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14 maio 2020

Resenha | Darkdawn - As Cinzas da República - Jay Kristoff


Livro: Darkdawn - As Cinzas da República
Série: Crônicas da Quasinoite #3
#1 - Nevernight: A Sombra do Corvo
#2 - Godsgrave: O Espetáculo Sangrento
Gênero: Fantasia
Autor: Jay Kristoff
Editora: Plataforma21
Páginas: 704
Ano: 2020

Contêm spoilers dos livros anteriores. 

Resenha:
Mia Corvere cresceu sedenta por vingança. Aos dez anos ela assistiu o pai ser enforcado por traição e sua mãe e seu irmão ainda bebê, serem levados para a prisão e jurou matar os responsáveis pela destruição da sua família. Mia só não ficou sozinha no mundo porque ela tem um dom, ela é uma sombria e tem um passageiro em suas sombras que se alimenta do seu medo, o Sr. Simpático. Com um único objetivo em mente, Mia passou a adolescência treinando para conseguir se tornar uma serva da Igreja Vermelha, um bando de assassinos com permissão para matar em nome de Niah, a deusa da noite. E ela conseguiu chegar à Igreja e se tornar uma Lâmina. Mas Mia descobriu que seu maior inimigo é um protegido da Igreja e eles nunca deixarão ela cumprir sua promessa.

Então Mia come o pão que o diabo amassou se tornando uma escrava gladiatti para conseguir lutar no Torneio de Glodsgave e se sagrar campeã para ter a chance de matar seus inimigos de uma vez só. E ela pensa que conseguiu, mas um deles, o cônsul Scaeva sobrevive e ela ainda descobre que o filho do cônsul é na verdade seu irmão Jonnen, que ela pensava estar morto. E mais, ele é um sombrio como ela. Mas Jonnen ainda era um bebê quando foi levado pelo pai e não aceita o que Mia lhe conta. Para ele Mia é a mulher que matou seu pai na sua frente, e a história se repete. E alem de ter que lidar com Jonnen, Mia ainda tem que descobrir o que aconteceu com Ash e Mercurio que não aparecem no local combinado.

Mercurio foi capturado pela Igreja Vermelha e Mia vai fazer de tudo para libertar seu antigo mentor e o mais próximo de um pai que ela já teve, mesmo sabendo que a Igreja vai usá-lo como isca. E Ash só conseguiu escapar da Igreja porque recebeu ajuda do que ninguém menos do que Tric, o ex-amante de Mia que ela assassinou e que agora é um espectro, um sem-lume. Enquanto é caçada pela Igreja e pelos soldados luminatii de Scaeva, além de tentar ganhar a confiança do irmão e ainda lidar com a presença da atual e do ex-amante, Mia ainda vai ter que enfrentar outro desafio para o qual está destinada. A veratreva se aproxima e as sombras em Mia estão cada vez mais agitadas. O ultimo capitulo da história de Mia se apresenta e sua morte está cada vez mais próxima.

"Os muitos eram um. E serão um de novo; um sob os três, para erguer as quatro, libertar o primeiro, cegar o segundo e o terceiro."

O  ultimo livro de uma história é sempre dificil de ler e mais dificil ainda de resenhar. Confesso que li ele com um pé atrás porque como disse na resenha do segundo livro, li a resenha da Luiza e ela se decepcionou com esse terceiro. Mas ainda bem que minha opinião foi um pouco diferente da dela. Ainda achei que o livro deixou a desejar, mas gostei de grande parte do que encontrei nele. Mas pensei muito antes de dar minha nota final, e acabei fechando com um 4/5 e vou explicar o porque dela nos próximos parágrafos. Mas já deixo claro que não foi uma leitura fácil e em um certo momento precisei parar, ler outro livro e só então voltar para terminar esse.

Desde o começo da história de Mia já sabemos que ela está morta. O cronista vai contar a história de um mito, de uma heroína para alguns, de uma assassina para outros, mas ele deixa claro que ela está morta. Então nem esperem uma história com aqueles finais felizes que estamos acostumados a ver em romances de época por exemplo. Mas a esperança é a ultima que morre e fui até o final com aquele fiozinho aceso de que ia dar tudo certo no final, porque quem disse que ela não poderia ter morrido de velhice? Não vou contar como foi é claro. Mas vou falar, dos últimos livros de fantasia que tenho lido, esse foi o que o autor mais pesou a mão na hora de matar os personagens. Achei que não ia sobrar ninguém no final.


E já vou começar falando do porque não dei nota máxima para o livro. Lá no primeiro livro quando conhecemos Mia vemos que ela é movida pela vingança e foi esse o tom abordado pelo autor nos dois primeiros livros da série. Mas como até comentei nos outros livros, Mia é uma sombria e ficamos no escuro sobre o que isso significa nos dois primeiros livros. Então com uma revelação nas ultimas páginas do segundo livro, temos um terceiro completamente diferente dos outros dois. O autor resolveu mudar o foco da história nesse ultimo livro e a impressão que eu tive foi que ele não sabia o que escrever e onde a história ia chegar quando começou a contar a história da Mia.

E isso me incomodou muito porque parece que os dois primeiros livros foram escritos em vão. Tudo o que ela passou até então foi reduzido a nada porque a história verdadeira era outra e não passava nem perto do que ela viveu até então. Me senti enganada. Se ele tivesse contado a história de uma outra maneira, dando a entender que aquilo ali seria uma espécie de amadurecimento para ela enfrentar o que estava a sua esperava, a minha visão teria sido outra. Mas ele simplesmente omitiu a "verdadeira" história escondendo ela atrás de uma vingança, que perdeu completamente o sentido nesse terceiro livro.

Outra coisa que me fez não dar nota máxima foi o tanto que o autor enrolou para chegar em algum lugar. Praticamente metade do livro Mia e seus companheiros ficam dando voltas e não acontece nada. Foi nesse ponto que citei ali acima que parei de ler e fui ler outro livro para só então voltar e terminar a história, porque se tivesse continuado a minha nota teria sido bem menor. E por fim a terceira coisa que me degradou nesse terceiro livro foi que do nada o autor me inventa um triangulo amoroso com Mia, Ash e Tric, sendo que a sua atual amante matou o seu ex. Tanta coisa acontecendo e temos que ler páginas e páginas de discussões bobas entre Ash e Tric, com Ash a todo instante jogando na cara de Tric que é ela que está com a Mia. Revelando uma insegurança que até então não existia na garota que planejou acabar com a Igreja Vermelha.


Eu gosto de romance, sou romântica e mesmo em livros que não tem muito a ver, eu gosto de ver ele ali presente. Mas confesso que não consegui ver amor entre Mia e Ash, assim como não tinha visto com o Tric também no primeiro livro. No meu ver era só sexo. E muito sexo na verdade porque achei bem desnecessárias o autor ficar escrevendo aqueles montes de cenas de sexo quando tinha muito mais coisa interessantes para ele estar escrevendo. Mas vou parar as criticas negativas por aqui se não vocês vão achar que não gostei do livro e pelo contrário, gostei muito. Não foi o final que eu queria, mas tenho que reconhecer que foi um final que funcionou e que fechou bem As Crônicas da Quasinoite.

Aliás a quasinoite e toda cenário criado pelo autor, a mitologia dos deuses que regem a história foi uma das coisas que mais gostei. Pena que ficou em segundo plano no foco do autor e parece que ele só lembrou deles nesse terceiro livro. Poderia ter aproveitado melhor os deuses como personagens da história em si. Mas personagens maravilhosos foi o que não faltou nessa história, ainda que Mia seja o grande destaque dela. Mia é simplesmente sensacional, ainda gosto mais da Aelin, mas ela com certeza garantiu um lugarzinho no meu coração. E isso porque ela é uma anti-heroína, Mia é o oposto de tudo o que uma heroína deveria ser, mas ainda assim ela ganha a simpatia do leitor e faz com que a gente torça que nem loucos para ela conseguir sua vingança e seu final feliz.

Uma coisa que gostei muito nos livros, foi que no começo do segundo e do terceiro temos uma apresentação dos personagens e assim a gente não fica perdido na história como acontece com várias séries que os autores demoram horrores para escrever. E outra coisa que amei foi a revelação de quem é nosso narrador misterioso, que é o grande diferencial dos livros, já que temos notas de rodapé com ele dando seus pitacos sobre o que está acontecendo. Confesso que nem me passou pela cabeça a identidade do dito cujo. E para finalizar que essa resenha já está enorme, só deixo minha insatisfação com as páginas brancas, porque de resto os livros estão lindos. Indico a trilogia para quem gosta do gênero.

Nota:









27 abril 2020

#30 | Eu Quero! e #102 | A Estante Aumentou!

Esse mês resolvi juntar as duas colunas mensais aqui do blog em uma só já que estamos vivendo algo atípico e as coisas não estão como eram antes. Eu estava decidida a não comprar nada por enquanto, tanto por causa do dinheiro como por causa do medo das entregas hehe, mas quando vi que a V&R Editoras estava com uma promoção de 50% de descontos em todo catálogo e eu precisava do livro Darkdawn – As cinzas da república que custa quase um rim, acabei comprando ele e mais um box da editora que estava na minha lista já faz um tempão.

Comprei esse box de o Clã das Freiras Assassinas que li resenhas bem positivas dos livros e já estava na minha lista de leituras. Veio um poster junto com os livros. E os livros tem orelhas, diferente do box que comprei de a Trilogia do Vencedor que é da mesma editora. 


Aqui também veio um poster e marcadores junto com o livro. Já li ele e logo tem resenha.



E esses são os lançamentos de abril que entraram para minha lista de desejados.

Vinte anos se passaram desde os eventos de La Belle Sauvage, a primeira parte da trilogia O Livro das Sombras, quando Lyra Belacqua era apenas um bebê em grave perigo. E faz sete anos desde que os leitores deixaram Lyra e o amor de sua vida, Will Parry, sentados em um banco nos jardins de Oxford, ao fim do extraordinário último volume da trilogia Fronteiras do Universo.
Agora, em A comunidade secreta, conhecemos Lyra da Língua Mágica, e ela não é mais uma criança... Nesse segundo volume, Lyra tem vinte anos, lembranças dolorosas, nenhuma certeza e uma relação cada vez mais difícil com seu daemon, Pantalaimon.
Mais uma vez, os dois são obrigados a deixar o santuário de Oxford e se aventurar em um mundo cheio de perigos e criaturas estranhas. Acompanhando-os nessa jornada está Malcolm, agora um homem com um forte senso de dever e justiça.
A comunidade secreta não poderia ser um livro mais atual; uma aventura incrível com visões críticas sobre o que é compreender a si mesmo, crescer e enxergar o mundo ao redor. Uma história emocionante de um dos maiores escritores dos nossos tempos.

A trilogia Fronteiras do Universo acabou sendo uma decepção, mas essa nova trilogia do autor, pelo menos o primeiro livro, eu gostei bastante e quero me aventurar nesse segundo.

Ralph Stockwood sempre se orgulhou de ser um líder nato. Mas, quando convenceu os amigos a lutarem com ele nas Guerras Napoleônicas, nunca imaginou que seria o único sobrevivente.
Mesmo atormentado pela culpa, Ralph precisa seguir em frente, arranjar uma esposa e garantir um herdeiro para seu título e sua fortuna.
Desde que a participação de Chloe Muirhead na temporada de Londres terminou de forma desastrosa, ela aceitou a possibilidade de ser, para sempre, uma solteirona. Para escapar da própria família, a moça se refugia na casa da madrinha de sua mãe. Lá, conhece Ralph.
Ele precisa de uma esposa. Ela não acharia ruim encontrar um marido. Então Chloe sugere que os dois se casem, por conveniência. A condição é uma só: Ralph precisa prometer que nunca a levará de volta a Londres.
Mas, de uma hora para outra, as circunstâncias mudam. E logo fica claro que, para Ralph, o acordo foi apenas uma promessa e nada mais...

Essa série eu ainda não li nenhum dos livros, mas sou fã do estilo da autora e já quero ler esse também.

QUANDO UM REINO É AMALDIÇOADO, O AMOR FLORESCE NOS LUGARES MAIS SOMBRIOS.
O reino de Emberfall está sob ameaça. Amaldiçoado por uma poderosa feiticeira, o príncipe Rhen foi condenado a repetir seu aniversário de dezoito anos por sucessivos outonos. E, com a chegada desta estação, ele se transforma num monstro que destrói tudo e todos que cruzam seu caminho. A maldição só será quebrada se uma garota se apaixonar por ele.
A vida de Harper nunca foi fácil. A garota nasceu com uma restrição de movimento causada por uma paralisia cerebral. O pai da jovem abandonou a família há muito tempo, e sua mãe está morrendo. Além disso, seu irmão assumiu as dívidas do pai e está envolvido com gente barra-pesada. Porém, um dia, ela tenta salvar uma desconhecida nas ruas de Washington DC e é atraída para um reino encantado.
Harper não sabe onde está ou em que acreditar. Um príncipe? Uma maldição? Um monstro? Mas, quanto mais ela convive com Rhen nessa terra amaldiçoada, mais ela compreende o que está em jogo. Ao mesmo tempo, o príncipe percebe que Harper não é só mais uma garota – ela é sua única esperança. Entretanto, forças poderosas se erguem contra Emberfall e será necessário mais do que uma maldição quebrada para salvar Harper, Rhen e seu povo da ruína total.

Esse entrou para a lista pela sinopse e pela capa que achei linda.

"Ele estava todo de cinza, com exceção da gravata branca de nó simples. A cor e a pouca luz escureciam seus olhos, fazendo-os brilhar. Novamente, Lucinda teve a sensação inquietante de que ele podia ler seus pensamentos.
— Eu plantei as mudas — disse ele subitamente.
— Ah, sim? Ótimo.
— E nós fizemos um acordo.
Minha nossa.
— Sr. Carroway, você não precisa…
— Robert — interrompeu ele.
— Robert, então. Fico grata pela oferta, mas, realmente, não é…
Devagar, ele estendeu a mão e tocou seu rosto, os dedos roçando em sua pele como se esperasse que ela fosse evaporar.
— Eu disse que ajudaria — murmurou ele — e é o que farei.
Um arrepio desceu pela coluna de Lucinda. Tivesse Robert aceitado as rosas ou não, ela não esperava que voltasse a mencionar o acordo. E não esperava se sentir tão… eufórica com aquele toque."

E esse eu amei o primeiro livro da série e até tenho o segundo que ainda não li, mas já quero ler esse terceiro também.

E vocês como estão passando a quarentena, estão comprando livros ou não? Querem algum desses da minha lista de desejados?







22 abril 2020

Resenha | Godsgrave: O Espetáculo Sangrento - Jay Kristoff


Livro: Godsgrave: O Espetáculo Sangrento
Série: Crônicas da Quasinoite # 2
#1 - Nevernight: A Sombra do Corvo
Gênero: Fantasia
Autor: Jay Kristoff
Editora: Plataforma21
Páginas: 592
Ano: 2018

Contêm spoilers do livro anterior.

Resenha:
Mia Corvere não conseguiu realizar o ultimo teste para se tornar uma Lâmina, mas por causa das circunstancias ela se tornou uma mesmo assim. A Igreja Vermelha foi traída e antes de morrer Lorde Cassius, o Senhor da Lâminas e chefe da Igreja Vermelha ungiu Mia com seu sangue tornando-a uma Lâmina. E agora mais do que nunca Mia quer vingança contra as pessoas que destruíram sua família e que agora também são os responsáveis pela morte de quase todo mundo da Igreja Vermelha, entre eles Tric, o garoto por quem Mia nutria certos sentimentos, mesmo sabendo que eles nunca poderiam ficar juntos.Cassius era como Mia, um manipulador de sombras, mas ela não conseguiu descobrir nada sobre seu dom com ele antes do mesmo falecer, então Mia segue sem saber do que é capaz.

Faz oito meses que Mia está trabalhando para a Igreja em Galante e sai em missões para matar quem lhe é ordenado. Mas parece que quanto mais ela mata, mais longe da sua vingança ela fica. Isso sem falar que tem várias pessoas que não aceitam Mia como Lâmina, já que ela não passou no último teste, entre eles Solis que agora é Reverendo. E após seu último assassinato Mia é convocada de volta pelo Ministério, onde recebe sua nova missão e é em Godsgrave. Mas ela é alertada para que não chegue nem perto de Scaeva e Duomo, os assassinos do seu pai. Só que Mia não vai deixar passar essa oportunidade nem que para isso ela tenha que ir contra a Igreja.

E em Godsgrave Mia acaba reencontrando uma pessoa que abre seu olhos para algumas verdades que ela não tinha percebido até então e Mia decide que está na hora de colocar sua vingança em prática. É arriscado, mas Mia pensa em um plano para matar Scaeva e Doumo de uma vez só e ela sabe de um lugar em que os dois estarão juntos, na final do Torneio de Godsgrave para coroar o vencedor. Então Mia se deixa ser presa como escrava para ser vendida para Leonides o melhor treinador de gladiatiis de Godsgrave. Mas ela se vê envolvida em uma disputa entre pai e filha e acaba se tornando escrava de Leona, que por ironia do destino é a dona atual da casa onde Mia nasceu. Agora Mia vai ter que provar do que é capaz, onde o desafio é ainda maior do que o que ela enfrentou para ser uma Lâmina.


Eu estava me segurando para ler esse livro desde que terminei Nevernigth porque ainda não tinha comprado o terceiro, que por sinal está custando um rim. Mas a editora fez uma promoção de 50% em todo seu catálogo e comprei o ultimo e por isso corri ler esse. E ainda bem que esperei para ler porque meu Deus que final foi aquele. Eu necessito ler o terceiro. Eu já tinha lido em algumas resenhas que o segundo conseguia ser ainda melhor que o primeiro. Mas o primeiro foi tão sensacional que eu não estava acreditando muito nisso não. Mas é verdade. Nesse segundo livro temos um tom mais adulto na história e se for comparar, o primeiro parece brincadeira de criança perto do segundo.

Se você não tem tolerância para cenas mais fortes, fique longe desse livro. O título espetáculo sangrento define bem o que vamos encontrar na história. Se bobear escorre sangue das páginas de tanta matança que tem nesse livro. E apesar de tantas mortes, vemos uma Mia mais humana do que no primeiro livro. Ela passa por um amadurecimento incrível e está longe de ser a garota que só pensava em conseguir atingir seus objetivos, mesmo que para isso ela precisasse passar por cima de tudo e de todos. Mia parou de se achar a ultima bolacha do pacote e realmente se tornou a ultima bolacha do pacote. Ela não se acha mais a toda poderosa, ela age como uma. Por várias vezes me lembrei da Aelin, quem leu Trono de Vidro vai entender a referencia.

Do primeiro livro temos poucos personagens que atuam fortemente nesse segundo, os mais importantes são o Velho Mercúrio e Ashlinn, que formam uma estranha aliança com Mia. Mas em compensação tem vários personagens novos para nos apegarmos e para sofrer com eles é claro, porque assim como, Mia estão destinados a morte. Tem vários que eu poderia citar aqui como Larva, Sidonius, Cantespadas e companhia, todos escravos lutando por uma chance de ser livre. Mas e quando para conseguir atingir seu objetivo, Mia sabe que se ela estiver viva no final, todos eles estarão mortos pelo caminho? É uma história que dá um nó na garganta da gente e mesmo sabendo o que vai acontecer, não tem como não torcer para que algo aconteça e mude aquela situação.


Novamente um personagem que acredito ser um dos queridinhos da maioria dos leitores o Sr. Simpático, foi um dos meus favoritos do livro. E junto a ele agora temos Eclpse, que depois da morte de Cassius passou a habitar a sombra de Mia e um é oposto do outro, o que rende ótimas interações entre eles. Já uma coisa que havia amado no primeiro livro, as notas de rodapé onde o narrador dá seus pitacos e derrama seu sarcasmo na história, achei que não conseguiu ficar no mesmo nível do primeiro livro. Achei que elas foram poucas e não tão relevantes quanto no anterior. Espero que isso mude no terceiro. E pelo que li nas resenhas no terceiro, logo no começo do livro já descobrimos quem é o famoso narrador. Curiosidade me mata.

E se tiver algo de negativo para falar que me incomodou no livro, foi que o autor pesou a mão em algumas cenas de sexo que não cabia na história. Achei bem desnecessárias em um primeiro momento. Mas depois pensando em todo o contexto e na construção do psicológico da Mia eu entendi a importância delas para o amadurecimento da personagem. Mas ainda assim eu não gosto da escolha do autor do par romântico da Mia. Eu só consegui ver sexo na relação, em nenhum momento vi mais do que isso da parte da Mia. E uma coisa que também achei que faltou um aprofundamento foi na questão dos sombrios. Faz dois livros que quero saber mais sobre eles e até agora nada. De que adianta a Mia ter poderes que não sabe usar?

Mas essa é outra questão que já vi será abordada no terceiro e ultimo livro da série. E já estou preparando meu psicológico porque segundo a Luiza do blog Balaio de Babados, Darkdawn - As Cinzas da República deixou muito a desejar. Espero que minha opinião seja diferente da dela hehe. Quanto a edição, se não fossem as folhas brancas os livros seriam perfeitos. A edição está maravilhosa com capas chamativas e mapas que nos colocam dentro da história. O único problema mesmo são as folhas serem brancas. Enfim, termino indicando o livro para os fãs de fantasia. Por enquanto ele está entre as melhores histórias que li do gênero.

Nota:









11 abril 2020

Resenha | Nevernight: A Sombra do Corvo - Jay Kristoff


Livro: Nevernight
Série: Crônicas da Quasinoite #1
Gênero: Fantasia
Autor: Jay Kristoff
Editora: Plataforma21
Páginas: 608
Ano: 2017

Resenha:
Mia Corvere nunca mais foi a mesma depois de ver o pai ser acusado de insurreição contra a República de Itreya e ser enforcado logo em seguida. Aos dez anos ela viu o rosto do seu pai ficando roxo e naquele instante ela conheceu a cor do medo. E quando ela voltou para casa com sua mãe, algo voltou junto com ela. Mas a desgraça ainda não tinha terminado e eles vieram e levaram sua mãe e seu irmão ainda bebê para a prisão. E Mia só não morreu porque aquele algo que estava com ela desde a morte do seu pai lhe deu forças e uma maneira de salvar a própria vida tirando a vida de seu algoz.

Desde então Mia vive para a vingança. E apesar dos três sóis que brilham em Itreya, uma escuridão digna de trevas tomou conta dela e as sombras nunca mais a largaram. Sua única companhia nas ruas de Godsgrave é uma sombra na forma de um gato, a quem ela chama de Senhor Simpático e que se alimenta com todos os seus medos. Mas então Mia acabou encontrando o Velho Mercúrio que se tornou seu shahiid e foi quem ensinou tudo o que Mia sabe. Foi ele também que abriu os olhos de Mia para seu dom, ela é uma sombria, manipuladora das sombras.

E o Velho Mercúrio ensinou e preparou Mia para ela realizar seu grande desejo: se tornar uma serva da Igreja Vermelha, um bando de assassinos com permissão para matar em nome de Niah, a deusa da noite. E aos dezesseis anos Mia começa sua jornada que não será nada fácil. Chegar até a Igreja e ser aceita já não é nada fácil, mas uma vez lá dentro será ainda pior já que todos por lá são assassinos e alguns ainda se lembram do pai de Mia e assim como ela querem vingança, mas contra ela. E no fim somente quatro entre os acólitos (alunos) serão lâminas (assassinos). E Mia precisa estar entre eles porque ela não vai ter paz enquanto não matar os assassinos do seu pai.

"— Esqueça a garota que tinha tudo. Ela morreu junto com o pai.
— Mas eu...
— Você começa do nada. Não possui nada. Não sabe nada. É nada.
— E porque eu faria isso?
O velho apagou a cigarrilha no chão entre os dois.
Seu sorriso a fez sorrir também.
— Porque então você será capaz de tudo."

Faz tempo que estou com esse livro na estante. Mas como é uma trilogia e ainda não tinham lançado o ultimo, resolvi esperar para ler. E agora nem sei mais se devia ter lido antes porque gente, que livro! Mas antes de começar a elogiar já vou falar da unica coisa que não gostei nele. As edição poderiam estar incríveis, mas não sei porque fizeram com folhas brancas. A capa é linda, tem mapas, a diagramação está muito boa, tem notas de rodapé para explicar e inteirar o leitor no mundo criado pelo autor, mas depois que a gente (principalmente eu que tenho miopia e astigmatismo) se acostuma a ler com a folhas "amareladas", não quer saber de folhas brancas nunca mais. E foi dificil ler, principalmente a noite.

Mas tirando isso eu amei tudo no livro. Que história sensacional, que protagonista maravilhosa e ainda tem um detalhe que faz da história, mesmo sendo bem pesada, ser uma história bem humorada e gostosa de ser lida: um narrador irônico que dá seus pitacos durante a narrativa. Devorei as 600 páginas e queria muito mais porque a história é incrível. Ela é dividida entre cenas de quando Mia era criança e cenas dela já adolescente tentando virar uma lâmina. Não vou dizer passado e presente porque as duas acontecem no passado já que a história começa com o narrador já dizendo que vai contar a história de Mia, uma assassina conhecida.


O livro lembra assim uma mistura de Trono de Vidro, com a parte da protagonista assassina e Harry Potter, porque ela vai para uma escola aprender a ser uma assassina. E como são duas histórias que amo não poderia deixar de me entusiasmar com a história da Mia. Que aliás é uma protagonista que cativa a gente logo de cara. Mesmo que suas primeiras cenas sejam bem sanguinárias. Não tem como não se identificar com a criança Mia, e assim como ela querer vingança pelo o que aconteceu. E já que estou comparando ela com Celaena, achei a Mia mais ingênua e um tantinho mais "boba", mas em compensação ela faz menos burrada. Isso no primeiro livro, não sei nos outros.

Mas o melhor do livro sem dúvida é o cenário criado pelo autor. Em um mundo onde existem três sóis e que só é noite durante um pequeno período de tempo a cada dois anos e meio, temos uma  protagonista com o dom de manipular as sombras. Fico aqui imaginando como será quando "anoitecer", já que isso ainda não aconteceu nesse primeiro livro. Mas também por enquanto Mia ainda sabe pouco sobre seu dom e como usar ele. E ainda sobre as sombras, tem um personagem que foi um dos meus favoritos nesse primeiro livro, o não-gato, o Sr. Simpático. Ele é uma espécie de consciência para a Mia e espero saber mais sobre ele nos próximos volumes.

E acontece tanta coisa nesse livro que depois que terminei parecia que eu tinha corrido uma maratona. Eles estão em uma disputa por quatro vagas e as provas para conseguirem essas vagas são de tirar o fôlego. Até porque não dá para saber o que esperar de nenhum dos professores. A todo momento eles são testados e vence não quem está mais preparado, mas quem é mais "esperto". E no fim dessa maratona fui feita de trouxa pelo autor. Nunca que esperava uma coisa daquelas e agora preciso ler o segundo livro porque é de cair o queixo. E vou parar por aqui para não acabar soltando algum spoiler. E termino indicando o livro para quem é fã de livros de fantasia. Com certeza vai agradar.

Nota:










27 fevereiro 2020

#28 | Eu Quero!

Mês acabando e claro que temos nossa listinha de desejados do mês. Esse mês teve menos lançamentos que me interessaram, por isso a lista está menor, com apenas três livros.

Não há espaço para romance na vida da escritora Amanda Briars. Reconhecida no meio literário londrino, ela realiza as próprias fantasias através das personagens que cria em suas histórias de amor. Em nome da liberdade, está satisfeita em viver na solidão.
Amanda só não quer completar 30 anos sem nunca ter experimentado o prazer, e a solução mais discreta é contratar os serviços de um profissional. Quando o homem aparece à sua porta, a atração entre os dois é evidente, mas, para frustração dela, ele interrompe a noite de paixão no meio e vai embora.
Uma semana depois, ela o reencontra em um jantar e descobre que Jack Devlin é, na verdade, seu novo editor. Amanda fica mortificada.
Porém as lembranças daquela noite permanecem vivas na mente dos dois, e basta uma centelha para que o fogo entre eles se reacenda. Só que Jack, filho rejeitado do nobre mais notório de Londres, tem o coração endurecido e não acredita no amor, enquanto Amanda resiste ao desejo crescente em nome de sua independência.
Quando o destino entrelaça suas vidas, suas convicções mais profundas entram em choque. Agora os dois precisam decidir se, depois de conhecerem a verdadeira paixão, conseguirão voltar a se satisfazer com menos que isso.

 É romance de época, é da Lisa e com uma capa maravilhosa dessas, é claro que já quero ler.

Após ser gravemente ferido numa invasão à sua casa, o Dr. Marc Seidman desperta de um coma de quase duas semanas e descobre que sua vida foi destruída. A esposa foi assassinada. A filha, Tara, de 6 meses, desapareceu.
Depois de tanto tempo, parece impossível descobrir onde a bebê está, mas de repente Marc tem um alento ao receber um pedido de resgate. Só que o bilhete faz uma clara advertência: se ele falar com a polícia, nunca mais verá a filha. Não haverá segunda chance.
Sem ter a quem recorrer, Marc fica dividido entre a agonia e a esperança. E quando os investigadores passam a considerá-lo o principal suspeito dos crimes, ele precisa se lançar numa busca desesperada pela verdade não apenas para recuperar Tara, mas também para salvar a própria vida.


Eu não consigo comprar todos os livros do autor nunca. Quando compro um lá vem a Arqueiro e lança outro hehe.

Nobre amigo, depois de um breve silêncio, podemos enfim voltar os olhos para a saga de nosso pequeno corvo. É certo que você deve estar curioso para saber o que aconteceu após os eventos sanguinários que abalaram as arenas de Godsgrave.
Com o irmão caçula nos braços, Mia Corvere saboreia seu triunfo. Foi uma longa jornada até aqui. A menina assustada que presenciara o enforcamento do pai tornou-se a assassina mais temida de toda a República de Itreya. Passados oito anos desde que começou a planejar sua vingança, Mia finalmente instaurou o caos na Cidade das Pontes e dos Ossos ao ceifar a vida do grão-cardeal e do cônsul.
No entanto, nem tudo é glória na vida da Faz-Rei. Os soldados luminatii e os servos da Igreja Vermelha estão à sua caça. Mercurio foi capturado e Mia deve salvá-lo antes que seu querido mentor pereça dentro dos muros da escola de assassinos. Entre sua fuga e o resgate do velho, ela precisa conquistar a confiança de Jonnen, seu irmão. Pois, neste momento, o que sobrou de sua família deseja vê-la morta.
Além disso, há algo mais assombrando seu destino. Um enigma fúnebre que cresce sob Godsgrave à medida que a veratreva se aproxima: os muitos eram um e serão de novo. Quando a noite chegar, talvez em definitivo, Mia Corvere conseguirá sobreviver num mundo em que até a luz dos sóis pode morrer?

Esse estou lendo o primeiro agora, mas já quero esse porque estou amando a história.




10 fevereiro 2020

Resenha | O Beijo do Vencedor - Marie Rutkoski


Livro: O Beijo do Vencedor
Série: Trilogia do Vencedor #3
#1- A Maldição do Vencedor
#2 - O Crime do Vencedor
Gênero: Fantasia
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma21
Páginas: 448
Ano: 2017

Contêm spoilers dos livros anteriores nos três primeiros parágrafos.

Resenha:
Arin viajou para o Oriente e conseguiu aliados em Dacra contra Valória. E enquanto estava por lá ele deduziu que todas as atitudes de Kestrel foram por amor a ele e partiu o mais rápido possível para confirmar suas deduções. Mas em sua afobação ele acaba chegando em um momento ruim, onde Kestrel está sendo vigiada por seu pai e para tentar reverter a situação ela nega e distorce tudo o que Arin fala. Arin parte arrasado e Kestrel não suportando mais mentir para ele escreve uma carta onde confessa tudo o que fez. Mas a carta chega aos mãos do seu pai e ele sem pensar duas vezes entrega a própria filha para o imperador. Então Kestrel, no dia em que completa dezoito anos, é mandada para o campo de trabalho forçado em Tundra.

Arin consegue escapar de Valória e chega em Herran junto com os navios de Dacra. E já prepara um plano, porque ele tem certeza de que o imperador vai atacar. É o que acontece, mas Valória não sabia sobre os novos aliados de Herran, nem que "a mariposa " havia alertado sobre a água envenenada dos herranis e os valorianos perdem a primeira batalha. Primeira, porque agora definitivamente foi declarada a guerra. Enquanto arma as estratégias, Arin não consegue deixar de pensar no que Kestrel faria e consequentemente no que o pai dela, o General faria e assim vai tendo uma vitória por vez. E por mais que tente dizer a si mesmo que não se importa com Kestrel, dói mais um pouco quando fica sabendo que Kestrel se casou com o príncipe em segredo e fugiu para a lua de mel. 

E enquanto Arin está em guerra, Kestrel está sendo drogada em Tundra. Eles só precisam dos corpos saudáveis para trabalhar, já a mente, os presos mais parecem zumbis e não lembram nem os próprios nomes. Kestrel luta o quanto pode, e até chega a fugir com uma pequena ajuda de Verex, mas é pega e tem seu corpo marcado para que pare de lutar. E ela para. Mas então chega até a Arin a notícia de que Kestrel morreu na viagem de lua de mel e ele não consegue aceitar. E novamente sua mente começa a juntar as peças, e ele tem certeza de que mais uma vez foi enganado por Kestrel, e com base em informações que chegaram até ele, deduz que ela foi levada para Tundra e vai resgatá-la pessoalmente. Mas quando enfim Arin encontra Kestrel, ela não o reconhece. Ela não sabe nem quem é ela mesma. Mas ela vai se lembrar, e Kestrel que nunca quis se alistar no Exército vai fazer questão de estar nessa guerra.


Antes de mais nada quero dizer que me arrependo do que disse lá na resenha do primeiro livro. Para quem não leu, eu disse que esse livro não se comparava a histórias como A Rebelde do Deserto e outros que li ultimamente do gênero, mas estava muito enganada. Acho que o problema foi eu ter lido ele na hora errada, quando estava mais propensa a outros gêneros, como o suspense. Porque a trilogia é magnifica. Fiquei de cara com a história, amei os personagens, a autora soube desenvolver a ideia, o cenário de guerra e politicagem foi de arrasar, o romance de deixar o coração quentinho, as cenas de ação muito bem escritas que até parecia que eu estava assistindo e não lendo, e um final de deixar qualquer um satisfeito.

O segundo livro terminou de um jeito de doer o coração e eu sabia que o começo desse terceiro ia ser dificil para os dois protagonistas, mas não imaginei que ia ser tanto. Kestrel sobreviveu porque é uma guerreira, eu no lugar dela tinha desistido bem antes. Eu já tinha visto barbaridades em guerras, mas o que eles fazem em Tundra é cruel até para os padrões dos piores vilões que eu já tinha visto. Fiquei chocada. E quando Arin finalmente consegue tirar ela de lá, ela não lembra de nada. E no fim isso acabou sendo um ponto positivo para a história porque foi lindo ver Kestrel se encantar novamente pelo homem que ela já amava e não lembrava. E ver Arin respeitando o tempo de Kestrel? Em nenhum momento ele forçou alguma coisa ou tentou fazer com que ela se lembrasse na marra, ele simplesmente conquistou ela novamente. Homens aprendam com ele.

O relacionamento entre eles é um dos mais lindos que já li em livros do gênero. Eles se entendem com o um olhar, fazem o que precisam para salvar seu povo, mas sempre pensando na segurança e felicidade do outro. Aqui não tem um que ama mais, o amor dos dois é igual. É um amor tecnicamente impossível, mas que é tão grande que até as pessoas em volta começam a querer ajudar e torcer por eles. O leitor tem companhia em sua torcida hehe. E uma pessoa que se destacou nisso foi Roshar, que amava Arin como um irmão, ou até algo mais, e que fez tudo ao seu alcance pela felicidade dele. Roshar aliás que foi um dos personagens considerado secundário, que roubou a cena em muitos momentos e queria que ele tivesse tido um final melhorzinho do que a autora reservou para ele.

A guerra foi um grande destaque nesse terceiro volume. Eu confesso, não sou tão fã de livros onde a guerra é descrita em seus mínimos detalhes, mas aqui eu fiquei encantada, principalmente por ver a aluna, Kestrel, usando o que aprendeu contra seu professor, seu pai. As estratégias, cada movimento do jogo, eu ficava com o coração na mão esperando para ver que lado ia sair vencedor. E amei a cena final entre a Kestel e o imperador. As ultimas páginas me deu nervoso porque ficava intercalando entre o que acontecia com Kestrel e Arin e eu queria que tudo terminasse logo para ver os dois juntos novamente, mas ao mesmo tempo não queria porque não sabia como ia terminar. Foi um final épico,  um dos melhores finais de trilogia que já li.

Kestrel é uma protagonista que vai ficar marcada. A evolução do personagem foi enorme. De garota protegida de tudo, ela se tornou o nome da guerra. E não precisou de super poderes para isso. Arin, nem sei o que dizer. De escravo a líder de um povo sem esperança, um coração de ouro, o apoio que Kestrel precisava e que sem ele nada teria sido feito. Eu amo esses dois juntos. E só posso dizer leiam essa trilogia. Se você é fã de livros do gênero, você vai se surpreender. Quanto a edição, já comentei que os meus livros vieram sem orelha, tipo edição econômica, mas as capas são lindas e compensa hehe.

Nota:









26 janeiro 2020

Resenha | O Crime do Vencedor - Marie Rutkoski


Livro: O Crime do Vencedor
Série: Trilogia do Vencedor #2
#1 A Maldição do Vencedor
Gênero: Fantasia
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma21
Páginas: 360
Ano: 2016

Esse livro é o segundo de uma trilogia. Contêm spoiler do primeiro livro nos três primeiros parágrafos. 

Resenha:
Kestrel é filha do General Trajan, responsável pela vitória de Valória sobre Herran, fazendo assim com que os herranis fossem feitos escravos em suas próprias casas. Mas de certo modo  Kestrel também é escrava dos costumes do seu povo e antes de completar vinte anos tem que se decidir entre se alistar no exército ou se casar e Kestrel não quer nenhuma das duas opções. E sem saber ela se vê envolvida em um plano dos herranis para recuperar suas terras. Ela é levada a comprar um escravo no mercado, Arin, e quando percebe está apaixonada pelo inimigo e é correspondida. Os herranis atacam, mas Kestrel consegue fugir e para salvar a vida de Arin, ela faz um acordo com o Imperador de Valória, onde Arin será o governador de Herran, ainda sob o domínio de Valória, enquanto Kestrel ficou noiva do filho do imperador, o príncipe Verex.

No fim tanto Arin como Kestrel precisaram escolher entre o amor ou a lealdade a seu povo e os dois escolheram o amor, mesmo que cada um deles pense o contrário. Arin matou por Kestrel e escolheu deixá-la fugir, enquanto Kestrel mentiu e manipulou seu imperador para salvar Arin. Mas Arin acredita que Kestrel escolheu Valória e só aceita os termos do imperador desde que Kestrel seja a porta voz entre os dois povos. E Kestrel que ansiava por liberdade se vê presa em suas próprias escolhas. Sua vida agora se resume a estar sempre impecável e a refeições com o imperador, que são verdadeiras batalhas mentais onde o imperador joga tanto com Kestrel como com o próprio filho. Como considera Verex um fraco, ele decidiu fazer de Kestrel sua sucessora e vai fazer de tudo que estiver a seu alcance para tornar Kestrel digna de assumir seu lugar.

Enquanto isso Arin governa Herran, mas todas as riquezas estão indo embora para os cofres de Valória e ele não sabe o que fazer para reerguer Herran. E ainda tem que lidar com a saudade que corrói seu peito, porque todos seus pensamentos são para Kestrel. Por isso ele não resiste a vontade de vê-la quando recebe o convite para o baile em comemoração ao noivado. E quando se encontram Arin pede que ela o perdoe, achando que é por alguma coisa que ele fez que Kestrel aceitou o casamento. Kestrel não pode dizer a verdade, por isso mente para Arin enquanto se torna espiã dos herranis dentro do palácio. Mas Arin acredita que Kestrel se transformou em outra pessoa e decide viajar para o Oriente em busca de aliados antes que o Imperador resolva que a trégua com Herran terminou.

"Que jogo era aquele?
O que Kestrel pensava que estava fazendo?
Ela já não havia perdido o suficiente?
Já não havia feito o suficiente?"

Se eu tive alguma dúvida para dar a minha nota para o primeiro livro da trilogia, nesse segundo livro nem passou pela minha cabeça dar menos que a nota máxima para a história. Que livro! No começo até que foi mais lento, intercalando entre o que acontecia em Valória com Kestrel e em Herran com Arin, mas quando os dois se juntaram e as coisas foram tomando forma, foi de tirar o folego. As últimas cem páginas eu devorei porque estava aflita para saber o que ia acontecer. E ainda bem que já tenho o terceiro e último livro aqui porque precisei emendar um no outro depois daquele final do segundo livro. A história que começou tímida, tipo a ponta do iceberg, debaixo d'água tinha muito mais e a autora mostrou a que veio nesse segundo livro, que além de não sofrer a maldição do segundo livro, foi infinitamente melhor que o primeiro. 

Mas quem sofreu mesmo foi meu pobre coração. Fazia tempo que não sofria tanto assim por um casal. Que angustia ver os dois separados e sem poder fazer nada para mudar aquela situação. O amor entre eles é tão palpável, mesmo eles estando longe e, assim como no primeiro livro, só temos um beijo para contar história, suas ações e reações são regidas pelo que sentem. Tanto um como o outro, por mais que tentem, não conseguem esconder o tamanho do sentimento que existe dentro do peito deles. E resta ao leitor sofrer junto por algo que parece ser impossível, mas que fica aquela torcida para que de alguma maneira que eu não consegui pensar ainda, eles possam viver esse amor, mesmo seus países sendo inimigos mortais. 


Kestrel é uma estrategista de mão cheia e vai levando o jogo como pode. E o mais incrível nela é que ela não tem ninguém com quem contar. Ela não tem família, já que seu pai é igual se não pior que o imperador, não tem amigos, porque a única que ela tinha, Jess, não aceita Kestrel ter rejeitado seu irmão, suas criadas são todas informantes de alguém e seu amor está longe e no momento pensa o pior dela por seus esforços nesse sentido mesmo. E ainda assim ela é forte, luta por justiça, não importa em qual lado. Já Arin mesmo acreditando no pior, não consegue sufocar o que sente. Mas ele não deixa seu povo de lado e entra no jogo para vencer. E falando em jogo, quem gosta de livros nesse estilo com jogos políticos, vai encontrar um prato cheio nessa trilogia. 

E temos novos personagens e novos cenários inseridos na história. No primeiro livro fomos limitados a Herran, mas aqui o cenário se amplia e vamos conhecer o território de Valória, e um pouco das terras do Oriente. Dos novos personagens, Verex foi meu favorito e se Arin já não fosse o dono do meu coração, eu torceria por ele. Ele é um amor de pessoa. Já o imperador, que homem intragável. Queria torcer o pescoço dele na verdade e estou torcendo para ele ter o que merece. Já o pai de Arin, estou sem palavras até agora para o que ele fez. Enfim, para terminar quero falar dessa capa que é tão linda quanto a do primeiro livro. Mas não sei, acho que ficaria ainda melhor com cores não tão fortes. E indico o livro para quem é fã do gênero. Com certeza é uma história que vale a pena.

Nota:










08 janeiro 2020

Resenha | A Maldição do Vencedor - Marie Rutkoski


Livro: A Maldição do Vencedor
Série: Trilogia do Vencedor #1
Gênero: Fantasia
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma21
Páginas: 328
Ano: 2016

Resenha:
Após a Guerra de Herran, que foi vencida por Valória, os herranis se tornaram escravos em sua própria terra, que se tornou moradia dos valorianos. Um dos grandes nomes da guerra foi o tenente Trajan, hoje General. Kestrel é filha única do General, mas tem quase tão pouca liberdade quanto os herranis. Segundo os costumes de Valória, as mulheres não podem andar desacompanhadas a não ser que sejam soldadas ou mulheres casadas, e Kestrel não quer saber de nenhuma dessas duas opções, mesmo sendo pressionada pelo seu pai para se alistar no exercito. Até porque ela treina desde pequena, mas tanto ela como seu treinador, o capitão da guarda de seu pai, sabem que Kestrel não tem nenhum talento para o combate. Kestrel ama tocar piano, o que só é permitido para os escravos, e para não machucar suas mãos, ela pouco se esforça para aprender a lutar.

Como não tem muita coisa para se distrair, Kestrel vive perambulando pelo mercado da cidade, onde joga cartas com os marinheiros escondido do seu pai. E em um desses dias, Kestrel e sua melhor amiga Jess acabam indo parar no mercado de escravos. E sem saber o porquê, Kestrel que tanto anseia pela liberdade, acaba participando do leilão e comprando um dos escravos por um preço exorbitante, o que resulta em uma piada dos outros participantes do leilão dizendo que Kestrel está sofrendo da maldição do vencedor, que é quando a pessoa vence as ofertas, mas paga um valor muito maior do que o escravo realmente vale. Talvez o que despertou o interesse de Kestrel pelo escravo seja o leiloeiro dizer que ele sabe cantar, e mesmo sendo proibido aos valorianos, Kestrel tem um prazer especial na musica.

O nome do escravo é Arin e ele é colocado para trabalhar como ferreiro. Mas depois Kestrel decide que já que ela precisa de alguém andando atrás dela o tempo todo, esse alguém pode ser Arin. O que Kestrel nem imagina é que Arin foi colocado naquele leilão como uma isca, esperando que finalmente alguém da casa do General comprasse um escravo que pudesse trabalhar como um espião dentro da casa dele. Mas quanto mais tempo Arin passa ao lado de Kestrel, mais duvidas ele tem de que o que está fazendo seja o certo. Ele fica fascinado pela pessoa que ele descobre em Kestrel e quando percebe está apaixonado por ela. Agora resta decidir de que lado ele vai ficar quando a revolução estourar: do lado do seu povo ou da garota que aos poucos ganhou seu coração. 

"A frieza do seu cálculo a deixou horrorizada. Isso era parte do que a fazia resistir ao Exército: o fato de ela conseguir tomar decisões como aquela, de ela ter mesmo talento para a estratégia, de que as pessoas poderiam muito facilmente se tornar peças num jogo que ela estava decidida a vencer."

Está sendo bem dificil escrever essa resenha. Antes de dar a nota para ele fiquei sentada na frente do computador pensando mil vezes se dava um cinco ou um quatro, porque o livro é ótimo, e se eu tivesse lido ele antes de livros como Trono de Vidro ou A Rebelde do Deserto, não teria pensado duas vezes antes de dar nota máxima. Mas se comparar a esses livros que citei, ele apesar de ser ótimo, terá apenas um muito bom, porque não chega aos pés dos livros citados. Mas acabei me decidindo pelo cinco mesmo, porque apesar de tudo, é uma história que amei, com personagens incríveis que me fizeram torcer por eles e que terminou de uma forma que preciso da continuação para ontem.


Kestrel e Arin são o típico casal Romeu e Julieta. Seus povos são inimigos e no momento um povo é escravo do outro. E a autora soube desenvolver muito bem esse aspecto da história, todo o cenário politico e a parte da guerra foram muito bem escritos. Temos nas aulas de Kestrel, principalmente as aulas que ela tem com seu pai, onde ela aprende sobre estratégias, e nas "conversas" entre Kestrel e Arin, todo um cenário onde nos vemos inseridos na história e não como acontece em outros livros do gênero, onde apenas ouvimos falar sobre a situação em geral e não existe nenhum desenvolvimento. Pelo menos no primeiro livro, a história gira em torno da guerra e não deu para entender o porque o livro é classificado como fantasia. Vamos ver nos próximos volumes.

"A felicidade depende de ser livre", o pai de Kestrel sempre dizia, "e a liberdade depende de ter coragem".

Kestrel foi aquela protagonista na medida. Ela não tem nenhum "poder especial", e também não é a garota que fica esperando ser salva por algum homem. O foco é na sua inteligencia e é isso que ganha Arin. Aliás esse foi outro aspecto do livro que gostei bastante, não existem cenas e mais cenas de descrição dos protagonistas, como se aparência fosse mérito. O romance ente eles vai sendo construído conforme eles vão se conhecendo e aprendendo as qualidades e defeitos um do outro. E não tem nada de erótico também, eles mal dão um beijo na história, mas o amor está ali o tempo todo e cada um faz o seu sacrifício pelo outro. Arin é aquele personagem apaixonável, por ser a esperança do seu povo e por ter se apaixonado pela inimiga, é possível ver como ele usa de sua inteligencia para poder ter as duas coisas.

A história vai sendo construída aos poucos, e quando a gente vê o final se aproximando, a tensão está tão grande que a gente não sabe mais o que esperar e de como a autora vai resolver aquela situação. E amei o final e espero que as continuações continuem à altura da história. Quanto a edição, eu comprei o box com os três livros e quando chegou vi que os livros não tinham orelhas, o que me deixou bem chateada. Mas para compensar veio marcadores de todos os livros juntos, o que raramente acontece. E para finalizar eu indico o livro para quem gosta desse cenário de guerra e com muito jogo político bem desenvolvido. É uma leitura que vale muito a pena.

Nota:









23 maio 2019

#91 | A Estante Aumentou!

Essa é a coluna onde mostro o que chegou, o que foi embora e também o que emprestei no Kindle Unlimited. Esse mês comprei alguns livros com vale presentes que ganhei respondendo pesquisa e também tem os que chegaram de parceria. E me desapeguei de bastante livros, mas ainda está faltando espaço hehe.


Livros físicos que chegaram


Esse kit lindo eu recebi da Faro Editorial. O livro é o mais novo lançamento do autor Charlie Donlea e já tem resenha dele aqui.


Esses dois recebi da Gutenberg e foram dois livros que favoritei. Os dois são maravilhosos. Um Casamento Conveniente tem resenha aqui e Jogos Malignos tem resenha aqui


Esses recebi de parceria com o Grupo Editorial Record. A Fada Mamãe e Eu é uma fofura, tanto a edição como a história e tem resenha dele aqui. Agora e Sempre tem resenha aqui.


Esses dois serão minhas próximas leituras. Estou com bastante expectativas no livro da Danielle, já que antigamente eu lia muitos livros dela e gostava bastante.


Os próximos foram livros que comprei com vale presente e não gastei nada com eles, só o tempo de responder as pesquisas hehe. O Mundo Perdido era um que estava na minha lista fazia um bom tempo. Eu já li ele na verdade a muito tempo atrás, mas em uma edição bem mais feia. E o do Harlan é porque sou fã mesmo hehe. 


Esses dois também estavam na minha lista desde que vi umas resenhas bem positivas deles. Mas apesar das capas lindas, as folhas são brancas, o que é uma grande decepção. Espero que a história faça eu esquecer isso hehe.

Emprestados no Kindle Unlimited


Esses foram os que emprestei no mês. Adorei essa série da Editora Valentina Para Quem tem pressa.


Desapegos


Aqui em casa está assim, entra um tem que sair outro. Esses foram os livros que doei esse mês. Tem dois ai que nem cheguei a ler.











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