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06 abril 2020

Resenha | O Mundo Perdido - Michael Crichton


Livro: O Mundo Perdido
Série: Jurassic Park #2
#1 - Jurassic Park
Gênero: Ficção Científica, Terror
Autor: Michael Crichton
Editora: Aleph
Páginas: 488
Ano: 2016


Resenha:
Anos atrás John Hammond através da sua empresa InGen conseguiu o que parecia ser um sonho: reviver os dinossauros, e acreditou que podia ter um parque na Isla Nublar, perto da Costa Rica, como se fosse um zoológico de dinossauros, o Jurassic Park. Mas as coisas não saíram como o esperado e todos os envolvidos fizeram um acordo para manter segredo sobre o ocorrido. Mas existem coisas que não se consegue manter escondidas por muito tempo, principalmente se essas coisas estão vivas e fora de controle. E volta e meia se ouve sobre algum animal estranho que foi encontrado em alguma das ilhas da Costa Rica. Isso desperta a curiosidade do paleontólogo Richard Levine.

Levine procura o matemático Ian Malcolm, que ele acredita esconder alguma coisa, mas Malcolm nega tudo, o que não demove Levine de sua ideia de encontrar dinossauros vivos. Levine continua investigando e organiza uma expedição com Jack Thorne, um especialista em veículos adaptados para safáris e ainda inclui duas crianças em sua equipe Kelly e Arby, mas sem contar a nenhum deles seu real objetivo. E quando Levine desaparece, eles conseguem falar com ele por um telefone via satélite e acabam descobrindo que Levine não esperou sua própria expedição e está em uma ilha correndo risco de vida.

Em uma visita à casa de Levine, Thorne e as crianças descobrem que ele estava obcecado por um tal Local B e que estava trabalhando nisso junto com Malcolm. Com a ajuda de Arby eles acabam descobrindo que o Local B fica na Isla Sorna e partem para lá o mais depressa possível sem perceber que as duas crianças estão indo juntas escondidas. Eles convidam a Dra. Sarah Harding, especialista em comportamento animal, para ir com eles mas acaba não dando tempo. Só que Sarah consegue chegar a ilha, mas junto a equipe da Biosyn, rival da InGen que estava seguindo Levine. E se Malcolm acreditou ter vivido um pesadelo na Isla Nublar, ele não tem nem ideia dos horrores que o aguardam em Sorna.


Apesar da franquia Jurassic Park estar no meu top cinco de filmes favoritos da vida, quando o assunto são os livros eu fico relutante em ler porque se encaixa em um gênero que eu não sou tão fã: ficção científica. Mas nesse ano estou participando de um desafio cujo tema de abril era fugir da minha zona de conforto e acabei escolhendo esse gênero e o livro O Mundo Perdido que está parado na minha estante tem bastante tempo já. E depois de ler o livro fico pensando porque não li ele antes, porque ele é simplesmente maravilhoso e tão bom quanto o filme, se não até melhor.

É claro que temos algumas diferenças claras entre um e outro, além de mudanças pouco ou bastante significativas em vários detalhes da história, o que fica mais evidente é que nos filmes temos o foco na aventura e na ação, enquanto nos livros o foco são os debates de assuntos relacionados ao meio. Em Jurassic Park o autor aborda bastante sobre a ética nas pesquisas genéticas e nesse ele fala sobre extinção das espécies, inclusive a humana. E imagine ler um livro falando sobre isso enquanto um vírus está devastando a Terra. Não poderia ter lido ele em melhor momento.

O autor escreveu esse livro meio que pressionado pelo sucesso que foi a adaptação de Jurassic Park, mas essa pressão não afetou a história em nenhum momento, ele é tão bom quanto o primeiro livro. O primeiro livro é sim mais interessante por toda a "descoberta" que temos ao ser inseridos nesse mundo maravilhoso dos dinossauros, mas esse segundo não deixa a desejar no quesito emoção. Eu devorei as quase quinhentas páginas do livro em um dia. Não sei se é a escrita do autor, os detalhes tão vívidos, o certo é que a impressão é de que estamos presentes na ilha junto com os personagens. A gente chega a sentir a aflição e o medo que eles sentem em cada cena.

E assim como aconteceu no livro anterior, temos as cenas clássicas do filme, como a cena em que os T-Rex derrubam os trailers no precipício. Que tenso essa cena. Você ver é uma coisa, mas ler a cena descrita nos menores detalhes parece que o terror fica ainda pior. Eu só não favoritei porque achei algumas cenas meio desnecessárias como em alguns momentos a ação sendo interrompida para os personagens ficarem conversando sobre um outro termo técnico que só é interessante para quem já é fã de ficção científica. Mas fora isso achei o livro maravilhoso e indico para todos. Quanto a edição, não gosto de livros sem orelhas, mas amei essa edição da Aleph que está tão linda quanto a do primeiro livro.

