16 setembro 2019

Lançamento de Setembro da Faro Editorial

Esse mês a Faro traz um único lançamento e achei a sinopse dele bem intrigante. Quem ai já estamos curiosos?

Considerado um dos grandes romances da Itália, onde vendeu mais de 250 mil exemplares, com direitos negociados para mais de 25 países, e adaptações no teatro e no cinema, a autora Donatella Di Pietrantonio traz uma história sensível e emocionante.
Aos 13 anos, uma garota é levada do lar abastado onde vive para uma casa estranha e com pessoas que dizem ser seus pais e irmãos.
Na pequena cidade italiana todos conhecem sua história: ela é a criança que os pais naturais, pobres e de família numerosa, “deram” a um parente que não podia ter filhos e que este a devolveu quando a menina frequentava o ensino médio, não por maldade, mas porque a vida pode ser mais complexa do que imaginamos e nos força a fazer escolhas dolorosas.
Ela era a devolvida. Sentia-se como uma estrangeira na nova casa e, desde então, a palavra “mãe” travara em sua garganta. Privada até de um adeus por aqueles que sempre acreditou serem seus pais, ela se vê incrédula ao enfrentar o sofrimento de ser abandonada novamente de forma repentina.
“Minha vida anterior me distinguiu, me isolou na nova família. Quando voltei, falava outra língua e não sabia mais a quem pertencia”.
Forçada a crescer para reintegrar-se ao seu núcleo original, ela vive uma sensação de subtração, de gente esvaziada de significado, e nos ensina em meio à dor como encontrar sentido quando tudo parece desmoronar.






15 setembro 2019

Resenha | As três partes de Grace - Robin Benway


Livro: As três partes de Grace
Série: Não
Gênero: Drama, Jovem Adulto
Autora: Robin Benway
Editora: Galera Record
Páginas: 322
Ano: 2019

Resenha:
Grace não vivia cada momento do seu dia pensando no baile de boas-vindas como suas amigas. Mas ela sabia que ia ter um vestido bonito, que seu namorado Max ia pegá-la com um smoking alugado e que seus pais iam tirar um monte de fotos antes deles saírem. Mas nada disso aconteceu. Enquanto todos dançavam no baile, Grace estava no hospital dando a luz a sua Pesseguinha. O apelido carinhoso é porque quando Grace descobriu sobre a gravidez, ela já tinha o tamanho de um pêssego. E tanto Max, como seus amigos, lhe viraram as costas assim que souberam do ocorrido. Mas não foi nem esse o motivo que levou Grace a se decidir pela adoção. Ela simplesmente sabe que não vai ser suficiente para sua filha.

Mas quando Pesseguinha nasceu, ela cometeu o erro de segurar sua bebê no colo e isso acabou com ela. Grace passou dez dias trancada no quarto com uma dor tão intensa rasgando seu peito, que ela achou que ia morrer. E quando finalmente ela se levantou foi para dizer a seus pais que precisava conhecer sua mãe biológica. O que não vai ser nada fácil, porque a adoção de Grace pelos seus pais foi feita através de advogados e a unica coisa que eles sabem sobre sua mãe, é seu nome. Mas eles sabem que Grace tem um irmão mais velho, Joaquin e uma irmã mais nova, Maya, que mora a poucos minutos da casa deles. Então Grace manda uma mensagem para Maya se apresentando e pede que a irmã entre em contato com ela.

Maya sempre soube que era adotada, já que é morena e todos na sua casa são ruivos. E Maya que nunca se sentiu em casa, sente que as coisas ainda estão piorando ultimamente, pois seus pais estão brigando cada vez mais. Seus únicos momentos de escape são os que ela tem com sua namorada Claire. Então quando ela recebe o email de Grace, ela sente que pode ser um sinal de que algo vai melhorar. Enquanto isso Joaquin está em seu décimo oitavo lar adotivo. E ele não sabe o que fazer pois, Mark e Linda com quem ele já está há dois anos, querem adotá-lo em definitivo. Mas depois de tantas decepções, como abrir seu coração para quem quer que seja. Três adolescentes que só tem em comum o fato de terem sido gerados no mesmo útero, vão descobrir o verdadeiro significado da palavra família.

