27 fevereiro 2020

#28 | Eu Quero!

Mês acabando e claro que temos nossa listinha de desejados do mês. Esse mês teve menos lançamentos que me interessaram, por isso a lista está menor, com apenas três livros.

Não há espaço para romance na vida da escritora Amanda Briars. Reconhecida no meio literário londrino, ela realiza as próprias fantasias através das personagens que cria em suas histórias de amor. Em nome da liberdade, está satisfeita em viver na solidão.
Amanda só não quer completar 30 anos sem nunca ter experimentado o prazer, e a solução mais discreta é contratar os serviços de um profissional. Quando o homem aparece à sua porta, a atração entre os dois é evidente, mas, para frustração dela, ele interrompe a noite de paixão no meio e vai embora.
Uma semana depois, ela o reencontra em um jantar e descobre que Jack Devlin é, na verdade, seu novo editor. Amanda fica mortificada.
Porém as lembranças daquela noite permanecem vivas na mente dos dois, e basta uma centelha para que o fogo entre eles se reacenda. Só que Jack, filho rejeitado do nobre mais notório de Londres, tem o coração endurecido e não acredita no amor, enquanto Amanda resiste ao desejo crescente em nome de sua independência.
Quando o destino entrelaça suas vidas, suas convicções mais profundas entram em choque. Agora os dois precisam decidir se, depois de conhecerem a verdadeira paixão, conseguirão voltar a se satisfazer com menos que isso.

 É romance de época, é da Lisa e com uma capa maravilhosa dessas, é claro que já quero ler.

Após ser gravemente ferido numa invasão à sua casa, o Dr. Marc Seidman desperta de um coma de quase duas semanas e descobre que sua vida foi destruída. A esposa foi assassinada. A filha, Tara, de 6 meses, desapareceu.
Depois de tanto tempo, parece impossível descobrir onde a bebê está, mas de repente Marc tem um alento ao receber um pedido de resgate. Só que o bilhete faz uma clara advertência: se ele falar com a polícia, nunca mais verá a filha. Não haverá segunda chance.
Sem ter a quem recorrer, Marc fica dividido entre a agonia e a esperança. E quando os investigadores passam a considerá-lo o principal suspeito dos crimes, ele precisa se lançar numa busca desesperada pela verdade não apenas para recuperar Tara, mas também para salvar a própria vida.


Eu não consigo comprar todos os livros do autor nunca. Quando compro um lá vem a Arqueiro e lança outro hehe.

Nobre amigo, depois de um breve silêncio, podemos enfim voltar os olhos para a saga de nosso pequeno corvo. É certo que você deve estar curioso para saber o que aconteceu após os eventos sanguinários que abalaram as arenas de Godsgrave.
Com o irmão caçula nos braços, Mia Corvere saboreia seu triunfo. Foi uma longa jornada até aqui. A menina assustada que presenciara o enforcamento do pai tornou-se a assassina mais temida de toda a República de Itreya. Passados oito anos desde que começou a planejar sua vingança, Mia finalmente instaurou o caos na Cidade das Pontes e dos Ossos ao ceifar a vida do grão-cardeal e do cônsul.
No entanto, nem tudo é glória na vida da Faz-Rei. Os soldados luminatii e os servos da Igreja Vermelha estão à sua caça. Mercurio foi capturado e Mia deve salvá-lo antes que seu querido mentor pereça dentro dos muros da escola de assassinos. Entre sua fuga e o resgate do velho, ela precisa conquistar a confiança de Jonnen, seu irmão. Pois, neste momento, o que sobrou de sua família deseja vê-la morta.
Além disso, há algo mais assombrando seu destino. Um enigma fúnebre que cresce sob Godsgrave à medida que a veratreva se aproxima: os muitos eram um e serão de novo. Quando a noite chegar, talvez em definitivo, Mia Corvere conseguirá sobreviver num mundo em que até a luz dos sóis pode morrer?

Esse estou lendo o primeiro agora, mas já quero esse porque estou amando a história.




25 fevereiro 2020

Resenha | Os Miseráveis - Victor Hugo


Livro: Os Miseráveis
Série: Não
Gênero: Drama
Autor: Victor Hugo
Editora: Martin Claret
Páginas: 1512
Ano: 2014

Sinopse:
Esta obra é uma poderosa denúncia a todos os tipos de injustiça humana. Narra a emocionante história de Jean Valjean — o homem que, por ter roubado um pão, é condenado a dezenove anos de prisão. Os miseráveis é um livro inquietantemente religioso e político.

Resenha: 
Para quem ainda não sabe esse ano estou participando do IDY, um desafio literário bem bacana que resolvi participar para me incentivar a ler alguns livros que estão parados na minha estante. E justamente meu primeiro pensamento foi que se tivesse um clássico eu ia ler Os Miseráveis. Mas como ele tem 1512 páginas resolvi começar já em janeiro para dar conta de ler até em fevereiro, que é o mês onde o desafio é um livro clássico. Mas acabei me enrolando e ainda bem que existe feriado de carnaval hehe.

E antes de mais nada quero deixar registrado o meu arrependimento ao ter comprado essa edição específica do livro. Gente que sufoco para ler. Eu pesei o livro e ele pesa quase dois quilos e meio. Agora imaginem segurar esse peso durante uma hora de leitura. Achei a edição tão maravilhosa, porque ela é, que nem pensei na hora de ler. Acho que essa edição é mais para colecionador mesmo, porque para leitor tem que ser uma edição dividida. Se pensar que um livro tem em média 300 páginas, seriam cinco livros em um.

E ele é até divido em cinco partes mesmo. Não sei sobre as outras edições, mas eu acabei comprando uma que pode ter feito com que eu não apreciasse a história como deveria. Antes de começar a história em si temos um apanhado sobre o autor e eu que ainda não conhecia nada sobre ele, mesmo já tendo lido O corcunda de Notre-Dame, fiquei surpresa em saber que ele contagiou grandes nomes da literatura nacional como José de Alencar, Castro Alves e Machado de Assis.


E além do peso do livro outra coisa que me incomodou bastante foi a linguagem. Eu vi algumas pessoas que já leram outras versões da história dizendo que nessa edição a linguagem está bem mais fácil. Se essa é a mais fácil fiquei pensando como seria a dificil então. E outra coisa que quase me fez desistir da leitura foram os "detalhes". O autor tem as mesmas características do Stephen King, um autor que eu nunca gostei de ler por causa do tanto que ele enrola para chegar ao ponto.

As primeiras cem paginas do livro são bem maçantes. Tem um capitulo inteiro onde ele descreve a casa de um dos personagens, o bispo de Digne. Outra hora descreve o funcionamento dos esgotos na cidade (18 páginas). E assim segue o livro todo. Detalhes e mais detalhes de coisas irrelevantes para a história. O próprio autor diz isso em algumas passagens. Depois de ficar um monte de páginas falando sobre um assunto, ele encerra dizendo que aquilo não é relevante para a história. Porque escreveu então?

A história em si mesmo, fica até em segundo plano para o tanto de coisas que o autor aborda no livro. Inclusive para os amantes de História temos uma descrição detalhada da Batalha de Waterloo. O que não é o meu caso. E até as criticas sociais e politicas eu achei entediante pelo tanto de páginas e mais páginas descrevendo coisas que não tinham nenhuma relevância. Acredito que ele quis usar de uma história de ficção para fazer suas criticas, mas o excesso de descrição acabou tornando o livro chato e monótono.


Quando o autor focava na história o livro me prendia, eu lia páginas e páginas sem nem perceber. Mas quando eu pensava que a coisa ia engrenar lá ia ele de novo divagar por outros assuntos. E minha mente também ia, mas para qualquer coisa que não fosse o que eu estava lendo. É uma pena porque a história é fascinante, principalmente os personagens, mas com todos esses "detalhes" ela se torna chata. Mas acho que isso se deve a minha escolha de edição, porque vi algumas com 250 páginas que provavelmente tem só o essencial.

E para tirar essa má impressão que o livro deixou resolvi assistir o filme e assisti a versão que tem na Netflix. E foi outra dificuldade porque o filme é um musical, o que eu não gosto. Mas no filme temos só a história em si, o que deveria ter acontecido no livro e acabei gostando mais do filme do que do livro. E sem falar nos atores que estão maravilhosos. Quanto ao machismo presente nas palavras do autor eu vou até relevar porque esse tipo de coisa era "normal" na época em que o livro foi escrito.

