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29 março 2021

Resenha | A Rainha do Nada - Holly black

Livro: A Rainha do Nada
Série: O Povo do Ar #3
#1 - O Príncipe Cruel 
#2 - O Rei Perverso
Gênero: Fantasia
Autora: Holly Black
Editora: Galera Record
Páginas: 294
Ano: 2020

Esse livro faz parte de uma trilogia, contêm spoilers dos livros anteriores.

Resenha:

Jude Duarte sempre foi fascinada pelos feéricos, desde seus sete anos quando Madoc matou seus pais e levou Jude e as irmãs para o Reino das Fadas. Mesmo sabendo que nunca será como eles e precisando estar sempre alerta, principalmente por causa do Príncipe Cardan e seu grupo de amigos, Jude não teria escolhido outra vida. Ela ama Elfhame e fará de tudo pra viver ali para sempre. Como existem poucas opções para um humano poder viver bem entre os feéricos, Jude acaba escolhendo a que acredita vai se sair melhor, ser uma espiã para um dos príncipes, já que sua capacidade de mentir a torna "especial" entre eles. 

E de espiã, Jude em um golpe de mestre acaba se tornando a senescal do agora Grande Rei Cardan, mas comete um erro que lhe tira tudo o que sempre sonhou. Ao concordar em se casar com Cardan e se tornar a Grande Rainha de Elfhame, Jude é traída duplamente e exilada do Reino das Fadas. Jude não sabe de quem sente mais raiva, de Cardan e da irmã por conta da traição, ou dela mesma por ter confiado neles. E depois de tanto tempo vivendo em Elfhame, Jude não sabe mais como viver entre os humanos e acaba procurando a companhia dos feéricos que assim como ela também estão exilados e acaba fazendo alguns serviços para eles em troca de dinheiro. 

E é em um desses serviços que ela fica sabendo que Cardan está correndo um grande perigo. Mas exilada Jude não pode tomar nenhuma atitude, até que uma oportunidade se apresenta e Jude não pensa duas vezes em voltar para o Reino das Fadas. Taryn, sua gêmea acaba metida em uma confusão e pede que Jude se passe por ela durante um interrogatório, já que Jude é imune ao encantos das fadas. Mas ao chegar em Elfhame, Jude se vê presa em meio a planos de uma guerra iminente e como Grande Rainha ela tem a obrigação de defender seu reino. E ela ainda tem que lidar com seu coração traidor que bate mais forte toda vez que ela chega perto de Cardan, e uma maldição proferida a ele no seu nascimento.

O Rei perverso foi uma dos melhores livros que li no ano passado, então a ansiedade para ler esse livro estava grande e as expectativas maiores ainda. Já comecei me decepcionando com o tamanho do livro que não tem nem 300 páginas. Na hora pensei em como a autora ia fechar a história bem com tão poucas páginas. Mas eu deveria ter confiado mais na autora, que até o momento, esse é o décimo livro que li dela, ainda não me decepcionou. E já dizia William Shakespeare: Tudo está bem quando termina bem e é exatamente isso que acontece nesse livro.

Quando li O Príncipe Cruel eu já conhecia o Reino das Fadas da autora e já sabia que eles não eram aquelas criatura boazinhas que estamos acostumados a ver nos contos de fadas. Mas não estava preparada para tamanha crueldade vindo de Cardan, o protagonista, e seus amigos. Por isso enquanto todo mundo ficava shipando o casal eu queria era ver ele longe dela. Terminei o livro odiando ele com todas as minhas forças. E em o Rei Perverso não foi diferente, ainda mais com aquele final. Mas confesso que mudei de ideia nesse terceiro livro. Ainda tenho algumas ressalvas, mas agora gosto muito dos dois juntos. Ainda mais como Rei e Rainha do que como casal propriamente dito.

Já Jude eu sempre soube que seria uma ótima rainha por toda sua inteligência e disposição para lutar contra as injustiças. è claro que ela comete erros, alguns bobos até, porque ela é humana, diferente dos feéricos que a rodeiam. Ela tem fraquezas que acabam sendo sua força nos momentos mais precisos. Suas jogadas foram calculadas para cada oponente que ela tinha em sua frente. E ela fez isso usando as armas que tinha a seu alcance. Mas ainda tem uma questão que eu queria socar a Jude, sua irmã Taryn que fez o que quis a trilogia inteira, traiu e machucou a irmã toda vez que teve uma oportunidade e Jude parece esquecer de tudo muito fácil. 

Mas nem isso me fez considerar o livro menos que cinco estrelas e favorito. Pode até não ter sido tão bom quanto seu antecessor, mas sempre vejo uma grande dificuldade em autores de fantasia para terminar seus livros e amei tudo o que Holly fez por aqui. Até o vilão da história, que vocês podem ver pelas minhas resenhas anteriores, é tão bem construído que se tornou um dos meus personagens favoritos da história, e a gente quer que ele se de mal, mas ao mesmo tempo fica aquela esperança de ter um jeito de tudo se resolver, porque você não quer ver um personagem tão bem aproveitado durante toda a trilogia, simplesmente morrendo como geralmente é o fim dos vilões da história.

E existem tantos personagens bons nesse livro que fica dificil citar aqui cada um deles. Temos até novos personagens sendo inseridos nesse ultimo livro e outros que fazem uma participação especial, já conhecidos de quem leu o livro O Canto Mais Escuro Da Floresta. E entendo a insatisfação de algumas pessoas com esse ultimo livro, porque li várias resenhas negativas dele, mas eu amei, mesmo faltando o "final" de algumas pessoas e a autora "floreando" um pouco ou muito para falar a verdade, e não vou falar mais nada pois corro o risco de soltar spoilers hehe. Quanto a capa tem tudo a ver com o livro e acho ela linda apesar de a de O Rei perverso ainda ser minha favorita das três. E quero deixar registrado a minha indignação com a editora que só recebeu as cartas do Cardan para Jude quem comprou o livro na pré-venda. Até entendo que quem compra na pré-venda tem que ter algum incentivo a mais, mas aqui no caso as cartas são fundamentais para o bom entendimento da história e quem não comprou como eu ficou a ver navios.

Nota:






08 agosto 2020

Resenha | O Rei Perverso - Holly Black


Livro: O Rei Perverso
Série: O Povo do Ar #2
#1 - O Príncipe Cruel 
Gênero: Fantasia
Autora: Holly Black
Editora: Galera Record
Páginas: 308
Ano: 2020

Contêm spoilers do livro anterior nos três primeiros parágrafos.


Resenha:
Desde que foi trazida para o Reino das fadas aos sete anos, Jude Duarte sempre desejou ser um deles. Mesmo sabendo que nunca seria. E por dez anos ela sofreu nas mãos de um grupo de feéricos liderados pelo Príncipe Cardan, que fazem questão de deixar claro o quanto desprezam os humanos. Até o dia em que decidiu que não ia mais se sujeitar aquilo e resolveu participar do jogo. Para proteger seu irmão Oak, Jude fez uma jogada audaciosa e agora Cardan é o Rei contra a vontade dele e ele está em sua mãos. Pelo menos durante um ano e um dia, nem mais um minuto depois disso como disse Cardan em seu juramento, o que no reino imortal é um piscar de olhos.

E isso Jude está aprendendo na prática já que cinco meses se passaram desde que Cardan foi coroado Rei e Jude sua senescal, a conselheira de maior posição do reino e ela ainda não tem nem ideia de como vai resolver toda a confusão que criou. Porque apesar de dizer que tudo o que fez foi para ganhar tempo para Oak, Jude sabe que no fundo ela gostou de ter o poder em suas mãos. Mesmo que ninguém saiba que agora é ela quem dá as ordens, Jude sente um prazer especial ao ver que todos aqueles feéricos que um dia a humilharam, agora estão debaixo de suas mãos. Mas como Mardoc fez questão de lhe ensinar o poder é bem mais fácil de adquirir do que de manter. E Jude está sofrendo para dar conta de tudo e ainda manter Cardan sob controle.

Porque mesmo ele tendo que obedecer qualquer ordem dela, Cardan ainda faz o que pode para contornar o juramento, pois o desprezo que ele sentia por Jude cresceu de uma maneira que agora não passa de ódio puro. Mas como dizem, existe uma linha muito tênue entre o ódio e o amor e Cardan parece odiá-la e desejá-la com a mesma intensidade. E enquanto tenta ignorar o que sente por Cardan, Jude ainda tem que lidar com a ameaça que vem do Mundo Submarino, especificamente da Rainha Orlagh, que acha Cardan fraco para estar no trono. E como se isso tudo já não fosse fardo o suficiente para carregar, Jude recebe um aviso de que alguém em que ela confia, já a traiu.

"— Você pode pegar uma coisa quando não tem ninguém olhando. Mas defendê-la, mesmo com toda vantagem do seu lado, não é uma tarefa fácil — disse Madoc com uma risada. Ela olhou para ele e o viu oferecendo a mão. — O poder é bem mais fácil de adquirir do que de manter."

Eu sabia que ia ficar desesperada no final desse livro porque já tinha lido várias resenhas dele, mas não consegui esperar lançar o terceiro para ler ele. E se arrependimento matasse... Mas pelo menos segundo a editora o terceiro e ultimo livro da trilogia sai ainda esse ano. Oremos com muita fé. E não sei nem o que dizer aqui nessa resenha para expressar tudo o que senti lendo esse livro. É engraçado falar isso em um livro de fantasia, porque se espera algo do tipo de um livro de drama por exemplo. Mas tem algumas histórias onde os autores parecem que gostam de brincar com o leitor e fazer a gente sofrer horrores.

O Príncipe Cruel foi simplesmente maravilhoso, começou ganhando a gente devagarzinho e quando pensa que não lá vem aquele final que fiquei como? quando? onde? E estava com as expectativas lá nas alturas para essa continuação e elas foram alcançadas e superadas com folga. Não vou negar que me frustei algumas vezes e outras quis dar uns socos na Jude por não enxergar o que estava na cara dela, mas é isso que nos faz amar um livro não, esse envolvimento todo com a história e com os personagens. Mas não posso deixar de falar que encontrei uma garota tão inteligente no primeiro livro que nesse segundo parece ter sido vencida pelo cansaço, ou em uma última esperança pela fraqueza chamada amor, quem sabe.

Porque se não for o estresse todo que ela estava passando não sei dizer qual foi o motivo de ela dar trela para aquela sonsa da Taryn novamente. Se é comigo tinha pagado muito caro o que ela fez no primeiro livro e a Jude perdoa como se não fosse nada. E também podemos culpar o cansaço aliado ao sentimentos que ela tenta esconder até dela mesma, ela não ter visto como Cardan foi mudando ao longo do livro. E aqui tenho que dizer como faltou um POV do Cardan, um capitulo pelo menos eu já tinha ficado feliz. Como eu queria ver o que ele sentiu no final do primeiro livro e o porque da mudança nesse segundo. E principalmente o motivo de sua atitude no final.

E Jude fracassou não somente nisso, mas em manter um olho aberto o tempo todo principalmente em seus inimigos declarados. Como assim depois de tudo o que ela fez com Madoc, Jude não manteve alguém nos calcanhares dele o tempo todo? Ela sabe de tudo o que seu padrasto é capaz de fazer para conseguir o que quer e deixa ele agir como se não houvesse um passado todo que o condenasse. Com Taryn ela até tem alguma desculpa, mas com Madoc não. E tem outros personagens que ela deveria ter mantido em rédeas curtas também e não fez nada porque confiou que seu acordo com Cardan fosse protegê-la.

E falando em Cardan nesse livro meu ódio por ele diminuiu um pouco porque enfim, mesmo não gostando do que ele fez, ainda que acredito isso sera explicado no próximo livro, pela primeira vez ele agiu como um homem e não como o moleque mimado que ele foi no primeiro livro. Mas ainda não consigo ver o que ele sente por Jude como amor. E da parte dela também não. Ate acredito que role uma atração sim, mas amor não. E que nervoso que me dava quando os dois interagiam. Eu como romântica que sou não podia deixar de torcer para que enfim eles ficassem juntos.

E o melhor da história no primeiro livro continua nesse segundo. Essa Guerra dos Tronos dos feéricos está cada vez melhor e mesmo a gente torcendo por Jude não dá para não admirar cada um dos jogadores que estão nessa partida. A briga pela coroa está cada vez melhor. E só para quem gosta de crossover, nesse livro a autora faz referência a um personagem de um outro livro dela, O Canto Mais Escuro Da Floresta, que já foi resenhado aqui no blog. Quanto a edição está muito bem feita, com um mapa na contra guarda do livro e amei que fizeram a capa no mesmo padrão da original. E termino indicando o livro para quem gosta do gênero, ainda não li o ultimo, mas pelo que li até agora vale muito a pena.

Nota:









30 julho 2020

Mystery Box da quarentena

As vendas das caixas literárias do Clube do Livros & Citações estão suspensas por tempo indeterminado. Mas a Gabrielle está fazendo algumas caixas limitadas com temas de livros que estão sendo lançados e o povo está pedindo bastante. E quando vi que ia ter a de O Povo do Ar com réplicas do Cardan e da Jude eu precisei comprar.



O card de indicações está lindo e até dá para fazer um quadro. Os marcadores também gostei bastante.


Veio esse poster enorme, que como já disse nas outras caixas, pelo menos para mim não tem utilidade. Se eu fosse colar nas paredes todos os banners que já recebi do clube não tinha mais paredes em casa. Sem falar que fica todo amassado por vir dobrado em várias partes.


Veio uma coroa, um enfeite de maça e essas orelhas de fadas.


Amei essa almofadinha de maça e claro o livro hehe.


E veio também essa taça. Mas os mais aguardados sem dúvida eram as réplicas. Que estão lindas demais. Os dois são uma fofura e ficaram lindos na estante.


O que acharam da caixa? Já compraram alguma caixa literária?









01 novembro 2019

Resenha | O Príncipe Cruel - Holly Black


Livro: O Príncipe Cruel
Série: O Povo do Ar #1
Gênero: Fantasia
Autora: Holly Black
Editora: Galera Record
Páginas: 322
Ano: 2018

Resenha:
Jude tinha sete anos quando viu seus pais serem assassinados na sua frente. E foi nesse mesmo dia que ela descobriu a verdade sobre sua irmã mais velha Vivienne. É claro que ela já tinha reparado nos olhos de pupilas partidas e nas pontinhas levemente peludas nas orelhas da irmã, mas ela achou que isso fosse normal, assim como ela ser fisicamente idêntica a Taryn, sua gêmea. Mas Jude nunca desconfiou que Vivi pertencia ao povo das Fadas, até Madoc entrar em sua casa e acusar sua mãe de tê-lo traído e ainda levado com ela sua herdeira, antes de matar seu pai em legítima defesa e sua mãe que tentou fugir dele. Como é um homem honrado, Madoc nunca ia deixar as filhas de sua ex esposa sozinhas e assim todos partiram para o Reino das Fadas.

Dez anos se passaram e Jude pouco lembra daquele fatídico dia. Como sempre foi muito bem tratada por Madoc, ela acabou esquecendo que ele era o assassino de seus pais e até desenvolveu uma especie de amor por ele. Madoc é General do Grande Rei de Elfhame, Eldred, e eles moram em Insmire, a Ilha do Poder. As garotas foram criadas junto com os nobres, mas são lembradas a todo instante que não pertencem aquele lugar. A grande maioria do feéricos desprezam os humanos que vivem entre eles e o pior de todos é o Príncipe Cardan e seu grupo de amigos. E eles parecem ter uma preferência por Jude como seu alvo de maldades. Por isso Jude sabe que se quiser viver entre eles e se tornar parte da Corte, e ela quer muito, só lhe resta uma opção: vencer o Torneio de Verão e se tornar uma cavaleira.

Até existem outras formas, uma delas é se casar com um deles, o que ela nem cogita, ou ter um grande talento como tocar muitíssimo bem alaúde, o que ela não tem, por isso ela precisa se tornar uma cavaleira. Mas Madoc permite que ela participe do torneio por diversão, mas diz que ela não está pronta para se tornar uma cavaleira. Jude fica muito frustrada, mas então aparece uma alternativa que pode ser muito vantajosa para ela. Jude recebe uma proposta de uma pessoa de dentro da Corte que quer usar a seu favor uma habilidade de Jude que os feéricos desprezam nos humanos: sua capacidade de mentir. Jude aceita, mas ela não tem nem ideia de que está entrando em uma rede de intrigas onde o que está em jogo é a coroa de Elfhame.

