Livro: Até o Fim
Série: Não
Gênero: Romance Policial
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2019
Resenha:
Napoleon Dumas, ou simplesmente Nap para os amigos, teve sua vida transformada após a tragédia em que viveu aos dezoito anos. Seu irmão gêmeo Leo e a namorada Diana foram encontrados mortos nos trilhos da ferrovia. E as investigações concluíram que foi morte acidental, mas houve especulações sobre ser um suicídio duplo. E para completar a tragédia Maura, a namorada de Nap, terminou com ele por mensagem e desapareceu da face da terra dias depois. Nap quase que enlouqueceu e acabou invadindo a casa de Maura e foi pego pelo capitão Augie Styles, pai de Diana, que acabou se tornando uma espécie de mentor, o que levou Nap a se tornar um policial.
A tragédia aconteceu há quinze anos e há dez Nap está na policia e desde então Nap tem usado em off os recursos da policia para tentar encontrar Maura, o que não gerou nenhum resultado até agora. Por isso ele fica em choque quando é procurado por dois policias dizendo que as digitais de Maura que ele inseriu no sistema, foram encontradas em um veículo envolvido no assassinato de um policial, Rex Canton, que por coincidência estudou na mesma sala que Nap, Maura, Leo e Diana. Rex parou o carro por embriaguez ao volante, mas ao analisarem as câmeras do bar de onde Maura e o suposto assassino saíram juntos, vê se claramente que o homem não estava bêbado.
Em um palpite certeiro Nap descobre que Rex estava aplicando pequenas armadilhas em homens em processo de divórcio brigando pela guarda dos filhos. Então ele pode ter sido morto por um desses homens querendo vingança. Mas como Maura se encaixa nessa história? E Nap tem certeza de que de alguma forma a morte de Rex tem ligação com a de seu irmão e começa a investigar por conta própria. Com a ajuda de sua única amiga Ellie, que também era da mesma turma na escola e hoje cuida de um abrigo para vitimas de violência doméstica, Nap descobre que todos eles faziam parte de uma sociedade secreta o Clube da Conspiração e que estavam investigando a base secreta para lançamentos de mísseis antiaéreos que fica na cidade.
"Nunca escondi nada. Mas às vezes fico me perguntando: e você, Leo? Escondia alguma coisa de mim?"
Volta e meia a gente volta para aquele autor que a gente ama. O Harlan é tipo minha zona de conforto. Sempre que pego um livro dele para ler, já sei que vou gostar e terminar a leitura satisfeita. E nesse livro não aconteceu diferente. Mesmo não achando Até o Fim o melhor livro do autor que eu li até agora, e já li vários livros dele, ainda assim ele está bem acima da média de livros do gênero que existem no mercado. O suspense e as reviravoltas são garantidos. Assim como as noites em claro, como o autor é conhecido. O Harlan escreve livros para serem lidos em um dia, porque o leitor não consegue largar até terminar.
Uma coisa que já achei muito diferente no livro é narrativa. É em primeira pessoa, mas no caso o narrador, o Nap, conta a história como se estivesse conversando com o irmão gêmeo morto. Num primeiro momento isso é bem esquisito, ainda mais para mim que prefiro mil vezes narrativa em terceira pessoa. Mas logo a gente se acostuma e entra no ritmo da história, que como já disse é daqueles que a gente não consegue largar antes de saber todas as respostas. Gostei bastante do desenvolvimento e fui surpreendia no final, mesmo já desconfiando de algumas coisas, o autor é daqueles que sempre tira um coelho da cartola e em uma coisa ou outra a gente termina surpreendido.
E outra coisa que achei bem legal foi que temos um crossover por aqui. Myron Bolitar, personagem principal de outra série do autor, dá as caras na história. E também tem outra personagem que apareceu, não só nesse, mas fui pesquisar e ela está em vários livros independentes do Harlan, a investigadora Loren Muse. Mas nesse em especial ela não tem muito destaque, só aparece em algumas cenas, afinal ela é a chefe de Nap. Falando em Nap, uma coisa que gostei no personagem, e é uma característica dos personagens do Harlan, é que ele não é todo perfeitinho. Ele tem vários defeitos, o que o torna mais humano e mais fácil de ter uma empatia com o leitor.
E mesmo o livro girando em torno de Nap, os personagens mortos e os desaparecidos tem participação ativa na história. Fica aquele mistério sobre o que aconteceu no passado o livro inteiro e também o que está acontecendo no presente. E quando a gente pensa que descobriu tudo, sabe de nada inocente. Mas mesmo eu dando nota máxima para o livro, devo confessar que não gostei do final escolhido para o protagonista, e também acho que esse tema desaparecido voltar a vida já está bem batido nas histórias do autor. Quanto a capa eu gosto desse novo estilo que a Arqueiro está lançando os novos livros do autor. O que eu não gosto é que estão relançando todos os antigos com esse novo modelo e como não sou rica para comprar tudo de novo, fico muito brava porque agora ficou diferente dos que eu já tenho.
Nota:






