Emfim, é um livro que apesar de não ter gostado tanto assim eu recomendo, porque afinal é um clássico que apesar da época em que foi escrito poderia ser uma história atual, porque a miséria é a mesma, se não pior. E temos nele uma história maravilhosa que seria um livro perfeito se não fossem as divagações do autor e o excesso de descrição em quase todas as cenas.

Nota:












23 fevereiro 2020

Carnaval BookTag | Só livros Brasileiros

Eu vi essa tag no blog da Ale e resolvi responder. Se quiser conferir as respostas dela é só clicar aqui. Não consegui encontrar o criador da tag, se alguém souber é só avisar que dou os créditos, mas ela foi adaptada pela Beatriz Paludetto, para a tag ser respondida somente com livros nacionais.


Confete e serpentina: Um livro que te deixou alegre e que te fez rir durante toda a folia. 
Amor Sob Encomenda foi um livro que me fez rir muito com as trapalhadas da Mel. Resenha aqui.



Samba-enredo: Texto Literário de alta qualidade.
Esse livro me surpreendeu muito por causa da qualidade da história. Resenha aqui.



Mestre-sala e porta-bandeira: Um livro com um casal arrebatador.
Lilian e Gregório com certeza. Resenha aqui.


Harmonia: um livro que tenha sido bom do início ao fim. 
Não apenas o livro mas a série toda foi maravilhosa. Resenha aqui.


 


Rainha da bateria: uma escritora que samba até com a Morte. 
Não sei se entendi bem a pergunta, mas vou citar a Bianca porque a história tem a ver com morte hehe. E o livro é incrível. Resenha aqui.



Bailinho infantil: um livro que os pequenos vão se divertir.
Eu vou colocar um livro aqui que li quando era criança e que amei. A série toda na verdade é maravilhosa. Quando eu li não era essa capa, mas achei essa mais bonita hehe.



Bateria: um livro que tenha feito seu coração bater mais forte.
Acho que os nacionais estão deixando a desejar um pouco nesse quesito. Ou eu que sou muito exigente hehe. Mas vou citar um livro que amei o romance nele, apesar de não ter me apaixonado pelo protagonista.



Adereços e Alegorias: Um livro enfeitado e com uma arte gráfica caprichada.
Os livros da Faro são incríveis e escolhi esse porque amei tudo nele. A capa parece que tem faíscas de verdade. Resenha aqui.












21 fevereiro 2020

Resenha | Os Últimos Jovens Da Terra - A Marcha dos Zumbis


Livro: Os Últimos Jovens Da Terra - A Marcha dos Zumbis
Série: 4 contra o Apocalipse # 2
#1 - Os Últimos Jovens da Terra
Gênero: InfantoJuvenil
Autor: Max Brallier
Ilustrador: Douglas Holgate
Editora: Milk+Shakespeare
Páginas: 304
Ano: 2020

Resenha:
Jack Sullivan era um garoto normal. Tão normal quanto se pode ser quando se tem treze anos, apenas um amigo, um crush na garota mais descolada da escola, e quando não se tem pais, e sua família adotiva o abandona no primeiro sinal de que o Apocalipse dos Monstros começou em Wakefield. Mas o que poderia ser uma coisa ruim acabou sendo boa para Jack, já que desde que o Apocalipse começou ele deixou de ser o garoto que ninguém enxergava para se tornar um herói. No começo ele estava sozinho e para sobreviver Jack começou a viver a vida como se fosse um jogo de videogame, inventando desafios a serem cumpridos que ele chama de Feitos.

Mas depois se juntou a ele seu amigo Quint Baker, o ex-valentão da escola Dirk Savage e sua crush June Del Toro. Desde então eles tem sido uma família. Já faz um mês desde que juntos eles derrotaram o horrível monstro Blarg e eles vem sobrevivendo da maneira que podem. Quint decide que eles precisam fazer O Bestiário, uma espécie de catálogo dos monstros e enquanto eles correm atras de fotos, Dirk que já está cansado de só comer besteira, começa a cultivar uma horta. Mas enquanto eles caçam os monstros, acabam percebendo que tem alguma coisa errada acontecendo com os zumbis: eles estão desaparecendo. 

E em uma dessas caçadas onde são perseguidos pelo shopping pelo vermonstro, eles acabam sendo salvos por um homem-monstro, e é quando eles descobrem que não estão sozinhos nesse mundo. O homem-monstro que se chama Thrull diz que veio de uma outra dimensão e que o monstro que eles mataram, o Blarg, era servo do Ŗeżżőcħ, o Antigo, o Destruidor de Mundos. Em um momento ele e seus amigos monstros estavam em casa, no outro estavam sendo sugados para a Terra junto com os mortos-vivos que trouxeram a praga zumbi. Mas eles também não sabem o que está causando a marcha dos zumbis que parecem estar sendo atraídos por uma espécie de grito, tipo o O Flautista de Hamelin.


E embarquei em mais uma aventura com essa galerinha que me ganhou no livro anterior. Os 4 contra o Apocalipse é uma série de aventura infantojuvenil que está sendo publicada pelo selo Milk+Shakespeare da editora Faro Editorial. Para quem não leu a resenha do primeiro livro eu fiz um resumo básico da história no começo da resenha. E quem quiser saber mais tem a série na Netflix. A história lembra bastante os livros da série Diário de um banana pois tem toda aquela leveza e também as palavras são intercaladas por várias ilustrações que não apenas desenham o conteúdo, mas que fazem parte e dão continuidade a história. E tudo isso com um toque de The walking dead.

O livro é narrado por Jack, mas todos eles dividem o protagonismo da história. São quatro adolescentes que se fossem em tempos normais nunca estariam juntos, mas devido as circunstancias formaram um ótimo time já que cada um é bom em uma coisa. E no que um falha o outro está ali para ajudar. No primeiro livro somos apresentados aos personagens, mas nesse temos uma aprofundamento melhor em cada um deles. Quem diria que o valentão Dirk por exemplo iria cultivar uma horta? E que apesar de toda a coragem demonstrada até então, Jack tem tanto medo de perder os amigos que agora são sua família?


E também nesse segundo livro da série, que serão cinco livros, somos apresentados a novos personagens e vamos começar a entender um pouco mais sobre o que realmente aconteceu naquele dia em que a Terra virou o caos. Mais ainda faltam muitas respostas para completar esse cenário. Mas finalmente temos o nosso grande vilão da história dando as caras no livro. Mas como assim grande vilão se já tem os zumbis e os monstros? Pois é. Nesse segundo livro descobrimos que grande parte dos monstros não são tão monstruosos assim e que eles estão tão perdidos nessa história quanto os humanos.

Esse é aquele tipo de livro que não dá para ficar falando muita coisa sobre a história porque apesar do tamanho, é uma história curta que dá para ser lida em uma sentada, que foi o que eu fiz. Só sei dizer que estou amando acompanhar a série, que já virei fã tanto do autor como do ilustrador (da Faro eu já era faz tempo hehe). E que indico o livro não somente para o publico alvo, mas para todas as idades. Tenho certeza de que mesmo os mais velhinhos como eu, já estou pertinho dos quarenta, vai saber apreciar a história e se envolver com essa turminha que mesmo vivendo em meio ao apocalipse, ainda assim lutam pelo que temos de mais importante, a vida.

Nota:








19 fevereiro 2020

Mystery Box de Dezembro e Janeiro

Eu disse que não ia mais comprar as caixinhas do Clube do Livros & Citações. Mas dai em dezembro tinha as réplicas dos funkos da Feyre e do Rhys e precisei comprar. E a de dezembro até que veio bem legal. Mas a de janeiro achei que deixou um pouco a desejar.

Dezembro

Em dezembro escolhi o tema Fadas e comprei a caixa Bapho para poder trocar o livro por mais um brinde baphonico. Amei os brindes que veio, principalmente as réplicas.


Esse foi o único brinde que não gostei. É um pôster de Corte de Espinhos e Rosas. É enorme e veio todo dobrado e as marcas não sai. E também nem tenho onde colocar isso porque já passei dessa fase de encher as paredes de pôsteres. 


O card de indicações do mês é de O Príncipe Cruel. E os marcadores também achei bem legais.


Veio essa arvore de pedrinhas que não sei bem o nome, uma vela de O Príncipe Cruel que achei o cheiro horrível e esse potinho de desejos é a nova ideia de brinde da caixa. Alguns deles vem premiado com livros e até kindle. E a pulseira de Relíquias da Morte é o brinde dos 100 primeiros compradores.


E finalmente meus queridinhos Feyre e Rhys. Amei as réplicas. Veio tudo certinho dessa vez, inteiro e achei muito bem feito.


Janeiro

Em janeiro eu comprei a caixa porque tinha a réplica do Rowan e também porque o tema da caixa era Agatha Christie. Mas infelizmente vendeu muito pouco o tema e foi cancelado e acabei optando pelo tema papelaria. Dessa vez comprei a caixa brinde.


Veio esse calendário maravilhoso, mas infelizmente chegou com um mês de atraso. Era melhor terem colocado ele na caixa de dezembro porque agora janeiro já foi. 


O card de indicações é do tema The Witcher. Veio essa caneta muito fofa, e um marca texto no formato de sorvete. Os marcadores achei meio sem graça.


Veio o potinho dos desejos novamente, não ganhei nada de novo, veio esse cofrinho de cerâmica que achei bem criativo e a réplica do Rowan. Achei linda, mas infelizmente é menor que a Aelin que veio na caixa de Trono de Vidro do ano passado. E eu ainda perguntei se seria do mesmo tamanho e responderam que sim.


E ai, o que acharam das caixinhas? A de fevereiro já comprei também por causa da réplica de funko da Anne que está maravilhosa. 











17 fevereiro 2020

Resenha | Filhos de Sangue e Osso - Tomi Adeyemi


Livro: Filhos de Sangue e Osso
Série: O Legado de Orïsha # 1
Gênero: Fantasia, Jovem Adulto
Autora: Tomi Adeyemi
Editora: Fantástica Rocco
Páginas: 550
Ano: 2018

Resenha:
Muito tempo atrás os deuses sorriram para Orïsha, e alguns escolhidos foram agraciados com magia. O sinal de quem tinha o dom eram os cabelos brancos, e até os 13 anos quando então a magia era despertada, eles eram conhecido como divinais e depois eram chamadas de maji. Eles foram divididos em Clãs e cada um deles possuíam um tipo de dom, alguns podiam controlar os elementos, outros tinham magia de cura ou o poder de ler mentes. Seus dons eram usados para proteger o povo e assim por um tempo reinou a paz em Orïsha. Mas um dia os que estavam no poder começaram a abusar de sua magia e, como punição os deuses retiraram seus dons. Os maji passaram então a serem odiados, e a lutar por sua sobrevivência. Até o dia em que a magia se extinguiu.

Então o rei Saran aproveitando da situação, no dia em que ficou conhecido como a Ofensiva, dizimou os maji e, os divinais que restaram são obrigadas a pagar impostos altíssimos para continuarem vivos. Mas todos são considerados como vermes. E os que não conseguem pagar são levados para as colônias para serem escravos. Zélie Adebola é uma divinal e se a magia ainda existisse ela seria uma maji como sua mãe. Já faz onze anos desde a Ofensiva, mas Zélie ainda lembra a expressão no rosto da sua mãe ao ser enforcada e a dor que ela sentiu aos seis anos, nunca saiu de seu peito. E por enquanto ela vem sobrevivendo, mas os impostos estão cada vez mais altos. E a família de Zélie não está conseguindo pagar. No momento a única alternativa deles é vender o peixe-vela em Lagos.

Então ela parte com seu irmão Tzain para tentar garantir pelo menos mais alguns meses de impostos. É quando a vida de Zélie cruza com a da princesa Amari, que está fugindo do palácio ao ver o pai matar sua criada divinal a sangue frio depois de descobrir que existem alguns artefatos que ainda possuem magia. Amari foge com um desses artefatos, um pergaminho e então passa a ser caçada pelo próprio irmão, o príncipe herdeiro Inan. A contragosto Zélie ajuda Amari e acaba descobrindo que o pergaminho contêm magia, mas apenas uma parte dela e agora eles precisam viajar até Candomblé, o lendário templo, para obter mais informações sobre os artefatos. E eles descobrem que para salvar a magia é preciso realizar um ritual e que Zélie é a escolhida pelos deuses para realizá-lo.

"Quando diminui, vejo a verdade à plena vista, ainda que oculta o tempo todo.
Somos todos filhos de sangue e osso,
Todos instrumentos de vingança e virtude.
Essa verdade me abraça, me embala como uma criança nos braços da mãe."

Eu li esse livro para o #Desafiomulheresdaliteratura promovido pelas meninas do blog Queria Estar Lendo. O livro de fevereiro é um livro de fantasia escrito por uma autora negra. Confesso que não encontrei muitas opções de leitura, até por isso acredito que o desafio é muito pertinente. Porque quem ai pode me indicar um livro de fantasia escrito por uma mulher negra? Emfim, como encontrei o e-book do livro na Amazon por um preço bem camarada, acabei optando por ele ao invés do livro físico. Por isso não posso dar detalhes sobre a edição, mas pelo ebook deu para perceber que ela está muito bem feita. Temos um guia de pronúncia do iorubá e uma nota da autora, que já falo sobre ela. E a capa eu gosto muito.

Eu achei que pelo livro conter mitologia africana que eu não estou acostumada, e por ser de fantasia, a leitura seria mais dificil no começo. Mas não foi assim. Logo no primeiro capitulo já somos inteirados da história e pegos pela autora de uma forma que parece que somos nós vivendo o que está acontecendo no livro. E fazia tempo que não lia um livro com tanta aventura como essa. Fiquei aqui imaginando as cenas como num filme. Teve algumas horas que ao finalizar o capitulo eu estava até cansada hehe. As cenas de ação são maravilhosas e descritas com uma presteza que dá para visualizar perfeitamente tudo o que está acontecendo. E do começo ao fim elas estão presentes, já que além do livro ser uma aventura do começo ao fim, Zélie é meio esquentadinha e sempre está arrumando alguma confusão.

E por esse temperamento Zélie as vezes acaba metendo os pés pela mãos e por várias vezes fiquei com o coração na mão ao ver ela estragando tudo. Mas isso é características de livros protagonizados por pessoas mais jovens. Eles são praticamente adolescentes ainda. Mas para controlar o temperamento da irmã temos Tzain, que passa a metade do tempo tentando consertar as burradas da irmã e consolando ela porque depois que ela se acalma percebe as burradas que fez. E acho que por isso, mesmo o livro sendo narrado por três personagens Zélie é a verdadeira protagonista da história, eu acabei gostando mais de Amari do que de Zélie.

Amari é a princesa que nunca saiu de dentro do castelo e não tem ideia da situação do lado de fora. Mas quando ela enxerga a verdadeira face do seu pai, Amari começa a lutar pelo o que acredita ser o certo e o crescimento dela é visível. Melhor personagem da história e espero grandes feitas dela. Em contrapartida como odiei seu irmão Inan. Eu não me sentia assim com um personagem desde o Cal de A Rainha Vermelha. Inconstante o tempo todo. Não sabia em que acreditava e de que lado ficava e mudava de ideia o tempo inteiro. Por isso não gostei do romance entre ele e Zélie que não merecia alguém como ele. Já Amari e Tzain super shipei.

Agora o mais interessante do livro é a mitologia presente. Eu particularmente não lembro de ter lido nada de mitologia africana em nenhum livro. E a autora soube como utilizar de algo que frequentemente ouvimos como é errado, é do mal, em uma história de tirar o fôlego. Não sei vocês mas eu sou muito fã de filmes no estilo Indiana Jones e o ritmo e as cenas presentes me lembrou bastante as aventuras dele. E não posso deixar de citar a nota da autora no final da história, que serve mais como um desabafo de um povo que passa pelas situações presentes na história todo dia. O livro é uma fantasia, mas também é um grito de socorro de pessoas que são consideradas vermes por suas peles serem escuras. Enfim indico o livro com certeza para quem gosta e para quem quer se aventurar pelo gênero. Mas só se você não tiver medo de ser contaminado pela baixa literatura YA, que é o gênero desse livro.

Nota: 









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