31 maio 2017

#2 | Eu Quero!

Mais um mês e minha lista de desejados ficou maior. Esses foram os lançamentos de maio que mais chamaram a minha atenção:

O contrato de casamento deles previa tudo... menos se apaixonar.
O primeiro livro da série Noivas da Semana.
Blake Harrison: rico, nobre, charmoso... e precisando de uma esposa até quarta-feira. Para isso, Blake recorre a Sam Elliot, que não é o homem de negócios que ele esperava. Em vez disso, ele encontra Samantha Elliot, linda e exuberante, com a voz mais sexy que ele já ouviu.
Samantha Elliot: dona da agência de casamentos Alliance, ela não está no menu de pretendentes... até Blake lhe oferecer milhões de dólares por um contrato de um ano. Não há nada de indecente na proposta dele, e além disso o dinheiro vai ser muito útil para quitar as contas médicas da família dela. Samantha só precisa disfarçar a atração que sente por seu novo marido e evitar a todo custo a cama dele.
Mas os beijos ardentes de Blake e seu charme inegável se provam muito difíceis de resistir. Era um contrato de casamento que previa tudo... menos se apaixonar. Agora só resta a Samantha proteger seu coração até que o contrato chegue ao fim.

Essa capa é perfeita e a sinopse me deu vontade de ler ele na hora. Só não comprei porque está na pré-venda e já cansei de passar raiva com compras em pré-venda, por isso, assim que lançar vou comprar. 

Uma aventura surpreendente, em um dos lugares mais misteriosos da terra. Um grupo de jovens deixa o Rio de Janeiro com destino aos Estados Unidos. O que seria apenas uma viagem de uma
Turma do conservatório de música acaba ganhando os contornos de uma tragédia: ao sobrevoar a misteriosa região do Triângulo das Bermudas, o avião é atingido por uma violenta tempestade e cai no mar. Os sobreviventes agora se veem presos numa ilha deserta, perdendo o contato com o resto do mundo. Nesse lugar paradisíaco, habitado por uma força maligna ancestral e onde se esconde um terrível segredo envolvendo uma jovem bruxa do século XVII, os garotos precisarão lutar pela própria vida, superando grandes desafios e enfrentando seus piores medos. Rodrigo de Oliveira, autor da saga As crônicas dos mortos, traz em Filhos da tempestade uma história repleta de ação, suspense e terror, de conflitos e descobertas, envolvendo um improvável triângulo amoroso que desafia a própria morte.

Quando vi o Rodrigo anunciando esse livro no Facebook fiquei doida por ele. Nem li a sinopse e já fui colocando nos desejados. Afinal é do Rodrigo né? hehe 

Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos... e o coração. Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —, Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos. Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar...

Esse também estou louca para ter na minha estante, nem que ainda tenha dois livros dela na fila para ler. Mas só por ser da Carina já sei que vou gostar. 

Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra.
Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton.
O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer as regras sociais em nome da paixão.

Esse eu já comprei e já li, logo tem resenha dele por aqui. Amo essa série e essa capa está tão linda quanto as duas primeiras.

Trinta anos se passaram desde que Greta deixou de morar no solar Marchmont, uma bela e majestosa residência na região rural do País de Gales. A convite de seu velho amigo David, ela decide retornar ao lugar para comemorar o Natal. Porém, devido a um acidente de carro, Greta não tem mais lembranças da época em que vivia na propriedade, assim como de boa parte de seu passado.
Durante uma caminhada pela paisagem invernal de Marchmont, ela encontra uma sepultura no bosque, e a inscrição na lápide coberta de neve se torna a fagulha que a ajudará a recuperar a memória.
Contudo, relembrar o passado também significa reviver segredos dolorosos e muito bem guardados, como o motivo para Greta ter fugido do solar, quem ela era antes do acidente e o que aconteceu com sua filha, Cheska, uma jovem de beleza angelical... mas que esconde um lado sombrio.
Da aclamada autora da série As Sete Irmãs, A Árvore dos Anjos é uma história tocante sobre amores e perdas, sobre como nossas escolhas de vida podem tanto definir quem somos como permitir um novo começo.

E esse é da Lucinda, outra autora que amo, por isso já entrou na lista. Mas vou aguardar alguma promoção porque os livros dela geralmente são bem caros.

E você, quais seus desejados do mês de maio?




30 maio 2017

Resenha | Branco Como A Neve - Salla Simukka


Livro: Branco Como A Neve
Série: Trilogia Branca de Neve #2
#1 Vermelho Como O Sangue
Gênero: Policial
Autora: Salla Simukka
Editora: Novo Conceito
Páginas: 224
Ano: 2017

Esse livro é o segundo de uma trilogia. Contêm spoilers do livro anterior.

Resenha:
Lumikki gosta de ficar sozinha e longe de qualquer espécie de problema, mas eles vieram até ela quando ela encontrou dezenas de notas de quinhentos euros manchados de sangue na câmara escura da escola. Ela ainda tentou fugir, mas acabou envolvida na confusão com a máfia e terminou quase morta ao levar um tiro na perna e quase ter congelado ao ficar deitada por muito tempo na neve. Por isso ela não teve como dizer não para sua mãe e ficou se recuperando na casa deles. Mas aos poucos ela foi perdendo o medo e voltou para seu apartamento. E quando as aulas enfim terminaram no fim da primavera, ela decidiu se afastar de tudo aquilo por um tempo e usou o dinheiro que Elisa lhe deu e comprou uma passagem para Praga, onde ela já se encontra a cinco dias.

E mesmo com o calor todo que está fazendo, a sensação de ser livre e não ter medo é ótima e Lumikki está feliz. Então ela percebe que tem uma garota que está sempre nos mesmo lugares que ela e como não quer fazer novos amigos ela fica na dela, até que a garota se aproxima e solta uma frase que muda sua vida: "Acho que sou sua irmã". É claro que Lumikki não acredita, mas então ela começa a lembrar algumas coisas de sua infância e acha que aquilo pode sim ser verdade. Por isso ela aceita se encontrar com a garota que é três anos mais velha que ela é se chama Zelenka. Mas Lumikki, que sempre foi sensível aos cheiros e muito perceptiva, logo vê que tem alguma coisa errada com Zelenka. Ela lembra um coelho assustado, sempre olhando em volta e pronta para fugir. E Lumikki reconhece o cheiro nela, um cheiro que ela conhece bem: Zellenka exala o cheiro de medo.

Lumikki está cada vez mais desconfiada de Zelenka e quando sua suposta irmã fala sobre sua família e até leva Lumikki ao local, onde ela é proibida de entrar, ela tem certeza de que tem algo muito errado acontecendo. Outra vez Lumikki que sempre quis estar longe das confusões, acaba metida novamente em uma e dessa vez o problema é dos grandes. Mas dessa vez ela não estará sozinha, ela vai ter ajuda. Jiri Hasek é um jornalista investigativo e aos vinte cinco anos já tem uma carreira bem construída. Mas agora ele está com um caso nas mãos sobre uma seita secreta que ele tem certeza de que será um divisor de águas e vai colocá-lo no topo. Ele inclusive tem uma testemunha pronta para falar. É assim que seu caminho vai cruzar com o de Lumikki. E mais uma vez ela vai correr contra o tempo para continuar viva.

"Acreditamos em tudo puro e original, o mais simples possível. Quanto menos estímulos extras tem um individuo, mais perto ele pode estar de Deus. É por isso que não temos televisões, telefones, aparelhos eletrônicos de nenhum tipo, nenhum livro. Nós não temperamos nossa comida. Às vezes queimamos incenso, mas até isso está relacionado à limpeza de nosso olfato. Acreditamos que a mente humana seja capaz de receber o que é sagrado sendo limpo e branco como a neve."

Assim como no primeiro livro da trilogia, a história tem começo, meio e fim. Mas não dá para ser lido fora de ordem porque uma parte importante do livro é o mistério que gira em torno da protagonista Lumikki e como disse na resenha anterior, esse é um dos pontos fortes da história, então ficaria bem chato perder o desenvolvimento da personagem no primeiro livro, já que nesse segundo temos bastantes revelações sobre o passado dela. A narrativa é dividida entre o ponto de vista de Lumikki e de alguns personagens do livro, mas a grande maioria é pela visão dela. A história é curta e dá para ser lida em um dia. E até agora não fiquei sabendo o porque da trilogia se chamar Trilogia da Branca de Neve, que do conto original, só tem o nome da protagonista e em finlandês. A capa eu achei muito melhor do que a anterior, que mais parecia ser de um livro de vampiro. O espelho tem tudo a ver com a história.

Não sei se por ler muitos romances policiais eu tenha ficado meio exigente nesse assunto, mas achei a trama toda mais fraca ainda do que a do primeiro livro, que eu já tinha achado bem levinha. O grande mistério é revelado em poucas páginas e o foco da história mesmo, gira me torno do passado da Lumikki. E nem ela que tinha me encantado no primeiro livro, conseguiu me ganhar aqui. Achei o livro todo bem superficial. Acho que dava para ter escrito umas 100 páginas a mais e se aprofundado tanto na história da Lumikki, como na trama da seita. Mas como sou brasileira e não desisto nunca, vou ler o terceiro livro e espero gostar mais do que gostei até agora. Ficou bastante coisas em aberto e espero que no próximo tenha todas as respostas. Indico para quem quer ler um livro rápido sem muita profundidade.

Nota:





29 maio 2017

#68 | A Estante Aumentou

Mais um mês chegando ao fim e é claro que a estante aumentou. Esse mês comprei alguns romances de época que estavam na minha lista e também recebi alguns livros de parceria e ganhei alguns sorteios. Vamos conferir?

Li muitas resenhas positivas dos livros da Maya, por isso comprei esses três dela. Espero gostar. As capas eu já amei.


O da Sarah eu estava louca para ler porque amo essa série. Já esse da Jojo, eu comprei com um vale presente que ganhei respondendo pesquisas.


Dois Mundos recebi da Butterfly junto com o anuncio da renovação da parceria. A editora como sempre, um capricho só. Já tem resenha dele. O que os olhos leem, eu também já resenhei aqui no blog e recebi da editora Jaguatirica. 


Essses três recebi em uma parceria alternativa com a Companhia das Letras. Já li os três e todos são ótimos.


Esses dois também da Companhia das Letras, ganhei em um sorteio no blog Viagem Literária. Amei essas capas.


E esses eu ganhei em uma promoção do aniversário do blog Doida Y Romântica. São aqueles romances bem curtinhos estilo de banca.


O que acharam das minhas aquisições? Já leram algum desses?




27 maio 2017

Resenha | Dois Mundos - Simone O. Marques


Livro: Dois Mundos
Série: Tesouro da tribo de Dana # 1
Gênero: Distopia, Fantasia, Aventura, Mitologia
Autora: Simone O. Marques
Editora: Butterfly
Páginas: 256
Ano: 2016

Resenha:
Em 2016, quando completou treze anos, Marina descobriu que era o avatar de três deusas celtas, Dana, a grande mãe; Morrigan, a deusa da guerra e da destruição; e Brigite, a deusa da luz, e que existia uma fazenda, a Fazenda Tribo de Dana, na Chapada dos Veadeiros, escondida em um parque nacional onde as pessoas viviam como os antigos povos celtas, sem qualquer tipo de tecnologia. Entre eles viviam druidas, druidesas e os guerreiros de Dana. Quando chegou ao local, Marina foi recebida como uma celebridade, todos a chamavam de deusa, de Dana, de Pequena Dana e fizeram todas as suas vontades. Mas então alguns grupos religiosos começaram a dizer que Marina era o próprio anticristo e começaram a formar grupos para acabar com ela. Foi então que a destruição chegou em forma de três ondas e o apocalipse aconteceu. A primeira onda destruiu todas as armas de fogo, a segunda todos os templos religiosos e a terceira, o mundo todo. Na Fazenda o evento foi chamado de Dia da Aurora.

Quem estava na fazenda foi poupado, mas no resto do mundo a destruição foi quase total, poucos sobreviveram. E muitos ainda morreram de doenças por falta de atendimento médico no período de adaptação após o ocorrido. Foi o caso da mãe de Pedro, que no dia fatídico estava na fazenda, mas que saiu de lá a procura de sua família. Isso aconteceu há cinco anos e aos poucos as pessoas que restaram foram se organizando, chamando os locais de Rede, mas a situação ainda é precária. E Pedro ultimamente vem sentindo que precisa voltar para a fazenda. Os druidas da Tribo haviam-no chamado de "Oráculo" e como está conectado a Marina, ele sente que precisa ir até ela. Para chegar até a fazenda ele precisa pedir um carro para seu tio, que é o comandantes da Rede onde eles vivem e seu tio insiste que seu primo Tiago vá com ele. E no caminho enquanto pensa em uma maneira de despistar Tiago, ele acaba conhecendo Liban, que pertence ao Outro Mundo. 


Marina agora está com dezoito anos. E não aguenta mais ser tratada com tanto cuidado. Ela só queria ser como as outras garotas, mas as pessoas não veem a Marina e sim a deusa Dana, por isso ela vem fugindo do treinamento que deveria estar recebendo. Ela tem de tudo, mas se sente presa. Ela não tem um minuto sozinha e onde vai, pelo menos um de seus quatros guardiões está com ela, tanto que ela os apelidou de Sombras. E num ato de rebeldia Marina acaba entrando no Sídhe, o lugar dos mortos e dois de seus Sombras vai com ela, Brian e Artur. Um acidente acontece e eles acabam caindo em uma caverna e Marina tem uma visão onde é avisada que ela abriu o véu que separa o mundo dos mortais do Outro Mundo. E ao abrir o véu, Marina acaba libertando antigas divindades, e agora para salvar seu povo, ela tem que encontrar os Tesouros da Tribo de Dana. O destino da humanidade está em suas mãos.

"Desesperada, Marina viu sua mãe, suas irmãs, seus tios, seus avós. Todos mortos. Sem conseguir suportar a dor, caiu de joelhos e as lágrimas desceram pelo seu rosto enquanto soluçava sentindo um vazio insuportável, que jamais sentira antes.
— Isso pode ser evitado. Encontre os tesouros de sua tribo e cumpra seu papel — a voz aveludada sumiu e a água envolveu Marina, sufocando-a."

Eu já conhecia a escrita da autora. Faz alguns anos que eu li Agridoce e gostei bastante do que eu li na época. Mas como esse livro era de um gênero bem diferente, não sabia o que esperar. Amo qualquer história que tenha mitologia e ainda aliado a essa edição maravilhosa, as expectativas eram grandes. E gostei do que li apesar de ter achado a história bem mais juvenil do que eu esperava. Mas em parte foi bom, porque me lembrei das histórias da Série Vagalume, o livro tem aquela mesma pegada. Os capítulos são curtos o que deixa a história bem ágil e quando a gente percebe já terminou, e fiquei querendo a continuação. A autora soube mesclar uma história futurista, com as crenças antigas muito bem e ainda acontece aqui no Brasil, que é um ponto super positivo. 


Já os protagonistas, deixaram um pouco a desejar. A Marina está com dezoito anos, mas se comporta como se tivesse treze, quatorze, e os meninos são mais velhos que ela, mas também tem um comportamento abaixo da idade. Isso me irritou um pouco. E a Marina também me deu nos nervos boa parte da história. Cheguei a lembrar da Eadlyn, de A Herdeira. O comportamento delas era muito parecido. Mas aí temos que levar em conta que ela foi criada sendo tratada como uma deusa. Mas depois que ela percebe a enrascada que se meteu, ela deixa o comportamento mimado um pouco de lado. E outra coisa que não gostei muito, foi que a autora quis inserir um bendito triângulo amoroso entre a Marina e seus Sombras, que com certeza vai ficar mais forte nos próximos volumes. 

Mas em contrapartida temos Pedro, um personagem muito interessante. A história se divide entre o que está acontecendo com a Marina e o que está acontecendo com Pedro e acho que ele tem muito à oferecer para a história. E uma coisa que amei foi a parte mitológica.  A autora soube inserir isso muito bem na história e despertou tanto minha curiosidade, que até fui pesquisar mais sobre o assunto. Quanto a edição eu já sabia que a Butterfly era incrível, mas ainda assim me surpreendi com o capricho do livro. Está perfeito. É daqueles livros que a gente para de ler para admirar a edição. Tirei algumas fotos, mas nem de longe dá para mostrar o quanto ele é lindo. Enfim indico o livro pra quem gosta do gênero e para quem ama ter edições maravilhosas na estante.

Nota:





26 maio 2017

Divulgação | Gislaine Oliveira

Olha a Gih aparecendo com novidades novamente. Ela está lançando dois projetos incríveis. O primeiro é o conto O Retrato da Bruxa que está sendo vendido bem baratinho na Amazon. Para quem assina o Kindleunlimited, ele sai de graça. E o segundo é a antologia Isso Também é Preconceito organizado por ela e pela Luísa Aranha.



O Retrato da Bruxa




Ela só queria um feitiço para conquistar seu amado...
Mas descobriu que o amor não pode ser enganado.



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Isso também é Preconceito



 Preconceito está em toda a parte e ás vezes nem nos damos conta disso. Foi partindo dessa premissa que 20 autores se reuniram para abordar o tema em 20 contos diferentes e inusitados. Todos com um único objetivo: te mostrar que preconceito é ruim.
Sabemos que a batalha é árdua e que alguns textos podem te chocar ou mesmo fazer com que você se identifique. Tudo bem se isso acontecer. Não se preocupe! Isso não significa que você seja uma pessoa ruim. Significa apenas que você, assim como tantos outros, precisa mudar.
E por isso, caro leitor, desejamos a você uma deliciosa leitura e uma dolorosa reflexão.

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24 maio 2017

Resenha | O que os olhos leem, o coração sente - Ana Luiza Novis


Livro: O que os olhos leem, o coração sente
Série: Não
Gênero: Fábula / Infantojuvenil
Autora: Ana Luiza Novis
Ilustradora: Mirella Spinelli
Editora: Jaguatirica
Páginas: 106
Ano: 2017

Resenha:
Nesse livro eu os convido para passear por algumas dessas histórias e juntos brincarmos no jardim da imaginação, onde a licença poética é sempre permitida. No mundo da magia podemos compor juntos, criando novas narrativas e impressões."
Ana Luiza Novis

Quem aqui não gosta de ler contos de fadas e fábulas? Esse livro é assim, mas esses contos não aconteceram a muito tempo em um reino muito, muito distante. Eles foram escritos a partir de histórias reais. Uns são baseados na própria experiencia de vida da autora, como mãe de três crianças, e outros em relatos reais compartilhados pela autora em seu consultório. E mesmo os contos não trazendo como personagens principais princesas, bruxas e dragões, eles não deixam de nos trazer uma grande lição e de nos ensinar como enfrentar os problemas e situações que nos deparamos no nosso dia a dia.


A primeira coisa que chama a atenção no livro, é a edição belíssima da Editora Jaguatirica. A capa é tão linda quanto as ilustrações que acompanham os contos. A diagramação está ótima, com letras de bom tamanho tanto para adultos como para as crianças apreciarem as histórias. As folhas não são amareladas como estou acostumada a ler (cegueta eu), é aquela tipica de livros infantis com ilustrações, papel couché branco, que deixam as ilustrações ainda mais lindas. E mesmo as folhas sendo brancas, não prejudicou a leitura. É daqueles livros que dá gosto ficar folheando, de tão lindo que ele é.


Quanto ao conteúdo, acho que os leitores do blog sabem que não sou muito fã de livros de contos, porque as histórias acabam muito rápido e eu fico querendo saber mais. Mas nesse estilo como do livro, eu gosto. Porque não são as histórias em si o foco dos contos, e sim as mensagens que elas transmitem. E os contos são verdadeiras fábulas. E o conto que eu mais gostei foram todos hehe. Teve alguns sim que me marcaram mais, mas todos eles são maravilhosos. Eu não sabia se apreciava mais os contos ou as ilustrações, que são incríveis.


Não vou falar sobre todos os contos, porque são bem pequenos e ia tirar a graça de quem vai ler, mas vou falar um pouco sobre três deles que mais me emocionaram. O primeiro é o conto O Amigo Secreto, que me deixou com lágrimas nos olhos. Ele mostra bem a inocência perdida e em como devemos tentar recuperá-la. O segundo que me encantou bastante também foi A Menina-Pássaro que só conseguia enxergar o que ela não tinha e o terceiro que vou citar é A Fuga do Zero que decidiu fugir porque não conseguia enxergar o seu valor.


Mas todos eles tem sua peculiaridade e todos são encantadores a seu modo e trazem uma lição que vai ficar nas nossas mentes. Não somente pelo tempo que vamos levar para ler os contos, que é bem rápido por sinal, mas que vai marcar e sempre que passarmos por alguma situação parecida vamos nos lembrar deles. Como diz o título o que os olhos leem o seu coração vai sentir. Por isso recomendo a leitura para as crianças de todas as idades. Eu amei e as mensagens vão ficar bem guardadinhas no meu coração.


Nota:




23 maio 2017

Está preparado para fazer parte do Jogo?



Vocês estão lembrados da minha resenha do livro Caraval? Pois a Novo Conceito criou um site para que todos leitores participem do jogo. E o leitor que se cadastrar e responder corretamente as perguntas, vai ganhar um desconto de  10% na compra do livro pelo site da Saraiva. E como já havia dito antes para vocês, a Saraiva está vendendo a edição de capa dura pelo preço de brochura.

Dai você vai se perguntar: mas eu não li o livro, como vou responder as perguntas? Para isso a editora estará disponibilizando um trecho com 20% do livro, o suficiente para responder as perguntas.

Corra, lá no site e garanta já a sua inscrição. O livro vale muito a pena.

É só clicar no banner para acessar o site.





22 maio 2017

Resenha | A Rainha de Tearling - Erika Johansen


Livro: A Rainha de Tearling
Série: A Rainha de Tearling # 1
Gênero: Distopia, Fantasia
Autora: Erika Johansen
Editora: Suma de Letras
Páginas: 352
Ano: 2017

Resenha:
Do alto da árvore onde está sentada, Kelsea observa a tropa se aproximando. Ela sabia que eles viriam, afinal ela completou dezenove anos, a idade em que os monarcas de Tearling ascendem ao trono. Mas se ela tivesse escolha, ela não iria com a Guarda da Rainha. Desde a morte de sua mãe, a rainha Elyssa, Kelsea foi levada para um esconderijo onde foi criada em uma cabana isolada por Carlin e Bartholemew, que lhe ensinaram tudo o que podiam. Enquanto Carlin ensinou Kelsea a amar os livros, Barty ensinou Kelsea a amar a floresta e a se defender. Mas agora seu destino vai se cumprir, ela vai ter que voltar para a Fortaleza real de Tearling e assumir seu lugar de direito no trono. Porém antes de levar Kelsea, o capitão da Guarda pede uma prova de que Kelsea é mesmo a rainha e ela mostra o pingente de safira que está em seu pescoço desde sempre, assim como a cicatriz em forma de lâmina que vai do seu pulso ao bíceps.

Antes de ir, Kelsea recebe um último conselho: que ela governe de forma racional, mas que no momento sua prioridade será sua segurança, por isso ela não deve confiar no Regente Thomas, que mesmo sendo seu tio, passou esses anos todos à sua procura, com o único desejo de obter o trono. E junto com o conselho, ela recebe um presente, que quando ela abre descobre ser um pingente igual ao seu. Seu primeiro desafio será conquistar a lealdade dos homens da sua Guarda, que acreditam que ela não passa de uma menina fútil. E o pior é que ninguém quer ser leal a alguém que tem um alvo desenhado nas costas, que é o seu caso. E é só eles começarem a viagem para Kelsea descobrir o tamanho do perigo que está correndo. Eles são seguidos por falcões dos mort, e eles não sabem se quem está no comando deles são os Caden, um grupo de assassinos que estão atrás da recompensa oferecida pelo tio de Kelsea, ou se é alguém de Mortmesne, já que corre boatos de uma aliança entre seu tio e a Rainha Vermelha, a feiticeira que comanda Mortmesne. 

O certo é que sua cabeça está a prêmio. Kelsea passou a vida achando que era desafortunada por não ter ninguém, mas só agora ela entende que foi isso que manteve ela viva até o momento. Se conseguir chegar até a Fortaleza viva, ela ainda vai ter que conseguir conquistar o povo sem saber em quem realmente pode confiar. E como o perigo é grande, eles acabam se separando para tentar despistar seus perseguidores e Kelsea fica com Clava, que por coincidência foi quem a levou para o esconderijo quando ela era um bebê. Mas eles são alcançados e mesmo Clava sendo muito bom, eles são capturados por um grupo mascarado e seu líder, que se apresenta como Fetch, o ladrão mais procurado de Tearling. E Fetch diz que vai decidir se Kelsea tem capacidade para ser a rainha que eles estão esperando, ou se ela será como sua mãe. Kelsea não sabe de nada o que aconteceu no passado, mas decide que vai sim ser uma ótima rainha e vai enfrentar tudo o que vier pela frente. E ela nem imagina as dificuldades e os perigos que a aguardam.

"Ela temera ser rainha a maior parte de sua vida e sabia que estava mal preparada para a tarefa, embora Barty e Carlin tivessem feito seu melhor. Não crescera em um castelo, não fora criada com nenhum privilégio. A vastidão do país que iria governar a assustava, mas ao ver os homens e as mulheres trabalhando nos campos, alguma coisa dentro dela pareceu aflorar e respirar pela primeira vez. Todas aquelas pessoas eram sua responsabilidade."

Eu fiquei doida para ler esse livro desde que vi ele nos lançamentos. E nem acreditei quando a editora me enviou o exemplar para resenha. Ele é uma distopia narrada em terceira pessoa e grande parte da história acompanhamos a Rainha Kelsea, mas temos alguns capítulos onde podemos ver o que está acontecendo com a Rainha Vermelha e alguns onde podemos ver outros personagens tramando alguma coisa contra Kelsea. Mas apesar de ser uma distopia, o cenário é bem medieval, já que nessa transição para um Novo Mundo, Willian Tear acabou deixando a tecnologia para trás. E esse é o primeiro livro de uma trilogia, o que eu nunca gosto muito por ter que ficar esperando para lançar as continuações. Mas nesse caso eu adorei, porque a história tem tanto potencial que não dava para ser contada em apenas um livro.

A leitura não é rápida, porque temos muito detalhes e várias descrições. Outra coisa que também não gosto normalmente, mas que aqui adorei, porque foi isso que me transportou para dentro da história e por vezes eu era a Kelsea, eu tinha suas dúvidas e curiosidades, e outras vezes era eu que estava fugindo de algum inimigo e quando acontecia alguma cena de ação, eu terminava de ler cansada fisicamente de tão real que parecia. Eu amei o livro do primeiro capitulo ao último. Estarei mentindo se disser que teve algo que me desagradou. A autora me conquistou logo nas primeiras palavras e eu me apaixonei pela Kelsea. Geralmente eu fico apreensiva quando vejo comparações com algum livro ou personagem na capa e quando vi a comparação a Katniss (Jogos Vorazes), eu fiquei com medo de acabar me decepcionando com a protagonista. Mas felizmente dessa vez a coisa deu certo e posso até dizer que gostei mais de Kelsea do que da Kat.

E uma das coisas que gostei muito foi que a autora ousou colocar uma garota totalmente fora dos padrões como protagonista da história. Kelsea é morena, está acima do peso, tem várias cicatrizes pelo corpo e por vezes as pessoas se referem a ela como comum. Totalmente o oposto das "rainhas" que estamos acostumadas a ver. Até por isso estranhei que ela será interpretada pela Emma Watson em sua adaptação para o cinema. Mas sua aparência é irrelevante diante de sua grande personalidade. Kelsea é incrível. Ela é corajosa, forte, bondosa sem ser boba, inteligente e sábia e está sempre aberta para aprender. Uma perfeita rainha. Outro personagem que me cativou foi o Clava. Ele é o contraponto de Kelsea e os dois formaram uma dupla sensacional. As cenas mais divertidas foram protagonizadas pelos dois que até poderiam ser pai e filha.

E por falar em pai, esse é um dos grande mistérios da história. Quem é o pai de Kelsea, de onde ela herdou tudo isso, já que sua mãe era totalmente o oposto dela? Esse é um segredo que a maioria dos personagens do livro quer saber. E eu também hehe. Isso é mais um monte de coisas que ficaram em aberto nesse primeiro livro. Quem realmente é o Fetch e qual é o interesse dele nisso tudo? E qual é o poder das joias, já que apenas tivemos um vislumbre do que elas podem fazer nesse primeiro livro. E que vislumbre. Quem gosta de livros com magia, vai amar. E para finalizar essa resenha que já está enorme, tenho que elogiar o trabalho da editora que está impecável. Além dessa capa maravilhosa, temos toda uma edição muito bem feita que dá até gosto de ter na estante. Só me resta indicar o livro. Leiam, arrisco a dizer que foi o melhor que li até agora nesse ano. E olha que já li 84 livros esse ano.

Nota:





20 maio 2017

Lançamentos de maio e junho da Novo Conceito

Livro: Provence
Autora: Bridget Asher
Gênero: Drama
Páginas: 368
Eis uma forma de colocar a coisa: a perda é uma história de amor contada de trás para frente... Toda boa história de amor guarda outra história de amor escondida dentro dela.”
A vida de Heidi com o filho Abbot tornou-se um jogo para manter viva a memória de Henry, bom pai e marido exemplar. Manter uma vida normal em um mundo em que Henry não existe mais está cada dia mais complicado. Heidi precisa lidar com o filho que se tornou um verdadeiro maníaco por limpeza e com a sobrinha Charlotte, uma adolescente problemática.
Uma casa em Provence, na França, que pertence à família de Heidi há gerações, é rica em histórias de amor e surpreendentes coincidências. Heidi e sua irmã mais velha, Elysius, passavam os verões lá quando crianças, com sua mãe. Mas a casa, as lembranças e os segredos de Provence haviam ficado no passado, mas agora, com o incêndio na propriedade, a casa precisa ser salva por Heide. Ou será que é Heide que precisa ser salva pela casa?
Uma história de recomeço, amor e esperança em face à perda, onde uma pequena casa na zona rural do sul da França parece ser a responsável por curar corações partidos há anos.
“Devemos ser sinceros quando o mundo não faz sentido...”


Livro: Um verão para recomeçar
Autora: Morgan Matson
Gênero: Jovem Adulto
Páginas: 352
Taylor Edwards nunca se sentiu importante, muito menos alguém que se destaca.
Além disso, ela tem a estranha mania de fugir quando as coisas ficam meio complicadas. No dia do seu aniversário, Taylor recebe uma terrível notícia: o pai dela está muito doente. Ela até tenta fugir novamente, mas agora sua família precisa de toda ajuda e união possível.
Então eles tomam a seguinte decisão: passar o verão juntos na casa do lago.
Taylor não vai à casa do lago, onde ela e a família passavam o verão, desde que tinha doze anos, e ela definitivamente nunca planejou voltar. No lago Phoenix, ela reencontra sua ex- melhor amiga, Lucy, e Henry Crosby, sua primeira paixão.
De repente, Taylor se vê cercada por lembranças que preferia ter deixado no passado. Apesar do medo e de querer fugir mais do que tudo, a única coisa que resta a ela é ficar com seu pai e enfrentar os dias da melhor maneira possível.
Nesse verão em família, vivendo momentos tristes e felizes ao mesmo tempo, Taylor percebe que ela tem uma segunda chance de refazer laços familiares e até, quem sabe, poder viver um grande amor.
Um verão para recomeçar é um notável romance sobre esperança, amor e superação.


Livro: As Garotas de Corona Del Mar
Autora: Rufi Thorpe
Gênero: Jovem Adulto
Páginas: 288
Amizade entre garotas pode ser intensa e, no caso de Mia e Lorrie Ann, não há dúvidas de que isso é verdade.
À medida que crescem, a vida de Mia e Lorrie Ann é preenchida com praia, diversão e passeios ao shopping.
Por outro lado, como toda amizade, há conflitos e dores.
Mia e Lorrie Ann convivem há muito tempo e possuem personalidades opostas. Mia é a bad girl , vivendo em uma família problemática. Lorrie Ann é linda e amável, quase angelical, e tem uma família que parece ter sido arrancada de um conto de fadas.
Mas, quando uma tragédia acontece, a vida perfeita sai fora de controle...


Livro: Caraval
Autora: Stephanie Garber
Gênero: Fantasia
Páginas: 400
Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele.
Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

E as novidades da editora não param por ai. Quem comprar seu exemplar de Caraval na pré-venda na Saraiva, vai comprar a edição brochura e receber a edição de luxo. É isso mesmo, capa dura pelo mesmo valor. Não perca essa grande chance. A promoção vai até o dia 15 de junho.






19 maio 2017

Resenha | A Segunda Chance de Zoe - Layla Casanova


Livro: A Segunda Chance de Zoe
Série: Série Mercy Bay # 1
Gênero: Romance
Autora: Layla Casanova
Editora: Indie
Páginas: 153
Ano: 2017

Resenha:
A história começa com Zoe Hayes pedindo demissão do Hospital Clínico Mayo, em Phoenix, onde fez residência cirúrgica por dois anos e antes disso, de decidir sua especialidade, tinha sido uma interna nesse mesmo hospital. Por isso é difícil para ela deixar tudo para trás. Mas ela está encarando aquilo tudo não como um fim, mas como um começo. Ela está se mudando para São Francisco e agora vai trabalhar no Hospital Geral Mercy Bay que tem um dos melhores programas de residência em emergência e pediatria do país. Isso não é nem de longe a coisa mais assustadora que ela fez, mas ela está bastante nervosa. Mas sua mãe, que acredita muito em destino, diz para que ela se acalme, mas Zoe não acredita em predestinação, se fosse assim sua profissão não teria sentido, já que se a pessoa estivesse destinada a morrer, não adiantaria nada tentar salvá-la.

Mas ainda assim as palavras de sua mãe ficam ressoando em sua cabeça. Reunindo toda coragem que consegue, ela vai para seu primeiro dia de trabalho onde se apresenta para a Dra. Elizabeth Greene, a chefe da residência e do departamento de pediatria, que explica como funciona o pronto socorro. Ela diz que se Zoe fizer apenas o seu trabalho, sem tentar brincar de Deus, tudo vai dar certo. Zoe concorda com um sorriso. Com tudo explicado ela fica aos cuidados do residente-chefe do Pronto Socorro, o dr. Aaron Taylor, que mostra todo o lugar a Zoe. As regras são basicamente as mesmas que ela já está acostumada. Mas sua rotina será completamente diferente, já que ela não será mais uma cirurgiã e sim uma residente de pediatria e trauma, e no pronto socorro e não mais dentro da sala de cirurgia. É como se ela estivesse em seu primeiro dia novamente, é um novo começo.

Conforme os dias vão passando, ela vai se acostumando a rotina e logo faz amizade com Ravi e Andy, residente de psiquiatria e enfermeira respectivamente. E na correria do dia a dia eles encontram motivos para se divertir e descontrair. Um desses motivos é quando chegam os bombeiros e eles param para admirar o físico deles. É assim que ela conhece Adam, um dos bombeiro do 25° Batalhão. E seu encontro não poderia ser pior, já que ela estava com vômito na blusa. Mas já que ela não tem interessem em se envolver com ninguém no momento, isso não faz muita diferença. No fim do dia ela vai até o bar do outro lado da rua e acaba encontrando Adam novamente e ela não sabe como, já que ele parece ter o dom de irritá-la, ela acaba trancada com Adam dentro do minúsculo banheiro do bar. Mas para ela o que aconteceu foi só sexo, mas Adam parece não pensar assim. Será que assim como em sua profissão, ela vai ter também um novo recomeço no amor?

Eu não sou muito de assistir séries médicas atualmente, mas amava o House. Por isso quando a autora me procurou para uma parceria e li a sinopse do livro, fiquei bastante interessada. E quando comecei a ler, achei que não fosse gostar, porque logo no começo já temos uma cena de sexo bem forte e achei que o livro fosse ficar naquela pegada durante toda a história. Mas felizmente me enganei. A história é leve, envolvente e muito agradável. E ideal para ser lida depois de um livro mais denso. Mas apesar disso não deixa de ser um livro marcante e com certeza vou querer ler os próximos livros da série, a escrita da autora é muito boa. Tem de tudo um pouco na história. Temos cenas hot, como já citei, temos romance, temos cenas de amizade e principalmente para quem gosta, como a história acontece a maior parte dentro de um hospital, temos bastante da rotina médica. Esse livro foi uma surpresa muito boa.

Uma coisa que gostei bastante nos personagens, é que eles são bem reais. A Zoe poderia ser qualquer uma de nós. Ela é alguém que de repente percebe que não é aquilo que ela quer para a vida dela e decide mudar. Mas a pessoa que está com ela não aceita essa mudança e insiste em querer a Zoe antiga de volta. Então ela deixa tudo e todos para trás para ter um novo começo. E nesse começo ela encontra alguém que aceita ela exatamente do jeito que ela é agora, mas como ela acabou de sair de algo difícil, ela reluta em aceitar esse novo amor. Adam é o cara que vai fazer o coração dela, e o nosso também, balançar. Pela sinopse achei que ele fosse ser bem diferente do cara amoroso e sensível que encontrei na história. Mas Andy e Ravi foram os meus favoritos da história, por isso já estou ansiosa pelos próximos livros que vai contar suas histórias. Enfim, eu indico o livro para quem gosta de um bom romance, com o pano de fundo das séries médicas que tantos amam. Leiam, a leitura vale a pena.


Nota:



17 maio 2017

Parceria | Layla Casanova

E tem parceiro novo chegando no Prefácio. Dessa vez vamos apresentar a autora Layla Casanova. Alguém já conhece a autora? Eu já li o livro e logo tem resenha dele por aqui.

A Autora:

Layla Casanova é uma geminiana com ascendente problematizador e lua drama queen. Apaixonada por romances médicos e drama, encontra inspiração em Shonda Rhimes e velhos episódios de ER - Plantão Médico, enquanto passa os dias desejando ter um McName próprio e um pager. Quando não está escrevendo, pode ser encontrada atualizando suas séries, chorando a morte de personagens fictícios ou chamando a cardio.

Seu livro de estreia é um romance médico inspirado em suas séries preferidas, como Grey’s Anatomy, ER – Plantão Médico e Chicago Fire. A série Mercy Bay, iniciada em A Segunda Chance de Zoe, está prevista para ter seis livros (de leituras independentes) e um spin-off, acompanhando o dia a dia, altos e baixos dos médicos da Sala de Emergência do Hospital Geral Mercy Bay, em San Francisco.

A Segunda Chance de Zoe está disponível em versão e-book para Kindle e Kindle Unlimited na Amazona e em breve deve estar disponível em cópia física na mesma loja.

Sua Obra:

Depois de um período fora do país, Zoe finalmente sabe que rumo dar a sua vida. Deixando para trás carreira, cidade e um antigo amor, Zoe muda-se para San Francisco e começa sua residência em medicina de emergência.  Recém-chegada ao Hospital Geral Mercy Bay, a ideia era focar na sua carreira, mas quando ela esbarra no bombeiro mais quente da cidade no Pronto Socorro, tudo muda. Adam é bonito, engraçado e empenhado em salvar as pessoas, e Zoe percebe que não vai conseguir ficar longe dele desde o seu primeiro encontro. O problema é que as complicações de um relacionamento não estavam nos seus planos.  Zoe acabou de descobrir o poder das segundas chances ao mudar de emprego, mas será que Adam conseguirá lhe mostrar o poder de uma segunda chance para o amor também?


Contatos:




16 maio 2017

Resenha | Boneco de Pano - Daniel Cole


Livro: Boneco de Pano
Série: Detetive William Fawkes # 1
Gênero: Policial
Autor: Daniel Cole
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Ano: 2017

Resenha:
Ele ficou conhecido como o Cremador porque ele dopava suas vítimas e queimava elas vivas, algumas delas foram encontradas ainda pegando fogo. Foram 17 mulheres no total, em 17 dias. Todas prostitutas na faixa de idade entre 14 e 16 anos. E da mesma forma que ele começou a matar, ele parou. A polícia não tinha nenhum pista, até que o detetive William Fawkes, mais conhecido como Wolf, efetuou a prisão de Naguib Khalid, um taxista. E tudo parecia correr bem até que começou um boato de que ele era inocente e a polícia só estava usando Khalid como bode expiatório. A defesa fez a festa inutilizando quase todas as provas contra seu cliente, alegando terem sido plantadas por Wolf, que foi acusado de agressivo e obsessivo por um colega policial. Por isso o resultado do julgamento não poderia ser outro: Khalid foi declarado inocente. Mas Wolf não se conformou com isso, e no momento do veredito ele pulou sobre Khalid com a intenção clara de matá-lo. Isso rendeu a Wolf um afastamento e um tratamento psicológico.

Mas agora, quatro anos depois, Wolf está de volta a ativa. E ele estava de folga quando recebe uma ligação de seu chefe mandando ele ir para o local de um crime, que por coincidência é na mesma rua que ele está morando, em frente na verdade. Pensando se tratar de apenas mais um assassinato, Wolf vai até o local, onde encontra Emily Baxter e o novato Edmunds, que diz a ele que dessa vez a coisa é grande. E quando Wolf vê o corpo, que está pendurado no teto, ele fica pasmo. É um corpo, mas seis vítimas. O assassino costurou partes de seis pessoas diferentes, mulheres, homens, negros, brancos, criando assim somente um corpo, como naqueles bonecos de pano. E o mais estranho é que Wolf tem certeza de que a cabeça é de Khalid. Mas isso é impossível, já que Khalid está cumprindo pena em um presídio de segurança máxima já que posteriormente foi provado que Wolf estava certo o tempo todo e ele era o culpado. E o pior, o dedo indicador de uma das mãos do corpo, está apontando para a janela do apartamento de Wolf, que fica do outro lado da rua.

Enquanto a polícia trabalha para identificar as vítimas, o assassino faz outro movimento. Ele envia para Andrea Hall, ex mulher de Wolf e repórter, as informações de seus próximos passos. Ele vai montar outro "boneco" e fornece para Andrea além das fotos do primeiro boneco, uma lista com o nome das próximas seis vítimas e a data de suas mortes. Quando Andrea tenta contar para Wolf o que recebeu, ele ouve até Andrea dizer que o primeiro nome da lista é o do prefeito e que ele vai morrer hoje. Então Wolf sai correndo para tentar salvar a vida do prefeito, que é assassinado na sua frente, debaixo do nariz da polícia. O que ele não ficou para ouvir de Andrea foi o ultimo nome da lista: o dele próprio. E Andrea que tinha decidido não divulgar a lista das próximas vítimas, acaba fazendo exatamente isso para não perder a reportagem para uma colega. É pela televisão que Wolf fica sabendo que seu nome é o último da lista. Agora eles precisam mais do que nunca descobrir quem é o assassino e tentar achar alguma relação entre as pessoas cujo nome estão na lista à tempo de salvá-las. E durante a investigação eles vão perceber que Wolf está tão ligado aos acontecimentos quanto o assassino.

O que chama a tenção na história em primeiro lugar, é a premissa apresentada. Um corpo, mas seis vitimas e um assassino ousado que entrega uma lista das próximas vítimas e ainda marca a data em que vai matar cada uma delas. É claro que com isso a policia vai se mobilizar para tentar impedir que o assassino cumpra sua ameaça, mas ele é tão inteligente que ele não precisa de "armas" e muito menos de estar perto das vitimas quando ele as mata. Eu achei genial a forma como o assassino dá a volta na policia e acaba cumprindo o que prometeu. Outra coisa que chamou bastante a minha atenção foi que aqui não temos um detetive resolvendo toda a situação, temos uma equipe e cada um tem seu papel fundamental na história. Então mesmo que o detetive Wolf seja o carro chefe da história e de uma provável série, os outros são tão protagonistas quanto ele.

Mas nem tudo são flores. Queria estar aqui dizendo para vocês que leiam logo o livro, que ele é sensacional. E até quase no final dele eu achei que era isso mesmo que eu ia dizer, mas infelizmente eu me decepcionei muito com o final do livro. Por isso apesar de ter amado uma grande parte do livro, de ter achado o autor genial na história que ele criou e nos mistérios presentes, acabei achando que o final deixou muito a desejar para a grande história que ele criou. A coisa foi tão boa até certo ponto, então parece que a criatividade acabou e ele terminou a história de qualquer jeito. Não que não tenha feito sentido, porque fez, mas ficou parecendo, na minha opinião, que a história quase inteira foi escrita por uma pessoa e o final foi escrito por outra que não tinha nem parte do talento apresentado até então. Então a minha nota foi um muito bom, porque o final eu não gostei.

Mas se desconsiderarmos o final, a história é ótima. A escrita do autor, a parte que gostei é claro, é ágil, envolvente e a história é daquelas que a gente fala "só sou ler mais um capitulo" e quando percebe já leu mais cinco. O personagem que mais gostei foi o Edmunds. Não vou dizer porque para não soltar spoilers, mas ele é o cara. Infelizmente acho que ele não vai estar no próximo livro, o que é uma pena, mas torço para que sim. Já o Wolf, não sei se gosto ou não. teve algumas partes que gostei muito dele, mas quando cheguei no final, eu mudei de ideia. Emily eu até que gostei, mas a paixão dela pelo Wolf torna ela cega para outras coisas. Já a Andrea apesar de ser apresentada como um personagem ambiciosa, eu gostei bastante de suas atitudes. Enfim, eu indico o livro, mas não vá com muitas expectativas para o final, ou pode ser que você goste hehe. A edição está bem caprichada e a capa tem tudo a ver com a história.

Nota:





14 maio 2017

Especial | Dia das Mães

Todo ano no dia das mães fazemos alguma postagem falando sobre as mães da literatura ou dos filmes. Mas esse ano resolvemos fazer diferente: vamos falar sobre nossa mães.

Silvana/Nair



Quando criança usamos as expressões "rainha do lar", "a flor mais linda do jardim", "heroína" e muitas outras quando nos referimos a nossas mães. Mas só quando nos tornamos adultas é que realmente vamos entender o significado dessas palavras e do quanto as nossas mães vão muito além dessas expressões.

Minha mãe, Nair, tem 74 anos. Eu nasci quando ela já estava com 39 anos, depois de quatro filhos e infelizmente um natimorto e cinco abortos espontâneos. A família ia ser enorme se todos tivessem nascido vivos hehe. Eu fui a única que nasci em um quarto de hospital, os outros nasceram em casa assistidos por parteiras já que meus pais moravam na roça. Então imagine a dificuldade que era.

Meu pai faleceu o ano passado, mas eles tiveram um casamento de 56 anos e mais 4 de namoro. Minha mãe trabalhava na roça durante todo o dia e ainda tinha quatro crianças e um marido para cuidar e todos os serviços domésticos. Isso morando em um local que não tinha nem água encanada nem energia. Por aí você já podem imaginar o quanto ela foi guerreira.

Eu tenho minha mãe como um exemplo de amor, disposição e fortaleza. E sua principal característica, a bondade. Ela é tão boa que tem horas que eu até fico brava porque as pessoas se aproveitam. Ela tem defeitos sim, como todo mundo, mas suas qualidades superam e muito seus defeitos. Se eu conseguir ser 10% de tudo o que ela é e representa para toda minha família, eu já vou estar feliz.

Sei que por mais que eu diga aqui não vou estar nem chegando perto do que ela merece, mas queria deixar registrado todo meu amor por ela. Ela é e sempre será uma referencia, e hoje eu posso dizer com toda propriedade que ela é sim, a flor mais linda de todo jardim, ela é minha heroína e ela é a rainha do nosso lar. E eu sou grata a Deus por ter me dado a oportunidade de tê-la como minha mãe.

Mãe, eu te amo!


Olivia/Madalena


Percebi o quanto é difícil falar sobre nossas mães. Quero falar tanta coisa e é difícil encontrar palavras para apresenta-la a vocês. 

Dona Mada como é chamada por muitos. Tem 52 anos, nascida em Rio Grande do Norte/RN. Aos 14 anos foi mãe pela primeira vez, uma criança gerando outra, no caso eu. Aos 18 foi mãe novamente e se separou do meu pai (hoje tão comum, mas pense como era isso nos anos 80)

O sobrenome dela poderia ser trabalho, ela é um grande exemplo de mulher batalhadora. 
Ah! Ela é responsável pelo meu gosto  e pela leitura e filmes, minha grande  a influência, da pra imaginar que eu  assistia Sexta-feira 13 com ela? Hahaha

Pense numa mulher que não para... a Dona Mada da Natura anda por tudo que é lugar para vender seus produtos. E quando tive a oportunidade de ajuda-la a entregar algo, sempre ouvi elogios e admiração de seus clientes. 

Claro que existe os pontos fortes e fracos. Ela é uma mulher forte e guerreira, teimosa e ciumenta, já abriu a própria casa para ajudar quem precisa. Não tem estudos e aprendeu muita coisa por conta própria. 

Nossa família é uma benção. Ela se casou novamente teve mais 2 filhos. Aprendeu que cada um de nós tem sua personalidade e que é preciso além de amor paciência pra lidar com todos. 

Manhê, te amo! 


Desejamos a todas as mães um dia lindo, que as bênçãos de Deus sejam abundantes em suas vidas. É até clichê dizer, mas filhos aproveitem enquanto sua mãe está com vocês. Dê atenção, amor, carinho, orientação...
São esses momentos que ficarão em nossas lembranças quando elas partirem. 

Um forte abraço e mães, vocês são insubstituíveis!



