em uma escada e fraturou o braço esquerdo, impedindo ela de levantar sua própria arma e seu filho pequeno. Depois de muito repouso e fisioterapia D. D. pôde voltar para o trabalho, mas agora sob regime restrito, o que significa ficar atrás de uma mesa, o que ela odeia. Mas de vez em quando ela dá umas escapadas. E é isso que ela está fazendo na garagem dos Goulding, onde sua ex equipe está investigando um crime. Só foi encontrado os restos carbonizados da vitima, ou será do criminoso?

Quem chamou a policia foram os vizinhos e junto ao corpo estava uma garota nua, toda machucada e com os pulsos amarrados. Para surpresa de todos, a garota é Florence Dane, uma antiga conhecida da policia, já que sete anos atrás ela esteve em todos os noticiários por ter sido sequestrada e mantida dentro de um caixão por 472 dias onde viveu um pesadelo sem tamanho, enquanto seu sequestrador viajava com o caixão escondido atrás da cabine de seu caminhão por todo o país e ainda provocava sua família enviando cartões postais, mensagens e até vídeos. Será Flora tão azarada assim que foi pega novamente por outro sádico? Mas ao conversar com Flora, D. D. percebe que ela não é tão vítima assim, e sabia bem o que estava fazendo.

A policia conseguiu libertar Flora e matar seu sequestrador, mas somente depois que ele quebrou Flora e tirou toda sua humanidade. A garota que voltou não era a mesma que sua família e amigos conheciam. Ela fez aulas de defesa pessoal e se especializou em comportamento criminoso. E essa já e a quarta vez que ela se envolve com criminosos com o mesmo perfil de seu sequestrador e, consegue escapar deles entregando os para a policia. Mas sua sorte não dura muito. Flora é pega e dessa vez por alguém muito mais esperto que ela. Nem todo seu conhecimento e treinamento vai ajudar. Mas D. D. não vai descansar enquanto não encontrar Flora, e ela vai ter a ajuda do Dr. Samuel Keynes, um especialista em vítimas que foi a única pessoa para quem Flora contou o que aconteceu durante seu primeiro cativeiro. 

"Mas humanos são interessantes. Nossa capacidade de adaptação é realmente impressionante. Nossa fúria contra o próprio sofrimento. Nossa necessidade incansável de encontrar uma saída, de fazer alguma coisa, qualquer coisa, para seguir em frente com a vida."

Esse é o quarto livro que leio da autora, e o terceiro com a detetive D. D. Warren. E cada vez me surpreendo mais com a escrita dela. Mas antes de mais nada tenho que falar que a autora aborda assuntos fortes, perturbadores mesmo, por isso já leia preparado, pois, tem algumas cenas que chegam a embrulhar o estômago. Mas nada que a gente não esteja vendo nos noticiários dia e noite ultimamente. Com a narração dividida entre a detetive e a vítima, a história ganha um ritmo alucinante, no qual só conseguimos largar o livro quando vemos o final dele. Os capítulos com a D. D. Warren são em terceira pessoa, e os com a Flora em primeira, e ainda vamos acompanhar Flora em seu primeiro cativeiro e nos dias atuais.

Já tinha lido livros com sequestros antes, mas é a primeira vez que acompanho em primeira pessoa alguém que não apenas foi sequestrado, mas que foi sendo quebrada dia após dia para se esquecer de quem é e se tornar quem o sequestrador quer que ela seja. Foi de arrepiar ler as cenas, e de ver como ela foi se moldando e o tempo todo eu me imaginava ali no lugar dela. É fácil a gente falar e questionar vendo de fora, mas já imaginou ficar trancada dia e noite em um caixão, só sendo retirada dali para ser abusada física e psicologicamente e depois ganhar algumas migalhas de comida e um pouco de água apenas para que a garota sobreviva. Meses nessa situação transforma qualquer um. Por isso não julguei suas atitudes quando finalmente ela foi resgatada.

Se não tivesse esses capítulos onde acompanhamos Flora em seu cativeiro, eu poderia ter pensado como a detetive, e ter questionado como alguém que passou por tudo aquilo se coloca novamente em perigo, sem falar na família dela que pode ter que passar por tudo novamente. Mas depois de ler esses capítulos, eu entendo a Flora. É de cortar o coração, é de perder a fé na humanidade. É de se pensar como o ser humano chega a tal ponto de fazer tanta barbaridade e ainda achar que "eu faço isso porque sou doente, eu não consigo controlar". É depois de ler coisas como essa que eu super concordo com pena de morte. Assim como a detetive, eu também queria matar aquele escroto com minhas próprias mãos.