"O que eles não sabem é que sim, eles me dão medo, mas eu sempre senti medo, desde o dia em que cheguei aqui. Fui criada pelo homem que assassinou meus pais, cresci em uma terra de monstros. Convivo com este medo, deixo que se assente nos meus ossos e o ignoro."

Eu fiquei enrolando para ler esse livro porque eu sabia que ia terminar ele e ficar desesperada pelo próximo, que ainda não foi lançado aqui no Brasil. Mas não consegui me segurar mais, o livro ficou me chamando lá na prateleira até que peguei ele para ler. E li em praticamente um dia porque não conseguia largar ele. A Holly é simplesmente fantástica em tudo o que ela escreve. Ela pega temas batidos como vampiros, escola de magia e fadas e cria histórias únicas e maravilhosas. Eu nem me preocupo em criar altas expectativas com seus livros porque já sei que vou amar mesmo hehe. E com O Príncipe Cruel, primeiro livro da série O Povo do Ar, não foi diferente.

O que já comecei gostando foi que a Jude não é a típica protagonista dos livros do gênero. No começo eu pensei que ela era uma tonta por estar obcecada por algo que ela nunca vai ser. Por mais que ela treine e seja a mais inteligente da escola, ela nunca vai ser imortal como eles. E a autora faz questão de mostrar seus momentos de fragilidade e do quanto ela é "mortal". Basta uma fruta ou um simples encantamento para ela ser totalmente subjugada por qualquer um deles. Mas quando ela deixa de lado essa parte sua que quer ser melhor que os feéricos é que vemos o quanto ela é inteligente e astuta e é ai que o jogo fica interessante e conhecemos uma outra Jude.

O livro é de fantasia e apesar dele ter fadas, a história não é bonitinha não. Para quem já leu, ele tem a mesma pegada de Corte de Espinhos e Rosas com o jogo dos tronos de Guerra dos Tronos com todo mundo querendo a coroa e vence quem fizer a melhor jogada. E quem espera que uma humana vai estar participando do jogo? Ninguém, nem mesmo o leitor que só percebe mesmo todo potencial da protagonista em sua ultima jogada no final do livro. As fadas aqui são cruéis e se aproveitam dos humanos a seu bel prazer. Mas tem uns que só pensam em se dar bem e tem outros que querem se dar bem e ainda sair por cima de todo mundo. São esses que se sobressaem na história e que surpreende o leitor com suas jogadas.

Se de um lado temos Jude que logo ganha o leitor, do outro temos o príncipe Cardan e seus amigos que meu Deus como odiei esse grupo. Cardan é cruel com todo mundo, mas com jude ele consegue ser ainda pior. Por isso depois de meio livro odiando tudo o que ele fazia ou que seus amigos faziam e ele assistia, não consegui engolir que teremos um relacionamento entre os dois. Eu não consigo entender como que uma pessoa que sofreu anos nas mãos de outra, possa sentir alguma coisa que não ódio ou desprezo. Veremos como isso se desenvolve nos próximos livros. E ainda tem outro personagem que odiei quase que o tempo todo que foi a Taryn. O garota sonsa. Espero que ela sofra e muito pelas suas escolhas.

Agora tem um personagem que apesar de ser o vilão, já que praticamente ele mostra a que veio logo no primeiro capitulo matando os pais de Jude, eu gosto dele. Prefiro mil vezes um personagem ruim que não esconde quem é, do que outros que se fazem de lobo em pele de ovelha. E confesso que ele me surpreendeu ainda mais ao longo da história e espero muito dele no próximo livro. E fora os personagens maravilhosos e a intrigas politicas que a gente nunca sabe que rumo vão tomar, tudo isso acontece em um cenário incrível. Quanto a edição está muito bem feita e essa capa está de arrasar. E finalizo indicando o livro para todo mundo que é fã de um bom livro de fantasia.

Nota: 







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