Livro: A Melodia Feroz
Série: Monstros da Violência #1
Gênero: Distopia/Fantasia
Autora: V.E. Schwab
Editora: Seguinte
Páginas: 384
Ano: 2017
Resenha:
Em A Melodia Feroz vamos conhecer Kate Harker e August Flynn. Eles vivem em Veracidade, mas em lados opostos da cidade. Em Veracidade a violência ganha vida, literalmente, na forma de monstros. Tem os corsais, que são sombras carnívoras originadas de crimes que não envolvem mortes. Os malchais, que se alimentam de sangue e tem silhueta humana, mas a pele é transparente e eles surgem dos assassinatos, e por ultimo os sunais que são mais raros e só existem três na cidade. Eles são criados em grandes massacres, parecem humanos, mas se alimentam da alma de pessoas que já cometeram algum crime, hipnotizando-os através de sua música.
Os corsais e os malchais vivem no lado Norte de Veracidade, que é comandado por Callum Harker que se mantém no poder porque joga dos dois lados: ele controla os monstros e cobra uma taxa para proteger os humanos. Quem paga está seguro, os outros podem ser atacados a qualquer momento. Já no Sul quem lidera é Henry Flynn, que é totalmente o oposto de Callum. Ele faz o que pode para proteger toda a população e tem ao seu lado um exército humano e os três sunais, tratados como filhos por ele e sua esposa. August é o sunai mais novo e quer muito ajudar seu pai a combater a violência na cidade, mas Henry teme por ele já que a trégua firmada entre as duas partes da cidade está por um fio e a qualquer momento ela pode acabar.
Mas August insiste tanto que acaba recebendo uma missão mais diplomática: ele tem que fingir ser um humano para poder se aproximar de Kate, filha de Callum, que após seis anos está de volta à cidade. Se a trégua for quebrada eles querem ter um trunfo na mão, no caso Kate. Mas assim como August, Kate quer provar seu valor para seu pai e para isso fez de tudo para voltar à cidade e ficar perto dele. E seu plano é dominar a escola para mostrar a seu pai que ela não é fraca como a mãe e que merece estar ao lado dele. É assim que Kate vai conhecer August, que na escola usa o nome de Freddie. Dois adolescentes filhos de governantes de lados opostos que vão descobrir que apesar de estarem de lados diferentes, seu inimigo é o mesmo.
Já li muitas resenhas dos livros da autora e todas elas elogiam a capacidade e a destreza dela em criar ótimas histórias originais. Mas ainda assim me surpreendi quando me deparei com esse livro maravilhoso que foi minha primeira leitura do ano. Comecei muito bem, já com um favorito. Cada livro tem seu publico alvo voltado para uma faixa etária, mas A Melodia Feroz é uma história que agrada desde uma criança até os leitores mais velhos. Em um mundo literário onde alguns gêneros são quase cópias uns dos outros, distopia principalmente, a autora consegue criar algo original que além de ser um distopia que faz várias criticas ao comportamento humano, ainda tem fantasia e aventura em um livro que lemos como dizem, em uma sentada, porque apesar dele ser relativamente grande, a história é leve e ágil.
A história é narrada em terceira pessoa e, ora acompanhamos a Kate, ora o August. E aqui vemos duas pessoas completamente diferentes do esperado por sua natureza. Kate é a humana que sonha se tornar um "monstro" para ter o reconhecimento do seu pai. Como ele só enxerga a crueldade e a violência, ela quer ser o pior que puder para poder ter um pouco da sua atenção. Kate é forte e inteligente e basta alguns dias para descobrir o que seu pai vem tentando há anos sem sucesso. Mas quando ela consegue ter em mãos algo que poderia ser o melhor presente para seu pai, ela enfim começa a questionar suas ações. Já August, é até engraçado, porque ele é um dos personagens mais frágeis que já tive o prazer de conhecer. Isso vindo de um monstro que é praticamente imortal. Mas eu maior desejo é ser apenas um humano, ele deseja sentir e viver como um.
É ai que entra os questionamentos. O ser humano, que conforme eu acredito, foi criado para ser o ápice de toda criação divina, a cereja do bolo, parece que nunca está feliz em mostrar seu pior lado. Sempre dá um jeito de fazer algo pior. E na história da Victoria isso tem consequência na forma literal de monstros. Cada ato de violência tem um deles como consequência e a pessoa tem sua sombra marcada. Dai o natural seria pensar que a violência iria diminuir, mas acontece exatamente o contrário. Geralmente em histórias apocalípticas, a situação não tem como ser revertida, a doença ou praga, é sempre contagiosa e vai se espalhando para todo o mundo. Mas aqui para acabar com a praga é só os homens repensarem seus atos e mudarem o modo de agir. As criaturas podem ser contidas, mas quem disse que o ser humano deixa de praticar a violência? E a ironia disso tudo é que o monstro da história é que quer impedir a guerra e acabar com a violência.
Enfim, foi uma leitura muito prazerosa. Como disse acima, li tantos elogios que estava até meio receosa de ler e acabar me decepcionando, mas aconteceu o contrário disso. Amei e já indiquei para todas as amigas e não vejo a hora de ler a continuação porque o livro termina com um gancho para que no segundo a história cresça ainda mais. Só senti falta de um romancezinho entre os protagonistas, porque sou romântica sim, hehe, mas entendo que o foco da história não era esse e até por mais esse motivo ela se destaca. Quanto a edição, está maravilhosa. A capa está linda, amei as cores. Se você ainda não leu, dê uma chance para a história, que talvez você se surpreenda assim como eu me surpreendi.
Nota:
"— O nome disso é vida, August — ela disse — Você queria se sentir vivo, certo? Não importa se é um monstro ou humano. Viver dói."
Já li muitas resenhas dos livros da autora e todas elas elogiam a capacidade e a destreza dela em criar ótimas histórias originais. Mas ainda assim me surpreendi quando me deparei com esse livro maravilhoso que foi minha primeira leitura do ano. Comecei muito bem, já com um favorito. Cada livro tem seu publico alvo voltado para uma faixa etária, mas A Melodia Feroz é uma história que agrada desde uma criança até os leitores mais velhos. Em um mundo literário onde alguns gêneros são quase cópias uns dos outros, distopia principalmente, a autora consegue criar algo original que além de ser um distopia que faz várias criticas ao comportamento humano, ainda tem fantasia e aventura em um livro que lemos como dizem, em uma sentada, porque apesar dele ser relativamente grande, a história é leve e ágil.
A história é narrada em terceira pessoa e, ora acompanhamos a Kate, ora o August. E aqui vemos duas pessoas completamente diferentes do esperado por sua natureza. Kate é a humana que sonha se tornar um "monstro" para ter o reconhecimento do seu pai. Como ele só enxerga a crueldade e a violência, ela quer ser o pior que puder para poder ter um pouco da sua atenção. Kate é forte e inteligente e basta alguns dias para descobrir o que seu pai vem tentando há anos sem sucesso. Mas quando ela consegue ter em mãos algo que poderia ser o melhor presente para seu pai, ela enfim começa a questionar suas ações. Já August, é até engraçado, porque ele é um dos personagens mais frágeis que já tive o prazer de conhecer. Isso vindo de um monstro que é praticamente imortal. Mas eu maior desejo é ser apenas um humano, ele deseja sentir e viver como um.
É ai que entra os questionamentos. O ser humano, que conforme eu acredito, foi criado para ser o ápice de toda criação divina, a cereja do bolo, parece que nunca está feliz em mostrar seu pior lado. Sempre dá um jeito de fazer algo pior. E na história da Victoria isso tem consequência na forma literal de monstros. Cada ato de violência tem um deles como consequência e a pessoa tem sua sombra marcada. Dai o natural seria pensar que a violência iria diminuir, mas acontece exatamente o contrário. Geralmente em histórias apocalípticas, a situação não tem como ser revertida, a doença ou praga, é sempre contagiosa e vai se espalhando para todo o mundo. Mas aqui para acabar com a praga é só os homens repensarem seus atos e mudarem o modo de agir. As criaturas podem ser contidas, mas quem disse que o ser humano deixa de praticar a violência? E a ironia disso tudo é que o monstro da história é que quer impedir a guerra e acabar com a violência.
Enfim, foi uma leitura muito prazerosa. Como disse acima, li tantos elogios que estava até meio receosa de ler e acabar me decepcionando, mas aconteceu o contrário disso. Amei e já indiquei para todas as amigas e não vejo a hora de ler a continuação porque o livro termina com um gancho para que no segundo a história cresça ainda mais. Só senti falta de um romancezinho entre os protagonistas, porque sou romântica sim, hehe, mas entendo que o foco da história não era esse e até por mais esse motivo ela se destaca. Quanto a edição, está maravilhosa. A capa está linda, amei as cores. Se você ainda não leu, dê uma chance para a história, que talvez você se surpreenda assim como eu me surpreendi.
Nota:

