Livro: Uma Chama Entre as Cinzas
Série: Uma Chama Entre as Cinzas #1
Gênero: Fantasia
Autora: Sabaa Tahir
Editora: Verus
Páginas: 434
Ano: 2020
Resenha:
Há quinhentos anos os Marciais conquistaram as terras dos Eruditos e onde antes existia um povo feliz com suas universidades e bibliotecas consideradas as melhores do mundo, hoje só se encontra um povo oprimido e escravizado que mal sabe reconhecer a diferença entre uma escola e uma armaria. É nesse mundo que Laia vive com seus avós e Darin, seu irmão mais velho. Há muito Laia aprendeu que obedecer o Império Marcial é o único caminho e ela acreditava que seu irmão estava agindo da mesma forma que ela. Até a noite da batida.
Em poucos minutos os membros restantes da sua família, ela já havia perdido os pais e a irmã assassinados pelos Marciais, são mortos na sua frente e Darin levado preso acusado de traição. Laia consegue fugir e a única opção que lhe resta é pedir ajuda a Resistência. Depois de muito procurar Laia encontra os rebeldes e eles até aceitam ajudar Laia, desde que ela concorde em se tornar uma espiã. Ela terá que se infiltrar na Academia Militar Blackcliff e ser a escrava da Comandante dos Máscaras. É assim que o caminho de Laia cruza com o de Elias, filho da comandante, e que apesar de ser um marcial, é tão escravo do Império quanto ela.
Elias é o melhor aluno da academia em décadas. Prestes a se formar, Elias sabe que será obrigado a colocar em pratica tudo o que aprendeu durante todos esses anos e que ele abomina com todo seu coração. Por isso ele precisa arriscar e fugir para sempre daquele lugar. Mas seus planos vão ter que esperar já que no dia da formatura, que seria o dia que ele se tornaria um desertor, os adivinhos aparecem e anunciam que a hora predita há quinhentos anos chegou. Os quatro melhores Máscaras vão combater nas Eliminatórias e o vencedor será o futuro Imperador. Elias, assim como sua amiga Helene, estão entre os quatro. Elias quer fugir, mas talvez vencer essa competição signifique mudar as regras do jogo.

Eu quis muito ler essa série desde que começou a lançar por aqui, com uma outra capa totalmente diferente diga-se de passagem. Mas acabei esperando lançar todos para enfim começar a ler. E com minha escolha claro, acabei pegando vários spoilers da série durante esses anos. Nada que tirasse minha vontade de ler, mas algumas coisas que li acabaram afetando minha visão de alguns personagens. Por exemplo a Helene, que toda resenha que li citaram-na como a personagem favorita da série. E o Elias como um dos que menos evoluíram, pelo contrário. Por isso tem pessoas que fazem questão de comprar o livro na pré-venda, para não acabar pegando esses spoilers involuntários.
Mas voltando a história, ela basicamente não tem nada de original se comparada a outros livros do gênero, mas como já disse em outras resenhas, quem lê um livro com alguma premissa que gosta muito (euzinha aqui), acaba procurando por outros livros que sejam parecidos, e não vejo isso como um problema. O que precisa ter mesmo é um desenvolvimento e personagens que sejam interessantes e prendam o leitor a história, o que infelizmente não acabei encontrando nesse primeiro livro da série. Minha nota foi mais por uma esperança de que nos próximos livros isso mude, já que se fosse ver só por esse livro ele seria um 2.5 de cinco, porque vi muito mais erros do que acertos nele.
E nem vou dizer que foram as expectativas, porque apesar de esperar uma história boa pelo tanto de elogios que vi, eu não estava esperando muito dele não. A começar pelo cenário, tanto físico como politico. A autora não foi nada especifica e pouco se sabe sobre a história deles e as motivações por trás das ações dos personagens. Mas isso eu relevo porque é um primeiro livro e ela não ia soltar tudo logo de cara. Mas queria sim mais detalhes sobre a situação. Segundo, nenhum dos personagens conseguiu me cativar a ponto de fazer com que eu torcesse por ele. Em uma narrativa dividida entre Laia e Elias, não sei qual dos dois foi pior de acompanhar.
Elias deixou a desejar em praticamente tudo. Ele fica em cima do muro o tempo todo e muda de ideia a cada capitulo. Helene, a tão elogiada nas resenhas, nada mais é do que uma garota motivada por um amor fadado ao fracasso e Laia, a melhorzinha num primeiro momento, também parece que caiu de paraquedas na história e ficou só correndo de um lado para o outro feito barata tonta sem enxergar um palmo diante do nariz. A única coisa interessante sobre ela se comparado a outros livros do gênero, é que pelo menos nesse primeiro livro ela não é a garota cheia de poderes que todo mundo esperar que vá dar um jeito na situação. Os personagens que mais gostei foram a Cozinheira, que espero tenha uma participação maior nos próximos livros e a Comandante que é praticamente uma Cersei de máscara. O mulher ruim.
Agora vou falar do que mais me incomodou no livro. Tem gêneros que não precisam necessariamente de um romance no meio, apesar de que se tiver a gente aproveita, mas já que vai ter, que seja bem feito. E aqui nada deu certo. A autor tentou um romance entre o Elias e a Helene que não funcionou, tem um entre a Laia e um dos rebeldes que não lembro o nome que pelo visto só existiu na cabeça dela e o pior de todos, um romance entre o Elias e a Laia que não sei de onde saiu, nem para onde foi de tão fraco que é. Teria sido bem melhor eles não terem existido porque foi um dos piores pontos do livro. E assim termino essa resenha na esperança de que as coisas melhorem, porque comprei os quatro livros juntos e espero não ter jogado meu dinheiro fora.
Nota: