24 maio 2017

Resenha | O que os olhos leem, o coração sente - Ana Luiza Novis


Livro: O que os olhos leem, o coração sente
Série: Não
Gênero: Fábula / Infantojuvenil
Autora: Ana Luiza Novis
Ilustradora: Mirella Spinelli
Editora: Jaguatirica
Páginas: 106
Ano: 2017

Resenha:
Nesse livro eu os convido para passear por algumas dessas histórias e juntos brincarmos no jardim da imaginação, onde a licença poética é sempre permitida. No mundo da magia podemos compor juntos, criando novas narrativas e impressões."
Ana Luiza Novis

Quem aqui não gosta de ler contos de fadas e fábulas? Esse livro é assim, mas esses contos não aconteceram a muito tempo em um reino muito, muito distante. Eles foram escritos a partir de história reais. Uns são baseados na própria experiencia de vida da autora, como mãe de três crianças, e outros em relatos reais compartilhados pela autora em seu consultório. E mesmo os contos não trazendo como personagens principais princesas, bruxas e dragões, eles não deixam de nos trazer uma grande lição e de nos ensinar como enfrentar os problemas e situações que nos deparamos no nosso dia a dia.


A primeira coisa que chama a atenção no livro, é a edição belíssima da Editora Jaguatirica. A capa é tão linda quanto as ilustrações que acompanham os contos. A diagramação está ótima, com letras de bom tamanho tanto para adultos como para as crianças apreciarem as histórias. As folhas não são amareladas como estou acostumada a ler (cegueta eu), é aquela tipica de livros infantis com ilustrações, papel couché branco, que deixam as ilustrações ainda mais lindas. E mesmo as folhas sendo brancas, não prejudicou a leitura. É daqueles livros que dá gosto ficar folheando, de tão lindo que ele é.


Quanto ao conteúdo, acho que os leitores do blog sabem que não sou muito fã de livros de contos, porque as histórias acabam muito rápido e eu fico querendo saber mais. Mas nesse estilo como do livro, eu gosto. Porque não são as histórias em si o foco dos contos, e sim as mensagens que elas transmitem. E os contos são verdadeiras fábulas. E o conto que eu mais gostei foram todos hehe. Teve alguns sim que me marcaram mais, mas todos eles são maravilhosos. Eu não sabia se apreciava mais os contos ou as ilustrações, que são incríveis.


Não vou falar sobre todos os contos, porque são bem pequenos e ia tirar a graça de quem vai ler, mas vou falar um pouco sobre três deles que mais me emocionaram. O primeiro é o conto O Amigo Secreto, que me deixou com lágrimas nos olhos. Ele mostra bem a inocência perdida e em como devemos tentar recuperá-la. O segundo que me encantou bastante também foi A Menina-Pássaro que só conseguia enxergar o que ela não tinha e o terceiro que vou citar é A Fuga do Zero que decidiu fugir porque não conseguia enxergar o seu valor.


Mas todos eles tem sua peculiaridade e todos são encantadores a seu modo e trazem uma lição que vai ficar nas nossas mentes. Não somente pelo tempo que vamos levar para ler os contos, que é bem rápido por sinal, mas que vai marcar e sempre que passarmos por alguma situação parecida vamos nos lembrar deles. Como diz o título o que os olhos leem o seu coração vai sentir. Por isso recomendo a leitura para as crianças de todas as idades. Eu amei e as mensagens vão ficar bem guardadinhas no meu coração.


Nota:




23 maio 2017

Está preparado para fazer parte do Jogo?



Vocês estão lembrados da minha resenha do livro Caraval? Pois a Novo Conceito criou um site para que todos leitores participem do jogo. E o leitor que se cadastrar e responder corretamente as perguntas, vai ganhar um desconto de  10% na compra do livro pelo site da Saraiva. E como já havia dito antes para vocês, a Saraiva está vendendo a edição de capa dura pelo preço de brochura.

Dai você vai se perguntar: mas eu não li o livro, como vou responder as perguntas? Para isso a editora estará disponibilizando um trecho com 20% do livro, o suficiente para responder as perguntas.

Corra, lá no site e garanta já a sua inscrição. O livro vale muito a pena.

É só clicar no banner para acessar o site.





22 maio 2017

Resenha | A Rainha de Tearling - Erika Johansen


Livro: A Rainha de Tearling
Série: A Rainha de Tearling # 1
Gênero: Distopia, Fantasia
Autora: Erika Johansen
Editora: Suma de Letras
Páginas: 352
Ano: 2017

Resenha:
Do alto da árvore onde está sentada, Kelsea observa a tropa se aproximando. Ela sabia que eles viriam, afinal ela completou dezenove anos, a idade em que os monarcas de Tearling ascendem ao trono. Mas se ela tivesse escolha, ela não iria com a Guarda da Rainha. Desde a morte de sua mãe, a rainha Elyssa, Kelsea foi levada para um esconderijo onde foi criada em uma cabana isolada por Carlin e Bartholemew, que lhe ensinaram tudo o que podiam. Enquanto Carlin ensinou Kelsea a amar os livros, Barty ensinou Kelsea a amar a floresta e a se defender. Mas agora seu destino vai se cumprir, ela vai ter que voltar para a Fortaleza real de Tearling e assumir seu lugar de direito no trono. Porém antes de levar Kelsea, o capitão da Guarda pede uma prova de que Kelsea é mesmo a rainha e ela mostra o pingente de safira que está em seu pescoço desde sempre, assim como a cicatriz em forma de lâmina que vai do seu pulso ao bíceps.

Antes de ir, Kelsea recebe um último conselho: que ela governe de forma racional, mas que no momento sua prioridade será sua segurança, por isso ela não deve confiar no Regente Thomas, que mesmo sendo seu tio, passou esses anos todos à sua procura, com o único desejo de obter o trono. E junto com o conselho, ela recebe um presente, que quando ela abre descobre ser um pingente igual ao seu. Seu primeiro desafio será conquistar a lealdade dos homens da sua Guarda, que acreditam que ela não passa de uma menina fútil. E o pior é que ninguém quer ser leal a alguém que tem um alvo desenhado nas costas, que é o seu caso. E é só eles começarem a viagem para Kelsea descobrir o tamanho do perigo que está correndo. Eles são seguidos por falcões dos mort, e eles não sabem se quem está no comando deles são os Caden, um grupo de assassinos que estão atrás da recompensa oferecida pelo tio de Kelsea, ou se é alguém de Mortmesne, já que corre boatos de uma aliança entre seu tio e a Rainha Vermelha, a feiticeira que comanda Mortmesne. 

O certo é que sua cabeça está a prêmio. Kelsea passou a vida achando que era desafortunada por não ter ninguém, mas só agora ela entende que foi isso que manteve ela viva até o momento. Se conseguir chegar até a Fortaleza viva, ela ainda vai ter que conseguir conquistar o povo sem saber em quem realmente pode confiar. E como o perigo é grande, eles acabam se separando para tentar despistar seus perseguidores e Kelsea fica com Clava, que por coincidência foi quem a levou para o esconderijo quando ela era um bebê. Mas eles são alcançados e mesmo Clava sendo muito bom, eles são capturados por um grupo mascarado e seu líder, que se apresenta como Fetch, o ladrão mais procurado de Tearling. E Fetch diz que vai decidir se Kelsea tem capacidade para ser a rainha que eles estão esperando, ou se ela será como sua mãe. Kelsea não sabe de nada o que aconteceu no passado, mas decide que vai sim ser uma ótima rainha e vai enfrentar tudo o que vier pela frente. E ela nem imagina as dificuldades e os perigos que a aguardam.

"Ela temera ser rainha a maior parte de sua vida e sabia que estava mal preparada para a tarefa, embora Barty e Carlin tivessem feito seu melhor. Não crescera em um castelo, não fora criada com nenhum privilégio. A vastidão do país que iria governar a assustava, mas ao ver os homens e as mulheres trabalhando nos campos, alguma coisa dentro dela pareceu aflorar e respirar pela primeira vez. Todas aquelas pessoas eram sua responsabilidade."

Eu fiquei doida para ler esse livro desde que vi ele nos lançamentos. E nem acreditei quando a editora me enviou o exemplar para resenha. Ele é uma distopia narrada em terceira pessoa e grande parte da história acompanhamos a Rainha Kelsea, mas temos alguns capítulos onde podemos ver o que está acontecendo com a Rainha Vermelha e alguns onde podemos ver outros personagens tramando alguma coisa contra Kelsea. Mas apesar de ser uma distopia, o cenário é bem medieval, já que nessa transição para um Novo Mundo, Willian Tear acabou deixando a tecnologia para trás. E esse é o primeiro livro de uma trilogia, o que eu nunca gosto muito por ter que ficar esperando para lançar as continuações. Mas nesse caso eu adorei, porque a história tem tanto potencial que não dava para ser contada em apenas um livro.

A leitura não é rápida, porque temos muito detalhes e várias descrições. Outra coisa que também não gosto normalmente, mas que aqui adorei, porque foi isso que me transportou para dentro da história e por vezes eu era a Kelsea, eu tinha suas dúvidas e curiosidades, e outras vezes era eu que estava fugindo de algum inimigo e quando acontecia alguma cena de ação, eu terminava de ler cansada fisicamente de tão real que parecia. Eu amei o livro do primeiro capitulo ao último. Estarei mentindo se disser que teve algo que me desagradou. A autora me conquistou logo nas primeiras palavras e eu me apaixonei pela Kelsea. Geralmente eu fico apreensiva quando vejo comparações com algum livro ou personagem na capa e quando vi a comparação a Katniss (Jogos Vorazes), eu fiquei com medo de acabar me decepcionando com a protagonista. Mas felizmente dessa vez a coisa deu certo e posso até dizer que gostei mais de Kelsea do que da Kat.

E uma das coisas que gostei muito foi que a autora ousou colocar uma garota totalmente fora dos padrões como protagonista da história. Kelsea é morena, está acima do peso, tem várias cicatrizes pelo corpo e por vezes as pessoas se referem a ela como comum. Totalmente o oposto das "rainhas" que estamos acostumadas a ver. Até por isso estranhei que ela será interpretada pela Emma Watson em sua adaptação para o cinema. Mas sua aparência é irrelevante diante de sua grande personalidade. Kelsea é incrível. Ela é corajosa, forte, bondosa sem ser boba, inteligente e sábia e está sempre aberta para aprender. Uma perfeita rainha. Outro personagem que me cativou foi o Clava. Ele é o contraponto de Kelsea e os dois formaram uma dupla sensacional. As cenas mais divertidas foram protagonizadas pelos dois que até poderiam ser pai e filha.

E por falar em pai, esse é um dos grande mistérios da história. Quem é o pai de Kelsea, de onde ela herdou tudo isso, já que sua mãe era totalmente o oposto dela? Esse é um segredo que a maioria dos personagens do livro quer saber. E eu também hehe. Isso é mais um monte de coisas que ficaram em aberto nesse primeiro livro. Quem realmente é o Fetch e qual é o interesse dele nisso tudo? E qual é o poder das joias, já que apenas tivemos um vislumbre do que elas podem fazer nesse primeiro livro. E que vislumbre. Quem gosta de livros com magia, vai amar. E para finalizar essa resenha que já está enorme, tenho que elogiar o trabalho da editora que está impecável. Além dessa capa maravilhosa, temos toda uma edição muito bem feita que dá até gosto de ter na estante. Só me resta indicar o livro. Leiam, arrisco a dizer que foi o melhor que li até agora nesse ano. E olha que já li 84 livros esse ano.

Nota:





20 maio 2017

Lançamentos de maio e junho da Novo Conceito

Livro: Provence
Autora: Bridget Asher
Gênero: Drama
Páginas: 368
Eis uma forma de colocar a coisa: a perda é uma história de amor contada de trás para frente... Toda boa história de amor guarda outra história de amor escondida dentro dela.”
A vida de Heidi com o filho Abbot tornou-se um jogo para manter viva a memória de Henry, bom pai e marido exemplar. Manter uma vida normal em um mundo em que Henry não existe mais está cada dia mais complicado. Heidi precisa lidar com o filho que se tornou um verdadeiro maníaco por limpeza e com a sobrinha Charlotte, uma adolescente problemática.
Uma casa em Provence, na França, que pertence à família de Heidi há gerações, é rica em histórias de amor e surpreendentes coincidências. Heidi e sua irmã mais velha, Elysius, passavam os verões lá quando crianças, com sua mãe. Mas a casa, as lembranças e os segredos de Provence haviam ficado no passado, mas agora, com o incêndio na propriedade, a casa precisa ser salva por Heide. Ou será que é Heide que precisa ser salva pela casa?
Uma história de recomeço, amor e esperança em face à perda, onde uma pequena casa na zona rural do sul da França parece ser a responsável por curar corações partidos há anos.
“Devemos ser sinceros quando o mundo não faz sentido...”


Livro: Um verão para recomeçar
Autora: Morgan Matson
Gênero: Jovem Adulto
Páginas: 352
Taylor Edwards nunca se sentiu importante, muito menos alguém que se destaca.
Além disso, ela tem a estranha mania de fugir quando as coisas ficam meio complicadas. No dia do seu aniversário, Taylor recebe uma terrível notícia: o pai dela está muito doente. Ela até tenta fugir novamente, mas agora sua família precisa de toda ajuda e união possível.
Então eles tomam a seguinte decisão: passar o verão juntos na casa do lago.
Taylor não vai à casa do lago, onde ela e a família passavam o verão, desde que tinha doze anos, e ela definitivamente nunca planejou voltar. No lago Phoenix, ela reencontra sua ex- melhor amiga, Lucy, e Henry Crosby, sua primeira paixão.
De repente, Taylor se vê cercada por lembranças que preferia ter deixado no passado. Apesar do medo e de querer fugir mais do que tudo, a única coisa que resta a ela é ficar com seu pai e enfrentar os dias da melhor maneira possível.
Nesse verão em família, vivendo momentos tristes e felizes ao mesmo tempo, Taylor percebe que ela tem uma segunda chance de refazer laços familiares e até, quem sabe, poder viver um grande amor.
Um verão para recomeçar é um notável romance sobre esperança, amor e superação.


Livro: As Garotas de Corona Del Mar
Autora: Rufi Thorpe
Gênero: Jovem Adulto
Páginas: 288
Amizade entre garotas pode ser intensa e, no caso de Mia e Lorrie Ann, não há dúvidas de que isso é verdade.
À medida que crescem, a vida de Mia e Lorrie Ann é preenchida com praia, diversão e passeios ao shopping.
Por outro lado, como toda amizade, há conflitos e dores.
Mia e Lorrie Ann convivem há muito tempo e possuem personalidades opostas. Mia é a bad girl , vivendo em uma família problemática. Lorrie Ann é linda e amável, quase angelical, e tem uma família que parece ter sido arrancada de um conto de fadas.
Mas, quando uma tragédia acontece, a vida perfeita sai fora de controle...


Livro: Caraval
Autora: Stephanie Garber
Gênero: Fantasia
Páginas: 400
Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele.
Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

E as novidades da editora não param por ai. Quem comprar seu exemplar de Caraval na pré-venda na Saraiva, vai comprar a edição brochura e receber a edição de luxo. É isso mesmo, capa dura pelo mesmo valor. Não perca essa grande chance. A promoção vai até o dia 15 de junho.