"— É exatamente isso que uma família é, Joaquin — gritou Maya. — Isso significa que não importa para onde você vá nem a distancia, você ainda é parte de mim e de Grace e nós ainda somos parte de você também."

Esse livro foi o segundo VIB do ano. Para quem não sabe o Very Important Book é um projeto do Grupo Editorial Record onde algumas pessoas são selecionadas para receber a prova antecipada de algum de seus futuros lançamentos. E até o presente momento da postagem dessa resenha ainda não se tinha a data de lançamento dele. Mas quando lançar, não percam tempo e adquiram logo o exemplar de vocês, porque esse livro merece ser lido. Eu já sabia que ia me emocionar, porque junto com o livro vem uma cartinha falando um pouco sobre a história e nela foi dito que todos na editora que leram o livro se emocionaram. Mas eu não achei que ia me emocionar tanto.

Antes de mais nada quero falar sobre o título, que no original é Far from the tree, e a tradução deu um enfoque na Grace, sendo que todos os três são igualmente protagonistas do livro. Mas como é com ela que começa a história e é por causa dela que eles acabam se encontrando, eu até que relevei a tradução e acabei gostando. A capa também está divina. Eu amo flor de cerejeira e ela deu o toque sensível que a história pedia. Quanto a revisão, o livro que eu recebi é uma prova antecipada que ainda não foi revisada, mas se não avisassem eu nem teria percebido, porque está como se já tivesse sido revisada.

E agora vamos falar do assunto principal abordado pela autora: a adoção. Principal porque temos vários assuntos discutidos no livro. Esse tema é um assunto muito dificil de ser abordado. Eu fui ler as opiniões sobre o livro antes de começar a ler e vi várias pessoas perguntando a forma como a autora levantou a questão, porque geralmente a pessoa que deu a criança para para a adoção é que é a criticada na história por causa daquela velha história que é melhor para as crianças ficarem com os pais biológicos. Mas será mesmo? Qual o verdadeiro significado da palavra família? Pais adotivos não amam com a mesma intensidade que os biológicos? Hoje em dia vemos muito essa questão família sendo debatida e gostei bastante da forma como a autora abordou isso no livro.

O livro é dividido entre os três irmãos e cada capitulo acompanhamos a história sob o ponto de vista de um deles. Grace é quem conhecemos primeiro e a história já começa com tudo porque ela acabou de dar sua filha e a dúvida de se fez o certo ou não está corroendo ela por dentro. Quem olha para Grace vê a garota perfeita que nunca vai fazer nada de errado. E por todos esperarem essa perfeição dela é que ninguém se conforma quando ela engravida no ensino médio. E seu dilema interno é muito forte porque ela sabe que fez o certo, mas e o vazio que ficou para trás e parece que nunca mais vai ser preenchido?  E é Grace quem vai tomar a iniciativa de procurar por sua mãe, porque só então ela entendeu que as vezes não é por falta de amor que uma mãe doa seu filho.

A segunda pessoa que conhecemos é Maya. Aparentemente Maya é a que tem mais motivos para ser feliz, porque seus pais são ricos e a apoiam em tudo. Mas Maya nunca se sentiu em casa. Ela é a que tem mais raiva dentro de si e expressa isso brigando com todos a sua volta e usando de um humor sarcástico. Maya é completamente diferente fisicamente de todos na sua família e é só o que ela consegue enxergar o tempo todo. O núcleo da Maya é o mais intenso, mas não foi quem mais me emocionou. Mas uma coisa que gostei bastante foi que a Maya é lésbica e ela tem uma namorada e a autora contou isso da forma como todos deveriam fazer. Não houve nenhum "destaque" por isso, a coisa rolou naturalmente.

Agora quem acabou comigo foi Joaquin. Ele é o mais sensível dos três irmãos. Eu não me aguentava de chorar ao ver sua fragilidade e a forma como ele reagia a isso. Eu queria entrar na história e pegar ele no colo e nunca mais largar. Joaquin não foi adotado e passou por inúmeros lares temporários. Nos EUA eles tem um sistema onde as pessoas que acolhem crianças recebem uma ajuda em dinheiro e infelizmente a grande maioria dessas pessoas só estão interessadas no dinheiro mesmo e não se importam com as crianças que já estão passando por um momento dificil e que pode ser ainda pior. E por ter passado por tantos lares Joaquin não consegue mais receber amor de ninguém.

E como chorei lendo essa história porque quando os três se conhecem, fica evidente o quanto eles precisam um do outro. Eu já fui adolescente e sei o quanto essa fase é dificil, imagine ainda passar por ela sem ter seu lugar definido no mundo.A autora foi de uma sensibilidade ao abordar um tema tão dificil e fez isso com maestria. Para quem gosta de livros que emocionam e histórias onde os sentimentos saltam das paginas e vem direto para nosso coração, esse livro vai te agradar com certeza. É uma história tocante e que infelizmente é a realidade de muitos. Mas ao mesmo tempo também é a realidade de tantos outros que estão com seu coração aberto para dar amor a quem precisa. Leitura mais do que recomendada.

Nota: 








13 setembro 2019

Resenha | It: A Coisa - Stephen King


Livro: It: A Coisa
Série: Não
Gênero:
Autor: Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 1.103
Ano: 2014
Sinopse:
Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em 'It - A Coisa', clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.


Resenha:
Para quem não sabe eu me aventurei a participar da leitura coletiva do livro promovida pela editora. Não vou falar sobre o enredo porque é basicamente isso que está na sinopse. Vou focar mais nas minhas impressões sobre o livro. Essa é minha segunda leitura de It. Eu li ele pela primeira vez em 1994 mais ou menos. O livro era dividido em 2 e com essa capa horrorosa que coloquei aqui para vocês verem. E se me perguntarem o que lembro da história vou dizer que tinha um palhaço num bueiro, que teve uma cena de sexo grupal infantil, que inclusive deixaram de fora da primeira parte do filme, e que tinha uma espécie de monstro que eles enfrentaram quando crianças e novamente depois de adulto.

Como a versão que eu li era dividida em dois livros, não teve o mesmo incomodo que senti com essa edição da Suma. O livro tem 1.103 páginas então imaginem o peso dele. Eu lia 30, 40 páginas e já estava com o braço inteiro doendo. E acredito que isso contribui com uma grande parte da minha insatisfação com o livro. A outra parte se deve ao problema que tenho com todos os livros do autor, ele é muito enrolão, principalmente nas primeiras partes das historias. A Suma dividiu a leitura do livro em cinco partes e vou falar um pouco sobre cada uma delas. Mas antes de mais nada quero falar sobre a Coisa que apesar de no filme e na capa dessa edição ter sido apresentada como um palhaço, ela não é isso. Ela é o medo de cada um, então no meu caso por exemplo seria uma barata enorme hehe.


A primeira parte é basicamente uma enrolação só. Na primeira cena, a da morte do garoto no bueiro (não é spoiler), foram 25 páginas em algo que dava para contar em no máximo 3. E toda primeira parte segue assim, com 162 páginas para apenas contar que as mortes recomeçaram e para Mike contatar os outros. A segunda parte continuou do mesmo jeito. Foram mais de 50 páginas para contar uma cena de bullying. Ele viaja muito. O garoto passa em uma ponte e lá vai 5 páginas para falar sobre a ponte. Mas falando em bullying é o que une os sete amigos do “Clube dos Otários ”. Bill é gago, Richie usa óculos e tem a língua grande, Ben é gordo, Eddie é hipocondríaco, Stan é judeu, Mike é negro e Beverly a única garota da turma é vista como a "vadia" por só ter amigos homens. E a amizade entre eles foi a única coisa que gostei do livro.

Depois da página 300 em diante mais ou menos melhorou o ritmo. Mas a minha alegria durou pouco porque logo em seguida começa a parte 3 e o autor viajou novamente. Com mais da metade do livro lido ainda não sabemos o que aconteceu no passado com eles, já que agora adultos eles esqueceram o que aconteceu. E novamente temos páginas e mais páginas de enrolação. E na quarta parte finalmente a história ficou boa. Mas esperar 700 páginas para a história começar a fazer sentido é muita coisa. E 700 páginas com uma história que podia muito bem ter sido contada em 200, exagerando ainda. Como me irritei até chegar na quinta e ultima parte do livro. 