Nota:










15 novembro 2015

Resenha | Jurassic Park - Michael Crichton


Livro: Jurassic park
Série: Sim
Autor: Michael Crichton
Editora: Aleph
Gênero: Ficção Científica, Terror
Páginas: 528
Ano: 2015

Resenha:

Acho difícil encontrar alguém que não conheça a história desse livro. Seja pelo livro, que acho que poucos leram, seja pelo filme, que é um dos mais famosos já feitos. Eu mesmo já assisti umas 10 vezes, se não mais hehe. Mas como o livro tem algumas coisas bem diferentes do filme, ainda mais no começo dele, vou falar um pouco do enredo aqui. O autor começa a história falando sobre como foi possível criar os dinossauros. Ele fala sobre as pesquisas em torno do DNA e de como a InGen conseguiu o que ninguém mais conseguiu fazer, e dos eventos que ocorreram em uma ilha junto da costa oeste da Costa Rica.

Depois temos uma médica, em uma vila na Costa Rica socorrendo um homem que trabalhava na tal ilha, que todos pensam estar sendo construído um resort. Eles dizem que o homem foi atropelado por uma escavadeira, mas ela tem certeza de que seus ferimentos são condizentes com um ataque animal, e um animal bem grande. E antes de morrer ele diz a palavra Raptor. Depois disso, temos vários relatos de ataques a crianças e idosos pela região. Todos dizem se tratar de um lagarto que anda sobre as patas traseiras. Até que Tina, uma garota americana de férias com seus pais na região é atacada e descreve o animal e faz um desenho dele. O biólogo local resolve investigar e consegue um pedaço do lagarto, que estava sendo comido por um macaco.


O desenho que a garota faz, vai parar em um laboratório de uma universidade e uma das técnicas que tem um filho fissurado por dinossauros, diz que o desenho é de um dinossauro. Ela liga para Alan Grant, um paleontólogo, e conta sobre o ocorrido, mas ele não tem tem muito tempo para analisar a situação, porque logo em seguida ele recebe um convite de John Hammond, responsável pelo projeto na ilha, para fazer uma visita antes do projeto estar totalmente pronto. Grant já trabalhou como uma espécie de consultor para Hammond, dando informações sobre hábitos e alimentação dos dinossauros, e ele aceita o convite meio contrariado. Mas o que ele vai encontrar na ilha, é algo que ele nunca imaginou ser possível: Dinossauros vivos. E o pior é que eles vão descobrir que a natureza nem sempre se comporta como o esperado.

"— Sabe, em momentos como esse a pessoa sente que, bem, talvez animais extintos deveriam continuar extintos. Você não tem essa sensação agora?"

Se você é fã da franquia, o livro é leitura obrigatória. É até clichê dizer que o livro é mil vezes melhor que o filme, mas é. E isso vindo de uma pessoa que ama os filmes da série. O livro é muito mais profundo, aborda a personalidade e opiniões dos personagens de uma forma diferente, sem falar que no filme tem umas três cenas de ação que tem no livro, as outras foram cortadas. Eu que já tinha lido esse livro a uns 20 anos atras, reli agora e senti a mesma emoção de quando li ele pela primeira vez e de quando assisti os filmes. Tem horas que eu ficava apavorada e queria entrar lá e fazer eles correrem do lugar hehe. A cena clássica de quando eles são atacados pelo T-Rex, é igualzinha do filme e me deu até calafrios.

Uma coisa que gostei muito no livro e no filme não tive essa mesma impressão, foi a forma como o autor abordou o assunto pesquisas genéticas. Até onde vai a ética? Até que ponto é permitido ao homem bancar Deus e tentar criar, recriar ou modificar a natureza? Gostei muito da forma como a autor discutiu o assunto. Outra coisa que me chamou a atenção também, foi que no filme, as coisas parecem dar errada após uma interferência humana, mas no livro, isso foi só a gota d'água, porque a qualquer momento tudo ia ruir, pois, eles estavam lidando com seres vivos desconhecidos, e não tinham nenhum conhecimento de como lidar com aquilo.


Dos personagens, quase todos eles são bem diferentes do filme, principalmente Hammond. No filme ele aparenta ser um senhor preocupado com o que vai acontecer, mas no livro, até o ultimo momento ele ainda estava pensando em dar um jeito para abrir o parque. As crianças também são diferentes. Tim, é super inteligente e presta muita atenção ao que está acontecendo a sua volta, enquanto Lex, o garota que me deu nos nervos. tinha que abrir o bocão e ficar gritando bem na hora que não podia. Grant é tão simpático quanto no filme, mas no livro, acho que por conta do espaço dos outros personagens, ele não é tudo aquilo que é no filme. E Malcolm, foi meu favorito. Ele é muito irônico o tempo todo e o autor usou bastante o personagem para fazer as criticas do livro.

Quanto a edição, está perfeita. A capa é linda, só faltou as orelhas. Mas o resto compensa. O miolo é vermelho e dentro do livro temos vários gráficos que ilustram bem o que está acontecendo. Mas bem que podiam ter colocado um mapa do local hehe. Me desculpem pela resenha enorme e só me resta indicar o livro para todos, é certeza de que vai agradar.
"— Você tem alguma ideia — disse ele — do quão improvável é que você, ou qualquer um de nós, saia vivo dessa ilha?"

Nota:  




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