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26 junho 2022

Resenha | O Retorno do Rei - J. R. R. Tolkien

Livro: 
O Retorno do Rei
Série: O Senhor dos Anéis #3
Gênero: Fantasia
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Martins Fontes
Páginas: 450
Ano: 2000

Contêm spoilers dos livros anteriores.

Resenha:
As forças do mal estão se reerguendo e Sauron, o Senhor do Escuro, está a procura do seu anel, e é só uma questão de tempo até ele encontrar, já que o Um anel também quer voltar para seu Senhor. Por todos esses anos o Um Anel esteve em posse de Bilbo Bolseiro que ao decidir desaparecer deixou o Um Anel para seu sobrinho Frodo, que agora vai ter a missão ingrata de levar o Um Anel até Mordor, local onde ele foi forjado, para destruí-lo. Mas Frodo não vai estar sozinho nessa jornada. Uma comitiva com representantes de vários povos é formada. Mas durante a viagem eles sofrem algumas perdas e acabam se separando com Frodo e seu fiel amigo Sam seguindo rumo a Mordor enquanto Aragorn, Legolas e Gimli seguem a procura de Merry e Pimpim que foram levados pelos orcs. 

Sam e Frodo acabam se encontrando com Gollum, que serve de guia para a dupla de hobbits, mas o poder do Um Anel é mais forte que a criatura e Gollum leva Frodo direto para morte. Sam pega o Um Anel para tentar cumprir a missão, mas descobre que Frodo ainda está vivo, mas foi capturado pelos orcs. E enquanto isso Aragorn, Legolas e Gimli não encontram apenas os hobbits sequestrados, mas também Gandalf, que eles acreditavam estar morto. Eles acabam tendo um confronto com Saruman que estava se comunicando com Sauron através de um palantír (uma espécie de bola de cristal), e Pimpim movido pela curiosidade acaba usando o objeto e Sauron além de ver o hobbit e achar ser ele o portador do Anel, descobre os passos do grupo. 

Por isso o grupo acaba se separando mais uma vez, já que Gandalf  na tentativa de proteger Pimpim leva o pequeno com ele para Minas Tirith, para tentar alertar Denethor para a guerra iminente. Já Merry permanece junto dos Cavaleiros de Rohan e, Legolas e Gimli acompanham Aragorn pelas Sendas dos Mortos, local de onde ninguém nunca voltou vivo. Mas Aragorn como herdeiro de Isildur é o único que pode tentar mudar isso. E eles precisam de toda ajuda possível, seja ela dos vivos ou dos mortos. Cada um tem uma missão pela frente nessa guerra que já começou, porque a escuridão já se abateu sobre a Terra Média e eles tem muitas batalhas para lutar e sua única esperança é distrair a atenção de Sauron até que Frodo consiga destruir o anel. 


Tentei fazer um apanhado geral de como está a situação até o momento, mas isso tudo que falei não chega nem a 1% do que a história realmente entrega. Tem tanta coisa acontecendo, tantos cenários e personagens e cada um deles lutando em uma batalha diferente e tudo está ligado, e a gente fica até sem fôlego durante a leitura. Foi um nervoso, um roer de unhas, a gente torce, chora, ri, passa raiva com alguns personagens e até luta com eles. Porque se for ver é uma luta de um David contra milhares de Golias. Fica aquela sensação, é vocês são bons, mas já viu a quantidade de soldados que tem do outro lado? E soldados que não se importam em morrer.

Os dois primeiros livros são excelentes, mas se comparados a esse, eles chegam a ser somente bons de tão perfeito que é esse terceiro livro. É uma obra prima, tanto que é referencia do gênero e como disse na resenha do segundo livro, se você não leu os livros, você ainda não sabe o que são livros de fantasia. A leitura é difícil no começo? É sim, mas depois que você começa não consegue mais largar. Eu inventei de reler os livros no ano passado e acabei em uma ressaca literária de livros do gênero porque não tem comparação com os outros. Depois que você lê Tolkien parece que os outros livros perdem a cor. E só agora consegui finalizar a trilogia. E a vontade é de começar tudo de novo hehe. 