19 maio 2017

Resenha | A Segunda Chance de Zoe - Layla Casanova


Livro: A Segunda Chance de Zoe
Série: Série Mercy Bay # 1
Gênero: Romance
Autora: Layla Casanova
Editora: Indie
Páginas: 153
Ano: 2017

Resenha:
A história começa com Zoe Hayes pedindo demissão do Hospital Clínico Mayo, em Phoenix, onde fez residência cirúrgica por dois anos e antes disso, de decidir sua especialidade, tinha sido uma interna nesse mesmo hospital. Por isso é difícil para ela deixar tudo para trás. Mas ela está encarando aquilo tudo não como um fim, mas como um começo. Ela está se mudando para São Francisco e agora vai trabalhar no Hospital Geral Mercy Bay que tem um dos melhores programas de residência em emergência e pediatria do país. Isso não é nem de longe a coisa mais assustadora que ela fez, mas ela está bastante nervosa. Mas sua mãe, que acredita muito em destino, diz para que ela se acalme, mas Zoe não acredita em predestinação, se fosse assim sua profissão não teria sentido, já que se a pessoa estivesse destinada a morrer, não adiantaria nada tentar salvá-la.

Mas ainda assim as palavras de sua mãe ficam ressoando em sua cabeça. Reunindo toda coragem que consegue, ela vai para seu primeiro dia de trabalho onde se apresenta para a Dra. Elizabeth Greene, a chefe da residência e do departamento de pediatria, que explica como funciona o pronto socorro. Ela diz que se Zoe fizer apenas o seu trabalho, sem tentar brincar de Deus, tudo vai dar certo. Zoe concorda com um sorriso. Com tudo explicado ela fica aos cuidados do residente-chefe do Pronto Socorro, o dr. Aaron Taylor, que mostra todo o lugar a Zoe. As regras são basicamente as mesmas que ela já está acostumada. Mas sua rotina será completamente diferente, já que ela não será mais uma cirurgiã e sim uma residente de pediatria e trauma, e no pronto socorro e não mais dentro da sala de cirurgia. É como se ela estivesse em seu primeiro dia novamente, é um novo começo.

Conforme os dias vão passando, ela vai se acostumando a rotina e logo faz amizade com Ravi e Andy, residente de psiquiatria e enfermeira respectivamente. E na correria do dia a dia eles encontram motivos para se divertir e descontrair. Um desses motivos é quando chegam os bombeiros e eles param para admirar o físico deles. É assim que ela conhece Adam, um dos bombeiro do 25° Batalhão. E seu encontro não poderia ser pior, já que ela estava com vômito na blusa. Mas já que ela não tem interessem em se envolver com ninguém no momento, isso não faz muita diferença. No fim do dia ela vai até o bar do outro lado da rua e acaba encontrando Adam novamente e ela não sabe como, já que ele parece ter o dom de irritá-la, ela acaba trancada com Adam dentro do minúsculo banheiro do bar. Mas para ela o que aconteceu foi só sexo, mas Adam parece não pensar assim. Será que assim como em sua profissão, ela vai ter também um novo recomeço no amor?

Eu não sou muito de assistir séries médicas atualmente, mas amava o House. Por isso quando a autora me procurou para uma parceria e li a sinopse do livro, fiquei bastante interessada. E quando comecei a ler, achei que não fosse gostar, porque logo no começo já temos uma cena de sexo bem forte e achei que o livro fosse ficar naquela pegada durante toda a história. Mas felizmente me enganei. A história é leve, envolvente e muito agradável. E ideal para ser lida depois de um livro mais denso. Mas apesar disso não deixa de ser um livro marcante e com certeza vou querer ler os próximos livros da série, a escrita da autora é muito boa. Tem de tudo um pouco na história. Temos cenas hot, como já citei, temos romance, temos cenas de amizade e principalmente para quem gosta, como a história acontece a maior parte dentro de um hospital, temos bastante da rotina médica. Esse livro foi uma surpresa muito boa.

Uma coisa que gostei bastante nos personagens, é que eles são bem reais. A Zoe poderia ser qualquer uma de nós. Ela é alguém que de repente percebe que não é aquilo que ela quer para a vida dela e decide mudar. Mas a pessoa que está com ela não aceita essa mudança e insiste em querer a Zoe antiga de volta. Então ela deixa tudo e todos para trás para ter um novo começo. E nesse começo ela encontra alguém que aceita ela exatamente do jeito que ela é agora, mas como ela acabou de sair de algo difícil, ela reluta em aceitar esse novo amor. Adam é o cara que vai fazer o coração dela, e o nosso também, balançar. Pela sinopse achei que ele fosse ser bem diferente do cara amoroso e sensível que encontrei na história. Mas Andy e Ravi foram os meus favoritos da história, por isso já estou ansiosa pelos próximos livros que vai contar suas histórias. Enfim, eu indico o livro para quem gosta de um bom romance, com o pano de fundo das séries médicas que tantos amam. Leiam, a leitura vale a pena.


Nota:



17 maio 2017

Parceria | Layla Casanova

E tem parceiro novo chegando no Prefácio. Dessa vez vamos apresentar a autora Layla Casanova. Alguém já conhece a autora? Eu já li o livro e logo tem resenha dele por aqui.

A Autora:

Layla Casanova é uma geminiana com ascendente problematizador e lua drama queen. Apaixonada por romances médicos e drama, encontra inspiração em Shonda Rhimes e velhos episódios de ER - Plantão Médico, enquanto passa os dias desejando ter um McName próprio e um pager. Quando não está escrevendo, pode ser encontrada atualizando suas séries, chorando a morte de personagens fictícios ou chamando a cardio.

Seu livro de estreia é um romance médico inspirado em suas séries preferidas, como Grey’s Anatomy, ER – Plantão Médico e Chicago Fire. A série Mercy Bay, iniciada em A Segunda Chance de Zoe, está prevista para ter seis livros (de leituras independentes) e um spin-off, acompanhando o dia a dia, altos e baixos dos médicos da Sala de Emergência do Hospital Geral Mercy Bay, em San Francisco.

A Segunda Chance de Zoe está disponível em versão e-book para Kindle e Kindle Unlimited na Amazona e em breve deve estar disponível em cópia física na mesma loja.

Sua Obra:

Depois de um período fora do país, Zoe finalmente sabe que rumo dar a sua vida. Deixando para trás carreira, cidade e um antigo amor, Zoe muda-se para San Francisco e começa sua residência em medicina de emergência.  Recém-chegada ao Hospital Geral Mercy Bay, a ideia era focar na sua carreira, mas quando ela esbarra no bombeiro mais quente da cidade no Pronto Socorro, tudo muda. Adam é bonito, engraçado e empenhado em salvar as pessoas, e Zoe percebe que não vai conseguir ficar longe dele desde o seu primeiro encontro. O problema é que as complicações de um relacionamento não estavam nos seus planos.  Zoe acabou de descobrir o poder das segundas chances ao mudar de emprego, mas será que Adam conseguirá lhe mostrar o poder de uma segunda chance para o amor também?


Contatos:




16 maio 2017

Resenha | Boneco de Pano - Daniel Cole


Livro: Boneco de Pano
Série: Detetive William Fawkes # 1
Gênero: Policial
Autor: Daniel Cole
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Ano: 2017

Resenha:
Ele ficou conhecido como o Cremador porque ele dopava suas vítimas e queimava elas vivas, algumas delas foram encontradas ainda pegando fogo. Foram 17 mulheres no total, em 17 dias. Todas prostitutas na faixa de idade entre 14 e 16 anos. E da mesma forma que ele começou a matar, ele parou. A polícia não tinha nenhum pista, até que o detetive William Fawkes, mais conhecido como Wolf, efetuou a prisão de Naguib Khalid, um taxista. E tudo parecia correr bem até que começou um boato de que ele era inocente e a polícia só estava usando Khalid como bode expiatório. A defesa fez a festa inutilizando quase todas as provas contra seu cliente, alegando terem sido plantadas por Wolf, que foi acusado de agressivo e obsessivo por um colega policial. Por isso o resultado do julgamento não poderia ser outro: Khalid foi declarado inocente. Mas Wolf não se conformou com isso, e no momento do veredito ele pulou sobre Khalid com a intenção clara de matá-lo. Isso rendeu a Wolf um afastamento e um tratamento psicológico.

Mas agora, quatro anos depois, Wolf está de volta a ativa. E ele estava de folga quando recebe uma ligação de seu chefe mandando ele ir para o local de um crime, que por coincidência é na mesma rua que ele está morando, em frente na verdade. Pensando se tratar de apenas mais um assassinato, Wolf vai até o local, onde encontra Emily Baxter e o novato Edmunds, que diz a ele que dessa vez a coisa é grande. E quando Wolf vê o corpo, que está pendurado no teto, ele fica pasmo. É um corpo, mas seis vítimas. O assassino costurou partes de seis pessoas diferentes, mulheres, homens, negros, brancos, criando assim somente um corpo, como naqueles bonecos de pano. E o mais estranho é que Wolf tem certeza de que a cabeça é de Khalid. Mas isso é impossível, já que Khalid está cumprindo pena em um presídio de segurança máxima já que posteriormente foi provado que Wolf estava certo o tempo todo e ele era o culpado. E o pior, o dedo indicador de uma das mãos do corpo, está apontando para a janela do apartamento de Wolf, que fica do outro lado da rua.

Enquanto a polícia trabalha para identificar as vítimas, o assassino faz outro movimento. Ele envia para Andrea Hall, ex mulher de Wolf e repórter, as informações de seus próximos passos. Ele vai montar outro "boneco" e fornece para Andrea além das fotos do primeiro boneco, uma lista com o nome das próximas seis vítimas e a data de suas mortes. Quando Andrea tenta contar para Wolf o que recebeu, ele ouve até Andrea dizer que o primeiro nome da lista é o do prefeito e que ele vai morrer hoje. Então Wolf sai correndo para tentar salvar a vida do prefeito, que é assassinado na sua frente, debaixo do nariz da polícia. O que ele não ficou para ouvir de Andrea foi o ultimo nome da lista: o dele próprio. E Andrea que tinha decidido não divulgar a lista das próximas vítimas, acaba fazendo exatamente isso para não perder a reportagem para uma colega. É pela televisão que Wolf fica sabendo que seu nome é o último da lista. Agora eles precisam mais do que nunca descobrir quem é o assassino e tentar achar alguma relação entre as pessoas cujo nome estão na lista à tempo de salvá-las. E durante a investigação eles vão perceber que Wolf está tão ligado aos acontecimentos quanto o assassino.

O que chama a tenção na história em primeiro lugar, é a premissa apresentada. Um corpo, mas seis vitimas e um assassino ousado que entrega uma lista das próximas vítimas e ainda marca a data em que vai matar cada uma delas. É claro que com isso a policia vai se mobilizar para tentar impedir que o assassino cumpra sua ameaça, mas ele é tão inteligente que ele não precisa de "armas" e muito menos de estar perto das vitimas quando ele as mata. Eu achei genial a forma como o assassino dá a volta na policia e acaba cumprindo o que prometeu. Outra coisa que chamou bastante a minha atenção foi que aqui não temos um detetive resolvendo toda a situação, temos uma equipe e cada um tem seu papel fundamental na história. Então mesmo que o detetive Wolf seja o carro chefe da história e de uma provável série, os outros são tão protagonistas quanto ele.

Mas nem tudo são flores. Queria estar aqui dizendo para vocês que leiam logo o livro, que ele é sensacional. E até quase no final dele eu achei que era isso mesmo que eu ia dizer, mas infelizmente eu me decepcionei muito com o final do livro. Por isso apesar de ter amado uma grande parte do livro, de ter achado o autor genial na história que ele criou e nos mistérios presentes, acabei achando que o final deixou muito a desejar para a grande história que ele criou. A coisa foi tão boa até certo ponto, então parece que a criatividade acabou e ele terminou a história de qualquer jeito. Não que não tenha feito sentido, porque fez, mas ficou parecendo, na minha opinião, que a história quase inteira foi escrita por uma pessoa e o final foi escrito por outra que não tinha nem parte do talento apresentado até então. Então a minha nota foi um muito bom, porque o final eu não gostei.

Mas se desconsiderarmos o final, a história é ótima. A escrita do autor, a parte que gostei é claro, é ágil, envolvente e a história é daquelas que a gente fala "só sou ler mais um capitulo" e quando percebe já leu mais cinco. O personagem que mais gostei foi o Edmunds. Não vou dizer porque para não soltar spoilers, mas ele é o cara. Infelizmente acho que ele não vai estar no próximo livro, o que é uma pena, mas torço para que sim. Já o Wolf, não sei se gosto ou não. teve algumas partes que gostei muito dele, mas quando cheguei no final, eu mudei de ideia. Emily eu até que gostei, mas a paixão dela pelo Wolf torna ela cega para outras coisas. Já a Andrea apesar de ser apresentada como um personagem ambiciosa, eu gostei bastante de suas atitudes. Enfim, eu indico o livro, mas não vá com muitas expectativas para o final, ou pode ser que você goste hehe. A edição está bem caprichada e a capa tem tudo a ver com a história.

Nota:





14 maio 2017

Especial | Dia das Mães

Todo ano no dia das mães fazemos alguma postagem falando sobre as mães da literatura ou dos filmes. Mas esse ano resolvemos fazer diferente: vamos falar sobre nossa mães.

Silvana/Nair



Quando criança usamos as expressões "rainha do lar", "a flor mais linda do jardim", "heroína" e muitas outras quando nos referimos a nossas mães. Mas só quando nos tornamos adultas é que realmente vamos entender o significado dessas palavras e do quanto as nossas mães vão muito além dessas expressões.

Minha mãe, Nair, tem 74 anos. Eu nasci quando ela já estava com 39 anos, depois de quatro filhos e infelizmente um natimorto e cinco abortos espontâneos. A família ia ser enorme se todos tivessem nascido vivos hehe. Eu fui a única que nasci em um quarto de hospital, os outros nasceram em casa assistidos por parteiras já que meus pais moravam na roça. Então imagine a dificuldade que era.

Meu pai faleceu o ano passado, mas eles tiveram um casamento de 56 anos e mais 4 de namoro. Minha mãe trabalhava na roça durante todo o dia e ainda tinha quatro crianças e um marido para cuidar e todos os serviços domésticos. Isso morando em um local que não tinha nem água encanada nem energia. Por aí você já podem imaginar o quanto ela foi guerreira.

Eu tenho minha mãe como um exemplo de amor, disposição e fortaleza. E sua principal característica, a bondade. Ela é tão boa que tem horas que eu até fico brava porque as pessoas se aproveitam. Ela tem defeitos sim, como todo mundo, mas suas qualidades superam e muito seus defeitos. Se eu conseguir ser 10% de tudo o que ela é e representa para toda minha família, eu já vou estar feliz.

Sei que por mais que eu diga aqui não vou estar nem chegando perto do que ela merece, mas queria deixar registrado todo meu amor por ela. Ela é e sempre será uma referencia, e hoje eu posso dizer com toda propriedade que ela é sim, a flor mais linda de todo jardim, ela é minha heroína e ela é a rainha do nosso lar. E eu sou grata a Deus por ter me dado a oportunidade de tê-la como minha mãe.

Mãe, eu te amo!


Olivia/Madalena


Percebi o quanto é difícil falar sobre nossas mães. Quero falar tanta coisa e é difícil encontrar palavras para apresenta-la a vocês. 

Dona Mada como é chamada por muitos. Tem 52 anos, nascida em Rio Grande do Norte/RN. Aos 14 anos foi mãe pela primeira vez, uma criança gerando outra, no caso eu. Aos 18 foi mãe novamente e se separou do meu pai (hoje tão comum, mas pense como era isso nos anos 80)

O sobrenome dela poderia ser trabalho, ela é um grande exemplo de mulher batalhadora. 
Ah! Ela é responsável pelo meu gosto  e pela leitura e filmes, minha grande  a influência, da pra imaginar que eu  assistia Sexta-feira 13 com ela? Hahaha

Pense numa mulher que não para... a Dona Mada da Natura anda por tudo que é lugar para vender seus produtos. E quando tive a oportunidade de ajuda-la a entregar algo, sempre ouvi elogios e admiração de seus clientes. 

Claro que existe os pontos fortes e fracos. Ela é uma mulher forte e guerreira, teimosa e ciumenta, já abriu a própria casa para ajudar quem precisa. Não tem estudos e aprendeu muita coisa por conta própria. 

Nossa família é uma benção. Ela se casou novamente teve mais 2 filhos. Aprendeu que cada um de nós tem sua personalidade e que é preciso além de amor paciência pra lidar com todos. 

Manhê, te amo! 


Desejamos a todas as mães um dia lindo, que as bênçãos de Deus sejam abundantes em suas vidas. É até clichê dizer, mas filhos aproveitem enquanto sua mãe está com vocês. Dê atenção, amor, carinho, orientação...
São esses momentos que ficarão em nossas lembranças quando elas partirem. 

Um forte abraço e mães, vocês são insubstituíveis!



13 maio 2017

Resenha | Mentiras Como o Amor - Louisa Reid


Livro: Mentiras Como o Amor
Série: Não
Gênero: Drama, Thriller Psicológico
Autora: Louisa Reid
Editora: Novo Conceito
Páginas: 473
Ano: 2017
Resenha: 
"Estou escrevendo isso para que vocês saibam tudo sobre mim e sobre minha mãe e também sobre o que é ser uma adolescente e a dificuldade que é viver assim. Deprimida. Não é todo mundo que entende.. por favor, deixem-nos mensagens para ajudar a enfrentar esse momento.
Obrigada e até mais!
Audrey"

Mentiras como amor vai contar a história de Audrey, e no começo da história vemos que Audrey está de mudança juntamente com sua mãe Lorraine e seu irmãozinho Peter de cinco anos. Eles estão indo morar na Granja, um casarão antigo afastado da cidade. A casa está bem velha e mal cuidada, mas o que prende a atenção de Audrey, é o lago que circunda a casa. Ela tenta esconder a aflição que sente quando vê toda aquela água e felizmente sua mãe não percebe. Audrey não queria estar ali, mas sua mãe insistiu e ela quer ver sua mãe feliz depois de tudo o que aconteceu. Sua esperança é de que a Coisa tenha ficado para trás. Então Audrey finge que está tudo bem.

Logo que se mudam, ela conhece Leo e sua tia Sue, seus vizinhos mais próximos. E quando Leo tenta ser simpático se oferecendo para mostrar as redondezas para os irmãos, Audrey é grossa com ele. E apesar de ter ficado constrangido com a situação, Leo acaba enxergando alguma coisa diferente em Audrey. E eles vão estudar na mesma escola. Escola essa que Audrey esperava que fosse diferente da anterior, mas parece que vai ser a mesma coisa. Logo no primeiro dia sua mãe vai com ela até a escola e faz Audrey passar vergonha. E ela conhece Jen de quem gosta muito e Lizzy com quem já arruma encrenca quando pergunta sobre Leo e Lizzy diz que ele não está disponível. Como diz sua mãe, Aud é a vitima onde quer que vá e até parece que atrai as problemas. Mas dessa vez Aud pretendo fazer as coisas diferentes e não vai se deixar intimidar. Até porque Lizzy é fichinha perto do que ela já passou.

O que Audrey nem imagina, é que Leo também tem um monte de problemas. Ele está ali fugindo da pressão de seus pais. Na casa da sua tia não tem piano e ela nem fala sobre lição de casa. E já que seu terapeuta diz que ele tem que fazer amigos, porque não pode ser a Audrey? Mesmo que ela seja bem esquisita com aquelas marcas nos braços e pareça que tem medo até da própria sombra. Mas Leo é insistente e Audrey acaba cedendo. E Audrey descobre que quando está com Leo, as coisas são bem diferentes, ela consegue ser ela mesma, ou o que ela gostaria de ser. Mas sua mãe não vê essa amizade entre eles com bons olhos, já que Audrey para de tomar seus remédios. E tudo só piora quando a Coisa encontra Audrey novamente.

"Desci as escadas e enfileirei meus comprimidos no balcão. Um para que eu não me sentisse deprimida. Um para que eu parasse de sentir enjoo. Um para que eu dormisse o dia inteiro. Um para me impedir de abrir cortes nos braços, pernas e coxas. Havia comprimidos para tudo. Para tudo, exceto um comprimido para que pudesse ser livre."

Já tinha ouvido falar maravilhas da autora, mas nunca tinha lido nada dela até agora. Esse foi meu primeiro contato com a escrita da Louisa e só tenho uma palavra para ela: sensacional. A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro foi a capa e depois o tema: depressão. Já tinha lido um livro com esse tema anteriormente e sofri bastante com a leitura. Nesse e no outro livro que li, a narrativa é em primeira pessoa na visão da personagem doente o que torna as coisas mais difíceis, mas aqui a narrativa é dividida entre a Audrey e o Leo. E também a exemplo do outro livro, as personagens doentes tem mães que podem ser consideradas umas vacas, com o perdão da palavra, mas não encontrei outra palavra que definisse melhor. Só que aqui diferente do outro livro que li, que a personagem era adulta, temos uma adolescente de dezesseis anos que sofre com a doença há três, mas desde criança tem um histórico difícil. 

A narrativa é em primeira pessoa quando é na visão de Audrey e em terceira quando acompanhamos o Leo. No começo a história é bem leve, com insinuações bem sutis à depressão e a auto mutilação. Mas conforme a história vai avançando, as coisas vão ficando fortes. A autora não descreve nos mínimos detalhes o que acontece, mas dá para entender muito bem. É triste de ver o que a Audrey passa. Ela não sabe o que está fazendo, ela acha que tem alguém, que ela chama de Coisa, que tenta matá-la e quando ela se auto mutila, ela acha que está atacando a Coisa. Pelo menos é isso que dá para entender. Mas quando a verdade é revelada, fiquei de cara. E um livro que começou parecendo que ia ser um Sick-Lit, acabou se tornando um thriller psicológico. Eu já estava roendo as unhas no final e teve uma hora que quis jogar o livro longe de tanta raiva que tive de um personagem.

"Era melhor ficar aleta. Fique atenta e vigilante, eu pensava, lembrando de um verso de algum poema. Uma frase da boca de um louco. Mas aquela era a minha frase agora. E eu não era louca. Eu era a única que conhecia a verdade."