Mas então a minha irritação virou indignação. A cena que citei ali no começo da resenha, que cortaram do filme, é absolutamente desnecessária. Quem pretende ler o livro pule para o próximo parágrafo porque vou soltar spoilers aqui. Quando eles vencem a Coisa no passado, eles ficam perdido nos esgotos e para conseguirem sair de lá eles precisam se unir e Bev sugere que todos façam sexo com ela. Como assim Sr. King? um grupo de 7 crianças fazendo sexo com cenas descritas em detalhes e o senhor ainda me vem dizer que não acha que foi errado ter escrito isso? Tá certo que ele estava bêbado quando escreveu o livro, mas hoje ele diz que não se arrepende do que escreveu porque eram outros tempos? Eu que já não gostava do autor por causa do tanto que ele enrola, hoje nem quero ler mais nada dele depois disso. E ele ainda me escreve a cena como se a garota, que por sinal sofreu violência domestica até então, tivesse tido a brilhante ideia para que ninguém sugerisse que ela foi estuprada por seis garotos.

Mas enfim, o livro que dizem ser uma obra prima do autor, para mim foi o livro que me fez desistir enfim dele. Quanto ao filme eu assisti a parte 1 e até que gostei bastante, basicamente porque tem muita coisa diferente do livro. E uma coisa que gostei foi eles separarem a parte 1 e 2 com eles criança e depois eles adultos, coisa que no livro vai sendo contado em paralelo. Pegaram só o que interessa e deixaram os devaneios dele e essas cenas horrendas de fora. Espero gostar da parte 2 também. Agora o que me deixa chocada mesmo é ver o tanto de elogios que esse livro recebe. Acho que devo ter algum problema, só pode.


Nota:
 








12 setembro 2019

Mystery Box de Junho e Julho

Na postagem de hoje vou mostrar os recebidos nos últimos meses da caixa do Clube do Livros & Citações. A Caixa de Junho foi maravilhosa, já a de Julho foi decepcionante.

Junho

Em Junho eu comprei a caixa Bapho e troquei o livro por um brinde baphonico. O tema que eu escolhi é claro foi Harry Potter. Junto com a caixa de Trono de Vidro essa foi uma das melhores do clube até agora.


Esses marcadores maravilhosos dispensa legenda. Amei, amei, amei.


O brinde dos 100 primeiros foi esse mapa de tecido que eu achei fosse ser bem diferente. Mas gostei mesmo assim.


O card com sugestões de leituras veio com o tema do Harry também e é tão lindo que dá até para fazer um quadro. Também veio a passagem e o chapéu seletor de biscuit que não deu para mostrar direito na foto, mas é muito fofo.


Veio essa capa de livro maravilhosa e que dá até dó de usar de tão linda que é.


Veio um vidrinho de Felix Felicis que eu estou guardando para usar hehe. E os brindes baphonicos foram o pomo de ouro e uma réplica do funko do Dobby que chorei de tão lindo.


Julho

Em julho eu comprei a caixa brinde com o tema O Rei Leão e foi uma das caixas mais decepcionantes até agora. Como era o mês de aniversário do clube eu achei que viriam muitos brindes, mas foi o mês que veio menos brindes até agora.


Veio um poster do tema que pelo tamanho tem que vir dobrado e por isso acabou rasgando um pouco na dobra.


O card de dicas literárias veio com a mesma imagem do poster e rasgou também. E os marcadores veio mais marcadores do outro tema que era Friends. 


Veio esse chaveiro do tema e o brinde baphonico eu tinha escolhido essa réplica do Simba, que veio com a cabeça descolada. Mas então a Gabi mandou e-mail falando que ia vir uma caneca também porque o Simba não tinha ficado como eles queriam. A caneca é bem bonita, mas eu tenho muitas aqui em casa e inclusive já tenho uma desse tema. E os brinde dos primeiros assinantes, que todo mundo ganhou porque era mês de aniversário foi esse pin em forma de livro.



O que acharam das caixinhas? Como disse acima eu amei uma e me decepcionei com a outra. Mas infelizmente essas caixas são meio que loterias e não dá para saber o que vai vir.






10 setembro 2019

Resenha | Anne de Green Gables - L. M. Montgomery


Livro: Anne de Green Gables
Série: Anne de Green Gables #1
Gênero: InfantoJuvenil
Autora: L. M. Montgomery
Editora: Autêntica Editora
Páginas: 320
Ano: 2019

Resenha:
A senhora Rachel Lyndi é uma mulher muito ocupada. Ela é uma excelente dona de casa, "administra" o Grupo de Costura, ajuda na gerência da escola dominical e ainda faz trabalhos comunitários na igreja. Mas ainda lhe sobra tempo para "cuidar" da vida de todos no povoado de Avonlea, na Prince Edward Island, no Canadá. Para entrar e sair de Avonlea, todos os moradores tem que passar por sua casa, que fica bem no começo da unica estrada que leva até o povoado. Por esse seu "cuidado" com os vizinhos, é que ela percebe que tem alguma coisa errada acontecendo com os irmãos Cuthbert. Matthew Cuthbert raramente sai de Green Gables e ainda mais tão arrumado quanto ele está.

Para descobrir o que está acontecendo Rachel vai até Green Gables, onde fica sabendo que Matthew e Marilla decidiram adotar um menino de um orfanato da Nova Escócia e que ele está chegando no trem da tarde. Marilla explica que Matthew está ficando velho e já não aguenta fazer todo o trabalho sozinho, por isso eles decidiram adotar um menino na faixa dos onze anos, que é uma idade onde ele já vai poder trabalhar, mas ainda é relativamente pequeno para poder ser treinado adequadamente. Mas qual não é a surpresa de Matthew ao chegar a estação e em vez de um menino, quem está lhe aguardando é uma menina, e muito esquisita por sinal. Matthew não sabe o que fazer e acaba levando ela para casa, para Marilla resolver o problema.


A garota, que queria se chamar Cordélia, na verdade se chama Anne "com E" Shirley. Anne é uma uma menina ruiva, magrela e sardenta, de 11 anos que fala pelos cotovelos, tem uma imaginação peculiar e uma forma bem particular de expressar o que está sentindo. Anne não se conforma de saber que os Cuthbert queriam um menino e entra em "profundo desespero". Mas ela não se deixa abater e logo está alegre novamente porque Green Gables é o lugar mais bonito que ela já viu. Porém o entusiasmo da menina não amolece o coração de Marilla, que decide devolver Anne. Mas assim como Anne já tinha enfeitiçado Matthew no caminho até Green Gables, ela acaba também mudando a opinião de Marilla no mesmo caminho, só que no sentido contrário e Marilla decide ficar com Anne.

Eu conheci a história da Anne pela série da Netflix e só depois de assistir e me encantar com a história foi que descobri que a série do streaming era baseada em uma série de livros. Então fui procurar as resenhas sobre a história, mas li algumas que me desanimaram bastante. Mas quando vi que o Grupo Autêntica estava lançando o livro com essa capa perfeita, eu já desejei ele e assim que surgiu a oportunidade de ler eu não pensei duas vezes. E quando o livro chegou em minhas mãos eu vi que não é só a capa que está maravilhosa, mas a edição toda está de arrasar. E todo leitor sabe que uma edição bem feita já é meio caminho andado para se gostar do livro. Existem outras edições do livro aqui no Brasil, mas nenhuma chega perto dessa publicada pela Autêntica.

A história da Anne foi escrita em 1905 e publicada pela primeira vez em 1908. Se você assim como eu torce o nariz para "clássicos", já deve ter pensado, nossa vai ser uma leitura arrastada por causa da linguagem antiga. Não sei dizer quanto as outras edições, mas essa da Autêntica está maravilhosa até nesse sentido. Se ninguém me falasse, eu pensaria que o livro foi escrito esse ano de tão de boa que está a linguagem do livro. E logo na primeira página já me apaixonei por ele, e olha que a Anne nem tinha aparecido ainda. Depois foi só amor a cada palavra lida. Sabe aqueles livros que a gente quer ler bem devagarinho só para durar mais? E torço muito para que a editora traga os outros livros da série, porque a Anne fez tanto sucesso que a autora acabou escrevendo nove livros tendo a Anne como personagem principal.


Para quem ainda não conhece a Anne, ela é aquele tipo de criança especial, que raramente encontramos. Anne é espontânea, fala o que está sentindo, sente tudo intensamente, se preocupa com todos a sua volta, é dona de uma imaginação sem limites, romantiza tudo a sua volta, e até por isso ela vê a vida de uma forma que ninguém mais consegue enxergar, atrai todo tipo de desastres e finalmente, fala muito e usa palavras "difíceis". As conversas com Anne não são diálogos e sim monólogos, porque ela vai emendando um assunto no outro sem nem perceber. E ao mesmo tempo que vai falando ela vai sentindo tudo aquilo, então seu humor vai mudando de uma hora para outra. Mas como disse a Srt. Barry, uma das personagens do livro "Se tivesse nessa casa uma criança como Anne, eu seria uma pessoa melhor e mais feliz".

O livro compreende um longo período de tempo. Começa com Anne aos onze anos quando ela chega em Green Gables e termina com ela aos dezesseis. Por isso ele destaca algumas passagens mais marcantes na vida de Anne e principalmente como ela mudou a vida de todos em Avonlea. A principal mudança vemos nos irmãos Cuthbert. Matthew é um homem muito tímido que tem pavor de falar com pessoas do sexo feminino pois tem vergonha de sua aparência, mas tem seu coração amolecido por Anne em questão de horas. Já Marilla, Anne também conquista no mesmo dia, mas ela reluta em admitir qualquer sentimento pela menina com medo de estragar sua educação. E o mesmo acontece com as pessoas idosas e as crianças do lugar.


Uma das coisas que gostei bastante no livro foi que a autora mesmo lá, há mais de cem anos atrás escreveu uma história feminista, mesmo com o costume da época, e criou mulheres emponderadas. Acho que todo mundo que não sabe ainda o que é feminismo deveria ler esse livro. Respeito, independente do sexo, é isso que vemos nessa história. A amizade e seu valor também se faz presente. E outra coisa para se amar em Anne é seu amor pelos livros. A leitura de Anne é tão prazerosa que eu li ele o tempo todo com um sorriso nos lábios. Eu me diverti muito com ela e me emocionei também, e acabei derrubando algumas lágrimas no final. E eu poderia ficar aqui horas falando sobre essa personagem encantadora, mas quero que você leia o livro e sinta o mesmo que eu. Leitura mais do que recomendada e, para a editora faço um apelo, por favor tragam mais Anne para nós.

Nota:











09 setembro 2019

Resenha | Macbeth - Jo Nesbø


Livro: Macbeth
Série: Hogarth Shakespeare # 7
Gênero: Suspense, Releitura
Autor: Jo Nesbø
Editora: Record
Páginas: 518
Ano: 2019

Resenha:
Por 25 anos Kennet foi o comissário-chefe da cidade, onde era como um ditador pois não importava quem era o prefeito no momento, quem mandava na cidade era ele. Mas ele morreu e Duncan, um homem honesto e visionário foi nomeado em seu lugar, dando esperança aos moradores de ter uma vida melhor. Logo que entrou Duncan começou a fazer mudanças trocando os chefes dos setores que eram do tempo de Kennet. Duncan é totalmente contra a corrupção, e procurou cercar-se de homens honestos como ele. Mas ainda existe um cargo em aberto, o de líder da recém-criada Unidade de Crimes Organizados, e é justamente essa vaga que vários policiais estão de olho.

Walt Kite, um jornalista da radio local, era o único que tinha coragem de erguer a voz contra Kennet e seus abusos, pois ele parecia ser um dos poucos que estava vendo as indústrias indo embora e os cassinos e o mercado de drogas tomando conta da cidade. Mercado esse que é comandado por dois homens: Sweno, líder da gangue Noise Riders, e Hécate, o criador da brew, uma droga sintética que além de ser mais barata, tem efeito mais prolongado que as outras. Por isso no momento Hécate tem uma certa vantagem sobre Sweno, que espera recuperar o dinheiro das vendas perdidas para Hécate com um carregamento enorme de quatro toneladas e meia de anfetamina.