E para quebrar o clima sombrio e perturbador, temos os capítulos onde acompanhamos as investigações lideradas pela D. D. Nele temos mais ação e também para quem gosta de livros do gênero, é a parte onde quebramos nossa cabeça para tentar descobrir o que está acontecendo. As pistas vão sendo soltas e cabe a nós leitores juntarmos elas e montarmos o quebra cabeça. Mas por mais que eu tentasse, nunca que eu ia chegar no final proposto pela autora. Eu desconfiei de todo mundo. Desde a mãe da Flora, e até ela mesma foi minha suspeita durante boa parte do livro. Desconfiei de algumas pessoas só para depois poder me enganar dizendo: "mas eu pensei nessa pessoa". Só que o final foi completamente diferente de tudo o que pensei. E ainda ficou aquela sensação de "como que não enxerguei isso se estava tão na cara".

Como vocês viram lá no começo da resenha, esse livro faz parte de uma série. Mas é série porque temos a mesma detetive em todos livros, as histórias são independentes. O problema é que se lidos fora de ordem perdemos a cronologia da vida dela. Aqui mesmo, ela já está casada e tem um filho, enquanto nos outros livros dela que eu li, ela ainda era solteira. Mas isso são detalhes que não interferem na história. Não vou falar mais sobre os personagens para não soltar spoilers, mas é um livro que recomendo sem sombra de duvida para quem é fã do gênero. Quanto a edição, eu achei essa capa muito bem feita pois remete a situação vivida pela protagonista. Quanto a diagramação, um detalhe é que temos aspas no lugar do travessão, mas a história é tão envolvente que só me dei conta disso quando já estava terminando o livro.

Nota:









11 março 2019

Divulgação | Financiamento Coletivo Fronteiras Artificiais


Hoje a postagem é para falar sobre essa noticia maravilhosa. Teremos edição física dos livros da duologia Fronteiras Artificiais (As Coisas que Perdemos + As Coisas que Encontramos). Mas para isso precisamos de sua ajuda.

Como todo mundo sabe, ter um livro físico publicado aqui no Brasil não é coisa fácil não, por isso existem os financiamentos coletivos onde os leitores e fãs ajudam na publicação. Existem vários tipos de apoio e você escolhe o que cabe no seu bolso e é a modalidade "tudo ou nada", ou seja, o montante final da campanha precisa ser atingido ou ultrapassado até o fim dela para que os livros sejam impressos.

Quem não conhece os livros ainda, eles foram escritos pela Denise Flaibam do blog Queria Estar Lendo, e tem resenha deles aqui. Os livros são ótimos e vale muito a pena a leitura.

As Coisas que Perdemos (Fronteiras Artificias; volume um)
O mundo acabou como uma tempestade. Primeiro houve o caos, e então o silêncio.
A Morte se espalhou pelas ruas de todo o mundo. Morte, porque ela tomou a humanidade para si. O silêncio do fim foi substituído por uma orquestra de sons grotescos, pelo arrastar lento e caótico de corpos moribundos; pelos sons do medo.
O que antes regia a sociedade não existe mais. Tudo foi deixado para trás.
Viva ou morra. Lute ou morra. Mate ou morra.
Dylan ouviu falar sobre um lugar seguro. Lá, ela e Max podem ter uma nova chance. O garotinho de quem ainda está cuidando, mesmo quando tudo acabou, é o seu gatilho para seguir em frente. Se não existe esperança, para que lutar?
As fronteiras artificias que marcam o fim do mundo trilham perigos e incertezas para aqueles que escolheram viver, e uma assustadora pergunta passará a comandar todos os movimentos dos que ainda resistem: até onde você irá para sobreviver?




Então é isso, quem puder ajudar é só clicar em qualquer uma das imagens da postagem para ser direcionado para a página do financiamento. Para quem tem algum receio de participar, eu já participei de alguns projetos e é bem tranquilo. Inclusive já dei meu apoio para esse projeto também. 









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