13 maio 2017

Resenha | Mentiras Como o Amor - Louisa Reid


Livro: Mentiras Como o Amor
Série: Não
Gênero: Drama, Thriller Psicológico
Autora: Louisa Reid
Editora: Novo Conceito
Páginas: 473
Ano: 2017
Resenha: 
"Estou escrevendo isso para que vocês saibam tudo sobre mim e sobre minha mãe e também sobre o que é ser uma adolescente e a dificuldade que é viver assim. Deprimida. Não é todo mundo que entende.. por favor, deixem-nos mensagens para ajudar a enfrentar esse momento.
Obrigada e até mais!
Audrey"

Mentiras como amor vai contar a história de Audrey, e no começo da história vemos que Audrey está de mudança juntamente com sua mãe Lorraine e seu irmãozinho Peter de cinco anos. Eles estão indo morar na Granja, um casarão antigo afastado da cidade. A casa está bem velha e mal cuidada, mas o que prende a atenção de Audrey, é o lago que circunda a casa. Ela tenta esconder a aflição que sente quando vê toda aquela água e felizmente sua mãe não percebe. Audrey não queria estar ali, mas sua mãe insistiu e ela quer ver sua mãe feliz depois de tudo o que aconteceu. Sua esperança é de que a Coisa tenha ficado para trás. Então Audrey finge que está tudo bem.

Logo que se mudam, ela conhece Leo e sua tia Sue, seus vizinhos mais próximos. E quando Leo tenta ser simpático se oferecendo para mostrar as redondezas para os irmãos, Audrey é grossa com ele. E apesar de ter ficado constrangido com a situação, Leo acaba enxergando alguma coisa diferente em Audrey. E eles vão estudar na mesma escola. Escola essa que Audrey esperava que fosse diferente da anterior, mas parece que vai ser a mesma coisa. Logo no primeiro dia sua mãe vai com ela até a escola e faz Audrey passar vergonha. E ela conhece Jen de quem gosta muito e Lizzy com quem já arruma encrenca quando pergunta sobre Leo e Lizzy diz que ele não está disponível. Como diz sua mãe, Aud é a vitima onde quer que vá e até parece que atrai as problemas. Mas dessa vez Aud pretendo fazer as coisas diferentes e não vai se deixar intimidar. Até porque Lizzy é fichinha perto do que ela já passou.

O que Audrey nem imagina, é que Leo também tem um monte de problemas. Ele está ali fugindo da pressão de seus pais. Na casa da sua tia não tem piano e ela nem fala sobre lição de casa. E já que seu terapeuta diz que ele tem que fazer amigos, porque não pode ser a Audrey? Mesmo que ela seja bem esquisita com aquelas marcas nos braços e pareça que tem medo até da própria sombra. Mas Leo é insistente e Audrey acaba cedendo. E Audrey descobre que quando está com Leo, as coisas são bem diferentes, ela consegue ser ela mesma, ou o que ela gostaria de ser. Mas sua mãe não vê essa amizade entre eles com bons olhos, já que Audrey para de tomar seus remédios. E tudo só piora quando a Coisa encontra Audrey novamente.

"Desci as escadas e enfileirei meus comprimidos no balcão. Um para que eu não me sentisse deprimida. Um para que eu parasse de sentir enjoo. Um para que eu dormisse o dia inteiro. Um para me impedir de abrir cortes nos braços, pernas e coxas. Havia comprimidos para tudo. Para tudo, exceto um comprimido para que pudesse ser livre."

Já tinha ouvido falar maravilhas da autora, mas nunca tinha lido nada dela até agora. Esse foi meu primeiro contato com a escrita da Louisa e só tenho uma palavra para ela: sensacional. A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro foi a capa e depois o tema: depressão. Já tinha lido um livro com esse tema anteriormente e sofri bastante com a leitura. Nesse e no outro livro que li, a narrativa é em primeira pessoa na visão da personagem doente o que torna as coisas mais difíceis, mas aqui a narrativa é dividida entre a Audrey e o Leo. E também a exemplo do outro livro, as personagens doentes tem mães que podem ser consideradas umas vacas, com o perdão da palavra, mas não encontrei outra palavra que definisse melhor. Só que aqui diferente do outro livro que li, que a personagem era adulta, temos uma adolescente de dezesseis anos que sofre com a doença há três, mas desde criança tem um histórico difícil. 

A narrativa é em primeira pessoa quando é na visão de Audrey e em terceira quando acompanhamos o Leo. No começo a história é bem leve, com insinuações bem sutis à depressão e a auto mutilação. Mas conforme a história vai avançando, as coisas vão ficando fortes. A autora não descreve nos mínimos detalhes o que acontece, mas dá para entender muito bem. É triste de ver o que a Audrey passa. Ela não sabe o que está fazendo, ela acha que tem alguém, que ela chama de Coisa, que tenta matá-la e quando ela se auto mutila, ela acha que está atacando a Coisa. Pelo menos é isso que dá para entender. Mas quando a verdade é revelada, fiquei de cara. E um livro que começou parecendo que ia ser um Sick-Lit, acabou se tornando um thriller psicológico. Eu já estava roendo as unhas no final e teve uma hora que quis jogar o livro longe de tanta raiva que tive de um personagem.

"Era melhor ficar aleta. Fique atenta e vigilante, eu pensava, lembrando de um verso de algum poema. Uma frase da boca de um louco. Mas aquela era a minha frase agora. E eu não era louca. Eu era a única que conhecia a verdade."

O próximo parágrafo pode conter spoiler, por isso fique a vontade para pular ele.
Vamos falar da Lorraine, mãe da Audrey. No começo achei ela meio estranha, principalmente pela Audrey achar que tem que cuidar de seu irmão mais novo e ter que manter a mãe feliz. Mas achei que as atitudes dela era de uma mãe que está perdida naquele tipo de situação e só quer o melhor para a filha. Mas conforme fui lendo, fui pegando um ódio dela e ela foi fazendo uma coisa pior que a outra e quando eu achei que ela não conseguia ser pior, ela foi lá e fez. O mais fraco que posso dizer aqui sem soltar muito spoiler é que ela acusa Audrey de provocar o bullying que acontece com ela. Isso é o mais leve. Eu fiquei besta de ver como uma mãe consegue fazer aquilo tudo. E quando olhei, ainda faltava mais de 100 páginas para terminar e eu já estava com nojo dela. Mas ainda assim fui surpreendida, nunca que imaginei uma coisa daquelas.

A Audrey é um personagem incrível. Tenho certeza de que muitas pessoas não aguentariam passar pelo o que ela passou. E ela ainda fez uma escolha muito dificil por amor, mesmo sabendo o que aquilo significaria para ela. O Leo é um amor de pessoa, que foi o apoio de Aud durante o livro, e ainda tinha os próprios problemas para resolver. E o Peter é um fofo, e depois aconteceu uma coisa com ele que eu quis entrar no livro e abraçá-lo. Só me resta indicar o livro é claro. Não vou falar mais nada porque a resenha já está enorme e sei que a maioria do povo não lê resenhas grandes. Só vou dizer que fazia tempo que um livro não mexia tanto comigo como esse mexeu. Eu me desesperei no IG, no wats, eu precisava falar com alguém naquele momento. Leiam!

Nota:






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