E eu ainda tive uma dificuldade adicional na leitura. Minhas edições são as da Martins Fontes, cujas páginas são brancas e as letras minúsculas. Tente ler eles a noite e com sono. Embaralha tudo e por vezes lia a mesma linha de tão confuso que ficou. Mas ainda assim gosto dessas capas antigas. E por falar em edição, não sei como está a nova da HarperCollins, mas nessa que tenho tem os mapas, um apêndice com árvore genealógica, linha do tempo, calendário, pronúncia, o que torna o universo criado pelo autor ainda mais rico e interessante. Mas na minha opinião eu preferia ter lido algumas dessas informações antes de começar a ler a história, e não depois de terminar. Teria deixado a leitura mais proveitosa. 

Quando comecei a releitura da Saga do Anel não sabia que havia uma nova adaptação desse universo da Terra Média em andamento, agora as expectativas estão lá nas alturas. Até porque de tantas adaptações que temos, os filmes da trilogia são uns dos poucos que eu gosto bastante. Mesmo tendo mudado muita coisa, dando destaque para algumas situações e personagens que são apenas mencionados nos livros, Arwen e seu romance com Aragorn que o diga, ainda é uma boa adaptação porque a essência da história e dos personagens estão ali. Mas novamente se você só assistiu e não leu os livros, saiba que está perdendo muita coisa.

Agora vamos falar sobre o melhor personagem dessa trilogia: Samwise Gamgee. Quem seria Frodo nesse churrasco se não fosse o Sam? Ele é leal, corajoso, sensato, habilidoso, sábio e quando nada disso dá certo, ele ainda continua porque é o certo a se fazer. Frodo tem lá seus méritos, mas sem Sam ele não teria chegado nem na metade do caminho. Os quatro hobbits na verdade são os protagonistas dessa história, porque tudo começa com eles e termina com eles. Merry e Pimpim também provam seu valor e fazem a diferença nessa luta do bem contra o mal. E outra pessoa que tenho que destacar é a personagem mais corajosa desse terceiro livro: Éowyn. Dentre tantos homens e praticamente três mulheres na história, é uma delas que tem colhões para ir lá e enfrentar o cara. E até por isso acho que preferia um final diferente para ela.

E além de todas as coisas perfeitas e maravilhosas que existem nessa história, o melhor de tudo na minha opinião é que existe um depois. Sim, o livro não acaba com o final da batalha como acontece em todos os livros de fantasia. Eu tenho um nervoso de saber o que aconteceu com os personagens, quem casou, quem teve filho, como ficou o psicológico deles e não tem. Mas nesse não, umas boas 100 páginas foram reservadas para mostrar como ficaram as coisas após a guerra. E eu poderia ficar aqui horas falando sobre cada um deles e descrever meu amor por Aragorn, Legolas, Gimli, Gandalf e até mesmo Gollum que querendo ou não esteve presente quando eles precisaram dele, mas vou parar por aqui, porque sei que quase ninguém lê resenhas enormes. Só me resta indicar os livros para todos amantes de fantasia. E se você assim como eu já leu os livros, bora reler hehe.

Nota:







13 abril 2022

Resenha | As Duas Torres - J. R. R. Tolkien

Livro: 
As Duas Torres
Série: O Senhor dos Anéis #2
Gênero: Fantasia
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Martins Fontes
Páginas: 364
Ano: 2009

Contêm spoilers do livro anterior.

Resenha:
Frodo recebeu uma missão ingrata: levar o Um Anel, que governa todos os outros, até o local em que foi forjado para destruí-lo. Isso enquanto as forças do mal estão cada vez maiores e Sauron, O Senhor do Escuro, clama por ter seu anel de volta. Mas Frodo não foi sozinho nessa jornada, nove formam a comitiva para a Montanha da Perdição em Mordor. Mas nem todos eles vão chegar ao seu destino. Enquanto todos acreditam que Gandalf está morto, um deles sucumbe ao poder do anel e acaba fazendo Frodo tomar uma decisão as pressas e assim ele segue com Sam enquanto os outros acabam dispersos por um ataque de soldados-orcs.

Durante o ataque, Boromir é ferido mortalmente e não consegue proteger os hobbits, e Merry e Pimpim são levados pelos orcs. E antes de morrer ele pede que Aragorn vá para Minas Tirith e salve seu povo. Mas Aragorn não pode deixar seus companheiros de viagem para trás e junto com Legolas e Gimli eles partem no encalço dos orcs, que eles descobrem estar a serviço do mago traidor, Saruman. Mas a busca termina quando eles encontram Éomer junto aos Cavalheiros de Rohan, que diz ter acabado de matar os orcs que eles estão perseguindo e não havia nenhum Hobbit ente eles. O que aconteceu foi que os dois conseguiram fugir e se encontram com Barbárvore, o mais velho dos ents da Floresta de Fangorn.

Enquanto isso Frodo e Sam começam sua viagem para destruir o Um Anel, primeiro de barco, depois a pé, praticamente sem ter ideia do caminho a seguir. E eles não estão sozinhos, Gollun/Sméagol segue a dupla de amigos de perto. Eles conseguem dominar a criatura, mas Frodo se compadece e não tem coragem de matá-lo. Então fica decidido que Gollun vai guiá-los até Mordor. Gollun promete servir ao mestre do "precioso", mas Sam não confia nele nem um pouco, ainda mais que a criatura parece estar em uma luta consigo mesmo. E a desconfiança só aumenta quando Gollun diz que conhece outro caminho para entrar em Mordor. Um caminho que passa pelas Montanhas da Sombra: Cirith Ungol.


Eu demorei horrores para reler esse livro porque acabei tendo uma ressaca de livros de fantasia bem no meio da leitura e deixei-o de lado por um tempo. Mas quando passou voltei a ler e finalizei em dois dias. E não entendo como tem gente que diz que gosta de livros de fantasia e não gosta dos livros do Tolkien. Essa trilogia é mais do que perfeita. E sem falar que foi a inspiração para todos os outros autores do gênero. O que sempre vejo falarem é que os livros são chatos e a escrita arrastada. Eu não consigo ver isso. A cada detalhe que o autor acrescenta é só mais uma cereja para coroar o bolo que já está maravilhoso.

E o engraçado que eu achava esse livro o mais fraco da trilogia com as lembranças dele da minha primeira leitura, mas agora só penso onde que achei que esse livro era mais fraco? Talvez eu tenha estranhado o livro ser dividido em duas partes e não ter elas intercaladas. O grupo se separou e vamos acompanhar a história de um grupo de uma vez e só depois a história do outro. Mas as duas partes são igualmente boas e fiquei sem saber qual parte dessa jornada que gostei mais. A primeira metade ou livro três, tem mais ação, no sentido de batalha, mas na segunda ou livro quatro, o clima é mais sombrio com o anel ficando mais forte quanto mais se aproxima de seu mestre e também temos uma cenas de arrepiar.

As cenas vão passando como um filme na nossa mente. É tudo tão bem descrito que dá para assistir as palavras. E olha que é um mundo completamente diferente, com lugares e criaturas que a gente nunca ouvir falar e por vezes dá até um nó na língua ao tentar pronunciar. O certo é que roí as unhas de desespero por ver os caminhos de nossos heróis se tornando cada vez mais perigoso e eles lá, principalmente a dupla de hobbits, totalmente inocentes e despreparados para o que está por vir. Mas o que lhes falta de força e habilidades, sobra em coragem e lealdade. Nesse segundo livro é que podemos ver como Sam é o melhor personagem dessa série e que lealdade é seu segundo nome. 


E aqui mais uma vez podemos ver como as adaptações que não são tão fiéis influenciam nossa opinião. Na minha cabeça que claro, ficou mais as lembranças do filme, o Gollun se rebelava mais pelas atitudes do Sam, mas de acordo com o livro ele não teve nenhuma culpa e enxergou desde o começo o que estava para acontecer. E falando no Gollun, ele é aquele personagem que a gente tem uma relação de amor e ódio porque você quer que o personagem se redima, mas ele ficou tanto tempo com o anel que isso é quase impossível. É só ver como o anel influenciou outros personagens que praticamente nem tiveram tanto contato assim com o Um Anel.

E dos personagens da outra metade da história, o grande destaque vai para Barbárvore. As cenas com ele foram as mais fascinantes. Vou até assistir o filme novamente para ver se ele teve esse reconhecimento que teve no livro, porque não lembro muito bem. Aragorn continua um personagem misterioso e não tem aquele destaque todo dos filmes, esperemos o terceiro livro. E Legolas e Gimli também se destacam pela amizade e a disputa saudável entre amigos. Mas enfim, o fim nos espera e não vejo a hora de reler o terceiro e ultimo livro da saga. E termino indicando os livros, mas leiam em outra edição porque essa que estou lendo as páginas são brancas e a letra minúscula, o que atrapalha um pouco o ritmo da leitura.

Nota:








05 julho 2016

Resenha | A Sociedade do Anel - J. R. R. Tolkien


Livro: A Sociedade do Anel
Série: O Senhor dos Anéis # 1
Gênero: Fantasia
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Martins Fontes
Páginas: 464
Ano: 2000

Resenha:
O mês passado um dos temas do desafio era um livro proibido, não que tivesse algum tema ou cena proibida, mas que tenha sido proibida a venda dele em algum país. Como a maioria dos livros da lista eu já li e outros não tenho vontade de ler, resolvi reler esse, que li a uns bons 15 anos atrás e de novo me encantar com essa incrível fantasia criada pelo autor. O livro foi proibido no Novo México e teve seus exemplares queimados por algumas igrejas que alegavam que ele fazia apologia ao satanismo. O que é uma ironia, visto que o autor era cristão. Creio que todo mundo, ou quase todos sabem do que se trata a história, mas vou fazer aqui uma pequena introdução porque vai que né? hehe

O Senhor dos Anéis apesar de ser considerado uma trilogia teve seu início em um outro livro, O Hobbit e nessa trilogia acompanhamos a continuação da saga do anel. Mas dá para ler a trilogia sem ter lido O Hobbit antes, porque no inicio do livro o autor situa o leitor dos acontecimentos anteriores. Os hobbits são um povo muito antigo que habitavam a Terra Média. Eles são um povo muito alegre e festeiros que vivem em tocas no chão. São pequenos se comparados aos homens, ainda menores que os anões, seus pés tem solas grossas e são cobertos de pelos por isso raramente usam sapatos. São divididos em três raças: Pés-peludos, Grados e Cascalvas. Esses últimos que fundaram o Condado, nossa área de interesse. Uma terra rica e boa onde praticamente se esqueceram do resto do mundo. É onde vive Bilbo Bolseiro, o Hobbit que deu o título ao livro.


Um dia chegou a casa de Bilbo, o grande mago Gandalf, o cinzento acompanhado de treze anões e juntos partiram para uma grande aventura. Foi nessa viagem que Bilbo, por mero acaso, encontrou o anel. Um anel que fazia que quem o usasse se tornasse invisível e que anteriormente estava de posse de Gollum, uma criatura que vivia dentro das montanhas e se referia ao anel como seu "precioso". Bilbo ficou com o anel e somente Gandalf e seu primo-sobrinho Frodo sabiam de sua existência, assim acreditava ele. Tudo ficou na mais perfeita paz até seu centésimo décimo primeiro aniversário que é quando começa nossa história. 

Para comemorar seu aniversário, Bilbo faz uma grande festa e a surpresa fica por conta de seu "desaparecimento" bem no meio dela. Na verdade ele decide voltar às montanhas antes de "descansar" e deixa tudo para Frodo, inclusive a contragosto, o anel. Mas Gandalf diz a Frodo para nunca usá-lo. Passam-se alguns anos e nada muda, mas chegam alguns rumores aos ouvidos de Frodo sobre o Inimigo e a Terra de Mordor. Então depois de muito tempo, Gandalf aparece para uma visita. E as notícias não são boas e ele conta para Frodo a verdadeira história do anel. O anel que está com Frodo pertence a Sauron, o Senhor do Escuro e depois de muito tempo ele ressurgiu e quer o Um Anel de volta. E ele já sabe que o anel se encontra no Condado.

Três Anéis para os Reis-Elfos sob este céu.
       Sete para os Senhores-Anões em seus rochosos corredores.
Nove para Homens Mortais fadados ao eterno sono.
       Um para o Senhor do Escuro em seu escuro trono.
Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam.
        Um Anel para todos governar, Um Anel para encontrá-los,
        Um Anel para todos trazer e na escuridão aprisioná-los
Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam. 


Então Frodo terá a difícil missão de levar o anel até um local seguro até que se decida como irão destruí-lo. Como Sam Gamgi, amigo de Frodo ouve tudo pela janela, fica decidido que ele vai junto com Frodo para Valfenda, morada dos Elfos. E ainda acompanham Frodo e Sam nessa missão, seus amigos Pippin e Merry. Eles saem do Condado com os Cavaleiros Negros no seu encalço. Chegar vivo a Valfenda já será uma missão quase impossível, imagine então conseguir chegar as Fendas da Perdição, único lugar onde o anel pode ser destruído. Para isso é criado uma sociedade para ajudar Frodo a levar o anel até lá e dela fazem parte além dos quatro amigos, Gimli, o anão; Legolas, o elfo; Gandalf, o mago; e dois homens de linhagem nobre, Boromir e Aragorn.

"— Mas onde buscarei coragem? — perguntou Frodo. —  É disso que eu mais preciso."


Os filmes da saga são incríveis, mas quem só assistiu os filmes e não leu os livro,, não sabe a riqueza de conteúdo e detalhes que está perdendo. Eu mesma não me lembrava de tantas histórias e aventuras que ficaram de fora do filme. Foi muito bom reler. Não vou enfeitar aqui e dizer que é uma leitura fácil porque não é. Além do autor descrever coisas que a gente nunca viu, os nomes das pessoas e dos lugares são todos diferentes o que torna a leitura um pouco mais lenta. E a edição que eu li, as páginas são brancas e a letra minúscula. Mas em contrapartida, o mundo criado pelo autor é tão interessante que isso se torna apenas detalhes. 

Como disse o filme é muito bom, mas agora depois de tantos anos relendo o livro percebi que as "melhores cenas" são diferentes do livro. As principais cenas de ação como a fuga dos expectros do anel, e as cenas em Morin não foram bem assim. O livro é infinitamente melhor. É uma aventura em cada página. Nem lembrava de tanta coisa que eles viveram até chegar em Valfenda, no filme acontece tudo muita rápido e a gente perde tanta coisa que faz parte do crescimento dos personagens. E falando em personagens, eles são tão cativantes quanto no filme. Frodo e Sam formam uma dupla impecável e junto com os outros Hobbits formam a parte divertida da comitiva. As cenas mais engraçadas fica por conta deles. 

Já na parte mais séria temos Aragorn e Gandalf que também é o responsável pela magia. Aragorn sem dúvid rouba a cena na primeira aparição e foi de longe meu personagem favorito desse primeiro livro. Todo mistério que envolve o personagem é como um imã que atraí o leitor. Quanto a Legolas e Gimli temos sim a disputa entre anões e elfos, mas pelo menos nesse livro não tem a disputa pessoal entre os dois. E Boromir está igual ao filme. Como disse antes se você só assistiu e gostou, tem que ler os livros. Tudo é muito mais detalhado. A cada menção de um lugar ou de um personagem o autor nos conta a história referente. Eu favoritei e assim que der vou ler a continuação porque do jeito que termina fica aquele gosto de preciso urgente do próximo.

"Mas, de  repente, o Espelho ficou totalmente escuro, como se um buraco se abrisse no mundo da visão, e Frodo olhasse no vazio, No abismo negro apareceu um único Olho que cresceu lentamente, até quase cobrir toda a extensão do Espelho.Tão terrível era aquela visão que Frodo ficou colado ao solo, sem poder gritar ou desviar o olhar."

 Nota:





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