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14 maio 2020

Resenha | Darkdawn - As Cinzas da República - Jay Kristoff


Livro: Darkdawn - As Cinzas da República
Série: Crônicas da Quasinoite #3
#1 - Nevernight: A Sombra do Corvo
#2 - Godsgrave: O Espetáculo Sangrento
Gênero: Fantasia
Autor: Jay Kristoff
Editora: Plataforma21
Páginas: 704
Ano: 2020

Contêm spoilers dos livros anteriores. 

Resenha:
Mia Corvere cresceu sedenta por vingança. Aos dez anos ela assistiu o pai ser enforcado por traição e sua mãe e seu irmão ainda bebê, serem levados para a prisão e jurou matar os responsáveis pela destruição da sua família. Mia só não ficou sozinha no mundo porque ela tem um dom, ela é uma sombria e tem um passageiro em suas sombras que se alimenta do seu medo, o Sr. Simpático. Com um único objetivo em mente, Mia passou a adolescência treinando para conseguir se tornar uma serva da Igreja Vermelha, um bando de assassinos com permissão para matar em nome de Niah, a deusa da noite. E ela conseguiu chegar à Igreja e se tornar uma Lâmina. Mas Mia descobriu que seu maior inimigo é um protegido da Igreja e eles nunca deixarão ela cumprir sua promessa.

Então Mia come o pão que o diabo amassou se tornando uma escrava gladiatti para conseguir lutar no Torneio de Glodsgave e se sagrar campeã para ter a chance de matar seus inimigos de uma vez só. E ela pensa que conseguiu, mas um deles, o cônsul Scaeva sobrevive e ela ainda descobre que o filho do cônsul é na verdade seu irmão Jonnen, que ela pensava estar morto. E mais, ele é um sombrio como ela. Mas Jonnen ainda era um bebê quando foi levado pelo pai e não aceita o que Mia lhe conta. Para ele Mia é a mulher que matou seu pai na sua frente, e a história se repete. E alem de ter que lidar com Jonnen, Mia ainda tem que descobrir o que aconteceu com Ash e Mercurio que não aparecem no local combinado.

Mercurio foi capturado pela Igreja Vermelha e Mia vai fazer de tudo para libertar seu antigo mentor e o mais próximo de um pai que ela já teve, mesmo sabendo que a Igreja vai usá-lo como isca. E Ash só conseguiu escapar da Igreja porque recebeu ajuda do que ninguém menos do que Tric, o ex-amante de Mia que ela assassinou e que agora é um espectro, um sem-lume. Enquanto é caçada pela Igreja e pelos soldados luminatii de Scaeva, além de tentar ganhar a confiança do irmão e ainda lidar com a presença da atual e do ex-amante, Mia ainda vai ter que enfrentar outro desafio para o qual está destinada. A veratreva se aproxima e as sombras em Mia estão cada vez mais agitadas. O ultimo capitulo da história de Mia se apresenta e sua morte está cada vez mais próxima.

"Os muitos eram um. E serão um de novo; um sob os três, para erguer as quatro, libertar o primeiro, cegar o segundo e o terceiro."

O  ultimo livro de uma história é sempre dificil de ler e mais dificil ainda de resenhar. Confesso que li ele com um pé atrás porque como disse na resenha do segundo livro, li a resenha da Luiza e ela se decepcionou com esse terceiro. Mas ainda bem que minha opinião foi um pouco diferente da dela. Ainda achei que o livro deixou a desejar, mas gostei de grande parte do que encontrei nele. Mas pensei muito antes de dar minha nota final, e acabei fechando com um 4/5 e vou explicar o porque dela nos próximos parágrafos. Mas já deixo claro que não foi uma leitura fácil e em um certo momento precisei parar, ler outro livro e só então voltar para terminar esse.

Desde o começo da história de Mia já sabemos que ela está morta. O cronista vai contar a história de um mito, de uma heroína para alguns, de uma assassina para outros, mas ele deixa claro que ela está morta. Então nem esperem uma história com aqueles finais felizes que estamos acostumados a ver em romances de época por exemplo. Mas a esperança é a ultima que morre e fui até o final com aquele fiozinho aceso de que ia dar tudo certo no final, porque quem disse que ela não poderia ter morrido de velhice? Não vou contar como foi é claro. Mas vou falar, dos últimos livros de fantasia que tenho lido, esse foi o que o autor mais pesou a mão na hora de matar os personagens. Achei que não ia sobrar ninguém no final.


E já vou começar falando do porque não dei nota máxima para o livro. Lá no primeiro livro quando conhecemos Mia vemos que ela é movida pela vingança e foi esse o tom abordado pelo autor nos dois primeiros livros da série. Mas como até comentei nos outros livros, Mia é uma sombria e ficamos no escuro sobre o que isso significa nos dois primeiros livros. Então com uma revelação nas ultimas páginas do segundo livro, temos um terceiro completamente diferente dos outros dois. O autor resolveu mudar o foco da história nesse ultimo livro e a impressão que eu tive foi que ele não sabia o que escrever e onde a história ia chegar quando começou a contar a história da Mia.

E isso me incomodou muito porque parece que os dois primeiros livros foram escritos em vão. Tudo o que ela passou até então foi reduzido a nada porque a história verdadeira era outra e não passava nem perto do que ela viveu até então. Me senti enganada. Se ele tivesse contado a história de uma outra maneira, dando a entender que aquilo ali seria uma espécie de amadurecimento para ela enfrentar o que estava a sua esperava, a minha visão teria sido outra. Mas ele simplesmente omitiu a "verdadeira" história escondendo ela atrás de uma vingança, que perdeu completamente o sentido nesse terceiro livro.

Outra coisa que me fez não dar nota máxima foi o tanto que o autor enrolou para chegar em algum lugar. Praticamente metade do livro Mia e seus companheiros ficam dando voltas e não acontece nada. Foi nesse ponto que citei ali acima que parei de ler e fui ler outro livro para só então voltar e terminar a história, porque se tivesse continuado a minha nota teria sido bem menor. E por fim a terceira coisa que me degradou nesse terceiro livro foi que do nada o autor me inventa um triangulo amoroso com Mia, Ash e Tric, sendo que a sua atual amante matou o seu ex. Tanta coisa acontecendo e temos que ler páginas e páginas de discussões bobas entre Ash e Tric, com Ash a todo instante jogando na cara de Tric que é ela que está com a Mia. Revelando uma insegurança que até então não existia na garota que planejou acabar com a Igreja Vermelha.


Eu gosto de romance, sou romântica e mesmo em livros que não tem muito a ver, eu gosto de ver ele ali presente. Mas confesso que não consegui ver amor entre Mia e Ash, assim como não tinha visto com o Tric também no primeiro livro. No meu ver era só sexo. E muito sexo na verdade porque achei bem desnecessárias o autor ficar escrevendo aqueles montes de cenas de sexo quando tinha muito mais coisa interessantes para ele estar escrevendo. Mas vou parar as criticas negativas por aqui se não vocês vão achar que não gostei do livro e pelo contrário, gostei muito. Não foi o final que eu queria, mas tenho que reconhecer que foi um final que funcionou e que fechou bem As Crônicas da Quasinoite.

Aliás a quasinoite e toda cenário criado pelo autor, a mitologia dos deuses que regem a história foi uma das coisas que mais gostei. Pena que ficou em segundo plano no foco do autor e parece que ele só lembrou deles nesse terceiro livro. Poderia ter aproveitado melhor os deuses como personagens da história em si. Mas personagens maravilhosos foi o que não faltou nessa história, ainda que Mia seja o grande destaque dela. Mia é simplesmente sensacional, ainda gosto mais da Aelin, mas ela com certeza garantiu um lugarzinho no meu coração. E isso porque ela é uma anti-heroína, Mia é o oposto de tudo o que uma heroína deveria ser, mas ainda assim ela ganha a simpatia do leitor e faz com que a gente torça que nem loucos para ela conseguir sua vingança e seu final feliz.

Uma coisa que gostei muito nos livros, foi que no começo do segundo e do terceiro temos uma apresentação dos personagens e assim a gente não fica perdido na história como acontece com várias séries que os autores demoram horrores para escrever. E outra coisa que amei foi a revelação de quem é nosso narrador misterioso, que é o grande diferencial dos livros, já que temos notas de rodapé com ele dando seus pitacos sobre o que está acontecendo. Confesso que nem me passou pela cabeça a identidade do dito cujo. E para finalizar que essa resenha já está enorme, só deixo minha insatisfação com as páginas brancas, porque de resto os livros estão lindos. Indico a trilogia para quem gosta do gênero.

Nota:









22 abril 2020

Resenha | Godsgrave: O Espetáculo Sangrento - Jay Kristoff


Livro: Godsgrave: O Espetáculo Sangrento
Série: Crônicas da Quasinoite # 2
#1 - Nevernight: A Sombra do Corvo
Gênero: Fantasia
Autor: Jay Kristoff
Editora: Plataforma21
Páginas: 592
Ano: 2018

Contêm spoilers do livro anterior.

Resenha:
Mia Corvere não conseguiu realizar o ultimo teste para se tornar uma Lâmina, mas por causa das circunstancias ela se tornou uma mesmo assim. A Igreja Vermelha foi traída e antes de morrer Lorde Cassius, o Senhor da Lâminas e chefe da Igreja Vermelha ungiu Mia com seu sangue tornando-a uma Lâmina. E agora mais do que nunca Mia quer vingança contra as pessoas que destruíram sua família e que agora também são os responsáveis pela morte de quase todo mundo da Igreja Vermelha, entre eles Tric, o garoto por quem Mia nutria certos sentimentos, mesmo sabendo que eles nunca poderiam ficar juntos.Cassius era como Mia, um manipulador de sombras, mas ela não conseguiu descobrir nada sobre seu dom com ele antes do mesmo falecer, então Mia segue sem saber do que é capaz.

Faz oito meses que Mia está trabalhando para a Igreja em Galante e sai em missões para matar quem lhe é ordenado. Mas parece que quanto mais ela mata, mais longe da sua vingança ela fica. Isso sem falar que tem várias pessoas que não aceitam Mia como Lâmina, já que ela não passou no último teste, entre eles Solis que agora é Reverendo. E após seu último assassinato Mia é convocada de volta pelo Ministério, onde recebe sua nova missão e é em Godsgrave. Mas ela é alertada para que não chegue nem perto de Scaeva e Duomo, os assassinos do seu pai. Só que Mia não vai deixar passar essa oportunidade nem que para isso ela tenha que ir contra a Igreja.

E em Godsgrave Mia acaba reencontrando uma pessoa que abre seu olhos para algumas verdades que ela não tinha percebido até então e Mia decide que está na hora de colocar sua vingança em prática. É arriscado, mas Mia pensa em um plano para matar Scaeva e Doumo de uma vez só e ela sabe de um lugar em que os dois estarão juntos, na final do Torneio de Godsgrave para coroar o vencedor. Então Mia se deixa ser presa como escrava para ser vendida para Leonides o melhor treinador de gladiatiis de Godsgrave. Mas ela se vê envolvida em uma disputa entre pai e filha e acaba se tornando escrava de Leona, que por ironia do destino é a dona atual da casa onde Mia nasceu. Agora Mia vai ter que provar do que é capaz, onde o desafio é ainda maior do que o que ela enfrentou para ser uma Lâmina.


Eu estava me segurando para ler esse livro desde que terminei Nevernigth porque ainda não tinha comprado o terceiro, que por sinal está custando um rim. Mas a editora fez uma promoção de 50% em todo seu catálogo e comprei o ultimo e por isso corri ler esse. E ainda bem que esperei para ler porque meu Deus que final foi aquele. Eu necessito ler o terceiro. Eu já tinha lido em algumas resenhas que o segundo conseguia ser ainda melhor que o primeiro. Mas o primeiro foi tão sensacional que eu não estava acreditando muito nisso não. Mas é verdade. Nesse segundo livro temos um tom mais adulto na história e se for comparar, o primeiro parece brincadeira de criança perto do segundo.

Se você não tem tolerância para cenas mais fortes, fique longe desse livro. O título espetáculo sangrento define bem o que vamos encontrar na história. Se bobear escorre sangue das páginas de tanta matança que tem nesse livro. E apesar de tantas mortes, vemos uma Mia mais humana do que no primeiro livro. Ela passa por um amadurecimento incrível e está longe de ser a garota que só pensava em conseguir atingir seus objetivos, mesmo que para isso ela precisasse passar por cima de tudo e de todos. Mia parou de se achar a ultima bolacha do pacote e realmente se tornou a ultima bolacha do pacote. Ela não se acha mais a toda poderosa, ela age como uma. Por várias vezes me lembrei da Aelin, quem leu Trono de Vidro vai entender a referencia.

Do primeiro livro temos poucos personagens que atuam fortemente nesse segundo, os mais importantes são o Velho Mercúrio e Ashlinn, que formam uma estranha aliança com Mia. Mas em compensação tem vários personagens novos para nos apegarmos e para sofrer com eles é claro, porque assim como, Mia estão destinados a morte. Tem vários que eu poderia citar aqui como Larva, Sidonius, Cantespadas e companhia, todos escravos lutando por uma chance de ser livre. Mas e quando para conseguir atingir seu objetivo, Mia sabe que se ela estiver viva no final, todos eles estarão mortos pelo caminho? É uma história que dá um nó na garganta da gente e mesmo sabendo o que vai acontecer, não tem como não torcer para que algo aconteça e mude aquela situação.


Novamente um personagem que acredito ser um dos queridinhos da maioria dos leitores o Sr. Simpático, foi um dos meus favoritos do livro. E junto a ele agora temos Eclpse, que depois da morte de Cassius passou a habitar a sombra de Mia e um é oposto do outro, o que rende ótimas interações entre eles. Já uma coisa que havia amado no primeiro livro, as notas de rodapé onde o narrador dá seus pitacos e derrama seu sarcasmo na história, achei que não conseguiu ficar no mesmo nível do primeiro livro. Achei que elas foram poucas e não tão relevantes quanto no anterior. Espero que isso mude no terceiro. E pelo que li nas resenhas no terceiro, logo no começo do livro já descobrimos quem é o famoso narrador. Curiosidade me mata.

E se tiver algo de negativo para falar que me incomodou no livro, foi que o autor pesou a mão em algumas cenas de sexo que não cabia na história. Achei bem desnecessárias em um primeiro momento. Mas depois pensando em todo o contexto e na construção do psicológico da Mia eu entendi a importância delas para o amadurecimento da personagem. Mas ainda assim eu não gosto da escolha do autor do par romântico da Mia. Eu só consegui ver sexo na relação, em nenhum momento vi mais do que isso da parte da Mia. E uma coisa que também achei que faltou um aprofundamento foi na questão dos sombrios. Faz dois livros que quero saber mais sobre eles e até agora nada. De que adianta a Mia ter poderes que não sabe usar?

Mas essa é outra questão que já vi será abordada no terceiro e ultimo livro da série. E já estou preparando meu psicológico porque segundo a Luiza do blog Balaio de Babados, Darkdawn - As Cinzas da República deixou muito a desejar. Espero que minha opinião seja diferente da dela hehe. Quanto a edição, se não fossem as folhas brancas os livros seriam perfeitos. A edição está maravilhosa com capas chamativas e mapas que nos colocam dentro da história. O único problema mesmo são as folhas serem brancas. Enfim, termino indicando o livro para os fãs de fantasia. Por enquanto ele está entre as melhores histórias que li do gênero.

Nota:









11 abril 2020

Resenha | Nevernight: A Sombra do Corvo - Jay Kristoff


Livro: Nevernight
Série: Crônicas da Quasinoite #1
Gênero: Fantasia
Autor: Jay Kristoff
Editora: Plataforma21
Páginas: 608
Ano: 2017

Resenha:
Mia Corvere nunca mais foi a mesma depois de ver o pai ser acusado de insurreição contra a República de Itreya e ser enforcado logo em seguida. Aos dez anos ela viu o rosto do seu pai ficando roxo e naquele instante ela conheceu a cor do medo. E quando ela voltou para casa com sua mãe, algo voltou junto com ela. Mas a desgraça ainda não tinha terminado e eles vieram e levaram sua mãe e seu irmão ainda bebê para a prisão. E Mia só não morreu porque aquele algo que estava com ela desde a morte do seu pai lhe deu forças e uma maneira de salvar a própria vida tirando a vida de seu algoz.

Desde então Mia vive para a vingança. E apesar dos três sóis que brilham em Itreya, uma escuridão digna de trevas tomou conta dela e as sombras nunca mais a largaram. Sua única companhia nas ruas de Godsgrave é uma sombra na forma de um gato, a quem ela chama de Senhor Simpático e que se alimenta com todos os seus medos. Mas então Mia acabou encontrando o Velho Mercúrio que se tornou seu shahiid e foi quem ensinou tudo o que Mia sabe. Foi ele também que abriu os olhos de Mia para seu dom, ela é uma sombria, manipuladora das sombras.

E o Velho Mercúrio ensinou e preparou Mia para ela realizar seu grande desejo: se tornar uma serva da Igreja Vermelha, um bando de assassinos com permissão para matar em nome de Niah, a deusa da noite. E aos dezesseis anos Mia começa sua jornada que não será nada fácil. Chegar até a Igreja e ser aceita já não é nada fácil, mas uma vez lá dentro será ainda pior já que todos por lá são assassinos e alguns ainda se lembram do pai de Mia e assim como ela querem vingança, mas contra ela. E no fim somente quatro entre os acólitos (alunos) serão lâminas (assassinos). E Mia precisa estar entre eles porque ela não vai ter paz enquanto não matar os assassinos do seu pai.

"— Esqueça a garota que tinha tudo. Ela morreu junto com o pai.
— Mas eu...
— Você começa do nada. Não possui nada. Não sabe nada. É nada.
— E porque eu faria isso?
O velho apagou a cigarrilha no chão entre os dois.
Seu sorriso a fez sorrir também.
— Porque então você será capaz de tudo."

Faz tempo que estou com esse livro na estante. Mas como é uma trilogia e ainda não tinham lançado o ultimo, resolvi esperar para ler. E agora nem sei mais se devia ter lido antes porque gente, que livro! Mas antes de começar a elogiar já vou falar da unica coisa que não gostei nele. As edição poderiam estar incríveis, mas não sei porque fizeram com folhas brancas. A capa é linda, tem mapas, a diagramação está muito boa, tem notas de rodapé para explicar e inteirar o leitor no mundo criado pelo autor, mas depois que a gente (principalmente eu que tenho miopia e astigmatismo) se acostuma a ler com a folhas "amareladas", não quer saber de folhas brancas nunca mais. E foi dificil ler, principalmente a noite.

Mas tirando isso eu amei tudo no livro. Que história sensacional, que protagonista maravilhosa e ainda tem um detalhe que faz da história, mesmo sendo bem pesada, ser uma história bem humorada e gostosa de ser lida: um narrador irônico que dá seus pitacos durante a narrativa. Devorei as 600 páginas e queria muito mais porque a história é incrível. Ela é dividida entre cenas de quando Mia era criança e cenas dela já adolescente tentando virar uma lâmina. Não vou dizer passado e presente porque as duas acontecem no passado já que a história começa com o narrador já dizendo que vai contar a história de Mia, uma assassina conhecida.


O livro lembra assim uma mistura de Trono de Vidro, com a parte da protagonista assassina e Harry Potter, porque ela vai para uma escola aprender a ser uma assassina. E como são duas histórias que amo não poderia deixar de me entusiasmar com a história da Mia. Que aliás é uma protagonista que cativa a gente logo de cara. Mesmo que suas primeiras cenas sejam bem sanguinárias. Não tem como não se identificar com a criança Mia, e assim como ela querer vingança pelo o que aconteceu. E já que estou comparando ela com Celaena, achei a Mia mais ingênua e um tantinho mais "boba", mas em compensação ela faz menos burrada. Isso no primeiro livro, não sei nos outros.

Mas o melhor do livro sem dúvida é o cenário criado pelo autor. Em um mundo onde existem três sóis e que só é noite durante um pequeno período de tempo a cada dois anos e meio, temos uma  protagonista com o dom de manipular as sombras. Fico aqui imaginando como será quando "anoitecer", já que isso ainda não aconteceu nesse primeiro livro. Mas também por enquanto Mia ainda sabe pouco sobre seu dom e como usar ele. E ainda sobre as sombras, tem um personagem que foi um dos meus favoritos nesse primeiro livro, o não-gato, o Sr. Simpático. Ele é uma espécie de consciência para a Mia e espero saber mais sobre ele nos próximos volumes.

E acontece tanta coisa nesse livro que depois que terminei parecia que eu tinha corrido uma maratona. Eles estão em uma disputa por quatro vagas e as provas para conseguirem essas vagas são de tirar o fôlego. Até porque não dá para saber o que esperar de nenhum dos professores. A todo momento eles são testados e vence não quem está mais preparado, mas quem é mais "esperto". E no fim dessa maratona fui feita de trouxa pelo autor. Nunca que esperava uma coisa daquelas e agora preciso ler o segundo livro porque é de cair o queixo. E vou parar por aqui para não acabar soltando algum spoiler. E termino indicando o livro para quem é fã de livros de fantasia. Com certeza vai agradar.

Nota:










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