O próximo parágrafo pode conter spoiler, por isso fique a vontade para pular ele.
Vamos falar da Lorraine, mãe da Audrey. No começo achei ela meio estranha, principalmente pela Audrey achar que tem que cuidar de seu irmão mais novo e ter que manter a mãe feliz. Mas achei que as atitudes dela era de uma mãe que está perdida naquele tipo de situação e só quer o melhor para a filha. Mas conforme fui lendo, fui pegando um ódio dela e ela foi fazendo uma coisa pior que a outra e quando eu achei que ela não conseguia ser pior, ela foi lá e fez. O mais fraco que posso dizer aqui sem soltar muito spoiler é que ela acusa Audrey de provocar o bullying que acontece com ela. Isso é o mais leve. Eu fiquei besta de ver como uma mãe consegue fazer aquilo tudo. E quando olhei, ainda faltava mais de 100 páginas para terminar e eu já estava com nojo dela. Mas ainda assim fui surpreendida, nunca que imaginei uma coisa daquelas.

A Audrey é um personagem incrível. Tenho certeza de que muitas pessoas não aguentariam passar pelo o que ela passou. E ela ainda fez uma escolha muito dificil por amor, mesmo sabendo o que aquilo significaria para ela. O Leo é um amor de pessoa, que foi o apoio de Aud durante o livro, e ainda tinha os próprios problemas para resolver. E o Peter é um fofo, e depois aconteceu uma coisa com ele que eu quis entrar no livro e abraçá-lo. Só me resta indicar o livro é claro. Não vou falar mais nada porque a resenha já está enorme e sei que a maioria do povo não lê resenhas grandes. Só vou dizer que fazia tempo que um livro não mexia tanto comigo como esse mexeu. Eu me desesperei no IG, no wats, eu precisava falar com alguém naquele momento. Leiam!

Nota:






11 maio 2017

Renovação de parceria | Butterfly Editora

Estou muito feliz em dizer que o blog renovou a parceria com a Butterfly. Nesse ano de parceria conheci livros fantásticos e com edições de encher os olhos.





Um dos destaques da editora é a Coleção Sevenwaters. Para quem ainda não conhece, segue as sinopses:


Filha da Floresta - livro 1: No crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei, e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos, vítimas de uma terrível maldição que somente Sorcha será capaz de quebrar. Em sua difícil tarefa, imposta pelos Seres da Floresta, a jovem se vê dividida entre o dever, que significa a quebra do encantamento que aprisiona seus irmãos, e um amor cada vez mais forte, e proibido, pelo guerreiro que lhe prometeu proteção.

Filho das Sombras - livro 2: Esta é a história da jovem Liadan, que, tal como sua mãe, Sorcha, herdou a habilidade de falar com os espíritos da floresta, os quais lhe segredam que ela deve permanecer para sempre em Sevenwaters se quiser que as Ilhas Sagradas sejam retomadas dos bretões. Os clãs estão mergulhados numa grande guerra, em que um misterioso homem é temido e reconhecido como um mercenário feroz. E, assim como sua mãe no passado, Liadan acaba sendo capturada e sente-se cada vez mais atraída pelo ser sombrio, apesar de saber da maldição da profecia que os Seres da Floresta lhe preveniram.

Filha da Profecia - livro 3: Fainne é criada pelo pai, Ciarán, em uma terra distante. Mas ao se tornar adolescente é visitada pela avó, a malévola feiticeira Lady Oonagh, que a obriga a embarcar em uma terrível missão: infiltrar-se na família, em Sevenwaters, e impedir que seu tio Sean e seus aliados reconquistem as Ilhas Sagradas, invadidas há gerações pelos escandinavos. Educada pelo pai, usando seus dons de magia para o bem, ela, no entanto, agora se vê forçada a usar de artimanhas e maldades para atingir os objetivos de vingança de sua avó. A grande batalha de Sevenwaters e o destino da humanidade estão agora em suas mãos.

E com o anuncio da renovação, já recebi um livro para resenha. O livro é Dois Mundos da Simone O. Marques e logo tem resenha dele aqui.


Num futuro distópico, Marina é uma jovem brasileira que carrega a força e os poderes de três grandes deusas celtas. Ela é aquela que cria, acolhe e mata. Protegida por guerreiros, perseguida por mortais e desejada por deuses, precisa encontrar os míticos tesouros da Tribo de Dana se quiser salvar o que restou do mundo...
Ano de 2021. A Terra está devastada e poucos são os sobreviventes. No Brasil, grupos se reúnem em pequenas vilas em torno da água potável. O oásis neste caos fica na Chapada dos Veadeiros, na Fazenda Tribo de Dana, onde vive um povo guerreiro que acredita tudo ser parte dos planos da Grande Mãe. Neste paraíso vive Marina. Considerada o avatar de três grandes deusas celtas, precisa lidar com poderes diversos de cura, vida e morte. Ao abrir o véu que separa o mundo de mortais e deuses, a jovem liberta antigas divindades. E dois domínios distintos estão prestes a colidir quando ela descobre que detém nas mãos o destino da humanidade.




10 maio 2017

Resenha | Vermelho Como O Sangue - Salla Simukka


Livro: Vermelho Como O Sangue
Série: Trilogia Branca de Neve #1
Gênero: Policial
Autora: Salla Simukka
Editora: Novo Conceito
Páginas: 240
Ano: 2014

Resenha:
Natália Smirnova achou que fosse conseguir. Ela pegou o máximo de dinheiro que pode e chegou a sonhar com o casa que ia ficar com sua filha até que eles se esquecessem completamente de sua existência. Sua esperança era que ela não valesse o trabalho que eles teriam para procurá-la. Mas ela estava enganada. O máximo que ela conseguiu chegar foi até o meio do quintal, onde tinha acabado de nevar e seu sangue vermelho deu um contraste com a neve tão branca. Muda o cenário e vemos alguns adolescentes que claramente fizeram uso de bebidas e drogas. Eles invadem a escola e entram no estúdio de fotografia. Eles têm em seu poder um saco cheio de dinheiro sujo. Sujo literalmente, porque as notas estão encharcadas com sangue e eles usam o estúdio para lavar o dinheiro.

Lumikki Anderson é uma garota de dezessete anos que vive sozinha. Seu nome é finlandês e quer dizer Branca de Neve, mas do conto ela só tem o nome mesmo, ela nem lembra a branca de neve da história. Sua maior conquista foi deixar seus pais e sua escola para trás. Agora ela estuda em uma conceituada escola de artes. Mas ela não faz parte de nenhum grupo e nem quer. Ela está feliz em ser apenas ela, igual a todo mundo e ao mesmo tempo diferente de todos. É mais um dia de aula e Lumikki tem um ritual diário que ninguém tem conhecimento, ela dá uma passadinha no estúdio de fotografia antes de ir para as aulas. A câmara escura é uma espécie de refugio, nem que fosse por alguns segundos. Mas hoje tem alguma coisa diferente. O cheiro incomoda. E quando ela ascende as luzes ela vê: dezenas de notas de quinhentos euros penduradas para secar. E o chão coberto de sangue.

Lumikki fecha a porta e vai assistir as aulas querendo esquecer o que viu, mas não consegue. O que ela deveria fazer, contar para o diretor? Desde sempre ela aprendeu a não se meter no que não lhe diz respeito. Ela decide ir até a câmara escura novamente para ver se tudo aquilo era real e no caminho esbarra em Tuukka, o filho do diretor. E quando abre a porta as notas sumiram, mas o cheiro continua provando que ela viu aquilo sim. Então ela deduz que Tuukka pegou o dinheiro e acaba descobrindo que foi ele junto com outros dois alunos: Kasper e Elisa, filha de um policial. Mas dá mesma forma que Lumikki descobre eles, Tuukka encontra ela. E ela diz que não quer ter nada a ver com aquilo e que não vai contar nada para ninguém. Mas enquanto Lumikki quer ficar longe dessa história, a história não quer ficar longe dela e de repente ela se vê envolvida em algo que foge do seu controle.

Não sei porque enfiei na cabeça que essa história era uma mistura de releitura de contos de fadas com vampiros. Acho que por causa do titulo e do sangue na capa. Mas não era nenhuma coisa nem outra. Do conto de fadas, é só o nome dela mesmo e em finlandês ainda por cima. E durante a leitura até que tem uma ou outra referencia, mas sempre na brincadeira ou na ironia, na história mesmo não tem nada. Então não sei porque o nome é A trilogia da Branca de Neve. A história na verdade tem duas vertentes. Uma é a parte policial, que achei bem fraca e resultou na minha nota não tão alta. Como estou acostumada a ler livros policiais, achei o mistério do livro bem fraco. E a outra é o mistério envolvendo a protagonista. Que por sinal só tivemos algum vislumbre dele, apenas começamos a descobrir o que aconteceu que moldou a protagonista em quem ela é hoje, mas como é uma trilogia, acho que teremos mais nos outros livros.

Falando na protagonista, ela é o ponto forte da história. No começo não sabemos quase nada sobre ela, só que aconteceu alguma coisa que fez ela deixar tudo para trás. E aos poucos a autora vai deixando pistas e inserindo detalhes para que possamos começar a montar o quebra-cabeça. Ela gosta de passar despercebida, por isso ela usa roupas comuns e nem perfume ela usa para ninguém lembrar de seu cheiro. Ela tem alguma coisa muito forte com esconderijos, e ela vê e percebe detalhes que as pessoas geralmente deixam passar. Logo no começo percebemos que ela é uma garota inteligente e com certeza vou querer ler os outros livros para descobrir mais sobre ela. Os outros personagens são interessantes, principalmente a Elisa, mas quem rouba a cena mesmo é a Lumikki. E apesar de ser uma trilogia, a história tem começo, meio e fim, mas acredito que tem que ser lido na ordem de publicação. Quanto a edição, a capa podia ter mais a ver com a história, mas de resto está perfeita.

Nota:




09 maio 2017

Especial 2 anos da Família Hallinson e sorteio


Há dois anos, no dia 09 de maio, foi publicada a primeira edição do livro Montanha da Lua na Amazon e para comemorar a data e a existência dessa linda Família, também da cidade fictícia Madascocia, compartilharemos curiosidades, novidades e também um sorteio incrível com livro físico e digital!



Montanha da Lua

Livro 1 – Coleção Família Hallinson


Sinopse: Há séculos uma verdade acompanha cada herdeiro do ducado de Bousquet: A Maldição dos Hallinsons.
Conta-se que a tragédia os acompanha, levando à morte as esposas em seu primeiro ano de matrimônio. Geração após geração, aprendem sua sina e a regra a seguir para possuir uma união frutífera e longa.
Octávio Hallinson Segundo sofre as consequências de não seguir estes ensinamentos. Viúvo, isolou-se da sociedade, fugindo da responsabilidade de casar-se novamente para providenciar um herdeiro para seu título.
Um homem marcado pela dor.
Mical Baudelaire Nashgan sempre foi uma mulher decidida, enfrentando as ordens de sua tia e negando-se a seguir o protocolo que obrigava mulheres a procurar maridos apenas por posse de títulos e dinheiro e não por amor.
O posicionamento contraditório aos costumes afastou os candidatos, tornando-a uma das únicas solteironas que sua província conheceu. A mais bela dentre elas.
Uma tragédia a coloca frente aos perigos da floresta aos pés da Montanha da Lua e seu futuro torna-se incerto e assustador.


“Inexplicável! Um romance que veio para mexer com os seus sentimentos!” - Jeniffer Ferreira, Blog Leia & Escreva



Onde comprar: Amazon
Resenha Aqui


A noiva devota

Livro 2 – Coleção Familia Hallinson


Sinopse: Nascer um Hallinson jamais foi tão promissor como em sua geração, no entanto, carregar esse sobrenome era ao mesmo tempo uma dádiva e uma maldição para os herdeiros do amor lendário de Mical e Octávio. Tudo porque Madascocia tornou-se a cidade do casal que venceu uma maldição. Muitos curiosos passaram a visitá-la em busca de felicidade, amor eterno, casamentos duradouros e a solução para seus dilemas. Além das inúmeras superstições como passar pela sombra de um Hallinson; lançar cartas ao rio Llyin que corta a Mansão de Bousquet; as donzelas e matriarcas almejavam matrimônio com um dos jovens herdeiros.
Tentando adiar ao máximo esse desfecho, Samuel prolongou os estudos, mas, a saudade de uma donzela o faz retornar para casa antes do previsto. 
É em um baile que todos os seus planos de a cortejar ruem. Flagrado em uma situação comprometedora, vê-se obrigado a se casar.

Ela sempre soube como se esconder da sociedade, como passar desapercebida entre as pessoas e não chamar atenção. Não que fosse complicado, ela era a mais nova das filhas, a menos formosa de sua casa. A que nasceu com uma ofensiva deficiência. Por acreditar que jamais seria notada, Rosalina guardou um grande segredo: seu amor por Samuel Hallinson. O que ela não esperava era cruzar o caminho do rapaz em um dos momentos mais constrangedores de sua vida e mudar seus destinos bruscamente.

Irresistível até a última página! Um único sorriso foi o que bastou para cair de amores por Samuel e, no final, tudo o que eu mais queria era poder ser parte dos Hallinson”.
Carol Ordonha – Blog Livros e Versos

"Divertida e apaixonante! Rosalina foi uma das personagens que mais me conquistou na literatura".
Nathália Simião – Blog Pobre Leitora

"Um romance incrível e encantador até a última linha, me fazendo suspirar feito boba".
Luana Moraes, Blog Duas Mentes Literárias



Onde encontrar: Amazon
Resenha Aqui



PERSONAGENS PRINCIPAIS



Montanha da Lua



Mical Baudelaire Nashgan é uma solteirona de trinta e quatro anos. Ela vive com os tios, pois seus pais e irmão caçula faleceram há muitos anos. É uma mulher forte, destemida, sem receio de dizer a verdade e o que lhe vem à cabeça. Essa personalidade arredia a submeteu a uma vida sem pretendentes e à solidão em uma casa afastada da cidade, conhecida como Silkirk. Apesar de ser solteira, ela não se importa em seguir as regras da sociedade, mesmo sendo sobrinha de membros da nobreza. O que ela mais deseja é encontrar o amor e viver sua vida em paz.


Octávio Hallinson Segundo é o atual Duque de Bousquet. É um viúvo amargo, medroso e que carrega dentro de si toda a culpa pela morte precoce de sua esposa. 
A primeira lição que aprendeu em sua vida foi a não aceitar o amor, não amar e não se deixar envolver por qualquer sentimento similar. No entanto, ele não conseguiu ser tão insensível como o pai. Não conseguiu ignorar as lágrimas de sua esposa, o desejo por um filho que não tiveram tempo de ter. Não conseguiu ver em seus olhos a tristeza, a loucura. Não conseguiu se manter alheio. E por sua culpa ela morreu. 
Por isso, não ignora mais as lições e não finge que a maldição de sua família era um devaneio de seus ancestrais.
E é para evitar que a Maldição lhe roube mais que, há dez anos, vive isolado de todos da cidade, em sua cabana no alto da Montanha da Lua.



A noiva devota



            Samuel Hallinson é o segundo varão, portanto o filho que não possuí um título em seu futuro, também a segunda escolha de cada donzela de sua província. Apesar de sua criação liberal, do amor incondicional de seus pais, ser o segundo o tornou inseguro, incapaz de confiar, incapaz de se decidir.



            Rosalina Acker é considerada uma donzela desajeitada, tanto por seu corpo voluptuoso, como por seu andar desajeitado. No entanto, apesar de ferir-se com as críticas da Sociedade e, principalmente, de sua mãe e irmã, e de saber que se descobrirem que é defeituosa em uma das pernas será totalmente excluída, ela não deixou de sonhar em conquistar o único homem que fez seu coração bater mais forte.



CURIOSIDADES



A coleção Família Hallinson possuirá três livros e talvez um spin-off: “Montanha da Lua”; “A noiva devota”; “Enganando o futuro Duque” (lançamento 2017) e “A lenda do Rio Llyin”.



Como a história da Georgiana e da Henriqueta foi contada no epílogo de Montanha da Lua, não haverão livros individuais para elas.



Madascócia é uma cidade fictícia, portanto, algumas regras de conduta e da época foram criadas pela autora e inspiradas na sociedade Londrina.



A autora decidiu escrever romances de época depois que afirmaram que ela não tinha capacidade para escrever romances. Em suas pesquisas para enfrentar o desafio, conheceu Julia Quinn quem a inspirou a escrever romances de época com protagonistas do mesmo universo.



QUOTES




SORTEIO

Em comemoração aos dois anos de existência da Família Hallinson e com o apoio da autora e seus parceiros, sortearemos dois livros Montanha da Lua, um físico e um digital. Para participar, siga as regras e boa sorte!



REGRAS

- Residir ou ter endereço de entrega em território nacional;

- Serão dois vencedores: primeiro lugar receberá o livro físico e o segundo lugar o digital, sendo necessário possuir e-mail Kindle para o envio;

- Preencher o formulário abaixo;

- O prêmio será enviado em até 30 dias após o recebimento dos dados do ganhador;

- Os blogs e autora não se responsabilizam por extravios dos Correios;

- Se não houver retorno do ganhador em até 2 dias, haverá novo sorteio.





07 maio 2017

Resenha | Ligeiramente Perigosos - Mary Balogh


Livro: Ligeiramente Perigosos
Série: Os Bedwyns #6
#1 Ligeiramente Casados
#2 Ligeiramente Maliciosos
#3 Ligeiramente Escandalosos
#4 Ligeiramente Seduzidos
#5 Ligeiramente Pecaminosos
Gênero: Romance de Época
Autora: Mary Balogh 
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Ano: 2017

Resenha:
Christine Derrick é uma pessoa altruísta. Desde que que seu marido faleceu há dois anos, ela passa seu tempo ajudando as pessoas. Por isso ela não consegue dizer não quando sua amiga Melanie, Lady Renable, implora que ela compareça à sua festa. Melanie está desesperada porque seu irmão Hector apareceu com um convidado de ultima hora e ela precisa de uma dama para equiparar o numero de mulheres ao de homens. Ainda mais que o convidado é ninguém menos que o duque de Bewcastle. Participar de uma festa da alta sociedade era a ultima coisa que Christine queria, mas ela não consegue recusar ajuda à amiga. Quando se casou há nove anos atrás, ela ficou empolgada diante da perspectiva de circular pelas castas sociais mais altas, já que seu marido Oscar era irmão do visconde de Elrick. Mas as coisas deram muito erradas e ela não quer mais passar por aquilo.

Wulfric Bedwyn herdou o ducado de Bewcastle aos dezessete anos, mas desde os doze ele foi preparado para a função. Para isso ele precisou deixar para trás o que gostava de fazer e se tornar o que o título exigia dele. Só teve uma coisa que ele se negou a fazer: se casar e ter um herdeiro. E agora aos trinta e cinco anos, ele ficou só. Todos os seus irmãos estão bem casados e morando com seus respectivos cônjuges e filhos. E até então ele mantinha uma amante há mais de dez anos, mas ela veio a falecer e nem a companhia dela ele tem mais. Talvez por isso ele aceitou participar de uma festa da baronesa de Renable, coisa que ele nunca aceitaria em outras circunstancias. Wulfric não consegue imaginar nada mais sem graça do que passar duas semanas na companhia das mesmas pessoas, por mais interessantes que sejam elas. Ele já está arrependido por ter aceitado o convite.

E as coisas começam a dar errado assim que ele chega na propriedade. Uma criada derruba suco de limão no seu olho e logo depois ele descobre que a festa é para comemorar um noivado, por isso o lugar vai estar repleto de jovens. Mas a tal criada é na verdade Christine, que fica paralisada ao ver o duque pela primeira vez e comprovar com seus próprios olhos que tudo o que dizem sobre ele é verdade. A arrogância e o orgulho são tão evidentes que ela acaba derrubando o suco que estava em sua mão. A frieza e a falta de sensibilidade do duque põe medo em todos que o rodeiam. Mas não é medo que Christine sente, está mais para desprezo. E ela nem sabe o porquê disso, já que geralmente ela gosta das pessoas. Mas uma aposta vai colocar Christine perto do duque e ela vai perceber que sente muito mais que desprezo por ele, ela está terrivelmente atraída. E Wulf vai descobrir que nem sempre a razão vai estar acima do coração.

"Muitas pessoas costumam se comunicar apenas com os lábios. A Sr. Derrick se comunicava com os lábios, com os olhos, com todo o rosto, as mãos e os corpo - e com tudo dentro dela. Ela se comunicava tal qual como parecia viver - com avidez, até mesmo paixão. Wulfick a observava e ouvia, fascinado."

Quando conheci a série Os Bedwyns, na primeira aparição do duque na história, eu já me apaixonei pelo personagem e quis saber mais sobre ele. E conforme fui lendo os outros livros da série, sempre que ele aparecia eu me apaixonava mais. E acho que isso não foi só comigo porque a autora fez questão de deixar a história dele para o ultimo livro. Então imaginem a minha ansiedade para ler esse livro. Eu já tinha passado por algo parecido com o Colin Bridgerton e acabei me decepcionando com o livro dele, por isso estava ainda mais temerosa de não gostar desse. Comecei a leitura com muito medo e conforme ia lendo não sabia se estava gostando ou não. Até mais ou menos a metade achei que a autora não fosse conseguir um final digno para a série. Mas então as coisas mudaram e terminei a história com lágrimas nos olhos.

Desde o principio o que se via em Wulfric era um homem frio e sem sentimentos. e a duvida era se a autora ia conseguir uma protagonista à altura para derreter o coração do duque. E confesso que até bem boa parte da história eu não sabia se ela tinha conseguido. Não que eu não tenha gostado de Christine, pelo contrário, amei ela, mas ela era o oposto de alguém que eu tinha imaginado para ele. Christine é atrapalhada, fala alto, e ri sem se importar com as regras e parece que atrai as coisas erradas e isso numa duquesa seria imperdoável. Por isso, mesmo sendo um livro de um gênero que sempre o casal fica junto no final, eu fiquei em dúvida se eles realmente iam ficar juntos no final. Eles eram muito diferentes, e os dois reconheciam isso. Mas dai entra aquela história de que os opostos se atraem. E depois que terminei o livro, vi que a autora criou o par perfeito para o duque.

E a série finalizou com chave de ouro. Teve de tudo nesse livro. Dei muitas risadas com as gafes de Christine. Me apaixonei pelo duque ainda mais ao conhecer sua história e ao ver o quanto ele se esforçou para merecer o amor de Christine. Me diverti horrores com a família, que claro teve uma participação na história e consegui matar um pouco a saudade deles. Foi legal vê-los casados e com filhos e todos com o mesmo objetivo de fazer com que Wulfric vivenciasse a mesma felicidade que eles estavam sentindo. E claro sendo os Bedwyns. Freyja arrasando como sempre. E o senso de honra da família ali, sempre presente. Assim como os Bridgertons, os Bedwyns são uma família que vai ficar guardada no meu coração. E espero que a Arqueiro traga mais livros da autora. A edição está linda, só a capa que não achei tão bonita quanto as outras. Achei essa uma versão mais fraca da primeira. Mas o livro e a série eu super indico. Já estou até pensando quando vou reler. 

Nota:




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