Mas as coisas não serão tão simples, porque Hécate descobre sobre a transação e dá a dica para a polícia. Quem recebe a informação é o inspetor Duff que quer se provar merecedor da vaga para liderar a Unidade de Crimes Organizados e faz uma emboscada para os Norse Riders, mas as coisas não dão muito certo e só não termina pior porque Macbeth, o chefe do Grupo de Operações Especiais, entra em ação. E para surpresa de Duff, Macbeth é o indicado para o cargo que ele tanto deseja. Porém apesar de ser um policial honesto, Macbeth é um ex viciado e namorado de Lady, a dona de Inverness, um dos dois cassinos da cidade. E é ela quem vai fazer a cabeça de Macbeth e o mesmo vai seguir em um caminho sem volta. 

E temos mais uma releitura de uma peça de Shakespeare publicado pelo Grupo Editorial Record. Dessa vez a releitura é da peça Macbeth. O livro faz parte do projeto Hogarth Shakespeare, onde vários autores de renome recontam suas histórias 400 anos depois de sua morte. Esse é o sétimo livro do projeto. Para quem não sabe, a peça conta a história de Macbeth voltando da guerra vitorioso com seu amigo Banquo e no caminho eles encontram três bruxas que fazem uma profecia, elas dizem que Macbeth se tornará Barão de Cawdor e, futuramente, o novo soberano no lugar do rei Duncan. E como logo em seguida ele se torna Barão, ele acredita que o resto também vai acontecer e aconselhado pela esposa ele mata o rei Duncan. Mas sua consciência não o deixa em paz e começa a cometer vários atos de loucura para ocultar o que fez e para impedir que novas profecias se cumpram.

E essa releitura segue o mesmo caminho da peça original, por isso para quem já leu, vai saber o que acontece em seguida na história. O que temos de diferente é que Jo Nesbo trouxe a história para um cenário completamente diferente do escrito por Shakespeare. Logo que comecei a ler, a primeira coisa que me veio a mente foram aqueles filmes de tiros e porradas que não está entre os favoritos mas a gente sempre assisti, tipo Busca Implacável, Carga Explosiva, Duro de Matar. E por isso fiquei admirada ao ver que muita gente achou o livro parado. Ele segue um ritmo alucinante e as páginas viram sozinhas. Eu olhava no rodapé e já tinha lido 10 páginas, olhava de novo e já tinham ido mais 15. Por isso apesar do livro ter mais de 500 páginas eu li ele em dois dias.

Esse foi meu primeiro contato com o autor, de quem eu só tinha lido elogios nas resenhas desde sempre. E acredito que por ser uma releitura ele tenha fugido bastante do seu próprio estilo, mas mesmo assim, eu gostei e vou querer ler outros livros dele. O livro se passa em 1970, uma cidade cujo nome não foi citado, o que foi uma das coisas que me incomodou no livro. Eu sou dessas que gosto de ter esse tipo de informação hehe. E uma das coisas que me chamou muito a atenção no livro é que não tem temos nenhum mocinho na história. Todo mundo vai de vilão a pior. Até quem a gente acha que é honesto, acaba se mostrando corrupto ao longo da história. E isso foi um dos pontos fortes da história, a forma como o autor mostrou a corrupção, não somente em quem tem algum tipo de cargo, mas como ela age no ser humano.

Macbeth é o personagem principal e apesar da forma como ele é apresentado, eu gostei dele. Ele justifica seus atos usando o famoso "estou pensando em um bem maior". E basicamente mesmo quase todo mundo agindo errado na história, eles conseguem cativar o leitor. Não vou citar um por um aqui, até porque são muito personagens na história, mas acabei gostando até dos "vilões" do livro. E ainda temos uma surpresa no final, que mostra a verdadeira realidade em que vivemos. A história se passa nos anos 70, mas poderia ser nosso cenário politico atual. O autor faz várias criticas a sociedade. Quanto a capa eu gostei, apesar de achar exagerado capas com os nomes dos autores que pegam quase a capa toda hehe. Enfim, indico o livro para quem gosta de histórias com essa pegada de ação.

Nota: 











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